Nossa super exposição a mídia tende a gerar resistência a tudo o que tem cara de “comercial”.
É por isso que publicitários pensam cada vez mais em novas linguagens, tentando surpreender o consumidor.
Na TV inserções são atreladas a arte, como no CQC, por exemplo. No rádio, o medo de mudar insiste na velha fórmula do spot de 30″ ou 15″ no meio de um breck.
Pessoalmente acredito que, com o tempo, a tendência será de que as mídias, sejam os próprios consumidores.
A medida em que a tecnologia avança, novas possibilidades e, com elas, obrigatóriamente a necessidade de repensarmos a fórmula publicitária.
Um exemplo disso é a internet que já tem seus próprios cases, explorando o interesse de consumidores através da interatividade.
Hoje saiu no G1 a notícia de que foi apresentado em Las Vegas um “monitor para vestir” (foto), que pode ser usado para exibir publicidade. 
Não sei se a moda vai pegar, mas de qualquer maneira, não pude deixar de me lembrar daqueles senhores no centro de SP com placa amarrada no corpo anunciando empregos ou qualquer outra coisa.
Parece que, por mais que a gente evolua, de um jeito ou de outro acabamos voltando sempre para o mesmo ponto.
Se um dia o “boca a boca” foi substituido pela comunicação de massa, parece que, ainda que com a ajuda da tecnologia, o caminho será o “testemunhal” individual, a interatividade combinada com a possibilidade do consumidor experimentar o objeto da venda. De certa forma, a volta do boca a boca. Ainda que seja através de um monitor pendurado no pescoço.
Para quem trabalha com mídia, mais do que nunca, olhos abertos e atenção nas pessoas.
É daí que virão os novos caminhos.
