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Como entender os sinais?

outubro 23, 2014

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“Como identificar se imprevistos são sinais sobre determinada situação que não vai dar certo, ou se estou simplesmente fugindo?”

Não existem “sinais” desconectados de nós. Tudo acontece dentro, é em nós que nascem os sinais que porventura se expressam nos acontecimentos. Portanto, ao invés de ficar tentando interpretar o que cada acontecimento quer dizer, cada voz, cada sinal, cada situação, apenas cale sua mente e perceba de onde eles vem.

É triste notar o quanto podemos nos sobrecarregar em busca da verdade.

Percorremos longos caminhos, fazemos viagens cansativas sem nos darmos conta que pouca coisa é necessária.

Gostamos dos labirintos, aceitamos com certa satisfação quando nos apresentam “caminhos secretos”, “verdades” ocultas, técnicas “milenares” para pretensamente atingirmos o que já faz parte de nós, está na essência, acessível para quem deixa as camadas impostas de lado e, com simplicidade, olha e enxerga, para e ouve, entende que basta seguirmos nosso caminho atentos, não especificamente nisso ou naquilo, mas, sobretudo pacificados e naturalmente perceptivos.

A clareza de onde estamos se estabelece no chão da paz e a paz é reflexo de um coração simples, que cultiva a gratidão, que já entendeu que aprofundar a consciência é fruto de um caminho, às vezes ingrime, outras plano, mas sempre caminhando.

“Como identificar se imprevistos são sinais sobre determinada situação que não vai dar certo, ou se estou simplesmente fugindo?” – você pergunta. Ora, sem colocar angustia sobre isso, sem pensar que há mensagens subliminares que você não esteja entendendo, se inquietando, culpando-se muitas vezes. Apenas aquiete-se.

Tudo fala, tudo é sinal, tudo traz mensagens, tudo, mas elas só farão sentido se conectadas à sua verdade, portanto não há nenhuma mensagem se esta não estiver absolutamente vinculada à você.

Não se preocupe em entender as mensagens antes de entender-se.

Apenas isso.

Que a paz seja seu árbitro: quando sentir que deve ir, vá. Quando achar melhor ficar, fique. Desista ou insista, dependendo do que seu coração disser. Pare de ficar desesperadamente tentando entender os “sinais” e, antes, entenda-se, revise suas motivações, enxergue a si mesmo.

De mais atenção a isso, busque dentro e se espantará quando começar a enxergar o “fora” com clareza, consciente de que tudo reflete o que você tem se tornado. Lembre-se: o processo que irradia em tudo, começa em você. A chave não está nos acontecimentos, mas em você. Preste atenção nisso e tudo ficará mais claro.

A distração é uma das maiores ferramentas de condicionamento. Aceitamos a manipulação porque não vemos, aderimos comportamentos, filosofias, crenças sem a menor reflexão, sem ao menos perceber o quanto agimos por reflexos, o quanto não vemos. Nesse insight, uma chance para percebermos. Esteja aqui!

Aquele que eu vejo

outubro 22, 2014

Você que pensa que é gordo. Que se gaba pelo corpo bem trabalhado ou se inquieta por achar que é baixinho. Você que acredita na imagem do espelho e pensa que é o que os olhos captam e a mente projeta. Que vê os corpos nas ruas, os passos apressados, desatentos, desconexos e acha que viu tudo.

Você não é o que vê. Seu tamanho é o tamanho de suas verdades, de seus olhares, do mundo que lhe habita.
Diminuímos em nossos preconceitos. Ficamos feios sempre que nos desconectamos do próximo, sempre que tentamos arrancar o outro de nós, como se houvesse outro, como se houvesse nós.

Não há cor de olhos que mascare a avareza de um olhar. Não há tom de pele que confunda a aspereza de uma alma amargurada. Músculos bem trabalhados não compensam a fraqueza de quem jamais se perdoou.

Você não é o que vê. A imagem não se encerra nos contornos e detalhes, não se limita ao peso ou as rugas, aos passos e as peles, mas expressa um mundo inteiro, o mundo que é você.

Seu tamanho corresponde à abertura de mente, à todos que enxerga, à tudo o que aprende, à consciência que se expande e abraça os seres vivos, à vontade de ser, de viver, de crescer.

Que os oceanos habitem sua alma, seus pensamentos se conectem com o movimento das brisas, que o sol, antes de aquecer a terra, encontre espaço em algum lugar dentro de você; que seu rosto, seu sorriso, seu olhar correspondam a sua abrangência de ser, sua disponibilidade para com quem de fato precisa, para que finalmente você se enxergue e, surpreso, entenda que não é gordo, nem baixo, nem negro, nem branco, nem velho, nem jovem: você é o mundo que lhe habita e a vida que move esse corpo

A eleição está chegando e com ela os ânimos tendem a ficar a flor da pele. Cada um apontando para o seu ideal, cada qual valorizando um ou outro que represente um projeto que melhore a vida, idealizações travestidas em partidos políticos, de esquerda ou direita, de azul ou vermelho.

Aliás, os seres humanos vivem atrás de um sistema que faça as coisas melhorarem, seja político, seja religioso, educacional; vale o que oferecer melhores condições para que finalmente sejamos felizes, ou quem sabe menos tristes.

Acontece que toda ideologia que não estiver consciente dos próprios limites conduzirá à frustração. Não existem “salvadores da pátria”, nem “fórmulas mágicas”, nem gente investida de poder para ser mais do que é: humano.

Se não levarmos em conta que, antes de projetos políticos, proposta religiosas, ideologias de qualquer natureza, estamos tratando de gente, haverá decepção. Ou você nunca parou para notar que o fim de todo grande movimento puramente ideológico, aqueles que desconsideram as ambivalências humanas, geralmente é o ceticismo e a frustração?

Que tal me acompanhar nessa reflexão em vídeo? A ideia é que esse insight te ajude a ter mais elementos para enxergar a si mesmo e perceber em qual ponto desse processo você está. Fique bem!

Caminhos

outubro 20, 2014

Tudo começa com as pequenas escolhas, umas levam às outras, são os movimentos simples, a paz aonde nem esperamos, um passo hoje, um pequeno movimento que desencadeia outros, e outros, e outros, cotidianos, aqui, agora… Tudo começa com pequenas escolhas, caminhos que nos levam de volta para casa.

Decepções

outubro 20, 2014

A decepção é fruto da expectativa. Só me decepciono enquanto esperava, enquanto achava que seria assim, mas foi assado: “afinal eu não merecia !” – pensamos com ar indignado.

Não estou tentando aqui relativizar um sentimento comum entre as pessoas, claro, tem gente que realmente pisa na bola, age de forma não esperada e nos pega de surpresa, mas, quando surge a decepção temos a oportunidade de enxergarmos algumas coisinhas, uma delas é: O tamanho da minha decepção é proporcional a expectativa que coloquei sobre algo ou alguém.

Achamos normal esperar que as pessoas sejam o que gostaríamos, ou , para ser mais exato, sem perceber tendemos a projetar no outro aquilo que eu gostaria de ser ou de ter.

Que ele ou ela me deem todo o amor que eu preciso, que o amigo esteja sempre disponível, que os pais me entendam e sejam compreensivos, que os filhos me amem e estejam por perto, que o chefe seja educado, o colega prestativo e assim, achando tudo justo e natural, acumulamos expectativas sem perceber que cada expectativa é um embrião da decepção.

O problema não está na decepção, mas na expectativa.

Você pode ficar triste com uma atitude não esperada, quando alguém age de forma displicente, sem cuidado, mas manter-se sob o manto da “decepção”, tem muito mais a ver contigo, com o sentimento de auto comiseração, do que com quem eventualmente praticou o ato. Isso é uma escolha sua, não uma imposição de quem quer que seja.

Quanto o sentimento de decepção pegar pesado, olhe para si mesmo, não para o outro.

Pessoas erram, todas elas, todos nós. Pessoas são falhas, todos nós. Todos tem seus limites, suas sombras, suas dificuldades em compreender o outro, seus processos muitas vezes demorados.

Às vezes faço o que sei que não deveria fazer enquanto não pratico o bem que, na interioridade, desejaria. Sei como é.

Nossas relações acontecem concomitante a nossa relatividade, são espelhos nossos, refletem o que nos habita.

Portanto, independentemente do rumo que as histórias tomem, mesmo que alguém tenha sido cruel contigo, sei que não é bom, sei que dói, sei que é difícil, mas também sei que seus sentimentos tem muito mais a ver com você do que qualquer outra pessoa.

Cure-se disso e siga seu caminho, mais experiente, mais consciente em relação a natureza humana, crie menos expectativas e siga em paz.

O universo que somos

outubro 18, 2014

Não quero ser portador de nenhum absoluto, sei que sou relativo. Não quero ser referência para nenhum tipo de mensagem, sou aprendiz sempre. Não quero estar preso a dogmas, sequestrado por códigos de linguagem, por percepções únicas, restritas, amedrontadas, sem coragem de questionamentos, sem espaço para dúvidas, sem honestidade para o auto confrontar-se e enxergar-se.
Não quero ser nada além do que sou, consciente que minha busca pode ajudá-lo na sua, não porque sei mais, mas porque as experiências se conectam, se completam, se aplicam em determinados momentos que muitas vezes compartilhamos.
Enxergar implica em desconstruções, perceber-se pode desembocar em quebra de paradigmas, em novas descobertas, na coragem de deixar as nuvens, ascender ao céu e depois ir mais longe.
Esse Insight é mais um dos que me nego a dar respostas prontas, é mais um dos que inquietará muita gente ( portanto só veja quando tiver tempo pra parar e prestar atenção por 15 minutos), mas, tomara, pode ser útil para que você perceba e chegue sozinho a muitas conclusões.

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