Primeiro eles pigarreiam, calibram a voz e dizem em tom austero ” Conseguimos um grande feito que é a possibilidade de cassarmos políticos infiéis aos partidos pelo qual foram eleitos.”
Avanço ! – todos pensam. Afinal de contas, isso dificulta as facilidades de “aliciamento” político, ainda que o presidente Lula insista que nesse governo isso não acontece e, se acontecer, ele não sabe de nada.
Mas o fato é que a fidelidade partidaria garante ao eleitor que aquele em quem votou não irá virar a casaca e, durante o mandato, permanecerá fiel ao programa do seu partido.
Agora, me responda com toda a sinceridade: que partido tem programa ?
Pegue os maiores : PMDB- apoiou todos os governos desde Sarney. PSDB- Na oposição vota contra medidas que, na situação, apoiou. Que coerência ? PT – Na situação, faz tudo completamente ao contrário do que pregava na oposição. Coerência ? Isso pra ficar nos maiores.
Se por um lado a fidelidade partidaria garante que o político não se desvincule do partido, a pergunta é : o que garantirá que o partido não se parta, desvinculando-se de si mesmo ?
Parace que, como nunca antes na história desse país, tudo continua do mesmo jeito.
