Triste quando nos encerramos em nosso próprio tempo e acreditamos que tudo o que é, sempre foi, e que antes, nada existiu.
Culturalmente vivemos um pouco disso.
A necessidade do lucro aliado ao fato de que as grandes massas tendem a gostar do que é perecível, fazem com que grandes expoentes da nossa cultura sejam esquecidos.
Pior quando isso mexe com o signficado que tem apreciar uma boa música, ler um bom livro, ver um bom filme.
Não que tudo que seja novo seja ruim. Claro que não !
Mas discernir o valor das coisas, passa pelo reconhecimento do que o passado nos trouxe.
Preste atenção nesse vídeo, nos acordes, expressões e sons de um belo retrato daquilo que, com toda a simplicidade, demonstra que o talento está acima de toda a pirotecnia e descartabilidade de parte das músicas de sucesso.
É relaxar, voltar no tempo e viajar ao som de Cartola ao lado de seu velho pai:
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Sensacional…
Por vezes penso ter nascido na década errada.
Pensem o que quiserem de mim, mas entre Melancias, Moranguinhos, Melões e o bom e velho Cartola serei Cartola eternamente.
Abraços