Ciclos da vida

Chega o dia em que a criança morre para que o adolescente seja mentalmente saudável e depois morra em troca da maturidade da vida adulta que lá na frente deixará de ser, pelo menos na avidez e intensidades, em detrimento da sabedoria e pacificação de quem viveu e morreu todas as fases até chegar na velhice.
Morte e vida não são conceitos antagônicos, mas realidades intrínsecas, presentes em todas as dinâmicas naturais da existência.
Começa no feto que morre e renasce bebê e depois todos os ciclos permanentemente nos lembrando que para algo nascer, provavelmente outra coisa terá de morrer.

Fim das guerras

Quem pode assumir que as guerras que compra, as antipatias, as causas que assume e te colocam em posições de combate são reflexos? Não estou negando os conflitos do mundo, as injustiças, a necessidade de nos posicionarmos, de qualquer forma, se olharmos as raízes de todos os conflitos, chegaremos aos nossos conflitos pessoais e a dificuldade de nos enxergarmos. Quando vejo deixo de ter “razões”, então me aquieto e cesso as guerras. Abaixo, no mais novo Insight, uma breve reflexão sobre o assunto.

Consciência

Ser consciente não é pensar que sabe o que é “certo ou errado”, isso não é um processo da consciência, mas da mente inquieta e moralista.
Ser consciente é, sobretudo, pacificar-se diante da vida, aquietar-se ao invés de gritar, parar, observar a si mesmo, discernir o que realmente merece estar ai.
Esse é um processo pessoal, por isso não há fórmulas nem “manuais do ser consciente”.
É preciso coragem para desconstruir-se, livrar-se das camadas sobressalentes, abrir mão de todos os excessos, esvaziar-se até que sobre apenas consciência.

Jeito de ver

Tudo pode estar sob controle, tudo nos trilhos até que o inesperado nos alcança e muda a perspectiva das coisas.
Pode ser uma questão de saúde, financeira, a chegada ou partida de alguém, uma mudança busca no caminho, não importa, interessante notar que essas mudanças alteram principalmente nosso jeito de olhar.
No fundo não são as coisas que mudam, muda o jeito que olhamos para elas e por mais assustador que possa ser, um novo olhar traz sempre novas possibilidades, novos cenários, cria mundos antes completamente desconhecidos.
Até o passado muda quando mudo meu jeito de ver.

Prazos

Tudo na vida tem prazo de validade.
Em alguns casos pode durar menos, outros mais, o fato é que chega o tempo em que a textura muda, o sabor termina, o doce azeda.
Se nem tudo vem com rótulo, cabe a nós discernirmos o tempo de cada coisa, interpretando os sinais de que o que era bom deixou de ser. Venceu.
O problema não é que as coisas estragam, mas a nossa incapacidade em perceber que o prazo venceu.
Tudo muda.
Dê valor enquanto tem, entregue enquanto pode, mas, o dia em que o prazo vencer, não insista. Não lute contra ele.
Depois dos prazos, novas contagens, novas estradas, novas possibilidades; renovação.
Para tudo há um prazo, cada coisa o seu tempo. O que começa um dia acaba.