A história das coisas
junho 22, 2009
Veja e reflita:
Parte 2
Fim da necessidade do diploma de jornalismo.
junho 19, 2009
Existem inumeros jornalistas (com formação) sem a menor condição de estar onde estão. Assim como também existem os que não se formaram e ainda assim fazem um excelente trabalho. 
Portanto, diante da extinção da necessidade do diploma para o exercício do jornalismo, esse argumento não é válido. A alegação do STF é que, mantendo a obrigatoriedade do diploma, de alguma maneira estariam tolhendo o direito opinativo do cidadão que não possui formação academica.
Sob o ponto de vista social, faz todo o sentido. Então onde está o ponto de desagrado da classe ? Bom, fica claro que a “classe” quer defender a “classe” e só.
Não faz sentido argumentar que, sem o diploma, não há condições de lidar com a notícia. Ora, não é isso que todos fazem todos os dias? No bar, ponto de taxi, restaurantes, bancos, escritórios…somos seres opinativos e lidamos com a informação na hora de nossas principais escolhas.
Esse tipo de argumento me soa semelhante ao que anda dizendo o próprio presidente do supremo em relação a não ouvir a sociedade em suas decisões. Aliás, comentários desse tipo tem sido cada vez mais frequentes , desde o “estou me lixando para a opinião pública”, dando impressão de que só vale o que a “elevadissima casta” tem a dizer.
Me parece que a defesa implacável da necessidade do diploma para o exercicio do jornalismo passa por aí.
“Isso fará mal ao mercado”- dizem alguns. Só se o mercado quiser, já que a ele é dado o direito de escolher quem irá contratar.
Diploma é bom, agrega, ajuda, traz conhecimento sim, mas não garante nada, muito menos talento. A faculdade continuará sendo o que sempre foi: útil, porém não determinante para o resultado final de um bom trabalho.
Ainda que seja útil para a formação da base do jornalista, acredito que essa base pode ser constítuida a partir de outros caminhos, a começar por outros tipos de graduação.
Por que o economista não pode falar sobre encomia, o advogado sobre direito e o ex jogador de futebol sobre a partida, sem um diploma de jornalista ? Isso não lhe soa estranho ?
A prática demonstra isso todos os dias em que constatamos que os bons e maus profissionais não se medem necessariamente pelo curso que optaram, mas sim por sua cultura, determinação e conhecimento.
No mais, choram os donos de universidades que cobram o “Olho da cara” e os que se sentem “lesados” por terem feito um curso que hoje na prática não faz diferença.
Profissionais capacitados ou não sempre irão existir e isso não tem a ver com a faculdade que fizeram.
Como sempre, com faculdade ou não, no fim das contas os melhores se destacarão.
Quando chega o dia mal.
junho 19, 2009

Repare nos outdoors. Gente feliz, sorrindo com olhares convidativos e mensagens cativantes.
Cativantes também são os títulos de best sellers que prometem ensinar “não sei quantos passos” para a felicidade, o reconhecimento, a vida “plena”.
Alias, plenitude é a propósta : dos programas de TV, pregadores religiosos, políticos e anuncios publicitários.
Você já parou para pensar na quantidade de mensagens – ostensivas e subliminares- que somos expostos desde a hora que acordamos até o momento de dormir ?
De um jeito ou de outro nós gostamos disso, e, ainda que seja sem perceber, construimos nossos castelos sobre tais promessas.
Aí chega o dia mal. Quando o imponderado surpreende, nos abala e força os questionamentos.
Por que o avião caiu ? Por que o mundo está sendo destruido ? Por que crianças são abandonadas ? Por que aconteceu comigo ?
Diante das contínuas mensagens de ‘você pode”, “você merece”, “o mundo é seu”, o choque da catástrofe parece nos dizer que há algo contraditório em nossa percepção de vida.
O problema, é que gostamos de ver as coisas sob a ótica do juízo e do merecimento. Diariamente tomamos pílulas de positivismo para que, junto, venha o compre, faça, vote, doe, venha.
É uma permuta:
De um lado você compra, de outro eu faço você acreditar que, comprando, será feliz. Até que meu novo produto seja lançado.
Não há nada de errado em comprar ou vender, a não ser que nessa transação a moeda seja da busca ou da promessa daquilo que o dinheiro não compra.
“Mas eu comprei e agora mereço” é a sensação que ficamos diante do que nos dizem.
Só que a vida não é assim e, diante da realidade, tendemos a nos sentir lesados como consumidores e, muitas vezes, recorremos ao Procon existencial sob forma de estupefamento ou crises de depressão.
Nem tudo o que lhe parece bom é para o bem, assim como nem tudo o que tem cara de mal, mata.
O dia em que você aprender a ver a vida sem as lentes do juízo, entenderá que acontecimentos são apenas mídias. Que a morte, é apenas o fim de um ciclo entre os que vivem, que a doença é uma condição física ( as vezes da alma também) e que um dia as coisas terminam.
Quem dá significado aos acontecimentos é você, isso conforme o que lhe habita o coração.
Por isso aquele que constói seu castelo sobre propóstas de felicidade a qualquer custo ( literalmente), viverão em eterno conflito entre o que gostaria diante do que é.
Esses vivem sentindo-se injustiçados.
A vida não premia ou castiga. A vida ensina e a lição é absolutamente individual.
Então, caminhe em busca de percepção. Olhe e veja, escute e ouça, pense e entenda.
É assim que são as coisas, e será cada vez mais.
Pense nisso.
Uma janela se abrindo.
junho 15, 2009
Nem tudo está disponível aos sentidos.
Nem tudo o que parece, de fato é.
As vezes o que tem aparencia de loucura, abre possibilidades infinitas aos homens que hoje se limitam ao que tocam e vêem.
E se o mundo não for só isso ?
E se alguns dos pilares de nossas cultura se desfizerem com o tempo ?
E se descobrissemos que tudo é possível ? Que nesse momentos universos nascem e morrem, construindo e descontruindo realidades que de alguma maneira interferem em nossos processos.
Se o mundo vive em nosso olhar, o que de fato é real ?
A cada dia fica mais dificil ao homem de bom senso viver somente de acordo com o que seus limitados sentidos captam.
Nem sempre um insight é só um insight, um sonho um descarrego psicológico. Vai ver nem todas as sensações são apenas impressões desconectadas de razão e talvez, as coincidencias não sejam apenas isso.
A cada dia que passa me convenço de que transitamos em uma realidade desconhecida, mas que no entando me invade os sentidos mesmo quando não sei.
Para mim, a fé é a porta de entrada pela qual a ciência tem revelado possibilidades infindáveis.
O milagre somos nós. O milagre vive em nós.
Um raio de sol tem invadido o pequeno e apertado cubiculo que vivemos até hoje.
Você tem coragem de olhar pela janela ?
Reserve quarenta minutos do seu dia e assista a esse documentário produzido pela BBC de Londres. Depois pense no que escrevi aqui.
What life is trying to show you
junho 12, 2009
Sensacional o trabalho do artista multimidia Robin Glass.
Vale conferir!
What life is trying to show you
E bom fim de semana!
Bem Brasil disponivel no podcast
junho 8, 2009
Hoje é dia de atualizar o Bem Brasil. Acesse
http://www.flaviosiqueira.podomatic.com
e confira o programa que foi ao ar nesta segunda pela rádio Sines em Portugal.
Aproveite para fazer download e ouvir onde e quando quiser.
Aproveite !
Publicidade criativa
junho 8, 2009
Se não fosse a permanente vinculação entre o bem estar e o consumo, a publicidade poderia ser considerada uma forte linguagem de expressão artística.
A primeira fala sobre a importância de lavar as mãos: “Você come o que toca”. As outras falam por si:











Vista Cansada
junho 5, 2009
De Otto Lara Resende
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
Bem Brasil no ar !
junho 1, 2009
O Bem Brasil dessa semana já está disponivel no meu podcast.
Basta acessar http://www.flaviosiqueira.podomatic.com para conferir meu programa semanal para a rádio Sines em Portugal.
Até lá !
