
As vezes o que é bom revela o pior de quem vê.
Tendemos excercer justiça em nosso corações, acreditando que somos conhecedores da medida do merecimento ou punição alheia, de modo que, tem horas que o bem do outro parece agredir.
É quando o sujeito olha indignado para quem, apesar de ter caminhado menos, recebeu igual ou melhor recompensa.
Esperamos que a vida nos trate a partir dos nossos critérios, quando na realidade, nossa aritimética baseada em critérios próprios de merecimento, não tem a menor influência no resultado final.
Por que acreditamos que nossos corações confusos e almas mesquinhas podem servir de referência para qualquer tipo de definição em relação ao que é bom para o outro ?
Caminhe em sua estrada, ame e seja amado por quem o ama, coma seu pão, beba sua água, tenha seus amigos, trabalhos, valorize o que é simples e se encha de gratidão. Ainda que nem sempre veja, saiba que motivos para tal você tem.
É sempre questão de percepção.
Para cada um, sua própria medida baseada em critérios absolutamente independentes que partem da liberdade da Graça.
Que o seu caminho te baste para que você cuide dele, se alegrando com os que se alegram e sendo solidário com quem sofre.
Sem justiça própria, andando com a sensação que, para você, basta que cada dia seja bom.
