Ontem o mundo acompanhou a posse do quadragésimo quarto presidente americano.
Barack Obama assume um país em meio a crise econômica e a guerras inacabadas, sucedendo um dos presidentes mais impopulares da história dos Estados Unidos.
Em um mundo globalizado, onde os efeitos dos desvios norte americano refletem em todos os lugares, a expectativa era grande em relação ao discurso do presidente que , por sua vez, fez duras críticas a política de seu antecessor e sinalizou uma América mais consciente:
“Nosso poder cresce, não através das armas, mas de nossa capacidade de juntar forças”, disse o Obama.
Diante da importância do evento, me chamou atenção a excessiva preocupação de parte da mídia em relação ao vestido de Michelle Obama.
“Fim do mistério” e “a repercussão do vestido de Michelle” foram algumas das manchetes que li ontem em alguns sites. 
Se a informação deve ser análisada por todos os lados, me desculpe, mas qual a importância do vestido da primeira dama ?
Sem querer ofender a quem esperou ansiosamente para saber se ela viria de azul ou de amarelo, se usaria chapéu ou não, se viria com duas ou oito pulseiras, a sensação que me bate ,é que preocupações desse tipo só ganham tamanha dimensão em um mundo onde a aparência significa tanto.
Para esses, tanto faz que tipo de atitudes terá o presidente diante da crise, como agirá com os soldados no Iraque, se desativará Guantanamo ou não; o que importa é o visual.
Enquanto essas forem nossas preocupações, seremos reféns de nossos olhos que, por sua vez, estarão perdidos em nossa vaidade e vazio existêncial.
Sobre a primeira dama, tem um histórico de superação, além de ótima bagagem cultural, ocupando uma importante posição na eleição do marido.
Mas isso não importa.
Resta saber qual será seu visual nos eventos oficiais e se sua estilista cubana teve razão em querer que a cor do seu vestido representasse o sol.
Para esses, mais do que os rumos do mundo, vale os enredos do BBB.
