No ar! Pod Cast
março 31, 2009
O número de pessoas que acessa meu podcast é cada vez maior.
Lá você ouve, entre outras coisas, áudios de alguns textos postados aqui no blog, além da atualização semanal do Bem Brasil.
Para quem ainda não sabe, trata-se de um programa apresentado por mim para a rádio Sines, em Portugal.
O programa dessa semana já está no ar, e você pode ouvi-lo, ou fazer download gratuitamente em meu podcast:
http://www.flaviosiqueira.podomatic.com
Musica nacional de todos os estilos e tempos, além de interpretação de textos, conversas e muito mais.
Acesse. Você vai gostar.
Mentes invadidas.
março 31, 2009

Houve um tempo em que as pessoas eram acordadas pelo galo.
Outras pelo sol.
Naquele tempo, o por do sol era convite para o sono, e os barulhos do dia tinham a ver com vento, vozes e bichos.
As distâncias eram maiores e o mundo enorme.
Computador, internet, televisão…não. Não tinha nada disso.
Em pouco tempo tudo mudou.
Ganhamos muito, mas pagamos bem caro.
Hoje somos despertados por barulhos agudos, encontrados por celulares, conectados pela grande rede que trouxe o mundo inteiro aqui para essa tela.
Somos bichos expostos pela nossa própria criação, e nos alimentamos de tudo o que nos invade: sons, luzes, cheiros quase nos hipnotizam, e depertam impulsos na alma.
Somatizamos nossas produções até que elas saiam como síndromes, doenças, medos, angústias.
Isso porque tudo o que entra pelos sentidos, passeia no inconsciente e depois se manifesta de alguma forma. O efeito coletivo disso é a produção da cultura que, como um ente, permanece acessivel ao inconciente coletivo em um processo de retroalimentação onde eu contribuo e ao mesmo tempo sou influenciado.
Por isso a necessidade de reconheçermos que tipo de energias tem nos invadido.
Que fantasmas povoam sua mente e o que invade seus sentidos ?
Para cuidar do que sai, antes pense no que tem entrado em seu coração.
Leve a sério seus pensamentos, sonhos, sentidos.
Muito mais do que nossos antepassados, somos expostos por estímulos o tempo todo e isso cria uma alma nervosa.
Pacificar o coração tem a ver com se preocupar com o que coloca nele.
Ande com consciencia, pois cada vez mais é preciso entender o tempo em que vivemos.
Somos invadidos o tempo todo, e precisamos saber o que tem nos habitado.
Parece bobagem, mas você não imagina o quanto isso é sério.
Carta direto da infância
março 30, 2009

Como são as coisas quando a gente chega aí na frente ?
Meus amigos dizem que deve ser legal poder fazer tudo o que der na telha, comer o que quiser, dormir quando bem entender.
Sei lá, as vezes fico com medo.
Não conta pra ninguém, mas, lá no fundo, sinto que, chegando aí, a gente perde mais do que ganha.
É como se trocássemos nossa sabedoria pelo que chamam de maturidade, nossos sonhos por “realidade” e o coração vai murchando, murchando, murchando…
Posso até estar enganado, mas não vejo entre vocês o sorriso do Lucas, a alegria do Beto, a coragem do Matheus. Vocês fingem ser mais espertos, mas parece que sempre agem movidos pelo medo.
É por medo que abandonam seus ideais e viram realistas, que desistem de tudo o que falavam tanto quando estavam aqui em troca do que chamam de segurança.
Eu sei que um dia estarei aí, mas , por favor, me diga antes porque, chegando onde estão, vocês ficam tão bobões ?
Talvez assim eu me prepare e reforce a dose da bagunça, tome pílulas da imaginação e beba mais copos de alegria. As vezes meus pais ficam bravos, mas acho que entenderão que é por um bom motivo.
Se não tenho como evitar que o tempo passe, que eu não me perca de mim e, como sou hoje,cresca sem medos e esquisitices.
Como sempre…
março 27, 2009
Para que o Estado sobreviva, é preciso que haja contribuintes.
Através dos impostos, cidadãos de um país, estado ou município, “rateiam” os custos de uma infra estrutura que inclui saúde, educação, forças armadas, saneamento básico, estradas e assim por diante.
Se ninguém pagasse impostos, tudo seria inviável, portanto, basta o mínimo de inteligência para entender que a sonegação faz mal para todos.
Mas tem o outro lado.
Aproveitando-se do direito que lhes garante a cobrança de impostos, governantes não medem esforços para enfiar goela abaixo dos cidadãos taxas para tudo. 
Veja o carro. Além do seguro origatório, tem IPVA, licenciamento, multas, isso para não falar do imposto embutido no preço da venda, combustíveis ( um dos mais caros do mundo) e cada peça desde o pneu até o voltante.
Quem paga por isso ?
Além do imposto sobre a renda (você leva mêses para pagar o governo), tem imposto sobre alimentos, lazer, roupas, tudo.
Sem os impostos o Brasil para, dizem em Brasília.
Ora, foi o mesmo que disseram quando se defendia a legitimidade da CPMF. No fim das contas, ela caiu. O que houve com aquele discurso de que seria o fim do país?
Desde ontem a imprensa repercute a prisão da dona da Daslu, condenada a 94 anos de prisão.

Não a conheço e entendo que,se cometeu crime, deve ser punida. No entanto, diante dos escândalos de Brasilia, as mansões de políticos, os intermináveis diretores do senado, os “caixa dois” perfeitamente aceitos, os toma lá da cá confessos, o enriquecimento ilicito e visivel da maioria, o luxo, os abusos, os carrões, os grandes salários,todos com o nosso dinheiro. Como ficam ?
Um crime não justifica o outro, é possivel que alguém argumente, mas a questão não é essa.
Me refiro a desproporção da balança, onde, se de um lado tudo é possível, do outro o “Bicho pega”.
Punir crimes fiscais e de colarinho branco é preciso, tanto quanto é necessário que olhemos para o que tem sido feito com o dinheiro daqueles que vivem em um dos países que mais cobra impostos.
Se contratamos escolas para ensinar nossos filhos, seguranças para nos proteger, seguros de saúde, vida e automóveis, o mínimo que podemos fazer e perguntar onde está o dinheiro pelo qual pagamos para que o Estado nos desse tudo isso ?
Acontece que o povo não vê.
Não importa que o dinheiro seja desviado, se de alguma maneira eu me beneficiar, pensam.
Se o governo dá algum beneficio a minha categoria, ou me concede uma vantagem, está perdoado.
Todos roubam, pelo menos esse me ajuda, é o que dizem.
E com esse espírito, aceitam governantes corruptos, religiosos ladrões e ficam quietos.
E uma das maneiras para acalmá-los, é jogar um boi para as piranhas.
Elas se saciam, mordem, bradam, destróem e se contentam com as dores do boi, enquanto o rebanho sai de fininho, satisfeitos por escaparem.
E o mais triste é que será sempre assim.
Milhões pagam pelo luxo de poucos.
Todos nós, reféns, de uma estrutura que não demonstra o menor sinal de mudança. Como sempre na história desse país…
O show de cada dia.
março 25, 2009
Ja escrevi aqui sobre a quantidade de pedintes pelas ruas de Porto Alegre. Mais do que São Paulo, basta parar em algum farol que ele vem, sorridentes e, na grande maioria, cheios de histórias comoventes.
No entanto, dia desses algo me chamou atenção. Enquanto esperava o sinal verde, observava um homem, de no máximo 25 anos, nariz de palhaço e cones na mão. 
Debaixo de um calor beirando os trinta graus, ele fazia malabarismos e atraia a atenção dos motoristas que, no final da “apresentação”, separaram suas modinhas.
Claro que malabares em farol não é algo recente, mas chamava a atenção o empenho daquele rapaz em transformar aquilo em um pequeno show.
O farol abriu e saí pensando sobre o fato de que chegamos em um tempo onde, até para pedir dinheiro em farol, é preciso dar show.
Me lembrei de tanta gente que sai para o trabalho reclamando, achando que é merecedor de um bom salário só porque está lá.
Cada vez menos será assim.
Se você quiser se destacar em algo, seja o que for, permita-se inovar. Faça com prazer e que sua dedicação seja o diferencial.
Mais do que nunca, para dar certo, é preciso muito mais do que belos argumentos e uma carinha comovente.
Cada vez mais, é preciso dar show.
O bem e o mal que vive em nós.
março 24, 2009

Cada um de nós, carrega dentro de si a capacidade de transformar acontecimentos amorais em bem ou mal.
Isso porque somos nós quem definimos o significado das coisas a partir do olhar.
Em determinado momento, decidimos ser portadores do conhecimento do bem e do mal e foi aí que esse conhecimento se instalou como possibilidades.
Só os humanos podem interferir no que vêem, e suas produções se estabelecem como mídia que acaba influênciando a cada individuo, tal como a coletividade.
Sim, porque tudo o que fazemos, pensamos, sonhamos e queremos, sai de nossos corações e se estratifica como energia que paira sobre a Terra.
Por estarmos bem mais conectados -uns com os outros e com a natureza- do que imaginamos, acabamos sofrendo interferência em um processo que se retroalimenta em forma de cultura.
É por isso que textos bíblicos se referem a “principados” e “potestades” que dominam determinados reinos e se alimentam de nossas produções.
Olhe para o mundo, veja os problemas combinados com as caracteristicas de cada região, e verá que é assim.
Só uma mente livre e um coração que abriu mão de conter o conhecimento do bem e o mal, liberta nossos olhos do juízo que, no fim das contas, é o que determina como as coisas serão para nós.
E, sabia, assim como as coisas serão para nós, de fato serão.
Afinal de contas, antes de tudo, o bem e o mal que existe como possibilidade não está no que podemos tocar ou cheirar, mas dentro de cada um de nós.
Você consegue perceber ?
Contrato assinado.
março 23, 2009
Eu nunca tinha pensado em escrever um livro.
Apesar de gostar de ler e me interessar por todas as formas de comunicação, achava ousadia demais parar para escrever, não sei quantas páginas,seja sobre o que for.
Quem trabalha com publicidade ou mídia eletrônica, está acostumado com textos curtos, onde é necessário vender uma idéia em quinze, trinta segundos, no máximo um minuto. Somos “programados” para condensar as informações, de modo que para nós parece um grande desafio esmiuçar uma idéia até que ela vire um livro.
No entanto, a medida em que comecei a escrever, senti que poderia tentar, e o resultado me surpreendeu.
Escrevi sobre muitas histórias vividas no rádio, especialmente as ligadas as situações de interação com os motoristas, e as relacionei com as experiencias que vivemos no dia a dia. Aqui um trecho do livro:
“Dentro de cada carro, um mundo particular com seu próprio cheiro, temperatura, som ambiente e vidros escurecidos, colaborando para que, ao invés de interagir, olhemos para a paisagem como uma projeção da tela do vídeo game onde o objetivo é vencer.
Cenários como esses, fazem parte da vida de milhões de pessoas nas grandes cidades, que são obrigados a conviver em contextos, onde, muitas vezes, tem que encarar situações extremas.
Mas o trânsito é só uma metáfora de nossas próprias vidas.
Lidando com ele sob a perspectiva dos motoristas necessitados por alternativas, tive que exercitar habilidades de intermediação, com ouvidos pacientes e coração cheio de disponibilidade.”
Quando terminei de escrever e percebi que tinha um ótimo material em mãos, comecei a pensar em qual seria a melhor maneira de publicá-lo.
Foi nesse processo que descobri o povo da editora Besouro Box e, desde o começo, veio a sensação de que seria lá.
Hoje assinamos o contrato para editar meu primeiro livro, e a intenção é disponibilizá-lo para as principais livrarias do país entre fim de maio, começo de junho.
Tudo aconteceu tão rápido que, como disse, me animei a começar a escrever o segundo. Agora estou no meio da construção de um romance que, se der certo, será lançado esse ano também.
Aqui no blog atualizarei as informações sobre lançamento e os caminhos que tomaremos.
Se você gosta do meu trabalho, agora poderá ter o livro.
Será muito bom se você ler.
Bem Brasil no ar.
março 23, 2009
Já está disponível no podcast, meu programa veiculado nesta segunda (23) pela rádio Sines em Portugal.
Lembrando que , a partir do próximo domingo, haverá reprises entre meio dia e uma tarde com transmissão pelo site da rádio – http://www.radiosines.com
O endereço do podcast é http://www.flaviosiqueira.podomatic.com
Para quem gosta do blog.
março 20, 2009
Já faz alguns anos que algo no meu trabalho me incomodava.
Nada contra o rádio ou as emissoras que trabalhei. Todas sempre foram muito corretas comigo e continuo apaixonado pelo rádio enquanto veículo de comunicação.
Era algo pessoal.
Quando comecei na profissão, era motivado pela possibilidade de comunicar, de ser portador de conteúdo que fizesse bem. Queria fazer uma rádio próxima do ouvinte.
Com o tempo, fiz muitas coisas boas e passei por emissoras maravilhosas, mas chegou uma hora em que comecei a me incomodar.
Senti que não estava dando vazão as minhas energias como deveria e isso acabou me angustiando.
Eu concentrava todas as minhas expectativas sobre a emissora em que estava, o que acabou gerando problemas a medida em que nem todos estavam na mesma sintonia.
Isso explica minha saída da últma casa.
Depois que comecei o blog, percebi que existiam outros caminhos.
Por mais que inicialmente a intenção fosse dar satisfação aos ouvintes que me escreveram quando resolvi sair de São Paulo, a medida em que comecei a escrever percebi que um novo caminho interior se abria em mim.
Veio o pod cast, o Bem Brasil, o livro…
Depois de muito tempo, sinto que tenho encontrado meios de dispender minha energia construtiva sem a necessidade de fazer políticas e concessões.
Sempre acreditei que, mesmo que você não saiba exatamente onde quer chegar, deve caminhar, consciente de que o destino se encontra no caminho.
Você anda e as coisas acontecem, e não o contrário.
Estou dizendo isso para compartilhar que estou trabalhando no segundo livro.
Abro um parênteses para dizer que, provavelmente na segunda, assino o contrato com a editora ( depois que assinar divulgarei o nome) e o primeiro livro deve estar disponivel nas livrarias entre fim de maio e começo de agosto.
Sobre o segundo, é um romance e pretendo terminá-lo em mais dois ou três mêses.
Tenho acordado todos os dias as 04 da manhã para poder escrever e cumprir todos os compromissos do dia, por isso, ainda que me esforce para que não aconteça, eventualmente não consiga atualizar o blog.
De qualquer forma estou tentando alimentá-lo diariamente.
Pelo fato de estar recebendo muitos e-mails de gente boa, contando o que os textos e os áudios do podcast tem produzido em suas percepções de vida, fiz questão de compartilhar essas novidades com todos.
Estou feliz com os frutos que começo a colher.
De repente, em nove mêses, veio o blog, podcast, Bem Brasil em Portugal e os livros.
Tem sido um bom começo.
E, saiba, você faz parte disso.
Ainda que você faça parte da grande maioria dos anônimos silenciosos que ficam nas estatísticas, mas não deixam comentários, fico feliz que esteja aí.
Que a gente possa trilhar juntos por esses novos caminhos.
Muito obrigado !
O dia em que são Paulo parou.De novo…
março 18, 2009
Ontem Sao Paulo parou.
Esse texto- postado há alguns mêses no blog- se refere a enchente do ano passado, mas poderia ter sido ontem:
O dia em que São Paulo parou.
A noite de quinta feira estava dificíl
O mapa da CET apontava congestionamentos localizados acima da média, o que indicava que provavelmente existiam pontos de alagamento na cidade.
Decidi me concentrar nas regiões mais cheias, especialmente as regiões sul, oeste e ABC.
Pedi para que a estagiária priorizasse as ligações de ouvintes porque era assim que teriamos mais condições de saber o que realmente estava acontecendo:
- Não consigo seguir adiante, tudo alagado !
- O carro da frente parou, não vai passar.
- Estou há quatro horas na mesma rua.
Relatos como esses vinham na sequência, indicando que a situação era pior do que imaginei, ainda por cima porque a chuva estava de volta, e aumentando.
A medida em que a noite avançava, o que antes era localizado foi se disseminando e cidade parou.
Dez da noite entraria um programa de músicas dos anos setenta e percebi que naquela condição não se justificaria parar de informar para tocar música.
No meio da correria, pedi para que a estagiária ligasse para o diretor pedindo autorização para não veicular o programa, visto que a cidade estava debaixo d´agua.
Faltavam quinze para as dez :
- Não sei. Me ligue novamente faltando um minuto para as dez para eu decidir.- foi o que o diretor disse ao telefone.
Preocupado prossegui meu trabalho e, faltando um para as dez, sem saber se o programa ia ou não, pedi para que a estagiaria ligasse novamente:
- Ele autorizou.- ela disse.
Aliviado, continuei priorizando o telefone e naquela hora , além de informar, minha preocupação era acalmar gente que estava há quatro, cinco, seis horas no carro.
Entre tantos casos, um me chamou a atenção :
- Estou com meu filho pequeno aqui sobre a ponte, com medo, sem saber o que fazer e fora do carro porque a água já entrou.
Era uma mãe aflita do outro lado da linha sem saber o que fazer.
Felizmente tinha muita gente me ouvindo e pedi para que outros ouvintes que estivessem por alí se aproximassem para que ela não se sentisse sozinho, visto que, além de tudo, tinha medo de ser assaltada.
Pesquisei o que ela poderia fazer para sair de lá e, depois de muias tentativas, achei um caminho.
As ligações não paravam e se aproximava de meia noite- fim do meu horário. Meia noite o computador “assumiria” e entraria a programação musical.
Decidi permanecer no ar e pedi novamente para a estagiária ligar para o editor chefe comunicando.
Ele entendeu que era necessário e continuamos.
Como se não bastassem as ligações, recebo a informação de que as linhas da CPTM pararam e os passageiros se acumulavam nas plataformas e vagões sem saber o que estava contecendo.
Agora, além dos carros parados, eram os trens e ninguém para nos dar informações. Tentamos a CPTM, CET e tudo mais e nada.
Pessoas ligavam de dentro dos vagões sem saber o que estava acontecendo e eu tentava acalma-las.
Ja passava da uma da manhã.
- Saí do trabalho as cinco da tarde, não cheguei em casa ainda !
- Minha esposa ta me esperando na rua há horas, não consigo chegar!
Um a um, cada ouvinte trazia seu problema e eu tentava uma solução.
A estagiária queria ir embora, a CPTM não atendia, e muitas vezes me via sozinho no estúdio tendo que operar a mesa, falar com o ouvinte no ar e operar o telefone também.
Duas e meia da manhã.
A cidade começa a se acalmar, a água diminuiu, os grandes focos de congestionamento também, no entanto o problema da CPTM continua.
Cinco para as três da manhã, recebo ligação de um ouvinte dentro do trem que as linhas voltaram.
Outros ligam confirmando.
Trens andando, cidade destravada, três da manhã, decido encerrar meu trabalho.
Na semana seguinte, encontro na recepção a mulher que estava com criança no carro junto com marido e o filho. Ela levava um bolo e agradecimento pela ajuda.
Eu via a criança sorrindo, a mulher em paz e tive minha recompensa.
Foi um tempo incrivel, uma grande lição do poder que temos ao falar no microfone. Não conheço os casos, nem a história de cada um que estava ouvindo mas sei que naquela noite pudemos fazer a diferença.
Mais, acesse: http://claudiomedeiros.wordpress.com/
