100 pessoas no mundo.
Se esse fosse o número total de habitantes, as coisas seriam assim…
A consciência e o medo.
Certo dia eu conversava com alguém sobre a necessidade da religião.
Enquanto eu falava sobre os males do legalismo e das barreiras que geralmente se colocam entre os homens e Deus, a partir da imposição das barganhas, ele me disse:
“É preciso que exista o medo. Sem o medo do inferno e da punição as pessoas descambam e enlouquecem.”
“Mas o que evita que as pessoas enlouqueçam não é o medo, sim a consciência.” respondi
“Consciência é dificil e custa caro. O medo é um método mais simples e de fácil compreensão.”
“São duas coisas diferentes. Medo não produz consciência, mas reflexos ou culpa.”
“Como assim, reflexos?” ele me pergunta
“Se uma criança toma um choque depois de colocar o dedo na tomada evitará por reflexo, por associar que lá tem algo ruim, mas se a tomada for de formato diferente a que lhe causou mal, tentará de novo. Além disso, medo gera a eterna sensação de estarmos vigiados em um quartel onde qualquer desvirtuamento gerará punições.”
“E qual o mal nisso ? “
“O mal é que a medida em que somos repreendidos em relação a uma pulsão, construimos uma sombra interior exatamente no tamanho daquilo que tentamos combater. Se essa sombra nunca vier para fora, nos assombrará pela via da culpa. E o modo que aparecerá para fora é em forma de moralismo. Virará um perfeito religioso.”
“A religião também fala de fé”.
“Fé que não produz consciência não é fé. Além disso se não for para melhorar as pessoas, mas as transformarem em juizes e moralistas, só fará mal.”
O papo já faz algum tempo , mas infelizmente as coisas continuam exatamente iguais.
Nos escondemos atrás de intituições, acreditando que somos detentores da verdade.
Felizes os que ouvem sua consciência e que pautam sua vida sob o espírito da paz.
Bem Brasil no Pod Cast.
Já está disponível no meu Pod Cast a última edição do Bem Brasil.
O programa, que é apresentado por mim, veicula todas as segundas feiras as 14h(horário de Brasília) pela rádio Sines, em Portugal. (www.radiosines.com).
Durante a semana posterior ao dia em que vai ao ar, ele fica disponivel no www.flaviosiqueira.podomatic.com e você pode ouvi-lo ou baixa-lo gratuitamente.
Acesse, você vai gostar !
Já que é começo de semana.
Quem sabe você não começa essa semana diferente ?
Ao invés de lamentar, pensar que nela existem possibilidades.
Em tudo o que você vai viver nos próximos dias, haverá chance de crescimento.
Nos lugares onde for, as pessoas que falará, nas surpresas que porventura aparecerão.
Que tal deixar de se encerrar em seus próprios medos, cheios de mau humor e pessimismo, e começar a olhar a vida com olhos de inventor.
Se suas escolhas determinam por qual caminho irá, repense no que tem priorizado.
As vezes a gente precisa de um empurrão para acreditar que as coisas são possíveis, então, aproveite que a semana está começando e acredite.
Você não tem ideia do poder contido no simples fato de acreditar.
Vá em frente, enfrente os leões e acredite.
Tudo o que você precisa é caminhar.
A gente tem muito para conversar nessa semana aqui no blog.
Bom ter você aqui.
No fim de semana, o PodCast.
Nesse fim de semana, aproveite para ouvir o conteúdo do meu pod cast.
Além do programa que apresento para a rádio Sines, em Portugal, estar totalmente disponibilizado, há um vasto conteúdo, inclusive com a interpretação de textos aqui do blog.
O bom é que não há necessidade de cadastro ou nenhuma outra dificuldade. É só acessar e ouvir.
Aproveite! Tem muitas coisas lá.
O endereço é www.flaviosiqueira.podomatic.com
Que o seu fim de semana seja bom!
Para quem não tem nada.
Você pode não ter nada.
Bolsos vazios, contas acumulando, geladeira cheia de moscas.
Trabalhar o dia todo não é mole e, depois, o holerite dá vontade de chorar.
Se tivesse mais estudo, mais cultura, mais influência… pensam alguns.
Mas não tem.
Você pode não ter nada, mas tem muito mais do que imagina.
Nina Simone – Ain´t got no
Não tenho casa, não tenho sapatos Não tenho dinheiro, não tenho classe Não tenho roupa, não tenho suéteres Não tenho fé, não tenho barba Não tenho mente Não tenho mãe, não tenho cultura Não tenho amigos, não tenho escolaridade Não tenho nome, não tenho amor Não tenho passagem, não tenho ficha telefônica Não tenho Deus O que eu tenho? Porque eu estou viva? Sim, o que eu tenho? Ninguém pode se livrar disso Tenho meu cabelo, tenho minha cabeça Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas Tenho meus olhos, tenho meu nariz Tenho minha boca, tenho meu sorriso Tenho minha língua, tenho meu queixo Tenho meu pescoço, tenho meus seios Tenho meu coração, tenho minha alma Tenho minhas costas, tenho meu sexo Tenho meus braços, tenho minhas mãos Tenho meus dedos, tenho minhas pernas Tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés Tenho meu fígado, tenho meu sangue Tenho vida, tenho minha liberdade Tenho a vida Tenho uma dor de cabeça e dor de dente Momentos ruins como você Tenho meu cabelo, tenho minha cabeça Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas Tenho meus olhos, tenho meu nariz Tenho minha boca, tenho meu sorriso Tenho minha língua, tenho meu queixo Tenho meu pescoço, tenho meus seios Tenho meu coração, tenho minha alma Tenho minhas costas, tenho meu sexo Tenho meus braços, tenho minhas mãos Tenho meus dedos, tenho minhas pernas Tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés Tenho meu fígado, tenho meu sangue Tenho vida, tenho minha liberdade Tenho a vida, vou conservar isso Tenho a vida, vou conservar isso
Então seja.
Dia desses recebi um e-mail de uma mãe emocionada com o video “para pais e mães” que tem aqui no blog.
Ela disse que viu em uma reunião de pais e mestres na escola do filho, e logo tratou de fazer uma cópia.
Me interessei em saber que a narração do Flavinho tem feito sucesso, sobretudo por ter rompido a barreira da virtualidade.
Escrevi pedindo mais informações.
Entre outras coisas, ela disse : ” Começou a reunião e ligaram o telão do auditório, a supervisora se apresenta e diz que vai começar passando um video e que a voz da criança era sensacional. Bem quando começou as imagens a voz a musica…abalou minhas estruturas foi lindo lindo lindo, tudo verdade, o milagre da vida… com certeza é assim que meu filho me vê, mais na correira não sei onde vamos parar rs**, não damos importancia ou passa batido estas coisas. ” ela continua “…minhas amigas que se sentiram assim como eu também. Já botei o video nos meus favoritos e vejo ele todo começo de dia pra reforçar minha convicção de que o mais importante e cuidar do que se cuidada. E valorizar mais e mais a nossa existência, pois não estamos aqui por acaso.”
Sempre que alguém comenta sobre esse video diz algo parecido e confesso que fico feliz. Quando escrevi o texto e chamei o meu filho para gravar, era exatamente o que tinha em mente. Que pais e mães olhassem para suas crianças sob a perspectiva deles, sabendo que o mais valioso é ser presente.
Quem é presente as vezes nem está junto o quanto gostaria, mas sabe que, antes de tudo, ser presente tem a ver com disponibilidade mental.
Você pode estar junto o tempo todo, mas com a mente em outro mundo.
Talvez você não tenha tempo para estar com quem ama, infelizmente as vezes tem que ser assim né ? Mas aprenda que o amor é mais forte do que a presença.
Mude seu olhar e, ainda que não esteja, seja.
Apesar das distâncias e da falta de tempo, garanto que sua relação irá mudar porque, antes de tudo, ela acontece em você.
Para quem ainda não viu, abaixo o video referido:
Para quem gosta de MPB
Se você gosta de musica popular brasileira, ouça o Bem Brasil.
Nele, todos os estilos se encontram : do pop dos anos oitenta a chamada nova MPB. Dos clássicos da bossa nova ao samba de Adoniram Barbosa.
Tudo isso com o ingrediente da leitura de textos de grandes escritores, muita comunicação, além de alguns artigos aqui do blog.
O último programa que foi ao ar nessa segunda ( dia 09) já está disponivel em três blocos no meu podcast: www.flaviosiqueira.podomatic.com
Baixe o programa, ouça, você vai gostar!
Eternos investigados.
Uma das estratégias mais antigas para desqualificar uma acusação, é desmoralizando quem diz.
Não importa se é bom ou não é. Se houver brecha para desconstruir o portador de um discurso, logo, seu discurso se esvaziará.
Os políticos são mestres nisso. 
Quando acuados por alguma denuncia, logo tratam de investigar a vida de quem o faz, para em momento oportuno dizer “Ele me acusa, mas sabe o que fez? “
Como crianças no jardim de infância flagradas no meio de uma “arte”, apontam o dedo para o colega na tentativa de transferir a bronca.
Esse é o sentimento que tenho quando leio sobre as acusações que agora recaem sobre o delegado Protógenes, comandante da operação Satiagraha que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas.
Sob o argumento de que utilizou recursos ilegais na investigação, agora o presidente da Câmara pediu a prorrogação da CPI dos grampos em mais 30 dias para investigar as denuncias contra o delegado.
Essa pseudo preocupação repentina com a lei, forja um ambiente de acobertamento e conformismo, a medida em que as pessoas sabem que, ao denunciar qualquer tipo de corrupção, logo se transformarão em acusados.
Lembro quando, ainda no começo da carreira, trabalhei em uma rádio religiosa.
Ao decidir sair, tive que lidar com comentários do tipo : ” Ouvimos que você tem feito trabalhos na porta do cemitério, é verdade? “, ou , “Nos disseram que você saiu porque está lidando com drogas.”
Era mais fácil me desqualificar antes que eu dissesse que alí tinha tudo, menos Deus.
E assim, seja no ambiente que for, quando há preocupação excessiva em preservar a imagem de algo que, apesar da beleza exterior, está corrompido por dentro, recorre-se ao recurso da “acusação de defesa”.
Destruindo a imagem de quem diz, desconstruiremos o discurso, desviaremos o foco da investigação e possivelmente iremos nos preservar- pensam.
Lembra do mensalão ? Para cada denuncia um contra ataque, até que ninguém sabia mais quem era mocinho ou bandido e terminou do jeito que terminou.
É o espírito do que acontece principalmente em Brasília, onde se acredita que “já que ninguém é perfeito e todos tem seus pecados, fecharemos os olhos fazendo o possivel para fingir que ninguém viu.”
No país onde não há culpados, triste de quem resolve dizer que viu.
Esse, será um eterno investigado.
