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Se eu pudesse…

outubro 1, 2014

Se eu pudesse traduzir todos os sons do universo, cada imagem, cada movimento e aplicasse um sistema de pensamento que desvendasse tudo o que nem a ciência imagina, se eu fosse capaz de aprofundar consideravelmente todos os enigmas da filosofia e os mistérios da teologia, ainda assim serviria para pouco.

Dentro de cada humano existe uma dimensão que jamais será acessada pelos caminhos do ego ou por qualquer ferramenta mental. É a dimensão do incognoscível, da alma, do espírito que não se impõe, mas observa, que aprende a ouvir, calar, ser grato, consciente diante do que é.

Até que ponto os cientistas se apegam aos próprios dogmas, assim como os religiosos? Será que, tanto em um caso, quanto em outro, a abertura de mente e o reconhecimento de que pouco sabemos não seria mais interessante para crescemos sem essa dicotomia, como se pudéssemos ser “detentores” da verdade?

Nessa palestra, o biólogo Rupert Sheldrake questiona alguns “dógmas” da ciência e joga luz em uma reflexão que vai muito além das catedrais ou tubos de ensaio.

*É possível ativar a legenda do youtube!

Quando tudo faz sentido

outubro 1, 2014

Somente quem já sofreu algum tipo de injustiça na pele, quem já se sentiu indignado por ter vivido algo que não merecia, sabe o valor da justiça.

Quem nunca experimentou a escassez terá serias dificuldades em reconhecer o significado de ser prospero.

Aqueles que nunca perderem ninguém, que nunca sentiram saudade, precisarão de mais tempo para entenderem o real valor da presença.

É como quem sai de um lugar barulhento e encontra o silêncio, como quem, depois de tanto tempo no escuro, encontra luz, como estar com muita sede e beber um copo com água gelada.

Você não valorizaria a paz se jamais tivesse caminhando em dias de angústia, nem saberia o que é o calor se não conhecesse o frio. “Alívio” seria apenas uma palavra se não estivesse vinculado à dor que um dia sentiu.

Sem o pesadelo da madrugada, a sensação de estar perdido, como quem entra em um labirinto, se desespera e depois de muito tempo é encontrado, sem isso, acredite; nunca entenderia o que significa ser acolhido.

Já foi abraçado depois de chorar muito? Já ouviu alguém dizer “estou aqui” depois de pensar que não havia mais ninguém? Já encontrou um rosto amigo no meio de uma multidão de desconhecidos? Então você sabe sobre o que falo.

Se sabe sobre o que falo, não preciso me alongar, mas apenas lembrar que estamos crescendo. Que as dores de hoje apontam para o amor, para a expansão de consciência, para o entendimento de que nada é para o mal se você não quiser. Nada.

Daqui a pouco você compreende que uma coisa está ligada à outra, que no fim das contas tudo faz parte de uma coisa só, que o “bem” e o “mal” de cada evento se vincula ao olhar de cada um, especialmente aquilo que cresce dentro da gente como verdade, como estatura existencial.

Fique em paz. Não há necessidade de desesperar-se. A não ser que o desespero seja apenas um caminho que desemboque no reconhecimento da paz que dá sentido a todas as coisas, que nos acolhe, nos ilumina a consciência de que cada experiência é uma grande oportunidade.

Pense nisso. Fique bem!

Eu quero ser feliz agora

setembro 30, 2014

Nos reconheçamos em nossa humanidade, em nossas dores, nos limites que transcendemos, na esperança de sermos vaga-lumes, não moscas. Que a felicidade seja o norte e a paz o chão. Que a esperança supere o medo, a confiança, maior que as ameaças. Sejamos livres em nosso caminho e pacificados em todas as escolhas. Conscientes, verdadeiros, genuínos, felizes, agora.

A perfeita imperfeição

setembro 30, 2014

Não busque a perfeição. Esqueça. Ser perfeito deturparia nossa condição humana, naturalmente ambígua, e nos transformaria em seres arrogantes.

Somos contraditórios e tropeçamos em nossos limites com muita frequência, portanto, insisto: deixe de cobrar perfeição de si mesmo. Seria um peso que, acredite, lhe sobrecarregaria.

Mas, preste atenção, isso não quer dizer que deve se conformar com o que sente que precisa mudar. Eu e você carregamos níveis de condicionamento, de formatação, de limites auto impostos que precisam, aos poucos, serem transcendidos. Basta enxergar-se com honestidade para chegar a essa conclusão.

Então, como fazer? Em primeiro lugar pacificando-se. O primeiro sintoma da felicidade é pacificar-se com o que consegue ser hoje. Sei que não é o ideal, nunca é. Mas aceitar-se como pode, aquietando a mente inquisidora, é o início de tudo.

É preciso a consciência de que a perfeição inclui a imperfeição. Especialmente pelo fato de que nenhum de nós sabe com clareza o que é luz e o que é trevas, o que é bom e o que é mau, o que é perfeito e o que é imperfeito. Julgamos saber, mas nosso juízo é absurdamente limitado aos condicionamentos que, sem perceber, vamos anexando a mente e transformando em verdade absoluta. A certeza de que sabemos é o sintoma mais claro de quão distantes estamos da verdade.

A busca pela perfeição é utópica a começar por nossas próprias distorções, sutis tantas vezes, tendenciosas o suficiente para transformar algo genuíno em soberba.

Você duvida? Basta observar a historia humana e concluir como lindas ideias viraram ferramentas de manipulação, como insights iluminados foram se transformando em grossas e pesadas correntes mentais, como tanta gente que iniciou um caminho com boas intenções, com tantas coisas interessantes para compartilhar, perdeu-se na própria luz, até não enxergar mais nada. Cegueira branca.

Portanto, aquiete-se com o que é. Ninguém é perfeito, mas podemos ser melhores. Cada um enxergue a si mesmo com isenção e projete sobre o que vê a luz da consciência. Com o tempo vamos aprendendo a nos pacificar, até que a paz seja a água que nos lava de toda pretensão de ser o que não somos.

Nossa beleza habita em nossa humanidade e nossa humanidade, contraditória, ambígua tantas vezes, é o caminho para aceitarmos em paz cada processo que nos leva à perfeita imperfeição.

Decisões de cada dia

setembro 29, 2014

Que suas decisões, das mais simples às mais complexas, sejam reflexos da paz de espírito, jamais reações ao medo ou qualquer outro sentimento negativo. Um momento de lucidez pode evitar anos e anos de arrependimento.

Uma coisa só

setembro 29, 2014

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A lua não sabe quem somos. Ela sequer imagina que naquele planeta azul há entes chamados humanos, muito menos que parte deles se inspiram pelo simples fato de enxergá-la. Sob o reflexo de sua beleza escrevem poesias, compõe músicas, se apaixonam.

O sol jamais terá ideia do quanto precisamos dele. O calor gerado pela estrela de quinta grandeza não é calculado, tributado ou gerido por ninguém. Ele está lá, bola incandescente, indiferente, imprescindível para seres completamente dependentes de sua existência.

O mar, universo dos peixes, das plantas marinhas, de seres que não podemos contabilizar, não tem consciência. Se tivesse é provável que se espantaria com a própria grandeza, a importância que tem, não só para as vidas que vivem nele, mas também para os que estão fora, para nós, gente que os mares nem sabem que são.

Aliás, somos seres completamente desconhecidos, irrelevantes para a existência de mundos, planetas, universos, dimensões que nenhum de nós é capaz de conceber, ainda que especulemos, ainda que avancemos em tecnologia e desenvolvamos cálculos incríveis, mesmo enquanto subimos nossas naves até onde o homem nunca foi e aprovamos financiamentos de pesquisas inéditas, extensas, complexas, ainda assim, jamais seremos capazes de transcender os limites de nossa própria insignificância.

Permaneceremos irrelevantes para a lua que continuará nos ignorando, o sol não saberá de nós, os mares poderão nos engolir a qualquer momento sem a mínima consciência disso, o universo que abriga a terra que “boia” no espaço será para sempre um mistério distante, ausente, indiferente até que finalmente nos vinculemos a ele.

Nesse dia olharemos para dentro e reconheceremos a lua. Ela nascerá em nós. Em nossa interioridade brilhará o sol, iluminando caminhos tortuosos, fazendo-se conhecer em intensidade e vida, clareando o que parecia ser apenas escuridão. Seremos saciados pela águas dos mares, pelos peixes amigos, pela imensidão oceânica, abrangente, que nos vinculará a tudo que vive, a tudo que é.

Não haverá necessidade de naves. Não olharemos mais para o céu a espera de anjos, santos, espíritos ou ETs. Não haverá mais nenhum tipo de angústia, a espera de um “contato”, de uma informação, de uma dica que seja, porque as respostas, todas elas, serão encontradas aonde sempre estiverem, no universo que somos nós.

Transcenderemos nossa insignificância porque não há como mensurar a extensão de um ser que deixou de ser um homem ou uma mulher e virou abrigo da lua, casa do sol, habitação de oceanos, irmão de planetas, do tamanho do universo, ente de dimensões que a mente nem sabe, mas existe aqui dentro.

E então, nascerá uma eterna amizade que nos vinculará a absolutos incognoscíveis porém tão claros, tão presentes, tão reais na vida de quem expandiu seus limites e reconheceu o universo que lhe habita.

Nesse dia a lua nos verá e saberá quem somos, o sol, nosso amigo, nos chamará pelo nome, os mares terão prazer em nossa presença e não haverá mais diferença, nem códigos, nem limites, nem mistérios, tudo simples, tudo em mim, todos uma coisa só.

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