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agosto 7, 2008

O politicamente correto.

Vivemos na era do politicamente correto.

Onde assumir posturas se confunde com intolerancia e definir um lado da questão se parece com radicalismo.

O Politicamente correto é aquele que tomou pra si a prática da moral dos dias de hoje, seguindo o fluxo civilizatório como dógma religioso. Tem suas opiniões, mas em público não dizem nada.

Soberana e piedosamente coloca-se em posição superior de arrogante tolerancia, sem se dar conta que sua toleracia, não passa de medo.

São tempos de imposição da aceitação onde, até através de leis, pretende-se forjar uma sociedade mais equilibrada.

Verdade vira diplomacia e toda verdade que não seja diplomática é relativizada.

Relativismo é a bandeira do politicamente correto.

São escravos da aparência do bom e virtuoso, adoecendo na alma a medida em que sufocam aquilo que pode parecer feio.

Uma sociedade “correta” é aquela sem vida, sem discussões, sem de fato tomar partido de nada porque, sempre que há posicionamento, é em nome da aparência e da necessidade em estar na luta certa, mesmo sem saber qual é.

Quanto mais ideologia do “politicamente correto” existe em alguém, mas fria, descomprometida e alheia da existência a pessoa se torna ja que nele não há paixão, mas apenas avaliação da vantagem ou da auto-preservação pessoal.

É quando o sim e o não são necessariamente o que parecem, pois, em tal ideologia de religiosidade secular, o que é, pode ser, dependendo das circunstancias, porque se as circunstancias não forem as ideiais, qualquer que seja a verdade, mesmo sendo, na prática não será tratada assim. Afinal, o ser “politicamente correto” só diz que o que é, é, se isto lhe for conveniente e bom para o culto à elegância.

Vivemos em tempos de culto a si própria e a aparencia, sabendo que, se dentro sou vazio, por fora devo, pelo menos, aparentar ser alguma coisa.

Viramos uma pasta, um eco do outro em uma sociedade que é quase regida por uma espécie de insconciente coletivo que, no fim das contas, é mantido por interesses de todas as espécies, menos do bem coletivo.

Até que ponto o medo de assumir posições e ser você te afilige a ponto de assumir discursos que não são seus ?

Em principio pode parecer bobeira mas o problema é que, quando fomos perceber, viramos pasta que não pensa, não sente e não vive, mas sobrevive em nome da aparência alimentada pela necessidade se simplesmente ser aceito.

Pense nisso.

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