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Sabe, pessoalmente tenho a sensação que um dia enxergaremos tudo a partir de uma perspectiva renovada, não porque as coisas mudaram, mas por terem ficado claras, porque agora enxergarmos, porque finalmente nos livramos de tantas distorções, intoxicações que nos permitimos pela nossa insistência em seguir a manada, dificuldades que não existiriam se não tivéssemos construído uma sociedade tão apressada, tão desconectada, tão infeliz.

Às vezes temos pequenos lapsos de percepção e parece que tudo ficou tão claro, que o caminho iluminou e não há o que temer.

Enfrentamos dores, dificuldades, contradições com coragem, até que lá na frente uma terrível perda, um corte, uma interrupção inesperada nos arranca de onde estávamos, projetando nossas mentes em um calabouço escuro, amedrontador, sob a ameaça que será assim para sempre.

Hora de lamento, de choro, de indignação até que o pranto termine e naturalmente, sem muita explicação, vamos nos silenciando, acalmando, aquietando, começando a enxergar o que não tínhamos visto quando chegamos ali.

Já não está mais tão escuro, há vazamentos de luz, há movimento, há pequenos sinais de esperança, há regeneração e então simplesmente levantamos para constatar que a porta não estava fechada, ela nunca esteve, e que podemos seguir nosso caminho.

Um dia tudo ficará absolutamente claro.

Não me pergunte quando, como ou onde, mas sei que é nessa direção que seguimos.

Até lá haverá necessidade de desconstruir e remover a quantidade de entulhos que insistimos em amealhar, será preciso deixá-los pelo caminho, muitas vezes tropeçaremos em nossa própria pressa, teremos que aprender a prestar mais atenção e nos conscientizarmos que os sinais, os direcionamentos, as placas e mensagens que nos levarão para a dimensão do pleno entendimento e da paz estão espalhadas por todos os cantos, estão nos detalhes, no que é simples, e, muitas vezes, aonde sequer costumamos olhar.

Sei que nem sempre é fácil caminhar, quantas vezes a perna dói, dá vontade de parar, de não ir à lugar nenhum. Mas, confesso, pessoalmente tenho razões para acreditar que não é por acaso, aliás, nada é por acaso, que um dia perceberemos o grau de conexão entre o que chamávamos de “bom” e de “mau”, de “dor” e de “alívio”, de “certo” e “errado” e então, perplexos de felicidade, entenderemos que tudo nos trouxe até aqui, que cada experiência colaborou com a outra e, no caminho, encontramos nossa casa porque encontramos a nós mesmos.

Que essa esperança faça parte do seu dia e o entendimento de que é assim lhe acalme e permita que você simplesmente enxergue. Fique bem.

Esse vídeo é para você que procura respostas. Elas, as respostas, se espalham em nosso caminho e se expressa de muitas maneiras. Você constantemente está exposto ao que precisa saber mas a questão é: você percebe? Costumamos caminhar tão distraídos, tão fixados em nosso ego, tão distantes da simplicidade que muitas vezes deixamos passar os sinais, as lições, as mensagens que chegam quando e onde menos esperamos. Nesse vídeo um chacoalhar de mentes e um chamado a consciência. Talvez aqui, mais uma tentativa de resposta. Não deixe passar.

“… ok, uma coisa é quando está tudo bem e conseguimos praticar o amor pelas pessoas, e tudo mais… outra coisa é quando vc está numa situação como essa que te ferve o sangue… é difícil praticar algum amor ao próximo nessa hora, quando alguém que vc ama é atingido tão covardemente… penso nessas mães que perdem os filhos assassinados… imagino a vontade de fazer justiça com as próprias mãos,porque a justiça mesmo não funciona, e a raiva é tanta que você sente que precisa fazer alguma coisa…
minha vida vai às mil maravilhas e têm sido fácil amar as pessoas e querer o bem de todos, mas percebi o quanto posso agir contrariando isso que pelo visto, está na superfície…. não sei…desculpe o desabafo Flavio, mas hoje eu vi seu vídeo e tive que concordar com a maioria das pessoas… é difícil….mas é o caminho né…e caminhemos, porque não estamos nem no início da jornada né…”

Pois é, minha amiga, se não subisse o sangue de vez em quando, se não doesse, se não pesasse, se não houvesse cansaço nem por algum tempo, sem nada de indignação, sem nenhum incômodo com as injustiças, sem perplexidades diante das perdas injustificáveis, sem dúvidas, sem medos, sem que sentíssemos o que não gostaríamos de sentir, provavelmente teríamos deixado de ser humanos.

A não ser que se mude para uma ilha completamente isolada, um mosteiro, uma comunidade de pessoas idênticas a você, haverá contrastes, haverá sombras e, posso garantir, ainda que se mude para a ilha ou o mosteiro, se não viver anestesiada, eventualmente terá que lidar com algum tipo de conflito.

Portanto, concordo contigo: é difícil sim. E você tem razão, ainda nem chegamos no início da jornada. Estamos nos reconhecendo, ainda nos assustamos quando enxergamos até onde somos capazes de chegar, como podemos ser perversos e nos auto enganar com tamanha sutileza. Tomamos sustos com nossos pensamentos, com nossas reações tantas vezes inesperadas, mas a questão principal é: Depois que identificamos o que não nos agrada, o que fazemos?

Quando reconhecemos essa ambiguidade podemos superá-la. Não por completo, nem de uma vez, mas sempre que identifica suas sombras e sobre elas, a partir da consciência de quem vê, projeta luz, saiba que deu mais um passo na caminhada. O fato de sentir o que sentiu não significa nada, tampouco quer dizer que não tem evoluído. O que determinará aonde está no caminho é o que fez com aquilo a partir do momento que viu.

É por isso que insisto tanto na necessidade de nos humanizarmos se de fato queremos ser espirituais. Uma coisa está ligada à outra e com o tempo aprendemos que nossa força se vincula a capacidade de enxergar-se fraco e então superar-se, de reconhecer que é difícil e então caminhar, de sentir que está pesado, mas mesmo assim dar mais um passo. Será assim até que cresçamos, até que deixamos de cometer os mesmos erros e gradualmente avançarmos no caminho.

Lá na frente é provável que tais dificuldades diminuirão de intensidade, mas haverá outras e o processo de superação, de transcendência, continuará.

Sim, ainda não estamos nem no início da jornada mas, confesso, enxergar o quanto esse comecinho já nos trouxe de luz só me enche de motivos para seguir adiante, superando a mim mesmo, aprendendo em cada lição o que de fato significa ser humano que ama, que sente, que vive, que cresce. Fique, fiquemos bem! 

Perguntas que você já deve ter feito em algum momento de sua vida: Afinal, por que as coisas não são como gostaríamos? Por que a vida deve ser difícil tantas vezes, como se não merecessemos a felicidade? Existe alguma razão para as perdas, para as dificuldades, para a dor? Essa reflexão de hoje a noite é para você que gostaria de uma vida mais segura, que se lamenta pelos confrontos entre a realidade e os desejos e talvez precise de respostas.  Não me proponho a falar de absolutos, a dizer que é assim ou assado, mas acredito que possa acalmar seu coração. Essa é a ideia. Cuide-se, fique bem.

Talentos enterrados

abril 15, 2014

Agora há pouco ouvi um jingle bonito no rádio vendendo um banco e pensei com tristeza como a publicidade capturou os talentos.

É só um exemplo, afinal, não foi só a publicidade, mas quem hoje em dia aceita fazer o que sabe sem ganhar por isso? Quem é capaz de doar seu dom para iluminar mundos ao invés de vender bancos? Quem vai além do discurso “não sou pago para isso”?

Não estou dizendo que os profissionais não mereçam ser bem remunerados, não se trata disso, mas confesso que percebo em gente cheia de talentos uma completa falta de comprometimento com seu dom.

Mesmo os profissionais (das mais diversas áreas), são raras as exceções entre os que fazem com alegria, conscientes da importância e do privilégio de servir, tocar o próximo com o que sabem fazer pelo simples privilégio de doar.

Claro que precisamos do salário, claro que é necessário pagar contas, mas falo sobre uma cultura que se projeta às necessidades e nos cega diante de tantas possibilidades em sermos úteis.

Aderimos a mente sindicalizada, a cultura do dinheiro, ao tal do “deus mercado” que regula tudo e todos, nos apequena e faz com que nos vendamos por tão pouco. Bom seria se cada um de nós estivesse disposto a sermos úteis independentemente de onde estejamos. O mais, o que se julgar necessário, virá e será consequência de sua entrega. Talvez seja hora de pensar nisso.

Saciando inquietudes

abril 15, 2014

Seja por reflexo da correria atual, ou como fruto de uma cultura religiosamente acéfala onde fé e ciência são antagônicas e conexões entre espiritualidade e controle de massas são aceitas com tanta facilidade, deixamos de fazer perguntas e, sobretudo, de expressar dúvidas.

Quem olha para suas dúvidas com naturalidade, tem uma grande oportunidade para crescer. Ela abre terreno em frente a dogmas, desconstrói entulhos sedimentados por certezas impostas, abre caminho para o novo, o ainda desconhecido.

Questionar-se, querer explicações, dar um passo adiante é necessário para quem sabe onde está, olhou ao redor, e percebeu que sempre dá para ir mais um pouco. Quem encara suas inquietações sem medo, geralmente as sacia.

O texto e a vida

abril 15, 2014

Escrevi esse texto literalmente depois de um sonho. Levantei correndo da cama e escrevi a partir da ideia ainda fresca que me remetia a uma percepção clara de que a vida é como um texto. O vídeo veio logo a seguir e confesso que é um dos meus preferidos. Que “O texto e a vida” possa lhe fazer bem nesse pedacinho do seu dia. 

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