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Haverá o dia em que o “mal” que o outro fizer não lhe tocará. Aceitar a maldade é uma opção. Independentemente do que venha de lá, é você quem processa os acontecimentos, transformando-os em combustível para mágoas ou oportunidades de ser amor. Essa opção nunca será do outro, mas sua.

Chegará o tempo de olhar para o que lhe incomoda e perceber com clareza que não passa de uma expressão de alguém que ainda não enxergou. Acolher essa dor e torná-la pessoal é uma escolha que deixa de ser quando você finalmente entende que, por mais que pareça, a questão não é pessoal, mas uma infeliz tentativa de alguém que ainda não aprendeu ser de outro jeito.

Se acolhemos os maus tratos, a antipatia, a injustiça que porventura nos atinja, adicionarmos irritação, vingança, auto vitimização, o que nascerá? É possível que saia algo bom?

Na Terra todos sofreremos de alguma maneira. Seremos expostos a atritos, enfrentaremos atitudes completamente desnecessárias de gente que aparentemente age sem motivos, nos destrata, nos desgasta, nos humilha, tenta nos apequenar, seja com palavras, seja com atitudes, portanto a questão é: Quando isso acontece, o que você devolve? Que tipo de energia irá gerar para alimentar ou modificar os processos? É uma escolha.

Haverá o dia em que entenderá. Verá o que o outro pratica como expressão da própria sombra, oportunidade para ser, para transformar a partir de você um ambiente, um comportamento, uma atitude hostil.

Você não é vítima, mas parte do processo. Se não pode escolher exatamente como serão os acontecimentos, cabe a cada um decidir o que fazer com o que lhe toca, se assimilará ou transformará.

Nossas histórias estão se cruzando, se conflitando, se interconectando sempre, mas os desgastes não existirão se você não quiser. É necessário posicionar-se acima dessa zona de conflito, entender como as coisas funcionam para que o “perdão” não seja necessário, pois não houve mágoa que o precedesse.

Nesse dia tudo estará claro, em equilíbrio, na dimensão da consciência e do amor.

Se ainda não é, sigamos no caminho em alegria por todas as oportunidades que estão acontecendo agora, com o único intuito de que venha a ser.

Do meu irmão Leonardo Siqueira:

Como encontrar e onde está a consciência?

Tenho uma sensação muito clara do encapsulamento religioso entre os que dependem de referências objetivas para aspectos metafísicos, tentando visualizar e entender algo que vai além.

Caminhos e apontamentos, passos e direcionamentos são atitudes influenciadoras que esbarram sempre no efeito e jamais na causa.

Concordo com a definição de Jung ao afirmar que os pensamentos orientais são introvertidos, isto é, de dentro pra fora, enquanto os ocidentais são extrovertidos… logo, é imprescindível (e disso derivam os paradoxos insolúveis da filosofia ocidental) categorizar, com métricas e fórmulas, matematizando arbitrariamente o indefinível.

Muito se fala em consciência expandida, no entanto como se expande o que já é harmoniosamente integralista e absoluto?

A consciência que se expande não é senão uma fração dela própria… a total, que não se expande, não se alcança, já está. É indelevelmente intrínseca, indissociável da existência, portanto “a chegada” e “o alcançar” nada mais são que jogos intelectuais que, sem a profunda e adequada observação, não percebem a ilusão do caminho.

Não há o alcançar e sim o permanecer no essencial.

É limpar-se do tanto que está impedindo o Ser de ser o que é, fragmentado, dividido, rotulado e, por consequência, limitando o que, em essência, é vasto e ilimitado.

Imagine a seguinte história … dois amigos, A e B. O A, muito rico, acumulou uma enorme quantidade de metais preciosos e não conta à sua esposa pois a considera perdulária. Sendo assim, confessa ao B que guarda este enorme tesouro e, caso algo o aconteça, que revele à sua família os bens que têm.

O amigo B viaja e passa anos fora… um dia, ao retornar, encontra a esposa do A mendigando nas ruas, com seus filhos ao lado… ao questioná-la, escuta que o seu marido (A) morreu faz alguns anos… agora estão sem nada e têm apenas a casa que moram.

Incomodado, B irá revelar o tesouro guardado. Por mais que esta história termine, começam algumas análises:

Caso ele revele e ela não acredite, permanecerá como está, ainda que, logicamente, seja extremamente rica…
Assim, a riqueza está na posse ou na consciência?
Um animal, que tenha se apossado do “pote precioso”, usufruirá de seu valor?
Se você entender estas análises de forma conceitual, permanecerá onde sempre esteve e não poderá, jamais, possuir o tesouro.

Se, ao contrário, se conscientizar desta realidade, será como confiar na indicação do amigo B e encontrará a preciosidade que sempre teve dentro de casa, local que você, jamais, pôde, de fato, sair.

Traçar planos, estabelecer metas e procurar pontos de encontros da verdade não irão à sua quintessência já que ela é permanente movimento.

Não estando em parte alguma, ainda que seja o total, é fluxo constante, manifestada em cada um, sem que cada um tenha a sua posse.

É uma roda onde o núcleo está em toda parte e a periferia em parte alguma…

Aquietemo-nos

setembro 19, 2014

Sabe, confesso que às vezes me incomodo com nossa tendência em transformar estados de espírito, percepções, consciência em meros “slogans”: “Tudo vai dar certo”, “olhe para si mesmo”, “você vai conseguir” e assim vamos banalizando o que era para ser algo tão claro, tão próximo, tão íntimo, tão verdadeiro.

Nos apossamos do que é, ou pelo menos tentamos nos apossar do que é essencialmente livre e condicionamos o fluxo da vida, das experiências, do amor, do crescimento, da gratidão, às nossas tolas historinhas.

É por isso que não acreditamos mais. Nos tornamos céticos condicionados para produzir em nome do que? Para que? Por que?
Portanto, nesse breve texto, quase um bilhetinho, quero apenas te lembrar que tudo o que você enxerga é apenas superfície. Você não vê a conexão entre as experiencias, não percebe o quanto uma,e outra, e aquela, e mais outra se vinculam e contribuem para que você veja mais, saiba mais, entenda melhor.

Não estamos aqui para sermos “vencedores de sucesso”, pelo menos não na perspectiva vigente. Estamos aqui para aprendermos a amar, para sermos humanos, para entendermos o que significa de fato estarmos vinculados, existirmos. Há muito mais em jogo do que a fatura do cartão de crédito, a promoção do trabalho ou o problema com o marido.

Portanto, aquietemo-nos. Não sabemos de nada e nossa inquietude nos torna mais cegos.

Que hoje seja dia de paz, de compreensões, de significados e de amor, independentemente do que há na superfície. Saiamos dela, mergulhemos em consciência e experimentemos hoje, em gratidão, em plenitude, em silêncio, o privilégio de existir.
Silêncio…
Com gratidão,
Flavio

Necessidades

setembro 18, 2014

O que seu coração quer não é novo amor, novo carro, novo emprego, nova roupa, novo computador, nova cidade para morar. Não é uma casa nova, própria, bonita, no bairro preferido. Não é mais amigos, mais dinheiro, mais reconhecimento. Seu coração só projeta em gente, objetos e situações, o aconchego, a segurança, a confiança que de fato você precisa e mora dentro. – Do livro Mensagens que chegam pela manhã

Vazios e gaiolas

setembro 18, 2014

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A experiência do amor

setembro 18, 2014

O absoluto inclui a impermanência, assim como o imperfeito é parte do perfeito.
Nada é completamente desconectado do que é, ainda que eu e você, relativos, só tenhamos acesso ao “todo” conforme nossas próprias limitações.

O amor é uma dimensão, constante, absoluta, permeia nossa realidade fragmentada, se espalha sobre a terra com eloquência, mas, ainda assim, tudo o que vemos são reflexos.

Achamos que amor é relacionamento a dois, é sexo, é romance, é abraço, é caridade, é fraternidade, é tratar bem, é casamento, é romantismo, sem perceber que tudo o que chamamos de amor são meramente fragmentos do absoluto encharcados em nossa dualidade, distorcidos por nossas contradições, interesses, ambições, inseguranças, medos e olhares difusos.

O amor se impõe como realidade sem nome, sem dono, sem representante, sem “caixa”, sem causa, sem jaula, sem discursos pré concebidos, sem rótulos. Mistério que não se encerra em nós mesmos, tampouco em nossas tolas projeções. Nenhum de nós ainda sabe amar em plenitude. Nenhum de nós.

O amor simplesmente é, porém, vinculado a nossa impermanência, se expressa conforme somos.
É o que ele é refletido no que somos, espelhos turvos, mas nem por isso deixa de ser, nem por isso deixamos de perceber, de senti-lo de crer que existimos nele.

É por isso que acredito que nossas experiências, todas elas, tem por finalidade nos fazer aprender a amar. É isso que chamamos de “iluminar”, “evoluir”, “transcender”, afinal, sem amor, absolutamente nada faz sentido.

Por enquanto fiquemos com os reflexos, mas um dia seremos absorvidos, parte dele, fragmentos conectados ao todo, partes de uma coisa só.
Haverá o dia que de fato seremos amor e finalmente estaremos de volta, em casa. Enquanto isso caminhemos e cresçamos em amor.

Só isso

setembro 17, 2014

Não sei em qual ponto do dia está, mas certamente, desde o momento em que acordou até aqui (mesmo que tenha acordado recentemente) já sofreu uma incrível sobrecarga de informações de todas as naturezas.

Dificilmente percebemos a carga de condicionamento embutida nessas informações que, se não passarem pelo crivo da reflexão e da consciência, nos transformará em bonecos amedrontados, distraídos e consumistas.

Nosso interior que deveria ser de paz e silêncio, fica conturbado, inquieto, cheio de pseudo necessidades. Se você disser “comigo não”, é porque ainda não percebeu que, de um jeito ou outro, todos nós que moramos nas cidades, que temos nossos carros, nossos trabalhos, nossos compromissos, de alguma maneira compomos esse cenário, portanto a questão é: Qual seu nível de intoxicação?

Minha intenção hoje é apenas te lembrar que nesse instante tem bilhões de variáveis, de novos desfechos, de outras possibilidades de caminhos acontecendo a sua volta. Há outras portas, muitas saídas, desdobramentos que sequer passaram por sua cabeça. Está tudo acontecendo agora e você não vê. Cego pelo condicionamento, tateando no escuro por conta da sobrecarga que aceitou carregar.

Portanto, esteja você aonde estiver, fazendo o que estiver fazendo, pensando seja lá no que for, quero apenas dizer que sua preocupação também é um condicionamento, Sua falta de confiança no fluxo da vida é falta de visão. Seu medo, que lhe projeta para o futuro ou lhe fixa no passado é restrição de olhar. A aparente falta de alternativas é reflexo de sua falta de consciência.

Descanse, acalme-se, aquiete-se. Toda preocupação que embute em qualquer acontecimento apenas deixa as coisas mais difíceis.

Dê uma chance para a vida e, ao invés de se debater, ouça o que ela tem a dizer.

Acredite, tudo ficará mais leve naturalmente e você perceberá que a solução que tanto se esforçou para ver, já estava ai. Aquiete-se para perceber. Só isso.

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