Uma nova cara do blog, mais simples, didática e sem medo. rs
Obrigado pelas opiniões ! A idéia é sempre melhorar.
Comunicação, espiritualidade, gente.
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Ele era jovem, andava no nosso meio e falava de um reino que ninguém podia tocar.
Os reis e detentores dos poderes instituidos o viam como ameaça , a medida em que suas palavras encontravam abrigo nos corações mais simples.
A boa nova era: Deus está perto. Não é necessário mais intermediários, sacerdotes, sacrificios pois não há mais merecimento, é Graça.
A Graça virou simbolo, o simbolo arrancou a alma do povo e enriqueceu aqueles que a sequestraram, dizendo-se donos daquilo que ninguém detem.
Virou desgraça.
Na festa dos presentes, no mês do décimo terceiro, no dia do peru e do panetone, uma nova chance: Talvez alguém pergunte a razão de estarmos comemorando.
Quem sabe não baste a explicação de que é o “nascimento do menino Jesus”.
É possivel que alguem queira ir mais longe, e saber o que isso implica.
Talvez…
Que seja o cheiro da Graça, a certeza do favor imerecido que leva a consciencia sem culpa, onde a sensação de que nada devemos, nos livra das cadeias da religião.
Talvez o presepio ceda lugar a um reino que não se baseia em dinheiro ou adulações, mas se instala no íntimo, onde ninguém vê.
As famílias vão se encontrar, comerão, beberão, trocarão presentes…
Natal é Jesus ? Não, não é…
Mas , ainda assim, é dia pra ele, não o “menino”, mas aquele que esteve entre nós e nos ensinou a sermos crianças de novo, sem culpa, sem medo, na inconsequente doçura de quem crê e sabe que o pai está sempre vigilante todos os dias. Inclusive no Natal.

Quando estava entre nós, Ele costumava contemplar-nos a nós e ao nosso mundo com um olhar de admiração, pois os véus dos anos velavam seus olhos, e tudo o que via era claro à luz de sua juventude.
Embora conhecesse o belo em toda sua profundidade, a paz e a majestade da beleza jamais deixaram de surprendê-lo, e esteve diante do mundo como o primeiro homem estivera diante do primeiro dia.
Nós, com os sentidos já embotados, fitamos à plena luz do dia, mas não vemos.
Aguçamos os ouvidos, mas nã ouvimos; e estendemos as mãos, mas não chegamos a tocar. E. e,bora todo o incenso da Arábia esteja em brasa, seguimos nosso caminho sem sentir-lhe o cheiro.
Não vemos o lavrador em seu retorno do campo ao findar o dia; nem ouvimos a flauta do pastor que conduz seu rebanho para o curral; nem estendemos os braços para tocar o pôr do sol; e nossas narinas não mais anseiam pelas rosas de Sharon.
Não, não veneramos um rei que não tenha um reino; nem ouvimos o som de uma harpa sem que haja uma mão a dedilhar-lhe as cordas; tampouco vemos uma pequena oliveira na criança a brincar em noso olival.
E é preciso que cada palavra surja dos lábios carnais de uma boca, senão julgamo-nos mudos e surdos.” Kahlil Gibran- Jesus.