Pra quem gosta do meu trabalho, mais um link no youtube: http://br.youtube.com/watch?v=RynEaoVxz54&feature=user
Tem tambem o do helicoptero: http://br.youtube.com/watch?v=kiGEMDZke_Y
Comunicação, espiritualidade, gente.
Pra quem gosta do meu trabalho, mais um link no youtube: http://br.youtube.com/watch?v=RynEaoVxz54&feature=user
Tem tambem o do helicoptero: http://br.youtube.com/watch?v=kiGEMDZke_Y
Não vi toda a cerimonia de abertura das Olimpiadas, mas o suficiente pra pensar como o ser humano é capaz de fazer coisas belas.
Estranho que a mesma raça- humana – que faz uma festa como a que vimos, destrói o planeta e causa tantas tragédias.
Ambiguidade é nosso nome.
Hoje somos perfeitos, amanhã terriveis.
Talvez seja por isso que não dá pra confiar no nosso coração que vive como um pendulo ao sabor do vento e não consegue criar raízes quase nunca.
Se dentro de nós existe a capacidade de criar- ou admirar – um espetáculo daqueles, porque será que não conseguimos domar o “bicho mal’ que mora em cada um de nós ?
Em dias contráditórios, é , no mínimo um paradoxo, percebermos que é a consciência da nossa ambíguidade que nos torna mais humanos e nos dá a capacidade de, mesmo cheios de maldade, entendermos que é no caminho, no dia chamado hoje, que se forja a verdadeira paz.
Ser ambiguo faz parte da nossa humanidade e tentar mudar isso é o principio do mecanismo que empedra o coração e faz com que minha capacidade de ver o belo, vire julgamento e fardo.
Com graça, em paz e vivendo a cada dia seu próprio mal estarei mais perto de ser eu mesmo, para o meu próprio bem.
Vivemos na era do politicamente correto.
Onde assumir posturas se confunde com intolerancia e definir um lado da questão se parece com radicalismo.
O Politicamente correto é aquele que tomou pra si a prática da moral dos dias de hoje, seguindo o fluxo civilizatório como dógma religioso. Tem suas opiniões, mas em público não dizem nada.
Soberana e piedosamente coloca-se em posição superior de arrogante tolerancia, sem se dar conta que sua toleracia, não passa de medo.
São tempos de imposição da aceitação onde, até através de leis, pretende-se forjar uma sociedade mais equilibrada.
Verdade vira diplomacia e toda verdade que não seja diplomática é relativizada.
Relativismo é a bandeira do politicamente correto.
São escravos da aparência do bom e virtuoso, adoecendo na alma a medida em que sufocam aquilo que pode parecer feio.
Uma sociedade “correta” é aquela sem vida, sem discussões, sem de fato tomar partido de nada porque, sempre que há posicionamento, é em nome da aparência e da necessidade em estar na luta certa, mesmo sem saber qual é.
Quanto mais ideologia do “politicamente correto” existe em alguém, mas fria, descomprometida e alheia da existência a pessoa se torna ja que nele não há paixão, mas apenas avaliação da vantagem ou da auto-preservação pessoal.
É quando o sim e o não são necessariamente o que parecem, pois, em tal ideologia de religiosidade secular, o que é, pode ser, dependendo das circunstancias, porque se as circunstancias não forem as ideiais, qualquer que seja a verdade, mesmo sendo, na prática não será tratada assim. Afinal, o ser “politicamente correto” só diz que o que é, é, se isto lhe for conveniente e bom para o culto à elegância.
Vivemos em tempos de culto a si própria e a aparencia, sabendo que, se dentro sou vazio, por fora devo, pelo menos, aparentar ser alguma coisa.
Viramos uma pasta, um eco do outro em uma sociedade que é quase regida por uma espécie de insconciente coletivo que, no fim das contas, é mantido por interesses de todas as espécies, menos do bem coletivo.
Até que ponto o medo de assumir posições e ser você te afilige a ponto de assumir discursos que não são seus ?
Em principio pode parecer bobeira mas o problema é que, quando fomos perceber, viramos pasta que não pensa, não sente e não vive, mas sobrevive em nome da aparência alimentada pela necessidade se simplesmente ser aceito.
Pense nisso.
Hoje eu estava assistindo a uma sessão plenária no congresso nacional pela tv.
Que loucura ! Enquanto alguém fala, os outros sequer fingem que estão prestando atenção.
Vozes pra todos os lados, gente no celular, abraços, sorrisos escancarados evidenciam que lá dentro a preocupação é só com o próprio umbingo.
Cada um fala sobre um assunto e, no fim das contas, ninguém se entende.
Agem como verdadeiros colegiais daquelas escolas onde o professor não tem absolutamente nenhuma autoridade e cada um faz como quer.
Sinceramente fiquei impressionado com a bagunça que é aquilo, e ainda televisionam !
Basta ver nossos nobres representantes “trabalhando” para entender a situação que a politica desse país vive.
Os bons indicadores da economia de maneira alguma podem mascarar uma realidade gritante: Elegemos politicos que- com raríssimas excessões- só pensam em se auto beneficiar ou aos “cartéis” que representam.
Não existe nenhuma espécie de peocupação genuinamente social e, quando aparentemente há, é puro fisiologismo.
Mas o pior da história é que aqueles senhores engravatados e sorridentes são retratos de nós mesmos.
Enquanto nossa única preocupação for o pão e a diversão, seremos levados por promessas e agradinhos.
Somente criticar os politicos enquanto o povo age com desonestidade e desleixo é comodo demais.
Em níveis diferentes e, cada um de acordo com a oportunidade que lhe aparece, fazemos o mesmo, sempre acreditando no cada um por si.
Se a preocupação em conscientizar não vem de Brasilia, que comece em cada um de nós.
Leia, se informe, procure saber sobre política e a realidade em que está inserido, estude, cresça!
Esperar que aqueles senhores eufóricos façam algo é utopia.
Eles só vão mudar quando eu e você também o fizermos.
E vem aí mais uma cansativa eleição.
Impressiona aqui em Porto Alegre a quantidade de gente pedindo dinheiro nos faróis.
Avenidas como a Ipiranga, por exemplo, são pontos de pedintes extremamente jovens que, ostensivamente, abordam os motoristas atrás de dinheiro.
Eles saem dos matos, sempre muito sujos e , muitas vezes drogados, se revezam dia e noite nos faróis.
Chama a atenção como a prefeitura da cidade não demonstra fazer absolutamente nada já que , eu que só estou aqui há um mês, sei quem são as pessoas e onde dormem.
Parece que em SP o povo tá um pouco mais preparado pra lidar com isso, mas aqui sinto que a população tem um misto de pena e medo e sempre dão dinheiro.
O problema é que dar dinheiro nos faróis alimenta a prática e atrapalha muito mais do que ajuda.
Nunca é confortável olhar pela janela do carro e ver gente-muitas vezes crianças- pedindo.
Nossa reação natural é- ou fingir que não é comigo ou tentar resolver o problema de quem está lá.
Se por um lado não podemos “cauterizar” nosso olhar para esse problema que é de todos, por outro alimentar essa situação só gera mais mazelas.
Para lidar com isso coerentemente existem caminhos.
Instituições ligadas as prefeituras, igrejas ou ongs que realmente se propõe a ajudar. Contribuindo com uma delas você estará fazendo muito mais do que imagina.
Se a sociedade começar a se ver como parte do problema e da solução, fica mais fácil resolvermos situações crônicas que só existem porque deixamos.
Em tempo de eleição, desconfie do político que se coloca como super homem (ou mulher), como aquele que vai resolver um problema que só se resolve quando eu e você tomamos a responsabilidade.
É com consciência que todos viram um só, e quando é assim, somos muito mais fortes do que qualquer político ou conveniência social.
Da próxima vez que alguém lhe pedir dinheiro no faról, lembre-se que o problema é de todos e , assim como em tudo, a solução começa com atitudes que nascem a partir de uma mudança de mente : minha, sua e de todos aqueles que sabem que aquilo que acontece fora do quintal de casa, tem a ver comigo também.
As vezes nossa visão perde o foco.
Ontem, pelas ruas de Porto Alegre, é que me dei conta do quanto a cidade é bonita envolvida por belos morros.
Não que eu nunca os tenha visto ou ignorado o Guaíba ou as belezas da Capital gaúcha, mas parece que , sutilmente, nossos olhos se acostumam a ver asfaltos, carros, faróis, prédios que vai perdendo o costume de ver o que é bom.
A paisagem é a mesma, mas sinto que aos pouquinhos meus olhos vão vendo outras coisas.
Como é bom a possibilidade de descongestionar a visão e enxergar além das placas de trânsito.
Na vida também é assim. Deixamos de ver o que é bom, e só olhamos para o que incomoda.
A família, amigos, por do sol, prazeres pequenos……tudo diminui em detrimento de um problema que, de fato, deveria ser muito menor.
Quando a visão é distorcida, transformamos uma gota de chuva em temporal, uma picada de pernilongo em mordida de pitbull.
É tudo uma questão de foco, de escolher o que te importa e o que vai alimentar sua mente e visão.
As vezes é preciso olhar a volta e ver que lá no horizonte, muito mais do que poluição, tem os morros e o Guaíba.
Domingo frio em Porto Alegre.
Depois de uma semana chuvosa, o sol começou a aprecer timidamente, mas o frio continua.
Tempo bom pra ficar em casa com a família sem fazer nada.
Hoje eu pensava sobre as propóstas que deixei pra trás quando vim pra cá: Uma da Jovem Pan e outra da Tv Record.
É a primeira vez que falo mais abertamente sobre isso e, depois te detalho como foi, mas é claro que você se questiona se deveria mesmo abrir mão de propóstas de trabalho em empresas desse porte e signifcado.
Vim pra cá buscando outras coisas e estou feliz com isso.
Mas eu falava sobre tempo pra ficar com a família, ler e , acho que você que tem lido o blog nesse fim de semana, percebeu que postei alguns textos de outras pessoas aqui.
Uma dessas pessoas que admiro e gosto de ler é a Chris Gialluca e aqui vai mais um texto dela:
Os barulhos das baratas e de outras coisas
Quando aparece uma barata em casa, acabo descobrindo por causa do barulho que ela faz. Algumas pessoas me dizem que barata não faz barulho, e por isso, eu não posso ouví-lo. Mas ouço.
Barata faz um barulho parecido com estalinhos. Dá impressão dela ter perninhas de plástico que estalam quando ela toca nas coisas. Não que ela ande estalando como um robozinho. É bem mais sutil.
Ou vai ver que ela faz barulho quando come as coisas da nossa casa…Não sei como ela faz barulho, mas faz!
Às vezes, para perceber que o perigo se aproxima, queremos que ele venha fazendo alarde, tocando alto como uma fanfarra.
Muitas vezes, os sons ou os sinais da maldade falam baixinho, para que ninguém a perceba chegar. Pode ser um comentário apimentado de uma amiga, um sorriso irônico de outra, uma atitude de quem não se espera, uma demora…
Talvez, perceber estes sons e sinais fique mais fácil com a experiência da vida, e por isso as mães digam às filhas: “Cuidado com Fulana.” E as filhas respondam: “Você está vendo coisas. Ela é legal.” E só descobrem que a Fulana não era tão legal assim quando alguma coisa dá errado.
Só que experiência só se adquire vivendo, ou então, pela observação do que as outras pessoas vivem. Leva tempo e requer uma atitude contemplativa à qual, dificilmente, alguém mais novo se presta.
Talvez, tenha sido mesmo minha longa vivência de encontrar baratas andando pela casa nas noites quentes que me tenha dado ouvidos para ouví-las.
Tomara que meus ouvidos estejam sensíveis para os barulhos de outros perigos que andam pelas ruas nas noites de calor.
Você viu o GP de F1 na Hungria nesse domingo?
Felipe Massa larga em terceiro e , cheio de determinação, ultrapassa Kovalainen e o pole Lewis Hamilton.
A líderança da corrida foi mantida até sexagésima sétima volta, quando o motor da Ferrari não aguenta e faz com que o piloto volte a pé, chorando para o Box.
Ele fez tudo certo, a equipe foi perfeita, mas o motor….
Nessas horas é bom lembrar que existe o imponderável. Você faz tudo certinho, se esforça, trabalha para que as coisas aconteçam e, quando espera o resultado positivo : o imponderável !
Vivemos em tempos de resultados, cobranças, competitividade e, nesse mundo, fica dificil aceitar que nem sempre as coisas acontecem do nosso jeito.
Livros de auto ajuda, os não sei quanto passos pra vitória, como ser um gigante nos negócios, na família, como ser bem sucedido nisso ou naquilo… reparou como esse tipo de apelo está em todos os lugares ?
Com voracidade e fé as pessoas consomem discursos e promessas acreditando que assim chegarão lá; na felicidade eterna.
Sou totalmente favorável a ter objetivos, garra, correr atrás de um projeto, mas nunca me esqueço que, se não der certo, não é alí que está meu tesouro.
Em tempos de consumo é sempre bom parar pra pensar onde está o teu coração, porque alí estará seu tesouro.
Isso não deve tirar a motivação pra crescer na vida, mas dar ordens as prioridades lembrando que, no fim das contas, o que vale é aquilo que somos.
É isso que determina para o que você está vivendo e onde quer chegar porque o resto é consequência.
Na próxima largada, de tudo de si !
Seja ousado, corajoso, forte mas nunca se perca porque, se no fim da corrida o motor quebrar, você pode até voltar chorando para o Box, mas no fim do dia, a frustação será trocada pela recompensa de que tentou e a lembrança de que os verdadeiros tesouros nunca se perdem.
Pense nisso.
Escrito por mim em 2006 para o Tudo Radio. No texto falo para o profissional de rádio , mas vale pra qualquer área.