Arquivo para novembro, 2008

novembro 21, 2008

O tempo voa.

Não parece que as coisas estão passando rápido demais ?

Ontem era segunda feira, ante ontem foi Natal, semana passada comemoramos a virada do século e agora já estamos nos aproximando do fim de 2008.

Não sei se sou eu, mas parece que o relógio perdeu a hora, acelerou o ritmo e corre atrás do tempo perdido.

Ontem eramos crianças, e hoje somos bem mais do que isso.

Pelo jeito o tempo não perdoa e leva com ele nossos dias.

Cuide do seu tempo e só acredite no hoje.

Afinal de contas, tem gente que, de tanto esperar o amanhã, perdeu o bonde da história e, quando perceber, já estará na estação do adeus.

novembro 21, 2008

Sobre o dever de informar.

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” A liberdade de imprensa, por ser um direito do cidadão, só pode ser um dever do jornalista, o primeiro e mais alto dever que lhe cabe. Pretender que o jornalista esmoreça no cumprimento desse dever é o mesmo que pedir ao cidadão que renuncie ao próprio direito à informação…a liberdade não existe para a prática do elogio; ela existe para incomodar, para olhar a cena com espírito crítico.”

Eugenio Bucci- “Em Brasilia, 19 horas”, página 226

novembro 21, 2008

Tudo “legal” entre a Record e a Universal.

Texto de Marcelo Quintela para o site Na Frequencia.

Domingo de manhã. Fui comprar pão.

Em frente à padaria tem uma porta cristã aberta logo cedo.

A voz rouca ao microfone me chamou atenção.

Entrei e me acomodei.

Dentro daquele ambiente, vieram-me algumas lembranças…

Quinta-feira, dia 27 de setembro do ano passado…

Inauguração da Record News – novo canal de TV do Sr. Edir Macedo.
 
Apesar dessa inauguração representar uma maior “democratização do mercado da informação”, e mais notícias a nossa disposição, algumas mentalidades cristãs mais escrupulosas diriam que isso tudo assusta muito e ultrapassa a margem da legalidade.

Talvez se diga:

“Uma TV da Igreja? (Na verdade, são duas TVs!). Ou a Igreja que é da TV?

A TV existe com o dinheiro da Igreja? Ou o dinheiro da TV é para a Igreja?

Mas como uma igreja tem duas TV para fins lucrativos, se a igreja é uma entidade beneficente e sem tributação de impostos???”

Calma, cristãos éticos e cidadãos de bem, eu explico:

Não há nada ilegal. A Igreja não tem nada. A igreja não tem fins lucrativos. A igreja tem seu patrimônio e seus mais de 1.500 templos e só. A TV, todavia, não é da igreja. A TV é do Senhor Edir Macedo, mega-empresário do setor de comunicações.

Ele é empresário, e também é bispo da Igreja. Ilegal?

Nada ilegal. Eu também sou profissional liberal e ministro do Evangelho. A clínica é minha. A igreja, não.

“Como ele comprou as estações de TV, então?”

Ora, comprou com o dinheiro dele! Com o “salário” dele de bispo! – suponho.

A maioria dos religiosos não vivem do sacerdócio? Sim! Então qual é o problema?

Nada ilegal. É o chamado pró-labore! Ganha quanto a “instituição” decide que se vai ganhar!

“E a relação TV – Igreja? Parece tudo a mesma coisa, oras??!!”

Parece, mas não é! Nada ilegal tampouco.

Veja o que a Central Record de Comunicação respondeu, por e-mail, ao site Terra:

 - A Record lucra com a comercialização de espaços publicitários em sua programação. O horário da madrugada está negociado com o cliente Igreja Universal, que possui diretrizes independentes e distintas em relação à Record.

Viu? Tudo legal. Tudo explicado.

A Universal compra os horários da Record. A Record vende os horários para a Universal.

Vende caro. Muito caro. Super-faturado! Vende por quatro vezes mais do que a Globo vende seus horários da madrugada,

mesmo tendo quatro vezes mais ibope nessa mesma faixa que a Record!

Mas e daí? A cliente paga, oras. Ela aceita o preço! Nada ilegal.

“Mas toda a direção da Record não é constituída de bispos e obreiros da Igreja, não é?”

Sim. Mas procura aí onde isso é ilegal?

A Record contrata seus funcionários como quiser e de onde desejar. A Record não é um orgão público que contrata via concurso.

Se eu quiser colocar meu pai, minha mãe, meu amigo, meu irmão para trabalhar na minha Clínica Privada o que você tem a ver com isso? A empresa é minha, eu contrato quem eu quiser, mesmo que tal pessoa nem tenha ainda a devida formação para o cargo. Isso é problema meu! A clínica não é estatal, é particular!

“Meu Deus, mas de onde vem, então, tanto dinheiro para comprar tanto horário de TV por tão alto valor, visando a nobre causa de evangelizar o país???”

Ora, vem das contribuições espontâneas que se fazem de domingo a domingo, três a quatro vezes por dia, em mais de 1500 templos simultaneamente.

Nada ilegal.

“Como não? É dinheiro do povo!!! Dinheiro que se recebe e sobre o qual não incide impostos?”

Ora, e não é assim com toda associação filantrópica? Ou alguém dá dinheiro forçado? Levanta a mão quem paga na marra? Alguém é obrigado a ofertar? Algum obreiro vai lá e mete a mão no bolso do devoto?

Lógico que não! Daí não haver extorsão e nem subtração. Dá quem quiser!

Portanto, até onde se enxerga, fica assim entendido: Tudo dentro da Lei. Tudo legal!

Domingo de manhã.

Estou naquele culto evangélico do começo desse texto, lembram?

Voltei de meus pensamentos.

Olho para frente.

Tem uma espécie de “arca da aliança” que está girando iluminada sob um altar atrás do púlpito.

O moço na tribuna falava sobre Dagom, o deus filisteu que se ferrou depois que recebeu em seu templo a Arca da Aliança Mosaica roubada da nação vizinha. Na história bíblica, os judeus nem precisaram se mexer em busca da Arca Perdida. O povo inimigo se consumiu em pestes, hemorróidas e tumores até devolverem o objeto sacro!

Conheço a história desde menino! Só não conhecia o aplicativo feito no microfone:

“Você quer vencer Dagom? Quer? Então… Não se mexa para nada!

Sabe aquele dinheiro que você ia pagar para o advogado tentar tirar seu filho da cadeia?

Sabe aquele dinheiro que você ia usar para comprar o remédio que o médico receitou para a doença crônica?

Você vai trazer aqui na frente, diante da Arca Giratória!!” (“giratória” é expressão minha. Impressionou-me a alegoria. Mas todo o demais, eu ouvi como agora se lê…)

“Não pague o advogado, não compre a medicação! Pratique a fé!

Quanto você não daria para tirar seu filho da prisão? R$ 3.000,00? R$ 2.000,00? Ou não daria até muito mais?

Você não faria todo sacrifício que fosse necessário? Sim ou não?

Então vem trazer esse dinheiro aqui no Balcão de Negócios Divinos” (bom, confesso: “balcão de negócios divinos” ele não falou não… Eu que inventei… Mas juro que só inventei mais essa!)

“Quando você pagaria para ficar curado? Para ter saúde? Não daria até tudo que tem?

Então para que você vai dar esse dinheiro para o remédio se você pode dar para Deus?”

“Quem já tem a arca em casa (uma arca pequenina “dada” aos que exercitam a fé!) vem aqui na frente para nós oramos por você!”

Fiquei sentado com mais alguns poucos.

“Agora vem quem não tem a arca ainda.”

Aí todo mundo se levanta e caminha para o altar matadouro. Já sabem que Deus só vai abençoá-los se permitirem que lhes arranquem o couro, a pelo, a lã… (Mas, tudo na vida tem seu preço, não é?)

Daí vejo a fila.

A fila.

Mães desesperadas. Doentes aflitos.

“Você pode ter a Arca da Aliança por R$ 90,00 – não menos que isso!”

(Dessa vez não inventei nada, o limite para levar o objetinho ordinário era esse mesmo!)

Só eu fiquei.

Fiquei só.

Eu, dois obreiros e meu dinheirinho do pão.

Saí.

Saí sem arca.

Saí inteiro…

Mas arrancaram minha alma logo cedo.

Dei as costas, que ficaram pesadas com a tristeza de ter visitado o templo de Dagom. O templo onde a Arca sequestrada gira em exposição, como amuleto!

Sim, eu fui ao templo de Dagon, onde a dádiva é comprada sob signos judaico-cristãos.

E saibam disso todos os seus adoradores: só existe um “deus” que negocia as respostas de oração em espécie – Lá o chamam de “Jesus”, mas seu nome é Diabo!*

O estelionato é de cunho espiritual, mas essa categoria de crime não consta na nossa legislação!

E isso não passa na Record.

Na Record é tudo legal.

Tem até novela com qualidade global.

DESABAFO: Então a gente nunca vai pegar esses caras, entendeu???!!! O dinheiro da Record está dentro da Arca! A Arca-Baú, a Arca-Cofre, a Arca Perdida num templo “cristo-pagão”!

Entretanto, há algo com que eles simplesmente não contam: Deus existe!

- Sim, o dono da Arca existe!

E Ele não obedece a Constituição. Ele ultrapassa a margem da legalidade. Ele é marginal.

E daqui a pouquinho essa Novela termina!

Os últimos capítulos já foram escritos e revelados: Como no registro bíblico, Dagom vai perder a cabeça de novo e a brincadeira de apetrechos bíblicos comercializáveis tem prazo de validade e logo logo vai acabar!

Ah! Vai!

“Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis…”

novembro 21, 2008

A crise e o trabalho.

Tudo indica que 2009 será um ano difiícil.

As vendas de Natal tendem a mascarar a sensação de crise pela qual o mundo passa, no entando, terminando a fase de ouro para o varejo, possivelmente setiremos os efeitos da recessão já anunciadas por países da comunidade europeia, como a Alemanha, por exemplo.

Diante disso, cabe a nós focarmos cada vez mais a necessidade de sermos excelentes no que fazemos.

Com o mundo em crise é natural que as ofertas de trabalho diminuam na mesma medida em que a procura aumenta. Diante desse quadro, vale o diferencial.

Hoje de manhã eu acompanhei uma entrevista com o diretor do Senac aqui de Porto Alegre que comentava sobre uma recente pesquisa que ainda apontava que a primeira preocupação de um novo contratado em relação a empresa é : “quais serão meus direitos ? “

Por melhor que seja contar com direitos, acredito que tudo nos leva para o fim da era Vargas, onde a CLT representava uma grande conquista para o trabalhador.

Hoje vale quem você é, o quanto se aplica, que conhecimento tem e até onde está disposto a trabalhar e crescer.

Tempos de crise também servem como oportunidade para quem tem o que oferecer.

Seja você mesmo seu próprio diferencial e conquiste espaços.

Assim como o resto do mundo, o Brasil terá um ano difícil, no entanto, cabe a você gerir-se a si mesmo e, assim como a ostra que faz pérola com a areia, sair em busca de oportunidades que lhe possibilitem colocar em prática todo o seu diferencial.

novembro 20, 2008

Ostra feliz não faz pérola

Um dos meus passatempos preferidos aqui em Porto Alegre é passear entre os livros da livraria Cultura do Bourbon Country.

Entre um e outro, vi o livro do ótimo Rubem Alves : “Ostra feliz não faz pérola” rubem_alves2

Na parte de trás o texto era mais ou menos assim : Se na ostra não houver um grão de areia, não existiria a pérola.

Ela pensa “esse grão me arranha, machuca, faz mal. Construirei uma superficie lisa que me propicie conforto e me livre desse incomodo, depois faz a pérola.”

Seres humanos permanentemente felizes não criam. Tem que ter um incomodo, uma coceira que não deixa parar e nos faz queremos transformar areias e pérolas.

Grande Ruem Alves !

novembro 20, 2008

País dos pampas.

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O Rio Grande do Sul tem os mesmos problemas do Brasil: corrupção, violência, sistema de saúde que deixa a desejar e, especialmente em Porto Alegre, muitos, mas muitos mendigos nos faróis.

Apesar disso a capital gaúcha é linda, abençoada pelo Guaíba e por tantas coisas belas.

Mesmo que a prefeitura não tenha o menor cuidado com o rio que é cartão postal da cidade, e não cuide de sua margem com mato alto, sujeira e, claro, mendigos; a imagem que se tem de longe ainda é bonita.

Mas por que estou falando isso ?

Porque desde que cheguei aqui, em julho, me chama a atenção a maneira que os gaúchos olham para sua terra.

Se por um lado é legal a preservação da cultura e do apelo as raízes, por outro a paixão pelo Rio Grande faz com que o nativo olhe para seu estado como se fosse um outro país e os que vem de fora como estrangeiros.

Talvez influenciados pelos ventos separatistas da revolução farroupilha aqui não se fala de Brasil. Quando, nas olímpiadas um atleta gaúcho ganhava medalha, as manchetes eram : “medalha gaúcha”. As empresas exploram essa paixão e dia desses, entre tantos exemplos, me chamava a atenção um comercial de uma montadora de carro americana dizendo-se “Gaúcha desde 2000″.

Mas para mim a prova de que para o gaúcho seu estado é outro país veio ontem.

Quando resolvi ligar a TV para assistir ao jogo entre a seleção brasileira e a portuguesa me decepcionei, afinal de contas, as seleções aqui são outras: inter e gremio e, como uma delas estava jogando, me resignei assistindo ao jogo do Inter pela Globo (RBS) com flashes dos gols do Brasil.

Fazer o que ? Paulistano tende a ser multi cultural, convivemos com o mundo inteiro e nosso apego a cidade vem justamente dessa mistura de raças e culturas. Por isso é estranho ver a viceralidade do povo daqui do Sul: orgulhosos e felizes por suas riquissimas tradições e belíssimas paisagens.

Só espero que não me peçam passaporte.

novembro 19, 2008

Ta explicado!

Lendo o livro do João Lara Mesquita sobre a rádio Edlorado de São Paulo – Eldorado a rádio cidadã – me deparei com uma informação que, em parte, explica a grande desvalorização do rádio como mídia nos últimos anos:

40% das rádios são de políticos

25% de igrejas evangélicas

20% de igrejas católicas

15% de empresários de comunicação.

Alguma dúvida?

novembro 19, 2008

Paradoxo

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“O paradoxo é apenas um conflito entre a realidade e o nosso sentimento de como a realidade deveria ser”

Richard Feynman- Nobel de Física

novembro 19, 2008

As estações da vida.

Sabe quando, apesar do dia estar lindo, a sensação é de que está tudo nublado ?

Ou, ao receber um animado “bom dia” de alguém, você quase responde “só se for para você”.

Tem vezes que dá vontade de deitar, dormir e só acordar quando tudo estiver bem.

São fases onde lembramos dos dias em que tudo se encaixava, levantar fazia sentido e os planos estavam a todo o vapor.

Assim como acontece na natureza, nossas vidas também passam por estações.

Se o sol da lugar a lua e o verão ao inverno, temos que entender que, ao longo do caminho, passearemos por várias estações de modo que, em cada uma delas, experimentaremos o modificar das perspectivas.

Felizes aqueles que sabem transitar pelas estações da vida, sabendo que, em tempo de frutos ou de seca, temos sempre a oportunidade de nos tornamos seres humanos melhores.

É quando esperamos o sol, apesar da chuva, plantamos a semente, apesar da seca conscientes de que a hora da colheita chegará.

Para cada coisa um tempo e, em cada tempo, uma estação.

Viva a que você estiver com serenidade e saiba que, sendo boa ou não, ela é passageira.

O que não passa é o que o tempo nos transforma por dentro e a capacidade de cada um em, apesar dos pesares, acreditar que os melhores dias estão por vir.

novembro 18, 2008

O Alfabeto

Letra A – Abre-alas do alfabeto. Talvez por isso tenha se tornado tão arrogante e ambiciosa. Mete-se em quase tudo que a gente fala ou escreve. Sua única característica simpática é a de ser a responsável pela designação das coisas do gênero feminino. Também é a culpada pela crase, por puro assanhamento.

Letra B – Se não é a mais bonita, certamente é a mais sensual. É a única na qual eu tenho vontade de dar um beliscão. Conseguem imaginar a palavra bunda iniciando por outra letra? Beleza pura.

Letra C – Parece uma boca aberta. Por causa disso originou palavras como canto e comunicação. Tenta revogar o uso da palavra alfabeto na língua portuguesa, argumenta que é um termo de origem estrangeira e que o certo seria usar apenas abecedário. Cínica.

Letra D – Sente-se depreciada. Descobriu que não é nada além do que a metade de um B, e, para piorar a situação, a metade de baixo. Desenvolveu enorme complexo de inferioridade. Deprimente.

Letra E – Tentou abandonar o alfabeto e arranjar um emprego como ancinho. Como não tinha cabo, e ancinho nem sequer começa com E, não conseguiu. Esquisita.

Letra F – Muito perigosa, se empunhada pelo cabo torna-se uma arma. Não é à toa que originou palavras como: faca, ferimento, fatalidade… Letrinha foda.

Letra G – Também parece uma boca aberta, só que uma boca cheia. Os colegas de alfabeto tratam-na, gentilmente, por gordinha. A palavra que mais gosta de formar é guloseima. É uma glutona.

Letra H – Muito estranha. Quando comanda a palavra faz questão de não ser notada. Quando se coloca dentro de uma, costuma ou arrumar problemas com o pobre do X ou diminuir o tamanho das coisas. Somente é apreciada pelos compositores de bossa-nova. Um tanto hermética.

Letra I – Se o D tem complexo de inferioridade, imaginem esta de agora. Tão magra que mal se nota a sua presença nas palavras. Algumas inclusive pararam de utilizá-la, o que não é de admirar. Sobrou-lhe dar origem a palavras como: imbecilidade, inaptidão, idiotice, incompetência e coisas do gênero. Completamente insignificante.

Letra J – Lembra um I que está sempre sentado, descansando. Coisa de velho, o que é estranho para quem é responsável por juventude e jovialidade. Deve ser pura janotice.

Letra K ( em memória ) – Já foi tarde. Só servia para complicar a grafia de nomes femininos como Carim e Cátia. Letrinha Kalhorda.

Letra L – Devagar, quase parando. Culpa provavelmente do pé grande. Se acha grande coisa só porque a palavra letra começa com ela, mas na verdade é mais reconhecida por palavras como langor e lentidão, e pelo tamanho do pé. Uma verdadeira lesma lerda.

Letra M – Igual uma galinha com as asas abertas para abrigar os pintinhos. Muito maternal

Letra N – Não gosto dela. Acho meio sem personalidade, quase uma nulidade. Nada mais a declarar.

Letra O – Normalmente utilizada para designar as coisas do gênero masculino. Letra desagradável, inclusive na forma que parece a de um cu.

Letra P – A maior responsável pela pornografia na língua portuguesa. Deu origem à denominação dos principais palavrões e perversões conhecidos. Culpada pela existência de obscenidades como pênis, pederasta e presidente, entre várias outras. Uma puta.

Letra Q – Sempre achei que cu deveria se escrever com ela. Tem até o rabo.

Letra R – Quase sempre ela é bastante razoável. Nunca porém quando resolve andar aos pares, torna-se então, junto com o fumo e o álcool, uma das principais causas de irritação da garganta.

Letra S – Uma serpente. Sempre arrumando confusão com as outras. Tem predileção especial por implicar com o C e o Z mas não poupa nem o infeliz do X. Quando o C conseguiu um cedilha para se defender, ela passou a andar em dupla. Sacana.

Letra T – Na verdade não é uma letra e sim um taco. Deve ser utilizado ao inverso do que está. Segure a parte vertical com as duas mãos e bata com a horizontal, de preferência na letra O .

Letra U – Se tivesse alça seria um penico. Em todo o caso, se o aperto for grande, pode urinar dentro dela, mas depois despeje e seque. Não gosta de ficar úmida.

Letra V – Parece um U de regime mas não é. Foi criada especialmente para denominar os principais órgãos sexuais femininos. Causa muito nobre. Só que depois ficou com vergonha e inventou a virgindade. É verdade, juro.

Letra W ( em memória ) – Foi sacaneada. Invejosos, o U e o V uniram-se e pediram sua eliminação. “Ou ela ou nós duas” foi o ultimato que deram. Na disputa até que o W estava se dando bem, principalmente contra o V que só vale metade dele. Desistiu quando o U desfilou na sua frente ostentando um trema. Não precisou ser eliminada, suicidou-se.

Letra X – Vive atormentada. Sabe que é a próxima que está sujeita a ser eliminada. Sua única esperança é que sem ela a Xuxa passaria a ser uma mama e todos a preferem assim como é, com as duas e mais o resto. Letrinha xaropona.

Letra Y ( em memória ) – Retirada por pressão da igreja católica. Os seminaristas não podiam vê-la sem imediatamente imaginar aqueles montes de vênus que aparecem nas pinturas bíblicas. Corriam para o banheiro interrompendo as aulas de teologia. Ydiotas.

Letra Z – Nunca entendi porque o primeiro algarismo é escrito com a última letra. Zero para este alfabeto.

Do blog do Julinho: http://julinhomazzei.wordpress.com

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