Feliz como pode

Não seja perfeito demais, nem tente isso! Nem procure se ajustar aos padrões de expectativa do seu grupo como se disso dependesse sua vida. A maioria de nós parece viver a procura da lucidez total, o “despertar” que não passa de sair de uma caixa e entrar em outra. Gente assim é chata. Se todos temos nossa dose de loucura porque não aceitá-la e ser feliz como pode?

O possível!

Em cada mente que desperta há a implosão de um sistema. Quem vê sai da bolha e passa a se relacionar com ela a partir de outra perspectiva. Não estou dizendo que esse individuo necessariamente impactará o todo, mas o que é o todo se não a somatória dos indivíduos?
Acredito que o maior mal dos nossos sistemas – a grande maioria deles – é a inibição do pensamento. Melhor sentir do que pensar, melhor ter pressa do que parar e enxergar, melhor entrar no fluxo frenético da maioria imbecilizada do que questionar sobre o que estamos fazendo com nossa vida. O resultado é a gigantesca desigualdade e nossa incrível passividade zumbificada diante dela.
Proponho a revolução! Não as que usam armas, nem as panfletarias com seus discursos cheios de amargura, proponho que nossa insatisfação seja alavanca de um reposicionamento de vida. Proponho que deixemos de esperar tanto dos outros, dos governos, dos empregadores, do Batman, do Obama ou de Deus e façamos o possível em nossos mundinhos. O possível já é uma grande coisa!

A minha casa

Você chama de Deus. Mas não é Deus que procura.
Acha que é felicidade. Mas o que é felicidade além dos comerciais de margarina ou de carros potentes?
Você pensa que procura um grande amor? Engano. Quantas vezes “grandes amores” viram outras coisas, perdem o brilho na mesma proporção que deixam de ser novidade.
Damos nomes às coisas de fora, mas dentro da gente elas vivem sem nome, todas eu, todas em mim, silenciosamente angustiadas até serem encontradas. Até que eu me cale e ouça. Até que eu veja e enxergue. Até reencontrar o caminho de casa, a minha casa, a casa que sou. (O menino que anseia pelo céu)