Home

Boa notícia: A partir de hoje o programa Mensagens que chegam pela manhã ganha mais um horário de reprise, às 15h, horário de verão (como já acontece nos fins de semana). Durante a semana, a reprise da tarde será referente ao programa do dia anterior, portanto, hoje você vai ouvir o de ontem, sobre Vocação X mercado de trabalho. À noite, às 20h e na madrugada, às 03h, tudo continua como está. Ouça, compartilhe, divulgue !

2

Transformação

outubro 31, 2014

Todo tempo se altera, cada fase, cada história, cada ano, cada momento se renova carregando consigo a semente de um novo olhar, que desperta consciências e prepara seres-zinhos assim como nós, viciados em nossa própria mediocridade, a crescerem, superarem, fortalecerem-se com a vivencia da constante – e muitas vezes dolorida- transformação.

Ser grato

outubro 31, 2014

foto-natal

É fácil estar grato quando tudo vai bem.

Com o trabalho progredindo, a família nos trilhos e, apesar de nem sempre como deveria ser, a vida segue sem grandes sobressaltos.

Estar grato na fartura, progresso, alegrias, só os tolos não são.

Mas estar grato é diferente de ser grato. Gratidão tem a ver com um estado de espírito.

É ter consciência que muitas vezes o bem tem cara de mal e o mal tem cara de bem e, por nem sempre poder discerni-los, sou grato. Então enxergo que tudo o que me acontece, em uma estação ou outra, produz bons frutos; são frutos da gratidão.

Ser grato não é agradecer por ter tudo o que gostaria. É perceber que, tendo ou deixando de ter, experimento exatamente o que preciso.

Não confunda gratidão com comodismo. Um luta, trabalha, faz planos, tem metas, mas não se abate por elas. Sabe que está indo à algum lugar e caminha com gratidão, independente do que aconteça. Outro senta, dorme, lamenta, se auto vitima como se o mundo conspirasse contra, como se nada valesse, como se nada pudesse. Ingrato!

Mude sua mente. Veja sob outra perspectiva e perceba que a ingratidão é fruto da unilateralidade de olhar.

Aceitar o desafio de expandir seus horizontes, enxergar as possibilidades, juntar as peças espalhadas pelo tempo nos abre uma incrível janela com vista privilegiada para o alinhavamento de cada situação, um dia chamadas de “boas” em outros de “más” , todas convergindo para o bem dos que, por gratidão, percebem.

É sempre uma questão de percepção.

A gratidão nos desentope de nós mesmos, nos tira do centro, desloca o eixo, nos ajuda a perceber os movimentos, deslocamentos, provisões, desvios, conexões, altos e baixos necessários para a construção de homens e mulheres de verdade, de caráter, atentos para as dinâmicas naturais e essenciais da vida.

Onde há harmonia, existe gratidão.

Onde há gratidão, ainda que nem tudo esteja parecido com o que considero ser ideal, há paz de espirito, discernimento e o entendimento que o significado das coisas sempre se vincula ao que habita meu coração.

Paz

outubro 30, 2014

Que os corações estejam em paz, sem euforias, sem depressões, altos e baixos que nos roubam o equilíbrio tornando a vista turva, distorcendo percepções que deveriam ser simples e claras. Rejeitemos os rótulos que nos separam, estejamos acima das cores, das raças, das regionalidades, e, ainda que as ideias sejam diferentes, sejamos sábios o suficiente para entendermos que uns dependem dos outros, não há seres autônomos, não há vencedores, nem perdedores, há humanos que dividem no tempo e espaço a experiencia de estarem aqui.

Qual seu talento?

outubro 30, 2014

Todos temos habilidades e todas as habilidades são igualmente belas e importantes. É como o corpo humano, a natureza, cada órgão, cada animal, cada árvore, cada um cumprindo seu papel.

Outro dia li em algum lugar que, se as abelhas fossem extintas (e elas estão desaparecendo aos poucos) sofreríamos um grande colapso, não haveria polinização, sem plantas, sem animais, incluindo os humanos. O problema é que não enxergamos mais a vida sob a perspectiva dos significados, mas através dos olhos reguladores do tal “mercado”. Dá dinheiro? É bom. Não dá? Vai trabalhar vagabundo! – É como a maioria age.

E o talento natural? E a habilidade para fazer coisas belas? E a possibilidade para estender o que é naquilo que faz, seja o que for, colocando-se no ofício, sendo útil no que sabe fazer? Os espaços diminuem, gente sensível vai trabalhar na fábrica, músicos excepcionais viram vendedores de seguro, poetas cumprem turno nos bancos, artistas advogam, escritores assumem gerência administrativa, talentos sufocados pela imposição de um estilo de vida cruel que enquadra as pessoas em “quanto” são capazes de produzir e ganhar.

O que fazer? Não tenho fórmulas mágicas. Sei como são as coisas e reconheço que haverá conflitos permanentes para quem resiste adequar-se. Na verdade, ou você se adéqua, coloca sua gravata, seu crachá, sua pastinha embaixo do braço e sai à luta, se entrega ao trabalho, faz o que puder para “chegar lá”, ou repensa a si mesmo, questiona-se se é isso que quer e arca com as consequências. De um jeito ou outro haverá consequências, portanto é uma escolha.

Dá para conciliar? Sempre dá. Mas a medida é de cada um, não há regras. Sou um dos que tenta, que às vezes cansa, que vive se equilibrando, caindo, levantando, repensando, ajustando, para conciliar necessidades com habilidades, vida profissional com vocação, pragmatismos e utopias. Escolhi ser o financiador do que faço, ainda que seja bastante difícil. É uma escolha.

Acho que precisamos manter isso em mente: Que tipo de vida escolho ter? O que sei fazer? O que quero fazer? E caminhar conforme decidiu. Não dá para pautar-se apenas pelas imposições do mercado e os apelos do consumo, assim como não dá para viver desconsiderando que nossa sociedade gira em torno do dinheiro, que é preciso sustentar-se, mesmo que a escolha seja por um estilo de vida mais simples.

Apenas não sufoque o que é. Mantenha um espaço de arejamento, deixe que uma fresta permaneça aberta, mesmo que seja mínima. Jamais sufoque suas habilidades. Pode ser que novas perspectivas sejam abertas, é possível que caminhos não imaginários hoje se desenrolem com naturalidade, quem sabe?

É preciso caminhar atento, fiel ao que é, consciente de até que ponto concessões serão necessárias, mas não permitindo jamais perder-se no meio da multidão de necessidades. É um fio de navalha, escolhas diárias que cabem a cada um de nós.

Existe um nível de comunicação que transcende as mensagens publicitárias, as informações do noticiário, as palavras que trocamos na conversa com um amigo. essa comunicação é muito mais profunda do que as mensagens que viajam através das ondas invisíveis das antenas de rádio e tv e de alguma maneira cativam nossa alma cansada, distraída, ocupada demais.

Todos somos portadores dessa mensagem, tão eloquente em seres mais simples, tão presentes em tudo, para todos os que querem enxergar.

Kumaré

outubro 29, 2014

Mestres não formam discípulos, mas outros mestres. Veja esse documentário com toda abertura de mente e reflita sobre até que ponto tende a projetar em gente, grupos, religiões, instituições aquilo que só encontrará em si mesmo.

“O cineasta americano Vikram Gandhi fez um documentário que serve de ponto de partida para reflexões sobre a religião e a necessidade que a maioria das pessoas tem de acreditar em algo extraordinário, que esteja além dos limites da condição humana.

Ghandhi se passou por sábio indiano que realizava o ritual da “luz azul” – inventado por ele. O projeto inicial do documentário era mostrar o negócio em que se transformou a yoga, banalizando-se por intermédio de gurus que surgem a todo instante.
Quando começaram as gravações, Ghandhi teve a ideia de fazer o papel de um homem santo e se tornou em uma espécie de Borat, o personagem criado pelo humorista britânico Sacha Baron Conhen que viajou pela Inglaterra e Estados Unidos como se fosse o segundo melhor jornalista do Cazaquistão.”

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.053 outros seguidores