Nunca estivemos tão expostos a informação.
Sejam notícias nacionais, internacionais, esportivas ao conteúdo segmentado em profissões, preferencias, estilos de vida. Se você pesquisar, encontrará na web gente abrindo fóruns para discutir se o azul é mais bonito que o verde, se a barbie é lésbica ou se o homer simpson é fiel. 
Na mídia eletrônica, especialmente na TV, a preocupação com a “divisão do bolo” na comunicação é grande.
Pesquisas indicam que, em poucos anos, o horário nobre mudará para a hora do almoço a medida em que grande parte das pessoas acessarão o conteúdo da TV, via celular ou aparelhos portáteis, tornando os receptores objetos de museu. Com essa mudança de plataforma, mudará o conteúdo, necessariamente mais objetivos e segmentados.
A busca pela atenção em meio a tantas informações, faz com que, não só a razão, mas a emoção seja a porta de entrada para aqueles que querem conquistar espectadores,ouvintes,leitores,eleitores…
Nada errado. Já escrevi aqui que, se existem milhares de maneiras para dizer as mesmas coisas, porque não escolhemos as melhores ?
Fugir das meras estatisticas, do didatismo e seguir em direção ao coração, através da emoção, pode fazer bem.
As mensagens cantadas, tendem a criar mais impactos social dos que as faladas, por exemplo, porque mexem com áreas do nosso cerébro que o tom de voz professoral e uníssono geralmente não chega.
Acontece que “emoção” não está só ligada a sensibilidade mas também ao medo, a dependência e a incapacidade de relfexão.
Não preciso lembrar dos comunicadores que ficam horas mostrando tragédias entre ” Não aguentamos mais isso” , “o povo precisa ser ouvido”, “estou aqui para proteger os humildes” e assim por diante.
O que nem todos sabem, é que, quando as cameras desligam, os “defensores do povo” saem do seu estúdio em seus caríssimos importados, pensando no contraro, audiência (medida minuto a minuto),e repercussão da imagem, enquanto o povão desliga a tv com mais medo do que antes.
Não que a realidade seja muito diferente ou que devemos fechar os olhos para o que acontece mas, se a contestação não vier acompanhada de propóstas, vira só xingamento.
É pela emoção que líderes religiosos arrendam canais de tv ou emissoras de rádio por quantias astronomicas em nome da divulgação de uma fé que, na essência, é revolucionaria a medida em que inverte a ordem das coisas e coloca o que eles mais prezam (imagem, dinheiro,poder) fora da lista das coisas boas e necessárias. 
Estão no ar, divulgando endereços de templos, fazendo chantagem emocional e usando tecnicas de hipnotismo enquanto, movidos pela emoção e esperança de uma vida melhor, o povo os segue e ajuda a sustentar a pesada máquina.
Nos noticiários o que vemos é uma divisão entre interesses admitidos ou impublicáveis, através de matérias questionáveis e visivelmente tendenciosas.
Se é a era da imagem, o povo compra como verdade simplesmente porque “eu vi na tv”.
Muito mais do que você imagina, fabricam verdades, mudam contextos, criam padrões, invetam tendencias em nome da vaidade e do apego pelo poder.
Criam necessidades, despertam os desejos e apresentam suas soluções, enquanto nós,gratos, estamos lá, assistindo, nos distraindo e comprando.
Compramos para nos esquecermos do medo, buscamos poder para sermos imortais, corremos atrás do vento porque no fundo, o medo da morte mos move.
Estamos expostos a informação.
Seja na tv, rádio, jornais, internet…vozes, das mais agressivas as mais sutis, dizem o que você deve temer, ser, almejar, conquistar e, com medo de pensar, simplesmente aceitamos porque a maioria aceita: ” Se todo mundo aceita é porque deve estar certo”, pensam, e assim alimentamos uma máquina que,por sua vez, se alimenta de sonhos e do medo.
Preste atenção.
Procure ler, ver, ouvir de outro jeito. Sem paranóias, tente identificar o que existe de interesse escondido naquela informação e aprenda a discernir os espirito das coisas.*
Nesse caminho não tem volta e a cada dia estaremos mais expostos.
Se é assim lhe restam duas escolhas : ou você se posiciona e aprende a questionar ou simplesmente segue a maioria.
Questionar não é crime e pensar não é pecado.
Por onde você prefere andar ?
*Leia aqui no blog link relacionado ao assunto : http://flaviosiqueira.wordpress.com/2008/09/05/o-espirito-das-coisas/

