Arquivo para fevereiro, 2009

fevereiro 17, 2009

É facil, releve…

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Já experimentou não revidar uma fechada no trânsito? Eu sempre lembrava meus ouvintes que, se você responder uma fechada com uma gentileza, fará um enorme bem a si mesmo.

Infelizmente, todos os dias pessoas morrem nas ruas por brigas de trânsito.

Isso poderia ser perfeitamente evitado.

Se não levássemos a vida tão a ferro e fogo, teríamos mais prazer nas pequenas coisas.

Sei que nem sempre é fácil e as vezes me irrito nas ruas também.

Mas aí olho para o carro da frente, e lembro que ali tem alguém, talvez com os mesmos problemas e questões que eu. Não é o Celta, é o José; o Palio é a Joana e o Astra pode ser o Sidnei.

Humanizar o olhar produz efeitos positivos, a medida em que afasta a sensação de estarmos disputando território.

Quando um motorista irritado se aproxima do carro que o fechou, e ao invés de um xingamento recebe um sorriso e um pedido de desculpas, naturalmente desarma.

Sempre que eu falava sobre isso no ar, recebia dezenas de manifestações de ouvintes que comprovavam a eficácia de simplesmente retribuir o xingamento com gentileza, confirmando que, mudando o jeito de olhar para quem cometeu a “barbeiragem”, as coisas ficavam mais fáceis.

Se podemos praticar isso no trânsito, acredito que podemos colocar em prática em nossas vidas, princípios básicos, que nos proporcionarão a maravilhosa experiência de experimentarmos o poder do perdão.

fevereiro 14, 2009

Em casa.

Em fração de segundos, revi tudo:

A luz forte, a falta de ar, os cheiros que nem me lembrava.

Os primeiros sinais de consciência, as duvidas, os medos da noite. Ouvia meu choro agudo e suplicante, sabendo que vinha de um tempo que ficou lá atrás, mas agora, para minha surpresa, jorrou como se nunca estivesse ido embora.

Tudo girava.

A velocidade era espantosa, mas o que dava vertigem era a sensação de sair de um tempo e cair em outro, como se todos os tempos existissem ao mesmo tempo.

Sentia como se não houvesse fronteiras, tudo acontecia em um segundo.

Meus amigos ! Lá estavam os primeiros, aqueles que nem me lembrava, depois vieram o Guto , o Nando e o Rafa: todos corriam, gargalhavam, mas não me viam.

Enquanto as imagens se esvaiam como areia, eu ouvia vozes que, por mais que me parecessem familiares, não conseguia identificá-las ou sequer entender o que diziam.

Tinha muito vento também. Quase como se eu estivesse no meio de um vendaval.

De repente era outro tempo: Eu estava em uma estrada a noite, no rádio do carro uma música do Jonny Rivers, meu coração batia descompassadamente.

Antes que pudesse entender o que era aquilo, apareci em uma praça. Crianças brincavam e eu me sentia angustiado.

É como se estivesse voltado a tarde da perda.

Mas não deu para sentir nada tamanho a velocidade em que os cenários se alteravam.

Rostos, cheiros, paisagens, sensações, iam e vinha, quase como uma agulha de uma costureira que fura aqui, passa linha alí, vai e vem até que a costura esteja pronta.

As coisas começavam a fazer sentido.

Passeando entre elas, olhando minha vida daquele ponto, senti como se tudo fizesse parte de uma coisa só.

Olhava as grandes alegrias e as terriveis tristezas como fruto de uma única coisa que, no fim das contas, me trazia até aquela hora.

As imagens foram sumindo.

Me sentia leve e a intensidade das emoções que acabara de reviver estavam diminuindo, cedendo lugar a uma espécie de êxtase.

O vento se aquietou, as vozes se calaram e agora tudo era silêncio e, no silêncio, tinha paz.

Acolhimento. Talvez seja a melhor descrição.

Abri os olhos lentamente e uma senhora grande e negra com olhos penetrantes , sorriso que reproduzia a mais intensa e sincera felicidade veio em minha direção.

Eu não sabia onde estava, mas sabia que era alí o meu lugar.

Ela me abraçou.

“Estive contigo o tempo inteiro, cuidei de você em cada instante e agora você voltou pra casa”- disse a senhora , agora me olhando com amor quase palpável.

“Onde estou ? O que eu tenho que fazer? ” – perguntei confuso, mas quase esperando a resposta que viria:

“Você já fez. Alías, quem fez fui eu e o que eu quero é o que sempre quis: Que você descanse em mim. Tudo o que você viveu contribuiu para que chegasse até aqui.  Essa é sua casa.”

As memórias ficaram para trás. Já não importava mais o que tinha sido porque agora tudo estava no lugar.

-Quem é você ? perguntei.

-Eu sou, e isso basta.

-Eu nunca ví a senhora, mas sinto como se sempre tivessemos sido íntimos.

-Sempre fomos porque você veio de mim. Sua essência é a minha e nunca houve nada que não saisse de mim.-  sua voz soava como música. Quando ela falava, parece que o mundo de aquietava.

- Já nos vimos antes?- eu ainda estava confuso.

- De varias maneiras. Com vários rostos, em varios sons, o tempo todo.

Ela já não tinha mais a mesma fisionomia. Seu rosto já não se parecia mais com homem ou mulher, apesar de traços humanos.

- Você é Deus ?

- Me chamavam assim também.- ela continuava sorrindo.

- Então você é Deus ! concluí.

Ele ( ou ela?) sorriu acolhedoramente, chegou mais perto e disse:

- Sou quem sempre fui. Deus é o nome que escolheram me chamar, mas Eu Sou.  E você é, em mim.

- Ainda não entendo- tive que confessar.

- Você ainda está cheio de conceitos errados. Esperava encontrar um velho justiceiro que agora leria seu juizo e determinaria seu destino eterno. Não sou assim. Nunca fui. Você está em casa e todas as suas angústias passadas tinham a ver com o fato de que estava longe daqui. Mesmo assim, sempre estive contigo e  minha morada sempre foi em seu coração. Não existe separação entre nós.  Nunca existiu.

Eu não conseguia mais falar. Ele continuou:

- Agora é hora de se desvencilhar de suas concepções religiosas. Daqui a pouco você verá muitas coisas que não se parecem com o que via nas casas de pedra, que diziam ser minha casa. Verá muitos homens e mulheres diferentes daqueles que se proclamavam meus embaixadores. Aqui não há limite de tempo e espaço e nem separação. Aliás, sempre foi assim. Experimentará a plena sensação de unidade e saberá que faz parte de tudo.

Enquanto falava, sua fisionomia se humanizava.

Agora tinha rosto de homem com feições palestinas.

- Venha, vou te contar o que quiser saber. Chegou a hora de conhecer a verdade e ela te libertará- Ele caminhava e fiquei olhando por alguns instantes.

Não parecia ser diferente dos outros palestinos a não ser pelo seu olhar que me descortinava a alma.

Ele sorriu. Parecia saber o que eu estava pensando.

Não consegui mais resistir e fui em sua direção sabendo que tinha muito a ouvir:

- Quem me vê, viu o que precisava ver.  Os que são meus, sempre reconhecem minha voz.

Segui caminhando , ouvindo atentamente e, apesar de não saber exatamente onde estava, sentia nitidamente que finalmente estava em casa.

fevereiro 11, 2009

Campanha ateista em Londres

Na semana passada, foi lançada em Londres uma campanha ateísta .

Com o objetivo de promover o atesimo, a Britsh Humanist Association, disponibliziou peças em 800 ônibus e metros com os dizeres : There´s probably no God- Provavelmente Deus não existe. ftbus12

Segundo os organizadores, a intenção foi dar uma resposta a anuncios cristãos frequentemente colocados em coletivos.

Na minha opinião, pouco importa dizer se Deus existe ou não. Assim como não vejo sentido nesses embates entre teistas e ateistas.

Se os discursos mudam entre os grupos, acontece somente na superficie. Nas profundezas é que estão revelados os corações e o espirito movido por fundamentalismo pagão, na tentativa mutua de convencimento a partir de quem arregimenta maior rebanho ou reune mais “provas” de que tem razão.

Esses não sabem que performances e movimentos marketeiros só revelam a angustia dos que procuram se auto convencer sempre que lançam seus discursos raivosos e sem Graça.

Aliás, essa á a moral da religião : vale muito mais a aparência do que os cenários do coração.

Para eles é o nível performático que influencia o ser, e suas atitudes declaram a total descrença de que é no interior onde começam todas as revoluções.

É briga de religiosos tentando provar qual das religiões é a melhor : Cristãos X Ateus.

São todos iguais.

Mudam os símbolos, os nomes e as vezes os métodos, mas a essência é a mesma. Por isso brigam tanto.

Se Deus não existir dentro da gente, não adianta procurá-lo em nenhum outro lugar.

fevereiro 10, 2009

Audio Book do meu livro

Já está disponível no PodCast um trecho do áudio book do meu livro.

A idéia é em breve disponibilizar mais trechos.

Acesse, faça um download gratuitamente e ouça no carro, na academia…

Aqui:

http://flaviosiqueira.podomatic.com/

fevereiro 10, 2009

A corrente do bem

No filme ” A corrente do bem” (Pay it foward), Trevor (Haley Joel Osment), um estudante ginasial, inicia uma reação em cadeia de bondade para o seu projeto de Estudos Sociais. pay_11

Com o tempo um grande movimento ganha corpo onde a única obrigação é que cada um devolva ao próximo três favores que recebeu de um desconhecido.

Ontem estava me lembrando desse filme por conta de alguns e-mails que recebi. ( e ando recebendo)

Quem me acompanha sabe que, de uns tempos para cá, decidi colocar em prática o desejo de que, se é para comunicar, que seja para o bem.

Sinceramente não consigo mais ver muito sentido se o que  sai da minha boca (ou escrita) não te ajudar a fazer a viagem da reconciliação.

Apesar de tentar incentivar meus colegas para entrarem nesse espírito, sei que isso vale para todos, o tempo todo.

Como já disse antes, basta sair de casa que você já se transforma em comunicador.

No que diz, veste, faz, pensa, onde vai, como vê a vida : tudo da recados ao mundo.

Em ” A corrente do bem” vemos como é possível, através de pequenos gestos, criar uma grande revolução.

A questão é, e você, o que tem feito além de reclamar ?

Se espera que os governantes promovam verdadeiro bem estar , se esquece que o bem está em você.

Encontre-o em seu coração e passe adiante.

Cada gentileza, cada palavra que faz bem ou sorriso acolhedor, pode ser tudo o que muita gente precisa para começar a perceber.

Nossa função, é ajudar as pessoas a se conectarem.

Na verdade, mais do que isso, é lembra-las que, de fato, nunca se desconectaram.

Em tudo o que você faz, pode ter a marca do bem, afinal de contas, não são os grandes feitos, mas as pequenas atitudes que revelam quem verdadeiramente somos.

Tem coisas que só você pode fazer, se é assim, o que tem feito ?

Quando as pessoas te olham, o que elas enxergam ?

Me diga quais são suas prioridades e lhe responderei essas duas perguntas.

Pense nisso.

fevereiro 7, 2009

Ouça o que é bom.

Já acessou meu Pod Cast ?

Além do programa Caminhos e Alternativas apresentado por mim, você encontrará o áudio de muitos textos postados aqui no blog. Hoje mesmo gravei mais alguns que já estão disponibilizados.

Para quem quer saber mais sobre o livro que acabei de escrever, um áudio promocional com alguns trechos de “Caminhos e Alternativas”.

Acesse, sei que te fará bem.

Só clicar aqui :   http://flaviosiqueira.podomatic.com/

Cuide-se, bom dia para você !

fevereiro 6, 2009

Castelos que nascem no coração

Hoje de manhã, li no jornal a repercussão da descoberta de um castelo medieval, propriedade do deputado Edmar Moreira (DEM-MG), eleito nesta semana corregedor da Câmara dos deputados.

Apesar do valor estimado em cerca de 25 milhões de reais, o parlamentar havia declarado  “apenas” 3 milhões, e mais: Alegou que o castelo não é dele, pois está registrado em nome do filho.  04_mvg_pais_edmar

Infelizmente isso ainda acontece no Brasil e gente como esse senhor não encontra dificuldades em se reelger.

Mas o que eu quero comentar aqui, é : que tipo de motivação faz com que alguém construa um castelo medieval para si mesmo ?

Pode ser deputado, empresário, astro pop, esportista, pode vir de dinheiro licito, ilicito,  o que leva uma pessoa querer viver nababescamente em um mundo tão cheio de miséria ?

Não tenho nada a ver com isso e contrui meu castelo com muito esforço- alguns podem declarar. Claro, nada de ilicito, mas será que convém ?

A questão são as motivações.

Independe se é um castelo ou qualquer outro bem, o ser humano ainda tenta comprar a imortalidade.

Sentem-se grandes por possuirem e intimamente acreditam que, quanto mais acumulam, mais poderosos serão.

Esses se esquecem que, ainda que possam comprar o que quiserem, não conseguem evitar um pesadelo, a queda de um fio de cabelo ou o seu próprio fim.

Hoje estão aqui, amanhã quem sabe ?

Vivem a vida como se não tivessem nada a ver com as dores do mundo e despendem todas as suas energias ao que podem ostentar.

Mas um dia acaba, e aí ?

Prudente é aquele que sabe que vale mais ser do que ter.

Que tenta acumular conhecimento ao inves de tijolos, sabendo que os maiores tesouros estão no coração, pois esse, ninguém rouba.

Nosso nobre deputado está sofrendo pressão para renunciar, acuado, tenta se desvencilhar da imagem revelada.

Se não conseguir, outros virão e ocuparão seu lugar em meio a tanto devaneios.

Enquanto isso, cuidemos para que não sejamos sugados pela nossa vaidade, acreditando mais nos castelos de pedra, do que nas estruturas que podemos construir dentro de nós.

Ouça esse artigo no Pod Cast:

http://flaviosiqueira.podomatic.com/

fevereiro 5, 2009

PodCast: Caminhos e Alternativas no ar.

Se é para falar, que seja para o bem.

Se saem palavras de nossas bocas, que edifiquem.

Que nossos sons pacifiquem e nosso exemplo estimule a percepção.

Se tenho que comunicar, que eu comunique o que é bom. Não porque eu gosto ou me faça bem, mas que produza consciência e ajude a quem ouve- ou lê- a ter discernimento. A começar por mim.

É com esse espírito que venho mantendo esse blog , o podcast e o livro que acabei de escrever.

Há pouco estava pensando que, paradoxalmente, sinto que – apesar de não ganhar nada por isso- minhas últimas produções são as melhores.

Não só por conta dos inúmeros e-mails e manifestações que recebo, mas pelo resultado que produz em mim.

Já fiz muito na minha profissão, mas nunca me senti tão no caminho certo como agora.

Se é para comunicar, que seja para o bem.

É para isso que tenho me esforçado e, confesso : nisso estão minhas presentes motivações.

Acabei de postar o segundo programa Caminhos e Alternativas no PodCast. É sobre isso que ele fala.

É para falar contigo que está lá.

Vá ouvir.

Você vai gostar.

Aqui o link:  http://flaviosiqueira.podomatic.com/

fevereiro 4, 2009

Suas vidas.

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Você pode viver quantas vidas quiser.

Aliás, mesmo que não queira, já é muitos : o filho, pai, amigo, amante, profissional, companheiro e o anônimo no meio da multidão.

Você já foi o bebê, a criança do jardim de infância e o adolescente cheio de espinhas.

Em curto período  já se angustiou e depois fez tudo de novo. Caiu e levantou, perdeu as esperanças e depois aprendeu que as coisas se renovam.

Assim como as flores murcham no inverno e renascem na primavera, em um dia sentimos que as coisas não tem mais jeito e, depois, acabam se acertando.

Somos vários em um único e, no lapso de existência, vivemos todas as estações.

Em meio a tudo isso, você pode viver quantas vidas quiser.

Quando entende que tudo coopera para o seu bem e, ainda que tenha dificuldade, elas só existem como mídias para que você se relacione e se reconheça.

Em última análise, nada é para o mal.

Ainda que o bem venha travestido de mal e o gosto seja amargo, nas vidas em uma vida, temos sempre a oportunidade de melhorar.

Alguns dias são difíceis, outros intensamente felizes mas ,em todos eles, um pouquinho do que você tem se transformado.

Se você pode viver quantas vidas quiser, qual tem escolhido ?

No mundo das possibilidades o importante é perceber. Não deixar que nada te encerre, sabendo que amanhã tudo pode ser diferente.

O mundo muda quando você muda.

Escolha quem vai ser e prepare-se para a vida: Cada uma delas. Não em futuro distante, mas aqui e agora.

Em uma existência tudo pode acontecer, mas lembre-se : Ainda que seja difícil, não há mal que não possa ser revertido para o bem.

É sua missão. Ser vários em um e experimentar nessa vida, todas as possibilidades que quiser.

Escolha, reinvente, siga em frente com a cabeça erguida e o coração pacificado, sabendo que em cada vida, existe uma oportunidade. Sempre uma chance para começar tudo de novo, só que agora diferente.

fevereiro 3, 2009

Novos caminhos.

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Quando comecei com o blog,  pensava em uma maneira para dar algum tipo de satisfação a tantos ouvintes que me escreviam.

Minha saída repentina da Rádio Sul América trânsito motivou muita gente a me mandar e-mails perguntando o que houve e para onde eu ia.

O blog cumpria esse papel.

Depois, com o tempo, percebi que tinha em mãos uma importante ferramenta de mídia para, não só “comunicar” meu paradeiro, como para criar vínculos com aqueles que gostam de mim a partir de idéias.

Os acessos só foram crescendo.

De repente, eu tinha milhares de acessos de gente que nem me conhecia pelo rádio, mas se identificava com os assuntos tratados aqui.

Quando saí de SP, vim atrás de outros horizontes pessoais e a sensação de que precisava trilhar um caminho diferente do que tinha feito nos últimos anos.

Sentia que, além de ser “voz”, estava na hora de ser “cabeça” também, ou seja, abrir caminhos como ser que pensa, e não só que fala.

O blog me abriu caminhos interiores para que eu pudesse cada vez mais seguir nessa direção.

Depois veio o podcast que é algo novo para mim também, mas cumpre a função que eu sempre quis, que era comunicar o que é bom.

Por que não ? Se é para comunicar, qual o problema de fazer em beneficio de quem ouve, não como mero caminho de entretenimento, mas como algo que de fato produz reflexão e bem estar ?

Tem sido muito bom.

Engraçado que uma coisa chama a outra e agora parti para outra area.

Terminei de escrever um livro.

Nele, relato minhas expêriencias no rádio, mas elas só servem de pano de fundo para que tratemos de gente e de vida, no mesmo espírito que faço aqui.

Acho que chegou a hora do livro.

Ainda não sei se sairá por alguma editora ou independente, mas sairá.

Ele já está escrito e logo estará disponível.

É a primeira vez que trato do assunto publicamente, poucas pessoas sabiam, mas sinto que devo compartilhar contigo.

Os efeitos que os novos caminhos tem produzido em mim são muito grandes e sinto que todas as mudanças que me impus do ano passado, tem trabalhado no sentido de aguçar minha necessidade em ser “sal”.

Quando tiver novidades avisarei aqui.

Só queria dividir com você e te falar que, sem excessão, cada acesso, comentário, e-mail e participação no blog ( e no podcast) só tem ajudado a alimentar meu desejo de que, se é para comunicar, que seja para o bem.

Obrigado por estar aí.

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