
Houve um tempo em que as pessoas eram acordadas pelo galo.
Outras pelo sol.
Naquele tempo, o por do sol era convite para o sono, e os barulhos do dia tinham a ver com vento, vozes e bichos.
As distâncias eram maiores e o mundo enorme.
Computador, internet, televisão…não. Não tinha nada disso.
Em pouco tempo tudo mudou.
Ganhamos muito, mas pagamos bem caro.
Hoje somos despertados por barulhos agudos, encontrados por celulares, conectados pela grande rede que trouxe o mundo inteiro aqui para essa tela.
Somos bichos expostos pela nossa própria criação, e nos alimentamos de tudo o que nos invade: sons, luzes, cheiros quase nos hipnotizam, e depertam impulsos na alma.
Somatizamos nossas produções até que elas saiam como síndromes, doenças, medos, angústias.
Isso porque tudo o que entra pelos sentidos, passeia no inconsciente e depois se manifesta de alguma forma. O efeito coletivo disso é a produção da cultura que, como um ente, permanece acessivel ao inconciente coletivo em um processo de retroalimentação onde eu contribuo e ao mesmo tempo sou influenciado.
Por isso a necessidade de reconheçermos que tipo de energias tem nos invadido.
Que fantasmas povoam sua mente e o que invade seus sentidos ?
Para cuidar do que sai, antes pense no que tem entrado em seu coração.
Leve a sério seus pensamentos, sonhos, sentidos.
Muito mais do que nossos antepassados, somos expostos por estímulos o tempo todo e isso cria uma alma nervosa.
Pacificar o coração tem a ver com se preocupar com o que coloca nele.
Ande com consciencia, pois cada vez mais é preciso entender o tempo em que vivemos.
Somos invadidos o tempo todo, e precisamos saber o que tem nos habitado.
Parece bobagem, mas você não imagina o quanto isso é sério.
