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O descanso que procuramos

agosto 27, 2014

Toda inquietude, todas as dores, todos os ruídos que tantas vezes parecem nos invadir são apenas expressões desorganizadas de algo maior, de um potencial de vida,a capacidade de se expressar em amor.

Talvez não esteja claro agora. É necessário pacificar-se para entender.

Não é o mundo, nem as pessoas, nem nada mais que deve promover paz em nós. Esse é nosso condicionamento, geralmente é assim que somos levados a acreditar: A paz está em algo a ser buscado, uma meta, uma pessoa, um evento que um dia encontrarei.

Essa busca insaciável nos desorganiza.

Faz com que as emoções enfraqueçam, nossa natureza seja distorcida, a criatividade diminui, coloca-se um véu denso e escuro sobre a capacidade de enxergar com clareza. Tudo o que temos naturalmente como potencial humano, toda beleza se confina em uma estrada estreita, congestionada, poluída.

Como aquele mundo de gente que sai no feriado para o litoral achando que encontrará felicidade em uma praia lotada, carros literalmente estacionados nas estradas, falta de estrutura, de água, de comida, horas de paciência na ida e na volta enquanto a cidade desfruta de rara paz.

Entende o que estou falando?

As dores existenciais que não sabe explicar, a sensação de que tem coisa faltando, o desconforto latente diante do que as pessoas tem se tornado, diante do que você mesmo tem se tornado, não indicam “doenças” necessariamente, pelo contrário, podem indicar que há em você, dentro, muito mais do que convém aos “donos do mundo”, os que usam nossa sede para criar zumbis em prisões emocionais, escravos que passam a vida inteira buscando lá fora, em tudo o que dizem, ou melhor, que vendem, o que encontrariam se simplesmente se enxergassem com verdade, se parassem de correr atrás de todos os pneus que passam pela estrada.

A paz mora ai dentro. Não fora. Não lá, mas aqui. Tudo ficará absolutamente claro quando você se permitir parar, aquietar e enxergar. Não há fórmulas mágicas, encantamentos ou nada que substitua esse entendimento básico: É preciso enxergar-se.

Siga seu caminho em simplicidade, com alegria, presente no hoje, no agora, encontrando significados no cotidiano. Seja humano, seja você.

Esteja consciente. O que hoje parece desarmonia, refletirá sua paz interior e naturalmente se harmonizará conforme acontecer em seu coração. Só não inverta as coisas, não se engane, não se perca.

O mundo é dentro, o reino de Deus é dentro, a paz é dentro. Pare de buscar fora, de procurar culpados. Não são os outros é você. Pare de se distrair com tantas bobagens, com tanta pena de si mesmo, pare, e, então, finalmente, encontrará descanso. 

Ciclo

agosto 26, 2014

Cada vez que você é afetado pelos reflexos de um ato praticado por outro, seja no passado ou no presente, tem a chance de dar uma resposta de amor.
Sempre que faz isso, melhora o outro em você.
Como todos são conectados, suas respostas em amor dá ao outro
uma chance que – da mesma maneira como aconteceu com você – volta para ele como outra via de possibilidades.
Se ele entende e também responde em amor, criará um ciclo de pacificação que vazará para mais gente.

Em cima do muro?

agosto 26, 2014

“Francamente Flávio, acho que vc fica sempre “em cima do muro”.”
- Na verdade prefiro ficar “acima” do muro. Melhor do que escolher um dos lados para ficar atirando pedra. Daqui de cima eu vejo melhor :-)

Amigos de Maceió, Recife, ou quem puder estar comigo no sábado que vem no encontro em Maceió. Inscrições até sexta em www.lojadoflaviosiqueira.com Será uma grande oportunidade. Vamos?

maceio 19

“… ok, uma coisa é quando está tudo bem e conseguimos praticar o amor pelas pessoas, e tudo mais… outra coisa é quando vc está numa situação como essa que te ferve o sangue… é difícil praticar algum amor ao próximo nessa hora, quando alguém que vc ama é atingido tão covardemente…
minha vida vai às mil maravilhas e têm sido fácil amar as pessoas e querer o bem de todos, mas percebi o quanto posso agir contrariando isso que pelo visto, está na superfície… é difícil…. mas é o caminho né…e caminhemos, porque não estamos nem no início da jornada né… ”

Pois é, minha amiga, se não subisse o sangue de vez em quando, se não doesse, se não pesasse, se não houvesse cansaço nem por algum tempo, sem nada de indignação, sem nenhum incômodo com as injustiças, sem perplexidades diante das perdas injustificáveis, sem dúvidas, sem medos, sem que sentíssemos o que não gostaríamos de sentir, provavelmente teríamos deixado de ser humanos.

A não ser que se mude para uma ilha completamente isolada, um mosteiro, uma comunidade de pessoas idênticas a você, haverá contrastes, haverá sombras e, posso garantir, ainda que se mude para a ilha ou o mosteiro, se não viver anestesiada, eventualmente terá que lidar com algum tipo de conflito.

Portanto, concordo contigo: é difícil sim. E você tem razão, ainda nem chegamos no início da jornada. Estamos nos reconhecendo, ainda nos assustamos quando enxergamos até onde somos capazes de chegar, como podemos ser perversos e nos auto enganar com tamanha sutileza. Tomamos sustos com nossos pensamentos, com nossas reações tantas vezes inesperadas, mas a questão principal é: Depois que identificamos o que não nos agrada, o que fazemos?

Quando reconhecemos essa ambiguidade podemos superá-la. Não por completo, nem de uma vez, mas sempre que identifica suas sombras e, sobre elas, a partir da consciência de quem vê, projeta luz, saiba que deu mais um passo na caminhada. O fato de sentir o que sentiu não significa nada, tampouco quer dizer que não tem evoluído. O que determinará aonde está no caminho é o que fez com aquilo a partir do momento em que viu.

É por isso que insisto tanto na necessidade de nos humanizarmos se de fato queremos ser espirituais. Uma coisa está ligada à outra e com o tempo aprendemos que nossa força se vincula a capacidade de enxergar-se fraco e então superar-se, de reconhecer que é difícil e então caminhar, de sentir que está pesado, mas mesmo assim dar mais um passo. Será assim até que cresçamos, até que deixemos de cometer os mesmos erros e gradualmente avançarmos no caminho.

Lá na frente é provável que tais dificuldades diminuirão de intensidade, mas haverá outras e o processo de superação, de transcendência, continuará.

Sim, ainda não estamos nem no início da jornada mas, confesso, enxergar o quanto esse comecinho já nos trouxe de luz só me enche de motivos para seguir adiante, superando a mim mesmo, aprendendo em cada lição o que de fato significa ser humano que ama, que sente, que vive, que cresce.

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