Toda fixação revela uma pulsão interior.
Logo, o ser moralista, dedo em riste, defendendo os “bons costumes” expõe que no íntimo é cheio de conflitos e contradições, fazendo com que acredite que a imagem para consumo compensa o que de fato é.
Pior quando a fixação é institucionalizada e vira bandeira.
Seja em religiosos que atacam, criticam e se colocam como “reserva moral”, ou, do outro lado, movimentos de minorias que, minoritariamente se articulam para, em nome do direito, impor através de leis o que só pode acontecer a partir da consciência.
Sem consciência, resta a aparêcia que, nesses casos, costuma ser a antítese superlativa do que sou.
Discursos não aplacam pulsões, então sobra remar contrariamente, sempre me auto afirmando a partir da minha fixação.
Quem odeia, esquece que geralmente o ódio nasce das paixões.
Quem abomina, deve se lembrar que sua abominação pode vir da admiração.
Quem persegue ao outro, talvez não saiba que pode estar perseguindo no outro o que identifica em si mesmo.
Quem julga ao próximo, antes de tudo está revelando o que tem no próprio coração.
Portanto, antes de atirar pedras e julgar ao próximo, olhe para dentro e veja quem é você.
Nem que seja por auto preservação, é melhor ficar calado do que deixar tão claro a todos que possivelmente você é exatamente o contrário do que tenta aparentar.
