Liberdade ou vigilância?

Quando eu era criança, tinha um amigo no prédio que evitava jogar bola com a gente porque sua mãe não lhe deixava suar.

A mãe dele, era a mesma que se referia a nós como “os marginais”, simplesmente porque eramos meninos e assumiamos essa condição em brincadeiras e, porque não, travessuras. Claro, não tinhamos problemas em jogar futebol na chuva, pular o muro da escola vizinha e…suar.

Quando você tem filho começa a se preocupar com limites se questionando até onde pode deixá-los ir.

Maridos, mulheres, namorados, namoradas, amigos…ás vezes também sofrem desse mal.

Liberdade ou vigilância ?

Com o tempo, tenho aprendido que a vigilância desmedida produz paranóia e a paranóia adoece.

Estou lendo a biografia do Paulo Coelho e como isso ficou claro na adolescência dele.

Internações forçadas em hospicios, porta fechada de casa, falta de sensibilidade dos pais, fez com que muita dor fosse vivida por todos.

O que eu quero dizer, é que estamos na vida para caminhar e, no caminho, há variações de terreno, intensidade, iluminação e ritmo.

O caminho muda e, andar por ele é preciso.

Chega um tempo onde excesso de zelo só causa dor, justamente porque nos impede de fazer aquilo para o qual nascemos : caminhar. Experimentar no chão da vida as lições do dia a dia sabendo que é só com experiência que eu amadureço de verdade.

Olhar para a vida, sabendo que ela também caminha, que é passageira, me aumenta a consciência de que, quem sabe o caminho de volta, não precisa se preocupar para onde vai.

3 Comentários para “Liberdade ou vigilância?”

  1. Flavinho (Xito) Vamos deixar a Vida nos levar aos nossos caminhos desconhecidos, onde encontros e desencontros existem como naturais….agora nos encontramos e me orgulho do sobrinho q vc é – pela sua sensibilidade – mas se me permite deixa-me estar vigilante em seus passos, participando e compartilhando acontecimentos nunca vividos antes juntos como uma família! Bjs, sua tia Nanda

  2. VIVER

  3. VIVER, e não ter a vergonha de ser feliz… Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz…”

    Para que o medo de viver e caminhar por uma estrada que é você mesmo quem a contróe?

    É isso… VIVAMOS!

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