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O universo que somos

outubro 18, 2014

Não quero ser portador de nenhum absoluto, sei que sou relativo. Não quero ser referência para nenhum tipo de mensagem, sou aprendiz sempre. Não quero estar preso a dogmas, sequestrado por códigos de linguagem, por percepções únicas, restritas, amedrontadas, sem coragem de questionamentos, sem espaço para dúvidas, sem honestidade para o auto confrontar-se e enxergar-se.
Não quero ser nada além do que sou, consciente que minha busca pode ajudá-lo na sua, não porque sei mais, mas porque as experiências se conectam, se completam, se aplicam em determinados momentos que muitas vezes compartilhamos.
Enxergar implica em desconstruções, perceber-se pode desembocar em quebra de paradigmas, em novas descobertas, na coragem de deixar as nuvens, ascender ao céu e depois ir mais longe.
Esse Insight é mais um dos que me nego a dar respostas prontas, é mais um dos que inquietará muita gente ( portanto só veja quando tiver tempo pra parar e prestar atenção por 15 minutos), mas, tomara, pode ser útil para que você perceba e chegue sozinho a muitas conclusões.

Em busca de respostas

outubro 17, 2014

Quem entre nós detém a verdade? Quem é o homem ou mulher que entendeu absolutamente tudo, que tem todas as respostas, que não vê contradições, não se inquieta com suas próprias questões, seus medos, suas dúvidas, ainda que sejam mínimas?

Quem disser que está acima disso, ou mente, ou é ingênuo. De um jeito ou de outro estamos todos buscando.

Diante do que somos, a forma como nos rotulamos não faz a menor diferença. Somos o que somos e nossas escolhas sempre refletirão a realidade. É isso que vale.

Esse mundo está lotado de ideias, filosofias, regras a serem seguidas, discursos absolutos, cartilhas, leis, mandamentos, donos da verdade nas igrejas, nas Tvs, no rádio, nas universidades, na política, nas esquinas da vida.

Há sempre alguém defendendo uma ideia que tem cara de definitiva, uma “tese irrefutável”, há fundamentalistas e pacifistas, religiosos, humanistas, esotéricos, místicos, capitalistas, comunistas, intelectuais, ideologias em excesso, construções em demasia, desentendimentos que levam ao mesmo lugar, à confusão, à intolerância, ao desamor.

É assim que permitimos nos condicionar: por medo. Fingimos ser o que nem nós mesmos acreditamos, tudo por medo.

A razão pela qual precisamos desses rótulos está ligada ao fato de não crermos em nada que vá além da superfície, dos discursos, das formas, das fórmulas, das palavras, do que nos dê alguma sensação de segurança. Quem admite perder o controle e dar um salto no escuro em busca da verdade?

Não ande com medo de punições. Não seja por medo. Se é para temer alguma coisa, tema o cinismo de quem finge que vê, mas é cego, a amargura de quem se resignou na própria loucura e não permite que os outros enxerguem, que se agarra à alguma teoria somente por temer ser punido. Não tenha medo, mas tenha fé.

Ter fé não é ser um devoto religioso, mas, sobretudo, é caminhar em gratidão, perplexo muitas vezes, perdido tantas outras, sabendo que a verdade e a liberdade devem se conjugar, que todo aquele que procura em verdade, pacificado, encontrará.

Uma mensagem pela manhã…

outubro 16, 2014

Hoje não vou fazer longas viagens, nem reflexões profundas, nem responder questões complexas. Não quero escrever sobre sutilezas da alma, ambivalências que carregamos o tempo todo, produtoras de sombras, refletoras de luz. Tem dias que a alma precisa de alimentos mais simples para que as percepções se conectem naturalmente, sem grandes mistérios, com simplicidade, com poesia, com leveza.

Hoje eu desejo leveza para você. Na caminhada, nas experiências, nas possíveis contradições que talvez se depare. Não precisamos carregar nas cores dos problemas, nem tornar labirintos mais complexos, pelo contrário, que haja quietude, confiança e paz.

Desejo que você esteja consciente, prevenido em relação as armadilhas da mente, aos processos que geram mágoa, que roubam do agora a beleza de existir, deslocando sua percepção para o passado distorcido ou o futuro miragem. Que você esteja em paz, esteja aqui, no agora, no hoje.

Tomara que, sem motivo aparente, sem nada que justifique, sem nenhuma mudança brusca, nenhuma interrupção repentina, inexplicavelmente, você perceba a beleza que te cerca, que toca, que sai de você. Que haja naturalidade para transcender esteriótipos, enxergar-se e caminhar em gratidão apesar de possíveis cenários desfavoráveis.

Tudo é por um tempo. O que fica é o que fazemos com nossas experiências, sobretudo a capacidade que temos de projetar significado no que experimentamos. Não sei se sua vida é fácil ou difícil, se tudo está em ordem ou se há muito para mudar, não sei como anda o trabalho, o casamento, as finanças, a saúde, talvez você não esteja feliz, mas hoje eu quero que esteja.

Feliz apesar dos pesares, confiante independentemente do que acontece lá fora, sensível aos processos interiores, verdadeiros, consciente que o hoje é onde existimos e encontramos recursos para qualquer tipo de superação.

Que seu dia seja cheio de significados, de percepções, de insights, de gratidão. Que o coração esteja em paz, não importa o resto. Que haja equilíbrio, mansidão e amor no caminho, em cada passo, em cada experiência, presentes da vida, oportunidades para ser, hoje, o que de fato você é. Fique bem ! Com carinho e gratidão. Flavio

Quarentão!

outubro 15, 2014

Hoje, no dia que completo quarenta anos, olho para todos aqueles que fui e sinto que de alguma maneira ainda estão aqui.
Sou a síntese de todos os Flavios, da criança com expressões tristes ao menino fanático por aviação, o adolescente às vezes super protetor ao homem que ama os livros, todos aqui, com todas as suas nuances e contradições.
Meu sentimento no dia de hoje é que nenhum deles se perca, que todos despertem, melhorem, se alegrem pela valiosa contribuição, pelo que foram responsáveis para que o homem de quarenta anos amadurecesse.
Sou grato por tanta gente querida que de alguma forma interferiu no meu caminho, levou um pouco de mim, deixou um pouco de si.
Sei que “a coisa” que sou não tem idade, mas, na relatividade do tempo, em um dia tão significativo como hoje, o sentimento é de integralidade com todos que fui, todos em mim, vivos, para que eu jamais esqueça de onde eu vim e qual o caminho de casa.
Obrigado por caminhar comigo.
Flavio – 15- Out/ 2014

brusque

Você acredita em Deus?

outubro 14, 2014

Você acredita em Deus? Em qual Deus? Em um país monoteísta, a maioria argumentaria “Sim, acredito no único Deus”. Mas qual?

Há muitos. Em cada paróquia, em cada igreja, em cada leitura da bíblia, em cada grupo, em cada humano, em cada interpretação que constrói um Deus conforme a própria imagem e semelhança, moralista, fixado em padrões culturais.

Entre os politeístas não será diferente a não ser pelos muitos nomes, cada Deus refletindo um olhar, um tempo, uma expectativa, vários deuses exatamente como no monoteísmo, sendo que no segundo caso os vários são chamados por um nome só.

Talvez você creia em um Deus conceitual. Uma energia abstrata, algo que não temos acesso e por isso mesmo prefere não perder muito tempo pensando nisso, afinal, já há muita gente discutindo sobre o assunto.

Tem quem acredite em Deus pessoal, Deus impessoal, Deus justiceiro, Deus amor, Deus castigo, Deus benevolente, que gosta de elogios, que se zanga com gente que erra, que pune, que recompensa, que castiga, que salva… Perdidos em nossos devaneios nem percebemos que Deus se projeta na vida.

O fato é que não faz a menor diferença se você se considera teísta (que crê em Deus) ou ateu (que não crê). Não muda nada o nome pelo qual você o chama, seus conhecimentos teológicos, se é criacionista ou evolucionista, se é religioso ou não é. O que é “ter Deus no coração” se não tiver no coração o outro, quem precisa, quem você pode ver, tocar, ajudar em amor?

Perdemos muito tempo com nossas tolas e ingenuas discussões, erguemos templos, formamos grupos, elegemos mestres, sacerdotes, hierarquias de poder, representantes do que se faz representar em cada movimento de vida, em cada humano, cada animal, cada elemento da natureza.

Então você é panteísta ! – diriam. Tolos que precisam de rótulos! O que eu quero dizer é que, enquanto brigamos por nada, perdemos a maravilhosa oportunidade de entendermos que, ainda que todos estejam certos, ou errados, ou parcialmente corretos, não importa, Deus se faz presente sempre que há um encontro, sempre que há um movimento de consciência, sempre que alguém se enxerga e vê o próximo.

“D-E-U-S” são apenas quatro letrinhas, um nome que a gente dá. O inexplicável, o mistério, o incognoscível, se dá no milagre dos encontros, na percepção da vida, na disponibilidade em ser amor e responder as demandas da vida, cada uma delas, em simplicidade e verdade. Quem viu que é assim não precisa mais de argumentos religiosos, desistiu da necessidade de provar, sistematizar o que não cabe em nossas caixinhas com cruzes na porta.

Esse viu e se pacificou. Vê Deus sempre que olha dentro, sempre que vê vida, sempre que se aquieta. Não precisa de nomes, nem de debates, nem de religiões.

Entendeu que, se não vejo Deus no cotidiano, em cada expressão de vida, todo o resto será apenas arquitetura oca, causas para discussões, expressão da arrogância humana que parece não ter fim.

O fluxo da doação

outubro 13, 2014

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