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A eleição está chegando e com ela os ânimos tendem a ficar a flor da pele. Cada um apontando para o seu ideal, cada qual valorizando um ou outro que represente um projeto que melhore a vida, idealizações travestidas em partidos políticos, de esquerda ou direita, de azul ou vermelho.

Aliás, os seres humanos vivem atrás de um sistema que faça as coisas melhorarem, seja político, seja religioso, educacional; vale o que oferecer melhores condições para que finalmente sejamos felizes, ou quem sabe menos tristes.

Acontece que toda ideologia que não estiver consciente dos próprios limites conduzirá à frustração. Não existem “salvadores da pátria”, nem “fórmulas mágicas”, nem gente investida de poder para ser mais do que é: humano.

Se não levarmos em conta que, antes de projetos políticos, proposta religiosas, ideologias de qualquer natureza, estamos tratando de gente, haverá decepção. Ou você nunca parou para notar que o fim de todo grande movimento puramente ideológico, aqueles que desconsideram as ambivalências humanas, geralmente é o ceticismo e a frustração?

Que tal me acompanhar nessa reflexão em vídeo? A ideia é que esse insight te ajude a ter mais elementos para enxergar a si mesmo e perceber em qual ponto desse processo você está. Fique bem!

Caminhos

outubro 20, 2014

Tudo começa com as pequenas escolhas, umas levam às outras, são os movimentos simples, a paz aonde nem esperamos, um passo hoje, um pequeno movimento que desencadeia outros, e outros, e outros, cotidianos, aqui, agora… Tudo começa com pequenas escolhas, caminhos que nos levam de volta para casa.

Decepções

outubro 20, 2014

A decepção é fruto da expectativa. Só me decepciono enquanto esperava, enquanto achava que seria assim, mas foi assado: “afinal eu não merecia !” – pensamos com ar indignado.

Não estou tentando aqui relativizar um sentimento comum entre as pessoas, claro, tem gente que realmente pisa na bola, age de forma não esperada e nos pega de surpresa, mas, quando surge a decepção temos a oportunidade de enxergarmos algumas coisinhas, uma delas é: O tamanho da minha decepção é proporcional a expectativa que coloquei sobre algo ou alguém.

Achamos normal esperar que as pessoas sejam o que gostaríamos, ou , para ser mais exato, sem perceber tendemos a projetar no outro aquilo que eu gostaria de ser ou de ter.

Que ele ou ela me deem todo o amor que eu preciso, que o amigo esteja sempre disponível, que os pais me entendam e sejam compreensivos, que os filhos me amem e estejam por perto, que o chefe seja educado, o colega prestativo e assim, achando tudo justo e natural, acumulamos expectativas sem perceber que cada expectativa é um embrião da decepção.

O problema não está na decepção, mas na expectativa.

Você pode ficar triste com uma atitude não esperada, quando alguém age de forma displicente, sem cuidado, mas manter-se sob o manto da “decepção”, tem muito mais a ver contigo, com o sentimento de auto comiseração, do que com quem eventualmente praticou o ato. Isso é uma escolha sua, não uma imposição de quem quer que seja.

Quanto o sentimento de decepção pegar pesado, olhe para si mesmo, não para o outro.

Pessoas erram, todas elas, todos nós. Pessoas são falhas, todos nós. Todos tem seus limites, suas sombras, suas dificuldades em compreender o outro, seus processos muitas vezes demorados.

Às vezes faço o que sei que não deveria fazer enquanto não pratico o bem que, na interioridade, desejaria. Sei como é.

Nossas relações acontecem concomitante a nossa relatividade, são espelhos nossos, refletem o que nos habita.

Portanto, independentemente do rumo que as histórias tomem, mesmo que alguém tenha sido cruel contigo, sei que não é bom, sei que dói, sei que é difícil, mas também sei que seus sentimentos tem muito mais a ver com você do que qualquer outra pessoa.

Cure-se disso e siga seu caminho, mais experiente, mais consciente em relação a natureza humana, crie menos expectativas e siga em paz.

O universo que somos

outubro 18, 2014

Não quero ser portador de nenhum absoluto, sei que sou relativo. Não quero ser referência para nenhum tipo de mensagem, sou aprendiz sempre. Não quero estar preso a dogmas, sequestrado por códigos de linguagem, por percepções únicas, restritas, amedrontadas, sem coragem de questionamentos, sem espaço para dúvidas, sem honestidade para o auto confrontar-se e enxergar-se.
Não quero ser nada além do que sou, consciente que minha busca pode ajudá-lo na sua, não porque sei mais, mas porque as experiências se conectam, se completam, se aplicam em determinados momentos que muitas vezes compartilhamos.
Enxergar implica em desconstruções, perceber-se pode desembocar em quebra de paradigmas, em novas descobertas, na coragem de deixar as nuvens, ascender ao céu e depois ir mais longe.
Esse Insight é mais um dos que me nego a dar respostas prontas, é mais um dos que inquietará muita gente ( portanto só veja quando tiver tempo pra parar e prestar atenção por 15 minutos), mas, tomara, pode ser útil para que você perceba e chegue sozinho a muitas conclusões.

Em busca de respostas

outubro 17, 2014

Quem entre nós detém a verdade? Quem é o homem ou mulher que entendeu absolutamente tudo, que tem todas as respostas, que não vê contradições, não se inquieta com suas próprias questões, seus medos, suas dúvidas, ainda que sejam mínimas?

Quem disser que está acima disso, ou mente, ou é ingênuo. De um jeito ou de outro estamos todos buscando.

Diante do que somos, a forma como nos rotulamos não faz a menor diferença. Somos o que somos e nossas escolhas sempre refletirão a realidade. É isso que vale.

Esse mundo está lotado de ideias, filosofias, regras a serem seguidas, discursos absolutos, cartilhas, leis, mandamentos, donos da verdade nas igrejas, nas Tvs, no rádio, nas universidades, na política, nas esquinas da vida.

Há sempre alguém defendendo uma ideia que tem cara de definitiva, uma “tese irrefutável”, há fundamentalistas e pacifistas, religiosos, humanistas, esotéricos, místicos, capitalistas, comunistas, intelectuais, ideologias em excesso, construções em demasia, desentendimentos que levam ao mesmo lugar, à confusão, à intolerância, ao desamor.

É assim que permitimos nos condicionar: por medo. Fingimos ser o que nem nós mesmos acreditamos, tudo por medo.

A razão pela qual precisamos desses rótulos está ligada ao fato de não crermos em nada que vá além da superfície, dos discursos, das formas, das fórmulas, das palavras, do que nos dê alguma sensação de segurança. Quem admite perder o controle e dar um salto no escuro em busca da verdade?

Não ande com medo de punições. Não seja por medo. Se é para temer alguma coisa, tema o cinismo de quem finge que vê, mas é cego, a amargura de quem se resignou na própria loucura e não permite que os outros enxerguem, que se agarra à alguma teoria somente por temer ser punido. Não tenha medo, mas tenha fé.

Ter fé não é ser um devoto religioso, mas, sobretudo, é caminhar em gratidão, perplexo muitas vezes, perdido tantas outras, sabendo que a verdade e a liberdade devem se conjugar, que todo aquele que procura em verdade, pacificado, encontrará.

Uma mensagem pela manhã…

outubro 16, 2014

Hoje não vou fazer longas viagens, nem reflexões profundas, nem responder questões complexas. Não quero escrever sobre sutilezas da alma, ambivalências que carregamos o tempo todo, produtoras de sombras, refletoras de luz. Tem dias que a alma precisa de alimentos mais simples para que as percepções se conectem naturalmente, sem grandes mistérios, com simplicidade, com poesia, com leveza.

Hoje eu desejo leveza para você. Na caminhada, nas experiências, nas possíveis contradições que talvez se depare. Não precisamos carregar nas cores dos problemas, nem tornar labirintos mais complexos, pelo contrário, que haja quietude, confiança e paz.

Desejo que você esteja consciente, prevenido em relação as armadilhas da mente, aos processos que geram mágoa, que roubam do agora a beleza de existir, deslocando sua percepção para o passado distorcido ou o futuro miragem. Que você esteja em paz, esteja aqui, no agora, no hoje.

Tomara que, sem motivo aparente, sem nada que justifique, sem nenhuma mudança brusca, nenhuma interrupção repentina, inexplicavelmente, você perceba a beleza que te cerca, que toca, que sai de você. Que haja naturalidade para transcender esteriótipos, enxergar-se e caminhar em gratidão apesar de possíveis cenários desfavoráveis.

Tudo é por um tempo. O que fica é o que fazemos com nossas experiências, sobretudo a capacidade que temos de projetar significado no que experimentamos. Não sei se sua vida é fácil ou difícil, se tudo está em ordem ou se há muito para mudar, não sei como anda o trabalho, o casamento, as finanças, a saúde, talvez você não esteja feliz, mas hoje eu quero que esteja.

Feliz apesar dos pesares, confiante independentemente do que acontece lá fora, sensível aos processos interiores, verdadeiros, consciente que o hoje é onde existimos e encontramos recursos para qualquer tipo de superação.

Que seu dia seja cheio de significados, de percepções, de insights, de gratidão. Que o coração esteja em paz, não importa o resto. Que haja equilíbrio, mansidão e amor no caminho, em cada passo, em cada experiência, presentes da vida, oportunidades para ser, hoje, o que de fato você é. Fique bem ! Com carinho e gratidão. Flavio

Quarentão!

outubro 15, 2014

Hoje, no dia que completo quarenta anos, olho para todos aqueles que fui e sinto que de alguma maneira ainda estão aqui.
Sou a síntese de todos os Flavios, da criança com expressões tristes ao menino fanático por aviação, o adolescente às vezes super protetor ao homem que ama os livros, todos aqui, com todas as suas nuances e contradições.
Meu sentimento no dia de hoje é que nenhum deles se perca, que todos despertem, melhorem, se alegrem pela valiosa contribuição, pelo que foram responsáveis para que o homem de quarenta anos amadurecesse.
Sou grato por tanta gente querida que de alguma forma interferiu no meu caminho, levou um pouco de mim, deixou um pouco de si.
Sei que “a coisa” que sou não tem idade, mas, na relatividade do tempo, em um dia tão significativo como hoje, o sentimento é de integralidade com todos que fui, todos em mim, vivos, para que eu jamais esqueça de onde eu vim e qual o caminho de casa.
Obrigado por caminhar comigo.
Flavio – 15- Out/ 2014

brusque

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