
O mundo é sempre o mesmo.
Todos os dias o sol nasce de manhã e depois se põe.
Enquanto uns dormem, outros trabalham durante as madrugadas.
Nas ruas os carros vão e vem, enquanto executivos, estudantes e donas de casa dividem apressadamente a mesma calçada.
Apesar dos visíveis avanços tecnológicos e cientificos, como diria o escritor de Eclesiastes, nada é novo debaixo do sol.
No entanto, apesar dos bilhões de anos da Terra, a existência só tem a idade de nossa percepeção.
Foi quando o homem discerniu que existia e começou a estabelecer referências que de fato a vida começou.
É nossa capacidade de perceber que traz luz aos contextos e faz com que, a partir de então, passem a existir.
O mundo é sempre o mesmo porém o que muda é o olhar.
A maneira que percebemos as coisas reflete exatamente como está nossa condição interior e isso faz toda a diferença.
Temos a tendência de culpar possíveis traumas de infância, má sorte na vida, falta de amor da esposa ou dos pais por nossos desacertos. A verdade é que frequentemente nos escondemos atrás de desculpas.
Seu olhar denuncia o que te habita.
Se seu coração for cheio de paz, a vida parecerá mais leve.
Se nele habitar mágoa, seu espírito será de acusação, sempre na defensiva e cobrando da vida como se todos te devessem alguma coisa.
Para esse o oceano será somente um ajuntamento de água, o céu azul uma mistura de gases, o amor somente reflexos químicos ativados por carências psiquicas.
Quando estamos sem luz o olhar não vê nada além de nossa própria escuridão.
Problemas todos tem mas a maneira como olhamos para eles muda tudo, afinal de contas, um olhar sereno, cheio de sabedoria, tem a capacidade de dissecar o mal, absorvendo da calamidade o que faz bem.
Como já falamos aqui, não existe o mal que é sempre mal, assim como o bem que é sempre bem.
Bem e mal convivem a partir de bilhões de possibilidades em todos os desdobramentos que as situações podem desencadear em nossas vidas.
A grande questão é : você percebe?
