Arquivo para novembro 26th, 2008

novembro 26, 2008

Aprendendo a ver por outros ângulos

Um dos problemas da tensão, é que tendemos a ver as coisas a partir de um só ângulo.

 

Não que seu ângulo necessáriamente seja errado, mas, fazendo assim, eliminará a possibilidade de enxergar a realidade com horizonte ampliado e visão tridimensional.

 

Sempre que um ouvinte me pedia um bom caminho para chegar em determinado ponto, me preocupava em fornece-le duas ou mais opções e dizer : agora é contigo. Escolha o melhor para você e siga em frente.

 

As vezes, isso resultava em certa insatisfação, a medida em que tinha gente que simplesmente não queria pensar. Tendemos a preferir que as coisas venham “mastigadas”.

 

Já recebi e-mail de gente insatisfeita, dizendo que dar a quem está no sufoco do trânsito mais de uma opção de saída, é atribuir a quem já está no sufoco mais uma tarefa e que isso pode ser estressante.

 

A esses eu sempre respondo que, o pior estresse é a falta de caminho.

 

Certo dia eu estava brincando de desenhar com meu filho de cinco anos.

 

Ele desenhou a si próprio em uma paisagem bonita, fazendo churrasco em uma grande mesa.

 

Quando lhe perguntei porque tinha feito uma mesa tão grande e se não colocaria ninguém mais com ele, pensou, pensou e pediu para que eu completasse o desenho:

 

- Quem você quer que venha comer esse churrasco com você? Perguntei.

 

- Pode ser minha namorada ?

 

Crianças nessa idade tem várias namoradas. Eles perguntam “quer namorar comigo ?” a outra responde “sim” e, pronto. Já estão “namorando”.

 

Mas como, apesar disso ele “ainda” não tem namorada, resolví inventar uma.

 

- Pai, você fez uma namorada barriguda ! – foi a reclamação depois do desenho.

 

Confesso que não era só barriguda, se existisse a tal namorada na folha de papel pesaria uns 150kg.

 

- Mas qual o problema Flavinho ? Se ela é sua namorada você gosta dela e, se gosta ela deve ser legal. – tentei argumentar politicamente correto.

 

- Você estragou meu desenho – ele falava com olhos marejando.

 

Vou dar um jeito.

 

Ele se animou.

 

Peguei a caneta e rabisquei aqui, alí, fiz com que a barriga virasse um avental, o papão um nó que vinha até o pé, dando um jeito para que a perna grossa virasse parte do avental, ou seja, risquei de tudo o que é lado e consegui tirar uns 90 dos 150kg.

 

Ele sorriu, agradeceu e disse que agora a “namorada” estava mais bonita.

 

Para modificar aquele desenho, tive que ver na imagem o que ela não era, para, a partir de então, moldá-la de acordo com a realidade que, em principio, só acontecia na minha imaginação.

 

É assim para tudo.

 

Situações aparentemente irremediaveis só parecem assim porque irremediavelmente nos encerramos em nossas próprias limitações.

 

Nada é estático, de modo que tudo o que hoje aparenta ser rígido, de fato não é.

novembro 26, 2008

Vem aí, entrevista com Julinho Mazzei

julinhomazzei4

“…Conheço muita gente que abondonou suas carreiras no rádio por causa de decepções e falsas promessas..eu foi um deles…”

A entrevista completa com uma das maiores referências do FM brasileiro de todos os tempos ainda nessa semana aqui no blog.

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