Arrogancia do gaucho.

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Aqui em Porto Alegre houve uma expressiva repercussão em relação a declaração do ministro da defesa, Nelson Jobim ( que é gaucho) de que tem a “arrogancia do gaucho”.

Gaucho não é arrogante, sim orgulhoso ! Foi o que ouvi hoje de manhã na rádio de notícias mais importante do Estado.

Apresentadores e comentaristas defenderam que o Rio Grande do Sul é diferente dos outros estados e, conscientes disso, com suas posições firmes, inclusive por conta da defesa do separatismo, os gauchos terminam sendo mal interpretados.

Como paulista morando aqui há quase um ano, confesso que chama a atenção a intensidade que defendem suas posições. Seja a paixão pelos times ( Inter e Gremio) ou pela terra, sobra veemencia.

A viceralidade é tamanha, que, quando divulgado a lista de desaparecidos no acidente do Air Bus da Air France, aqui poucos diziam quantos brasileiros estavam a bordo. Era sempre : Três gauchos a bordo.

Na época das olimpiadas, nenhuma medalha era tão anunciada quando “Gauchos conquistam mais uma medalha Olimpica”.

Na copa do mundo sub 20 de  futebol, as noticias diziam “Seleção de gauchos vencem de novo”

Percebendo isso, as empresas que chegam aqui entram na onda. Tim, GM, Casas Bahia são apenas alguns exemplos daquelas que usam campanhas publicitárias para divulgar o “amor pelo Rio Grande.”

É comum aqui você ver empresas se proclamando como “genuinamente gauchas” ou gente dizendo ” esse povinho lá de cima”- se referindo ao sudeste pra cima.

Até o Papa João Paulo II se declarou “gaucho ” em ocasião de uma visita ao Estado.

Hoje ouvi gente dizendo no rádio que o pontífice fez isso porque percebeu que o gaucho é um povo “diferente” do resto do mundo. E se o Papa só quis ser simpático ?

Até hoje eu pensava que essa percepção fosse mais clara para “estrangeiros” como eu, mas fiquei surpreso com o resultado da enquete da rádio gaucha hoje de manhã.

A pergunta era ” Você concorda com o ministro Jobim de que o povo gaucho é arrogante ?”.

Mais de sessenta por cento declararam que sim.

“Estranho, resultado surpreendente” foi o comentário do apresentador.

É claro que o povo e o estado tem várias virtudes, obvio que é legal sustentar o amor pela terra e a valorização da cultura e acho que não preciso dizer que nunca dá pra generalizar.

Vim morar aqui porque quis e não viria se não gostasse do gaucho, mas, em relação a pesquisa,a sensação é que algo tem acontecido na propria  auto percepção do gaucho.

Talvez seja um jeito de dizer: “Orgulho sim ! Mas sem arrogância e sentimento de superioridade.  O povo se fortalece quando mantem suas tradições, sem esquecer que fazem parte de um contexto maior, que é o Brasil.”

Que assim seja, tche!

45 Comentários para “Arrogancia do gaucho.”

  1. É, o orgulho de um povo é o que faz ele ir adiante!! Sei que a gente parece arrogante para o resto do país, e somos realmente. Mas ter esse orgulho, essa vontade de fazer a tua terra prosperar é muito bom. Acho que um dos graves problemas do Brasil é a falta da noção de pátria, só se é patriota nos esportes, na copa do mundo. E se não temos essa noção de coletivo até protestar contra o que está errado é difícil. Veja o caso dos argentinos, argentino é tido como arrogante, não é?? Mas quando a coisa estoura lá eles vão fazer panelaço na frente da casa rosada, fazem boicote. Acho que falta arrogância ao brasileiro para mudar esse país.

  2. Sinto orgulho do meu chão! Sou a favor do separatismo, não que ache que o resto do País não tem valor, mas sim pelo que disse a Ana anteriormente, o Milton Neves diz frequentemente que o GAUCHO quer ser argentino, não queremos ser ninguém, apenas temos uma raça enorme, e isto se comprova fácil, vá numa escola GAUCHA escute o hino nacional Brasileiro e após o hino RIOGRANDENSE, verás qual deles é cantado com lágrimas nos olhos e voz embargada pela emoção! GAUCHO OU É MARAGATO OU É CHIMANGO OU É COLORADO OU É GREMISTA, NÃO EXISTE NUNCA, O MEIO TERMO . Sou GAUCHO SIM SENHOR!

  3. Sou paulista…

    Mas sonho com o dia em que todos os brasileiros saberão cantar NOSSO HINO NACIONAL… mais que isso, entender e interpretar cada frase, casa estrofe deste Hino…

    Sonho com o dia em que não VESTIREMOS a Bandeira, mas sim, REVESTIREMOS NOSSO CORAÇÃO com NOSSA BANDEIRA.

    Sonho com o dia em que o povo saberá querer e exigir ser respeitado, seja por quem for.

    Quando este dia chegar, NOSSO PAÍS muda… E muda porque se UNE E se FORTALECE…

    Minha filha, com quatro anos, já sabe cantarolar partes de NOSSO HINO…

    Tenho feito minha parte… E vocês, leitores?

  4. Acho válida a dedicação de todos às suas localidades natais. Eu sendo carioca, também, defendo com todas as garras possíveis as coisas de meu estado, ainda que ele esteja repleto de mazelas hoje em dia.
    Apesar disso, não acho que nossa regionalidade deva interferir de modo prejudicial a brasilidade intrínseca que possuímos e que nos faz um povo tão peculiar e amistoso.

    Manuel Alexandre

  5. Gaúchos são pessoas muito complexadas e com sérios distúrbios psicológicos.

    Fazem mesmo jus à fama de malucos que tem. Não é à toa que o RS tem o maior índice de suícidios do país.

    Estou pouco me lixando para o RS e tenho certeza que 90% dos paulistas também.

    Aqui, nesse país, quem tem história, honra e força é e sempre será SP.

    Quem não estiver feliz, byebye.

  6. Sou gaúcho, de Porto Alegre, e tenho noção de tudo isso.
    Acho o povo gaúcho um tanto grosso pois vai além do que deve nessas questões bairristas. Imagino que seja algo que ficou dos Espanhois, pra mim é uma postura muito semelhante ao povo argentino e ao povo catalão (esse último tb é meio grosso e arrogante, muito parecido conosco). Claro que não posso generalizar tb, adoro o meu estado e o povo. Mas essa linha tênue devemos puxar até um limite aceitável e respeitoso com os demais. Creio que a forma que defendemos nossa terra e nossa cultura atinge o resto do país no sentido de exclusão, e acho isso errado. Mas claro que temos virtudes, por isso devemos trabalhá-las.
    Grande abraço e aguardo uma visita.

    http://luizpmonteiro.wordpress.com/

    LPM/Designer

  7. único povo identificado com suas raízes,vestimentas e costumes quem fica descutindo nós gaúchos é por que não tem identidade suficiente,isso sim é arrogancia,dor de cotovelo,nós pampeanos estamos sempre lutando contra tudo e todos,sempre foi assim na política,futebol me deculpem mas isso é coisa de abichonado saudações Gremistas á todos que nos adoram e nos odeiam,um abraço e viva ao RIO GRANDE DO SUL TCHÊ!!!!!

  8. Eu como Gaúcho digo que o Rio Grande do Sul é o melhor estado do Pais so não é o mais rico porque sustenta o nordeste .. eo povo do Rio Grande do Sul é educado e bravo .. Podem ser izibidos mais foi o unico povo do pais que participou de todas as guerras … A tradição gaucha é a mais olhada e mais admirada por manter suas tradições …..Arrogante não e sim orgulhoso por serem guerreiros…Arrogancia isso é uma besteira ….Mas que a maioria dos estados do Brasil tem preconceito com o Rio Grande do Sul isso é verdade…Eu sou Gaúcho so guerrero tenho muito AMOR a minha Pátria e ainda mais ao Rio Grande do sul..Se eu morrer que seja diante a ti:::RIO GRANDE DO SUL.

  9. È mais SP tem o mair indice de homicidios

  10. Caros Senhores, minha namorada é gaúcha, quase terminei meu namoro com ela graças a esse dito “orgulho” gaúcho. Tudo bem defender a terra que nasceu, mas qdo a pessoa fica chata com isso, a ponto de menosprezar a cultura (ou a falta dela) de outros povos, é diferente. Eu natural da capital federal tive que ouvir poucas e boas! O BBB 10 só é bom pq “tem um gaúcho”, CQC é bom, todos os apresentadores são engraçados, mas Rafinha Bastos é o melhor pq é “gaúcho”. Coisas assim me saturam, é sério! Dizer que o cara pe melhor pq é gaúcho é ridículo! Nada contra o povo, e sim contra essa atitude arrogante que se vê em todo canto do país, mas especialmente algumas pessoas deste estado. Obg

  11. Tudo oque o Rio grande do Sul Produz Representa de 40% a 60% por cento da Produção nacional, Agora Imaginem o Brasil sem o Rio grande do Sul, Vocês passariam Fome. Nós teriamos uma politica direta Comprando e vendendo de outros paises normalmente, Tentem Vocês viver sem nossa carne nosso arroz nossa soja nosso café e etc…Eu shó gaúcho tenho muito Amor ao meu Chão, E não twenho medo de lutar por ele, é isso que nos faz diferentes, e nem sempre o diferente é o errado…Bjos a todos…

  12. Arrogantes mesmo são os “Comedores de Pizza” de SP que nem tem cultura propria hehehehe

    Os Gauchos tem todo direito de se sentirem orgulhosos da sua terra.

  13. Mas, tu sabes , o meu RIO GRANDE DO SUL de hoje está muito diferente. Sou de origem alemã e sou muito orgulhoso de ser alemão por descendencia e por ser gaucho e brasileiro de coração.
    Até os anos 60 , aqui em Porto Alegre, barbaridade , tu não vias essas pessoas de outros estados, de outras cores, por aqui , era tudo gente boa. Mas, agora tá uma misturada só , uma barbaridade. Pouco se vê gente bonita loira de olho azul, tá uma merda do capeta. Barbaridade.

  14. é, verdade cade os europeus em porto alegre tá cheio de ………. e não tem europeu

  15. Sim o povo gaucho e arrogânte,e imbecil com uma cultura regionalizada Pensa que e melhor que o resto do País.

  16. Não adianta ninguem falar,só quem é GAUCHO entende!!!!!

  17. Depois de ler tantos comentários absurdos em gauchês por aqui, cheguei a uma conclusão: o ministro Jobim tem razão, ele próprio sendo gaúcho citou que tem costela de jacaré e arrogância de gaúcho….não é preciso dizer mais nada…. As tradições tem que ser preservadas, mas sem essa veêmencia que se usam por ai, como se fossem diferentes do resto do mundo. Não generalizo, mais boa parte do povo gaucho é realmente ARROGANTE e ponto final.

  18. Sim, o povo gaúcho é arrogante, orgulhoso, corajoso, civilizado, culto, bonito, inteligente, trabalhador, honesto, é o melhor e mais importante patrimônio intelectual do Brasil, é o povo mais digno, com maior civismo, com maior patriotismo, seus filhos com quatro ou cinco anos cantam seu Hino com amor e devoção em TODOS os eventos públicos ou privados, todo o povo ama e respeita sua “pátria”, sua História, e nada nem ninguém desafia os gaúchos, pois a História conta o que somos, quem somos, e o quanto somos poderosos e pesados quando necessário. Temos em torno de 7.000 instituições legalmente registradas, contando nossa História pelo planeta todo, sendo 3.800 CTGs no Brasil e mais de 3.000 no resto do mundo, e… NINGUÉM mais tem isso !! Nossa presença é garantia de trabalho, produtividade, riquezas e, sobretudo, honestidade. Basta perceber o progresso a partir de quando marcamos nossa presença nos vários estados brasileiros. Somos orgulhosos disso, sim !! Arrogantes ? Pode ser !! Mas, o RS NÃO É O SEGUNDO PAÍS MAIS CORRUPTO DO PLANETA nem contribuimos para isso. NÃO VOTAMOS EM NENHUM TIRIRICA e não envergonhamos o Brasil diante de todos os países do mundo. Os gaúchos representam o orgulho que o brasileiro não tem, pois nem tem motivo para isso. O RS É UM BRASIL QUE O BRASIL NÃO CONHECE !! Éoutro contexto histórico, é outra realidade… nós vivemos uma vida muito diferente da de todo o povo brasileiro, com outos valores sociais e humanos, embora em outros aspectos soframos prejuízos por fazermos parte desse país. Essa insistente discriminação (que não nos ofende, ao contrário…) é coisa da gentalha que constituiu a REPÚBLICA DE CANGACEIROS e de paulistas que exploram nordestinos e mamam nas tetas de todos os Estados. Isso, entre outras falcatruas, é claro. Que pobres, que pequenos !! Nós sustentariamos esse país apenas com as migalhas da nossas capacidade. O que temos de ótimo permanece conosco, que é exatamente a nossa honra, nossa família, nossa cultura, nossos valores, nossas marcas registradas, nosso trabalho, nossa honestidade, nossa natureza, nossa vida cotidiana, nossa espiritualidade, nossa realidade, e em tudo isso somos diferentes. Somos orgulhosos, sim, arrogantes, sim, mas SOMOS OS MELHORES NESSE PAÍS DEGENERADO, somos outro povo, somos simplesmente o MÁXIMO. E… P.O.N.T.O F.I.N.A.L !!!!!

  19. Até parece que quem vota em Tiririca e coisas do tipo são os paulistas.

    Não confudam essa laia de cabeças-chata que moram aqui – contra a nossa vontade – com paulistas de verdade.

    Quanto aos gaúchos, são arrogantes e invejosos por acharem que valem prata quando não passam de latão. Arrogância só pode ter quem faz jus ao seu status natural de líder.

    E nesse quesito, SP é imbatível. Somos os melhores, os mais especializados, os mais ricos, os mais cultos, os mais lutadores. Somos quem comanda essa nação e somos odiados por isso.

    Além do mais, contribuímos pro resto desse país de preguiçosos continuarem no ócio. O governo federal arrecada trilhões com nosso estado e nos retorna uma miséria. São Paulo vive e anda com suas próprias pernas e ainda carrega o restante desse Brasil aleijado nas costas.

    Apesar de tudo isso, nosso IDH é mais alto que o de vcs gaúchos, apesar de tudo temos as melhores universidades, melhores centros de excelência de pesquisas científicas, melhores centros de saúde, melhores estradas. Somos os melhores em tudo.

    Quero ver quando as hordas de bárbaros do norte entupirem a terra de vcs de favelas, mendigos e bandidos. .

  20. Amigos, vamos manter o nivel. Aqui a opinião de todos é livre e bem vinda. Mas esse espaço não existe para racismos ou ofensas de qualquer natureza. Fiquem a vontade para se expressar mas, por favor, o façam com inteligencia e bom senso. Não liberarei mais opiniões que julgar conter qualquer tipo de preconceito.
    Obrigado !

  21. Bom, tudo no povo gaucho é lindo, vai conviver para vc ver, grosseria é pouco, eles nao gostam de patadas mas vivem dando. São grossos entre si, com o motorista do onibus, caixa do supermercado então? Senhor… Discurso bonito tem bastante, vai conviver para ver.Tem uns que se escapam.

  22. Pois é, se vc parar e ouvir uma musica gaucha, vai notar q em todas elas o cara se vangloreia demais, tudo é ele, tudo é o gaucho q faz, eta bicho argulhoso o tal do gaucho meu!

  23. Ter orgulho da Terra e tudo que está inserido nela é bonito, mas é importante não confundir isso com arrogância. A arrogância nos cega e nos faz prejudicar os outros, um Ministro não poderia falar tamanho impropério, o tempo da Ditadura já era. Conheço o Rio Grande e sei como a arrogância cega alguns gaúchos. Certa vez “gurias” do RS vinheram (achei os máximos quando elas diziam “vou ir”, tu “vai ir”) a São Paulo e ficavam de boca aberta (literalmente) com a qualidade das estradas no Vale do Paraíba, em Campinas com seus viadutos e múltiplas vias, pareciam que nunca tinham visto aquilo num interior. Parece que de fato não tinham visto, pois nunca haviam saido do RS e achavam que lá era o que tinha de melhor no Brasil (inclusive em estradas), elas até então estavam cegas pela arrogância que até então cultivavam dentro de si. Ora, quando os escravos foram libertados ficaram perdidos, vagando sem terra, sem nada. Ao invés do governo ter distribuído as terras do devolutas do Sul para os ex-escravos, trouxe europeus para ocupar essas terras. Assim enquanto no sul foi feita uma “reforma agrária-like”, as outras regiões ficaram abarrotas de pessoas pobres sem teto, sem terra, com uma imensa desigualdade social. Sei que os europeus trabalharam duro para desbravar as terras do sul, mas pelo menos ganharam a terra (free). Digo que a arrogância não é bom sentimento pq faz com que uma sociedade se feche e passa a não ver o que há de bom fora daquela redoma criada. Há quem diga que o separatismo seria a glória desse Estado. Que doce ilusão. Quem iria sustentar as Universidades e outros órgãos Federais de lá? Alguém aqui conhece as capitais das Províncias Uruguaias? Eu conheço e posso falar com propriedade que são decadentes e não se compara a nenhuma Capital brasileira. Lá no Uruguai tem professor universitário dirigindo táxi para complementar a renda, será que é isso que os separatistas sonham? O RS detém aproximadamente 6,5% do PIB nacional só a cegueira não deixa ver que São Paulo detém aproximadamente 34% do PIB nacional, o Rio de Janeiro tem um pouco mais de 13% e Minas um pouco mais 9%, é não querer ver o óbvio, aí dizem que SC é importante pq separa o RS do resto que não presta (arrogância cega). A Bahia detém aproximadamente 4% do PIB, não tão distante do PIB dos Estados do Sul, mas essa riqueza está concentrada nas mãos de poucos (aí entra a aquela história dos ex-escravos que ficaram desamparados). Li comentários aqui em que confundem qualidade de vida e bairrismo com intelecto, ora se assim fosse na lista divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia dos cientistas brasileiros mais ilustres de todos os tempos estariam lá apenas os gaúchos. Pois vejam, na lista não há NENHUM SULISTA, EU DISSE NENHUM (o único relacionado com o Sul é um botânico alemão que morou em Santa Catarina), já o Pernambuco tem 5 na lista empatado com São Paulo, a Bahia tem 4 empatado com Minas, o Rio tem 9 e lidera a lista. A cegueira da arrogância não deixa que vejam isso. Quanto ao intelecto eu poderia citar aqui a lista dos escritores mais ilustres do nosso Brasil, a maioria nordestinos, onde impera a desigualdade social, não os citarei, pois são muitos e o comentário ficaria muito extenso. Sem contar que o MASP (símbolo da capital paulista) foi idealizado e criado pelo paraibano magnata das comunicações Assis Chateaubriand(aquele que fundou a primeira TV brasileira), ele dá nome ainda a uma cidade do Paraná. Pra finalizar, nas poucas linhas tentei mostrar que no Brasil há muita coisa boa em todas as Regiões e que podemos ver isso de forma clara, quando deixamos a arrogância de lado, assim podemos ver os nossos defeitos e as qualidades dos outros (nada nem ninguém é perfeito).

  24. A minha pergunta e

    O que o sr tem com isso?

    Porque nao arruma o que fazer? Vai ajudar alguem, deixa os nossos costumes conosco.Nos
    Sustentamos o nosso jeito nao te preocupe.

  25. São filhotes de argentinos! Qualquer semelhança não é coincidência não, até as vestimentas eles copiaram dos argentinos… já vi gaúcho dizer que preferia ter nascido argentino, imagina só! Me dá até prurido pensar em ser parecido com argentino…

  26. eu não consigo entender porque o orgulho do estado incomoda tantas pessoas, se você não ama o lugar que nasceu,sinto muito..
    E quanto aos que falaram em outro comentário.. dizendo que em Porto Alegre não tem europeus, óbvio que não… somos brasileiros. E esse comentário só mostra o sentimento de inferioridade em ser brasileiro.
    Deviam seguir o exemplo dos gaúchos e se orgulhar das suas raízes.

  27. olá tche, sou de salvador,aqui a cultura é de total anti-civismo.Admiro a cultura gaucha,mas o que falta a parte deste povo é somente a humildade,nada a mais.Que contradição:educado com arrogância.

  28. “Tudo oque o Rio grande do Sul Produz Representa de 40% a 60% por cento da Produção nacional”.Olha aí quando a arrogância vira sinônimo de ignorância!!! Dizer que um Estado que tem 6% do PIB nacional responde por 40% ou 60% da produção nacional é no mínimo muita ignorância… Por isso que desprezam os outros, pois não tem noção do que eles próprios são. Essa pessoa não deve conhecer mesmo o Brasil. Tenho apenas uma coisa a dizer: tenho muita PENA DE GENTE COM UMA MENTE DESSAS!!!

  29. Bom, antes de tudo devo me apresentar, sou Mineiro de BH e já aviso antecipadamente que gosto muito do RS e do povo deste estado. Logicamente discordo da posição de alguns gaúchos como concordo com alguns e o mesmo vale para o restante do Brasil.

    Gostaria de falar um pouco sobre algumas coisas que li nesse site, então vamos lá.

    Sobre o comentário 1 – Concordo plenamente. O orgulho exagerado por sua terra é o que falta ao brasileiro, o patriotismo. Se estiver errado alguém me corrija, por favor, mas existe um abismo enorme entre ser nacionalista e patriota. O primeiro demonstra seu amor em dias de jogo de futebol, por exemplo, como foi comentado, ou em algumas ocasiões de festas e tal, o segundo tem um amor eterno pelos símbolos de sua terra, a bandeira, o hino etc. É isso que falta ao brasileiro. Porem é bom destacar que importantes movimentos patrióticos como o Diretas já foram articulados em Minas sendo assim não podemos dizer que o patriotismo é uma característica apenas dos gaúchos. O que ocorre hoje é que devido a insignificante melhoria da qualidade de vida o brasileiro se acomodou e acha que esta tudo resolvido, devemos entender que há muito para melhorar no Brasil e nesse sentido devemos aprender com os gaúchos, acomodar nunca, melhorar sempre.

    Com relação aos argumentos utilizados por alguns gaúchos para afirmar a sua superioridade sobre os demais brasileiros, queria abordar alguns temas que serão tratados da maneira mais respeitosa possível porem sem deixar de ser sincero como os caros colegas gaúchos que postaram por aqui:

    Tradição – Com relação a isso no meu entendimento é importante manter e amar as tradições de sua cultura, mas achar que é melhor que os outros por esse motivo é muito preocupante, vejamos alguns pontos.
    1º – Todos deveriam chegar a um consenso sobre isso, até que ponto a tradição é importante para um povo, volto a dizer eu particularmente acho importante, mas quando vemos povos de tradições milenares como japoneses e chineses praticamente abandonando tudo e aderindo hábitos e costumes principalmente estadunidenses eu me pergunto: Eles estão errados? Se estão, porque estão? Temos que entender a real necessidade de manter tradições e até que ponto isso torna um povo melhor que o outro. Encerro esse primeiro ponto por aqui antes que apareça algum gaúcho dizendo que o RS é melhor que o Japão ou a China.
    2º – Basicamente os elementos das culturas existente no RS são originados de outros povos. Eu entendo que pessoas de origem estrangeira ou que seus pais ou avos tenham vindo de outro país queiram manter certos costumes e tradições, até ai tudo bem, mas diante de tantas qualidades do RS talvez essa seja a menos importante, visto que nada disso surgiu de dentro do estado, é questionável até mesmo a própria cultura gaúcha que é provadamente de origem Argentina.
    Você encontrará no RS elementos da cultura Paraguaia, mas até o momento eu não identifiquei nada que tivesse surgido do meio do povo sul riograndense ( exceto alguns costumes tropeiros ).
    Quando eu vejo essa situação é que eu me apaixono ainda mais pela cultura Mineira, pela arte que nasce na beira do Rio São Francisco, o artesanato do Vale do Jequitinhonha, as folia de reis que mesmo sendo tradição trazida de Portugal em nada se compara, pelo congado, as festas do divino, a Catira, meu pagodão de viola e o rei Tião Carreiro, a culinária, literatura, o nosso queijo Minas único em todo planeta, a comida feita no fogão a lenha, as festas do carro de boi, o Barroco que ao meu ver nem deveria ter esse nome e por ai vai. Claro, temos também tradições de origem portuguesa em Minas mas tais tradições foram tão adaptadas a realidade Brasileira que é difícil encontrar alguma semelhança.
    No restante do Brasil ocorre o mesmo, onde no mundo você encontrará um bumba meu boi, um Carimbó ou um Maracatu? Culturas de origem indígena, européia e africana que foram batidas no liquidificador e o resultado final foi o surgimento de mais de 270 danças e folguedos espalhados por todo Brasil, arte, musica, culinária tudo criado e desenvolvido pelo povo, fluindo de maneira natural e continua.
    O RS é o único estado que insiste em ser “influenciado” por Europeus e Argentinos ( isso para não dizer imitar ).

    Imigração – Pessoas não nascem em arvore nem mesmo surgem da terra. Durante milênios de humanidade as pessoas imigram de uma região para outra e isso não tem nada de espetacular. Eu penso comigo mesmo, os gaúchos exaltam tanto os Italianos e os Alemães, será que esses dois tem a mesma admiração pelos seus conterrâneos no Brasil? Pelo que eu já presenciei pessoalmente não tem não, principalmente por parte de alemães, um povo arrogante, certa vez eu presenciei dois alemães zombando de uma apresentação de dança de um grupo “alemão de SC” dizendo que se apresentassem isso na Alemanha as crianças do grupo seriam espacandas por – skinheads ( acho que é isso mesmo, um movimento preconceituoso e ridículo ). Fico vendo principalmente gaúchos e catarinenses se preocupando em resgatar trajes e tradições da Alemanha que os próprios alemães não dão a menor importância.
    Minas por exemplo foi o terceiro estado em numero de imigrantes Italianos, mas os camaradas chegaram aqui e tiveram que virar mineiro a força heheheh, em todo estado temos colônias de Italianos espalhados mas o fato de ser Italiano é apenas um pequeno detalhe na vida da maioria deles.
    E pra completar, todos os movimentos imigratórios para o Brasil foram elaborados pelo governo para ocupação de áreas e povoamento, o RS então era a região do Brasil que ninguém queria morar, por isso o grande numero de imigrantes ( de graça até injeção na testa, concorda? )
    Ou vocês acham mesmo que o cidadão estava lá na Alemanha ou Polônia em um palácio comendo caviar e do nada bateu na cabeça dele: Vou mudar lá pro meio do mato naquele país novo que não tem estrutura de porra nenhuma, o Brasil…
    Foi assim que aconteceu???
    Claro que não meus caros, a maioria veio para o Brasil passando necessidade, ganhou terras de graça do governo e hoje seus descendentes estão ai desdenhando do pais que os acolheu.
    Bom, continuamos assim, os gaúchos sonhando que são Alemães, Italiano e Argentinos formando anexo desses paises aqui no Brasil e eu continuo sendo um Brasileiro/Mineiro com muito orgulho admirando a minha cultura que pode não ser a mais imponente ou exuberante mas que surge de maneira natural do meio do povo e vem atravessando os séculos.

    Outros temas:

    Preconceito racial – Eu acho que os gaúchos machos de verdade realmente deveriam se preocupar com a questão racial no estado, pois a cada dia que passa eu percebo uma coisa, as gaúchas adoram um negão.
    Eu fico preocupado pelos gaúchos, um cara de cor faz sucesso entre as mulheres do Sul. Aqui em Minas não precisamos preocupar com isso, um negro ou negra não é nenhuma novidade, mas no Sul eles se dão bem, sei lá, como se fosse algo exótico.
    Tenho um primo negro que participa da Galoucura e quando vai no RS pega mulher até cansar.
    OBS: peço a todos que não entendam como preconceito o fato de utilizar a palavra negro pois não sou preconceituoso.

    Separatismo – Cara, a geografia é dinâmica, separações e uniões ocorrem a todo o momento, vejamos o exemplo do estado do Pará, já estão correndo atrás de dividir o estado em três partes.
    No Brasil já ocorreram diversas separações ocorreram no Brasil.
    Se os separatistas do RS se consideram tão bons, por que não param de ficar enchendo o rai do saco e separam esse trem de uma vez por todas?
    Não aparece ninguém com peito suficiente pra tomar essa iniciativa, parece que o os separatistas querem mesmo é só chamar atenção, isso é excesso de carência.
    Atenção, o Pará esta saindo na frente de vocês, e estão mostrando ter muit mais atitude!!!

    RS sustenta o Brasil – esse tipo de argumento é tão burro que não compensa nem mesmo perder o tempo de formular uma resposta. Acho que a pessoa que diz uma coisa dessas deveria se preocupar com sua imagem e de seu estado e não dizer tanta asneira expondo-se ao ridículo dessa forma.

    Foi dito algo interessante em um post acima – sendo 3.800 CTGs no Brasil e mais de 3.000 no resto do mundo.

    Vamos fazer umas contas rápidas, apenas em MG temos 853 municipios, somando a todos do Brasil e no mundo quantas cidades temos no planeta??.. Rapidamente você descobre que 3.000 CTGs espalhados pelo mundo é o mesmo que nada, é igual a ZERO. Outro detalhe importante, grande parte dos CTGs do Brasil estão espalhados no Sul, a medida que você vai subindo no mapa esse numero vai caindo, chegando em MG você encontrará os surpreendentes 7(sete) CTGs, veja bem, um estado do tamanho de MG com apenas 7(sete) CTGs? ( até a data de hoje – 19/11/2011 – veja lista http://www.paginadogaucho.com.br/ctg/lista.htm OBS: eu moro em BH e nunca vi o da Av Antônio Carlos, deve ser tipo uma seita secreta por que o numero nem existe ).
    Essa presença de centros de cultura gaúcha esta limitada aos locais para onde houve alguma imigração gaúcha, só isso, nada mais que isso. Há tem também admiradores da cultura que mesmo não sendo nascidos no RS aderem à cultura, mas esse numero é mais insignificante ainda.

    Abraço a todos e espero que a cada dia mais o RS cresça e amadureça.

  30. Uma grande parte dos comentários aqui postados são confusos e provam que seus autores desconhecem boa parte da história da origem gaúcha e as razões da haver uma atitude diferente no povo sul riograndense, até mesmo por parte dos que se declararam gaúchos. O fato é que só os nativos do Rio Grande dos Sul sentem que há uma identidade própria do povo que ali reside. Este fenômeno é mais complexo do que parece e é algo cultural tão cristalizado que mesmo que o povo quisesse não poderia mudar de uma hora para outra, e acredito que na verdade nem queira. O problema já começa pela convicção do gaúcho que a “nação brasileia” não o representa simbolicamente. E se pararmos para pensar, de fato não existe uma identidade nacional, este país chamado Brasil é uma invenção geográfica e política que não tem unidade cultural e afetiva. É apenas uma miscelânea de culturas que têm dificuldade para estabelecer um foco como Povo. Desde a colonização portuguesa, só serviu à pilhagem de povos estrangeiros. Leiam dos Meios às Mediações de Jesus Martín Barbero, que analisa como governos populistas sul-americanos, a partir da década de 30 forjaram a idéia de Estado/Nação através dos meios de comunicação de massa, com objetivos bem definidos. Diante desse contexto, um povo reconhece verdadeiramente sua identidade nas raízes de suas tradições, no que foi passado de pai para filho, no que toca as mentes e corações. Portanto o que se chama Gaúcho é um determinado povo que vive em uma determinada região do sul da América do Sul que não pode ser delimitado por fronteiras físicas, sua cultura, costumes, valores e tradição ultrapassam esses limites. A origem desse povo está em sujeitos mestiços espanhóis, portugueses, indígenas e mais tarde negros que trabalhavam como tropeiros para os grandes criadores de gado da região dos Pampas que compreende a maior parte do Rio Grande do Sul, parte da Argentina e o Uruguai. O Gaúcho, por tanto é na sua gênese um andarilho, um trabalhador autônomo que vende sua força de trabalho em troca de uma vida simples, mas com liberdade e dignidade, não abrindo mão de uma ética que lhe constitui como sujeito. Com o passar do tempo o Gaúcho constituiu família, fixou seu rancho em pequenas propriedades rurais e misturou-se ainda mais com a chegada dos alemães e italianos ao estado. Hoje o que resta é uma forte presença dessa identidade no imaginário coletivo do povo do Rio Grande do Sul, o que atua para preservação dessa cultura. O choque com a “cultura brasileira” é evidente, isso pode ser analisado na diferença dos escritos na bandeiras do Brasil (Ordem e Progresso) e do Rio Grande do Sul (Liberdade, Igualdade e Humanidade), ou no Hino do Rio Grande do Sul, cantado com maior emoção do que o Hino Nacional até pelas crianças. Não se trata de arrogância ou exclusão dos outros povos do brasil e sim de um sentimento expontâneo de identidade. Desta forma, não adianta ficar comparando estados, se é ou não mais desenvolvido economicamente. O capital do gaúcho é sua honra, seus valores éticos e tradições. O amor pela terra natal é a vontade de viver com liberdade e justiça, pensa-se que para isso seria melhor que tivéssemos nossas próprias leis, governo, impostos, saúde, educação etc, mesmo que mais modestos. Certamente seria melhor controlar nossos governantes aqui em Porto Alegre do que em Bra$ilia.

  31. Olá para todos.

    Postei um comentário a um tempo atrás aqui neste blog e logo depois do meu, o Sr. S. Gomes postou um também, e as palavras dele me fizeram retornar novamente para acrescentar mais algumas coisas. Mesmo o comentário dele não tendo sido direcionado para minha pessoa e em resposta ao meu, eu achei que valia a pena apontar algumas observações a respeito do que ele disse pois o post dele foi muito bem escrito e demonstra que se trata de uma pessoa muito inteligente. Vale lembrar que eu não tenho nada contra o RS, muito pelo contrario. Na verdade o que me leva a escrever é o simples prazer de debater pois com isso eu aprendo muito e espero também poder contribuir para quem busca algo relacionado ao assunto em questão.

    Sobre o Brasil ele diz: “É apenas uma miscelânea de culturas que têm dificuldade para estabelecer um foco como Povo.”
    É isso que eu acho mais feio em algumas pessoas do RS, boa parte delas rotula o Brasil como um país sem cultura e quando você mostra que é um país cheio de cultura ainda sim eles tentam achar defeito nisso, sempre tentando ver defeitos e nunca as qualidades. Vamos fingir que o RS também não é uma miscelânea de cultura, que lá não tem alemães, italianos, judeus, espanhóis, etc…o RS é um caminhão de japonês, tudo igual, vamos esquecer essa mistureba toda e concentrar apenas no povo gaúcho.
    Será que o “povo gaúcho” tem tanta facilidade em estabelecer um foco como povo? O que vejo nesse meio é Argentino disputando com os demais quem é o dono da cultura. Não vejo toda essa união entre os gaúchos, o que vejo por todo lado é o Argentino se impondo e o gaúcho Brasileiro tentando achar seu “lugarzinho ao sol” dentro dessa cultura. Há, e essa discriminação não parte apenas de Argentinos, vem também de outras pessoas da América do Sul, todos taxando o RS como copia da Argentina.

    “O problema já começa pela convicção do gaúcho que a “nação brasileia” não o representa simbolicamente. E se pararmos para pensar, de fato não existe uma identidade nacional, este país chamado Brasil é uma invenção geográfica e política que não tem unidade cultural e afetiva.”
    Ao contrário do que foi mencionado acima o Brasileiro não tem nenhuma dificuldade de estabelecer sua identidade nacional e principalmente você não encontrará um excluindo o outro como ocorre entre os gaúchos.
    Sim, existem algumas rivalidades entre estados, isso é natural, mas no final das contas todos são unanimes em se declarar Brasileiros e reconhecer os outros como tal e digo mais, a maior parte dos Brasileiros tem orgulho de seu país. Mesmo não sendo um povo tão patriota como eu disse no meu post anterior o Brasileiro tem sim um afeto pela sua terra, principalmente quando esse vai morar em outro país, ai que ele percebe o quanto gosta do Brasil. Unidade cultural é difícil, mas é isso que faz o Brasil ser tão admirado e desejado em todo o mundo, é a diversidade, agora afeto pela terra o povo tem sim e muito, se existisse uma pesquisa a esse respeito tenho certeza que os descontentes com sua nacionalidade seriam em numero insignificante e talvez a maioria deles estivesse no RS.

    “Desde a colonização portuguesa, só serviu à pilhagem de povos estrangeiros.”
    Concordo plenamente, a começar pelo RS.
    Foi dito uma verdade num post acima: “Ao invés do governo ter distribuído as terras do devolutas do Sul para os ex-escravos, trouxe europeus para ocupar essas terras. Assim enquanto no sul foi feita uma “reforma agrária-like”, as outras regiões ficaram abarrotas de pessoas pobres sem teto, sem terra, com uma imensa desigualdade social.”
    Eu acho que esse cara disse tudo.
    Não nego os benefícios decorrentes da imigração de estrangeiros para o Brasil, em Minas, por exemplo, tivemos como resultado da imigração italiana: o Cruzeiro meu time, a Fiat e outras empresas.
    Com os japoneses a agricultura e o comercio ganhou muito, os Libaneses contribuíram muito para o desenvolvimento da capital. Mas o governo poderia ter distribuído os recursos e terras de uma maneira mais racional e o país ganharia muito mais. Tem uma musica que gosto muito e conta a história de uma disputa de terra entre um mineiro e um imigrante em SP, quem tiver interesse em ouvir segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=pcfX5B-F8Tw

    “Portanto o que se chama Gaúcho é um determinado povo que vive em uma determinada região do sul da América do Sul que não pode ser delimitado por fronteiras físicas, sua cultura, costumes, valores e tradição ultrapassam esses limites.”
    Bom, o difícil é convencer os Argentinos disso!!!

    “A origem desse povo está em sujeitos mestiços espanhóis, portugueses, indígenas e mais tarde negros que trabalhavam como tropeiros para os grandes criadores de gado da região dos Pampas que compreende a maior parte do Rio Grande do Sul, parte da Argentina e o Uruguai.”
    Só para esclarecer melhor, antes que algum desavisado entenda de maneira errada, mas da forma que foi escrito dá a entender que os gaúchos estão concentrados na região dos Pampas e que a maior parte deles está no RS.
    Bem, na verdade a cultura gaúcha é encontrada em toda Argentina (não só nos Pampas ) e esta tão enraizada no povo Argentino que em qualquer esquina de Buenos Aires você encontra um churrasco de chão exposto numa vitrine, de norte a sul do país você encontrará gaúchos vivendo a cultura em seu dia a dia, o mesmo não acontece no RS.
    - Os Pampas estão em grande parte do RS e não os gaúchos. -
    Pra completar, acho muito errado chamar o sul riograndense de gaúcho.

    “ Hoje o que resta é uma forte presença dessa identidade no imaginário coletivo do povo do Rio Grande do Sul, o que atua para preservação dessa cultura.”
    Há sim, agora esta explicado como pode um emo, criado num apartamento em POA, educado pela avó, sem nunca ter visto um cavalo na vida se declarar gaúcho.

    “O choque com a “cultura brasileira” é evidente, isso pode ser analisado na diferença dos escritos na bandeiras do Brasil (Ordem e Progresso) e do Rio Grande do Sul (Liberdade, Igualdade e Humanidade), ou no Hino do Rio Grande do Sul,
    Já que desejam tanto independência, aprendam com nós Mineiros: Libertas quae sera tamen.

    “ cantado com maior emoção do que o Hino Nacional até pelas crianças.”
    Pelo amor de Deus né? Com a lavagem cerebral que deve ser feito nos meninos dizendo que o RS é tudo e o Brasil é uma merda, até eu ia chorar…..nossa senhora!!!

    “pensa-se que para isso seria melhor que tivéssemos nossas próprias leis, governo, impostos, saúde, educação etc”
    É agora ou nunca, a Dilma está lá no poder, tem muita intimidade com o povo sul riograndense e tem até família lá, basta aparecer alguém bom de conversa, bem político e negociar.
    Poxa…tenho certeza que ela vai compreender e vai liberar o RS sem resistência.
    É a grande oportunidade dos separatistas, tenho certeza que se alguém for bom o suficiente para convencê-la, ela como uma boa Mineira quando assume um compromisso vai até o fim e o faz.
    Enquanto isso não acontecer, vou ficar com a eterna impressão que esse povo não quer separar é nada, querem mesmo é chamar atenção, pois como diz o ditado: Quem quer faz, quem não quer manda fazer.

    Abraço a todos!

  32. Brasileiro/Mineiro,

    percebo um tom agressivo em sua fala, quase como se você sentisse a necessidade de contrapor ponto a ponto o meu texto. Fico feliz, pois prova que meu discurso foi consistente. Acho muito produtivo o debate franco, a exposição livre dos pensamento e das ideias. Entretanto, muitos dos teus argumentos são frágeis e não me convencem porque não são fundamentados em dados empíricos e nem tampouco em reflexões teóricas que ultrapassem o senso comum. A simples opinião não se mostra produtiva para discussões dessa natureza, pois podem estar permeadas por nossas próprias filosofias de vida, crenças, ideologias etc. Há, contudo, uma raiva expressa em teu texto que me parece interessante para uma análise. Mesmo eu tendo explicado que o que exponho é fruto da minha percepção sobre a realidade, e que se trata de proposições sobre o fenômeno possíveis de serem falseabilizadas quando testadas, você as trata com verdades a serem combatidas. É relevante perceber que qualquer demostração de amor pela cultura

    O primeiro equívoco é, sem dúvida, falar como se soubesse o que “os gaúchos pensam”, quando na verdade não se pode afirmar isso sem uma pesquisa séria a respeito do tema. Em nenhum momento falei que não há cultura nos outros estados, isso seria impossível! Entendendo cultura como algo cultivável para além das necessidades básicas de sobrevivência inerentes a qualquer ser humano (ver mais em Baitello Jr., 1997, p. 25). Neste contexto todo povo têm cultura. O que afirmei e afirmo novamente é que o sul riograndense não reconhece sua identidade na “cultura brasileira”, pois, a rigor, ela não existe como uma unidade e não sou só eu que digo isso, muitos sociólogos já chegaram a mesma conclusão (é só procurar na biblioteca). Gostaria que você tentasse responder minha pergunta (O que constitui a identidade do brasileiro?) com argumentos fundamentados em alguns fatos da realidade, em vez de apenas promover jogos de palavras do tipo: “Ao contrário do que foi mencionado acima o Brasileiro não tem nenhuma dificuldade de estabelecer sua identidade nacional e principalmente você não encontrará um excluindo o outro como ocorre entre os gaúchos.”. Tudo bem dizer isso, o que falta é mostrar de onde você tirou esses dados. Que “brasileiros não têm nenhuma dificuldade”? Em que local? Quando? Que gaúcho é encontrado excluindo os outros? Como? Em que contexto? Preciso saber disso para aceitar tuas colocações como verdadeiras.

    Segundo ponto que vale a pena mencionar: Você falou que os Argentinos disputam a cultura conosco? Essa eu nunca tinha ouvido! Você está muito enganado. Nem sabemos ao certo como os Argentinos cultivam essa tradição. Não sei a que você está se referindo, mas a princípio, não temos nenhum contato direto com a Argentina e o Uruguai desde nossos antepassados comuns Espanhóis e Índios que constituíram o sujeito que habitou àquela região física, conhecida como Pampas, somos apenas bons vizinhos. Agora é incrível que por trás dessa tua fala, a ideia de que a Argentina é inimiga vem a tona, percebo o tom pejorativo quando te referes a este país. É uma boa estratégia retórica: tentar associar o gaúcho a Argentina que já é mal vista pelo Brasil pela rivalidade nos gramados de futebol. Pena que não condiz com nenhum fato concreto, ao menos que eu tenha conhecimento, mas tu poderia explicar melhor essa tua tese, não?

    Outro ponto importante que poderia ser debatido é a questão do gentílico “gaúcho”. Aí eu tenho que concordar que o melhor seria chamar a pessoa natural do Rio Grande do Sul de sul riograndense, pois o que comumente confunde vocês é a figura folclórica típica, vestindo a pilcha, montado em um cavalo, tomando chimarrão e assando churrasco no fogo de chão. Contudo, é obvio que, como todo folclore, é idealizado. Fica claro também que os elementos desse folclore tem procedência nas diversas práticas sociais do passado e que ainda são mantidas vivas, mas para quem olha de fora se confunde e acaba não entendendo o que é a verdadeira cultura. O que me interessa saber é o que você mesmo apontou como fenômeno. Como que essa cultura sobrevive tão forte nos dias atuais, transversal a todas investidas da vida contemporânea e do mundo globalizado? Certamente ainda existem muitos gaúchos que vivem no campo, do modo tradicional, mas também há fortes manifestações dessa cultura nos centros urbanos e até mesmo em outros estados e países, como no caso dos CTGs. O estereótipo que você criou para tentar desmistificar a figura do gaúcho, me parece preconceituoso, uma vez que passa a impressão que ter aquelas qualidades que você descreve, seriam graves defeitos, impossibilitando o sujeito de ser gaúcho. Percebe que desta forma você rebaixa a figura urbana encontrada nas grandes cidades e acaba exaltando a figura típica do gaúcho campeiro. Não sei se foi este teu objetivo?

    E finalmente, não posso deixar de mencionar a maior inverdade que você disse que foi: Com a lavagem cerebral que deve ser feito nos meninos dizendo que o RS é tudo e o Brasil é uma merda, até eu ia chorar…..nossa senhora!!!. Tu está redondamente enganado quanto a isso. Posso falar por experiência própria. Eu mesmo vivi toda minha infância e até certa idade resistindo ao tradicionalismo e valorizando uma cultura cosmopolita. No entanto, os traços das minhas raízes e dos meus progenitores aparecem a todo momento e se sobressaem naturalmente. Ao contrário do que possa parecer, somos tão patriotas em relação ao Brasil, quanto qualquer estado, há um sentimento de amor, respeito e lealdade, basta ver o nosso histórico de lutas em favor deste país. Contudo o sentimento de amor pelo Rio Grande do Sul é muito forte, pois constitui nossa identidade como povo. “Cuidamos dessa terra como quem cuida do coração”, diz a letra de uma música tradicionalista. Agora é muito bom ouvir um mineiro defendendo sua bandeira, isso é lindo de ver. Quando estive me Minas Gerais, gostei muito da culinária e dos lugares que visitei. Percebi que há também uma valorização da vida no campo. Sem dúvida um estado muito rico, no sentido pleno da palavra.

    Na última parte do texto, o uso do humor se referindo a Dilma acaba dando um tom desimportante para teu texto. Gosto de bom humor, vivo fazendo piada, contudo nesse caso me parece mais falta de argumentos, pois esse recurso é usado geralmente como defesa pelo mais fraco por não ter outra forma de luta (veja o caso das comédias medievais, nas quais se ridicularizava os membros da corte). Sei que você quis, na verdade, obter a aprovação dos leitores insuflando através da piada uma aversão a ideia separatista. Esse é o ponto. Não estou entrando no mérito se é certo ou não. Se deve ser feita algum dia ou se deixou de ser concluída na Revolução Farroupilha. Minha pergunta mais uma vez ficou sem resposta. Eu queria saber porque a ideia de separatismo parece tão absurda para os habitantes de outros estados? O que lhes incomoda nesta ideia?

    Enfim, achei teu texto emotivo e combatente, pouco potente em relação a tua tese. Isso poderia até ser um bom argumento para responder aquela pergunta sobre a identidade do brasileiro. Afinal essa emotividade em relação a questões efêmeras como o futebol, por exemplo é transversal a todos o Brasil, inclusive o Rio Grande do Sul. Mas isso é assunto para outro longo post…

    Forte Abraço

    S. Gomes

  33. Sr. S Gomes,

    Antes de tudo queria tirar uma impressão errada que eu possa ter deixado, em momento algum eu falei do RS com raiva, longe de mim. Na verdade quando eu vejo alguém falando com raiva de algum lugar eu logo imagino que isso ocorre por motivos pessoais, talvez a pessoa tenha tido problema com alguém e julga todos os demais por isso. De forma alguma. Meus relacionamentos com pessoas do RS até hoje foram e são ótimos e não tenho nada contra o estado e a cultura gaúcha, pelo contrario, gosto mais do RS do que de alguns outros estados do Brasil. Com relação a ser agressivo ( porem não fui ofensivo, espero que isso esteja claro ) trata-se de uma estratégia para me impor no debate bem como o humor, o elogio e até mesmo o fato de ter zombado. Logicamente quando eu entro em um debate eu vou tentar me destacar e para isso vou utilizar o método que achar conveniente, isso vale para um debate sobre futebol, religião e qualquer assunto.

    Bom desfeito qualquer má impressão principalmente a cerca da minha pessoa e do meu sentimento, vamos ao que interessa.

    Sobre o que você disse a cerca da identidade nacional, eu vou ser franco, tentei não entrar na questão, pois é um assunto ao meu ver muito filosófico e que eu tenho pouquíssimo ( ou nada ) de conhecimento, inclusive o meu trabalho exige muito do meu tempo me impossibilitando de pesquisar mais sobre este assunto, porem acabei respondendo porque sou chato mesmo. De qualquer forma eu vejo que definir ao certo a identidade nacional de qualquer país do mundo é algo extremamente complexo, principalmente para os países do continente americano. Sendo assim eu deixo algumas perguntas para você e espero que você seja bem sincero. Considerando que o RS fosse uma nação independente e diante de tanta diversidade, vocês teriam hoje uma identidade nacional bem definida? “É o sentimento de amor pela terra que constitui a identidade nacional de um povo”, é só isso? Todos vocês do RS ( sociedade e governantes ) compartilham dos mesmos valores? E por fim, será que isso não é utopia demais? Você disse que o RS não reconhece sua identidade na “cultura brasileira” pois ela não existe como unidade, e no RS, existe? Veja bem, até entendo aonde você quer chegar, porem da forma como é colocado da a entender que o RS alcançou a perfeição e o Brasil nunca chegará lá.

    Segundo ponto, quando eu disse que alguns gaúchos rotulam o Brasil como um país sem cultura talvez eu tenha errado em te incluir entre eles, mas eu não falei como se “soubesses o que os gaúchos pensam” o que eu disse é um FATO, muitos deles falam isso do Brasil, eu já cansei de ver isso em diversos debates pela internet a fora ( pessoalmente ninguém nunca me falou assim, creio que por uma questão de educação ), mas com certeza grande parte deles não entendem cultura de uma maneira ampla como você. Um caso parecido que eu poderia citar é a tradição, eu tenho um dicionário aqui em casa que apresenta como significado dessa palavra: “Costume transmitido de geração a geração”, sendo assim eu aprendi a tomar café com meu pai que aprendeu com o pai dele e por ai vai, isso não é uma tradição? Mas por ser algo tão comum a maior parte das pessoas ignoram isso e muitos gaúchos acabam errando mais uma vez jogando na cara do brasileiro que tradição é vestir uma calça igual a do Aladim e tomar um mate amargo.

    Em suma, da maneira como os gaúchos apresentam seus argumentos dá a entender que é só eles que possuem folclore, cultura e tradições e quando eu citei diversas manifestações culturais existentes do Brasil você postou logo em seguida que o Brasil “é uma miscelânea de cultura que tem dificuldade em estabelecer um foco como povo”, é esse tipo de abordagem que aborrece a muitos brasileiros e gera as reações emotivas que você mencionou, resumindo o sujeito com razão ou sem vai querer é revidar.

    RS x Argentina – Outra coisa que talvez eu tenha me expressado de maneira errada foi dizer que a Argentina disputa a cultura com o RS. Quando eu utilizo a palavra “disputar” eu levo a entender que a rivalidade parte de ambos os lados quando na verdade essa disputa parte apenas do lado Argentino e o povo do RS parece não se importar muito com isso, tanto é que alguns gaúchos brasileiros até assumem tranquilamente que existe a influencia da Argentina e de outros países na sua cultura, mesmo que defendendo o seu regionalismo e proibindo a entrada de alguns costumes, veja o paragrafo 9 desse texto: http://www.chasquedoconhaque.com.br/chasque/?p=260 .

    Quando levantei essa questão da rivalidade posso de fato não ter todo o fundamento que você exige para aceitar minha tese. Porem meu caro, eu não levantaria de forma nenhuma essa questão se não tivesse ouvido isso pessoalmente da boca de Argentinos e de outras pessoas da América do sul. Nas viagens que fiz ( e faço ) ao conhecer um Argentino o assunto é inevitável e sempre surge uma piada ou outra por parte deles normalmente dizendo que gaúcho mesmo só na Argentina, no Brasil e Uruguai o que eu encontraria é uma mera extensão, utilizando exatamente essas palavras. Isso também quando não é abordado de forma truculenta ficando clara a antipatia de alguns por existir no Brasil pessoas que se dizem gaúchas. Claro que não estou generalizando e dizendo que isso é um sentimento nacional na Argentina, talvez uma minoria pense assim mas foi o que testemunhei. Portanto a minha opinião que foi formada por meio das coisas que vi e ouvi, não vai mudar facilmente, a não ser que no futuro alguém me apresente fatos concretos que venha me fazer rever o que observei e neste caso o que expressei também foi a minha “percepção da realidade” ( como você fez ) e que também esta ai para ser testado por você ou quem se julgar apto a faze-lo, e me desculpe, isso você não fez. Reconheço que da forma que abordei no meu post pareceu mais uma afirmação, porem no seu caso não foi diferente, se tivesse visto suas palavras apenas com uma “percepção” eu sinceramente afirmo que não teria feito um novo post em resposta ao seu ou talvez teria sido mais brando até por que isso aqui pode virar uma eterna discussão e eu não pretendo utilizar todos os bytes do dono do blog hehehhe.

    Tudo bem que o folclore é idealizado e também não vejo como algo errado ou feio implantar em uma determinada região o folclore de outra, se o povo do RS quiser começar a pular um maracatu e dançar um samba, por exemplo, maravilha isso não tem nada de mais. O feio é achar que é melhor do que os outros por isso, esse é o GRANDE erro, é lamentável que tenha gaúchos que pensam dessa forma e muitas das vezes os que falam isso não entendem quase nada da própria cultura, percebo que não é o seu caso. ( OBS: o que eu disse acima não é achologia, muitos falam isso, eu já vi gaúchos falando isso em debates como esse – procure na internet e verá ).

    Outra impressão errada que passei foi a de ter preconceito contra aquela pessoa ( emo criado com avó etc. ). Na verdade eu nem posso ter preconceito com esse tipo de pessoa, pois nasci e cresci em uma grande cidade, passei minha adolescência ao som do Rock e andando de skate, mas claro sempre ligado às questões do interior, meus avós maternos são da região da Serra da Canastra, meu avô era Catireiro eu cresci ouvindo musica sertaneja e as historias da roça. Hoje pra ser mais autentico fiz o oposto de muita gente, sai da capital e fui morar no interior. O que quis dizer no meu post é que essa figura que mencionei é totalmente o oposto da figura do gaúcho que conhecemos. Sim, talvez eu esteja sendo radical e reconheço, devo mudar minha linha de pensamento pois acabo limitando o acesso ao folclore e as tradições regionais a um pequeno grupo de pessoas. De qualquer forma o mínimo que uma pessoa deveria fazer pra se declarar gaúcho é frequentar um CTG pois o fato de nascer no RS não faz de ninguém um gaúcho da mesma forma que uma pessoa nascida no interior de SP ou no Triangulo-MG não será necessariamente um caipira, pra min, sem que se viva a cultura é impossível.

    Separatismo – Meu caro, talvez você ainda não tenha entendido meu ponto de vista acerca do separatismo, eu não tenho nada contra o RS se separar, eu não preciso de argumentos pois isso não representa nada pra mim. O que tenho é intolerância a pessoas que querem algo e não tomam nenhuma atitude a respeito, talvez eu deva exemplificar, imagina uma pessoa que diz querer parar de beber e fumar e não toma nenhuma atitude para que isso se torne realidade, isso me estressa, portanto quando eu entro em um blog ou site da internet e vejo um monte de sul riograndense falando em independência e nenhuma ação, isso me cansa. O que precisa para que isso aconteça? Uma guerra? Então faça! Só isso. Comigo o lema é o seguinte, vai ou racha, ata ou desata. Faça acontecer, e se não for possível ou viável desista de uma vez por todas, mas sem falatório, pois isso é muito chato. Mas pode ficar tranquilo, se eu fosse colocar isso em ordem de importância na minha vida ficaria mais ou menos assim: em 1º lugar – família, 2º dinheiro, 3º mulheres ……1552º a mídia do RJ e SP…..52655226º os episódios do extinto Teletubbies, a separação do RS estaria depois deste.

    Por fim, quando disse sobre a lavagem cerebral que é feito nas crianças, vamos ser sincero, pode não ser feito diretamente, mas indiretamente é sim. Qualquer criança que cresce ouvindo os comentários que foram escritos antes dos nossos neste blog será fortemente influenciada por eles.

    Abraço e sucesso pra você.

  34. Prezado, brasileiro-MG.

    Fico feliz com sua honestidade. Desta vez, foste muito mais claro em suas ideias. Alguns de teus argumentos muito contribuíram com minhas reflexões sobre o assunto em debate. Gostaria de fazer algumas proposições e inferências que passo a relatar a seguir.

    O primeiro ponto que me parece crucial, também observado em outros debates que tenho participado, é que a forma pela qual os sul-riograndenses se expressam em relação ao amor pelo estado e as tradições, causa um má impressão nos demais brasileiros nascidos em outros estados, independentemente do autor do discurso ser, de fato, bairrista ou não. Isso poderá ser constatado empiricamente em sua fala: “Você disse que o RS não reconhece sua identidade na “cultura brasileira” pois ela não existe como unidade, e no RS, existe? Veja bem, até entendo aonde você quer chegar, porem da forma como é colocado da a entender que o RS alcançou a perfeição e o Brasil nunca chegará lá.” Veja que eu, em nenhum momento falo da perfeição de um e da imperfeição do outro, pois identidade não é sinônimo de perfeição. Aqui é mais um conceito de trabalho que pode ou não ter sua correspondência no mundo da vida, pois é isso que estou investigando. Você mesmo reconhece que em sua tradição de tomar café com seu pai, muito bonita por sinal, é diferente da minha em tomar chimarrão com meu avô. Pois bem, o que digo, e já há muita literatura na sociologia que confirma isso, é que não há como termos, eu e você, a mesma identidade, uma vez que nossos hábitos, tradições, valores, história, linguagem etc, são diferentes. Neste caso o RS tem, sim, uma identidade cultural autêntica, como MG e outras regiões também tem, sem sombra de dúvidas. O fato é que esse país imenso chamado Brasil é formado por inúmeras culturas regionais, impedindo que se tenha uma identidade nacional única, ou por acaso há um sujeito brasileiro transversal a todas essas culturas? Se o amalgama dessa identidade já tivesse sido formado, e já houve bastante tempo para isso, certamente as culturas regionais sumiriam ou seriam consideravelmente dispersas. Todavia não estou entrando no mérito se isso é bom ou ruim, apenas estou constatando que isso está posto na realidade observável.

    O ponto de maior tensão no que expus até aqui é o conflito e indignação que o gaúcho causa quando exalta a sua cultura, entendido como menosprezo pela demais. Pelo que percebi, até aqui, a maior problema é sobre “considerar as demais culturas inferiores”. Se essa é a crítica, devo dizer que, deste ponto de vista, tens toda razão. No entanto também quero advogar pela inocência poética gerada pelo amor a terra natal. Para tal empreendimento farei uma analogia com a mulher amada. Quando um homem quer agradar uma mulher ele fala: “Querida, você é a mais bela de todas as mulheres do mundo!” Mesmo sabendo que isso depende do ponto de vista e que certamente haverá outras mulheres tão bonitas quanto ela. Ou seja, está politicamente incorrecto, mas poeticamente certo. Trata-se de um paradoxo. Baitello Jr. (1997) nos conta da origem das palavras “agregar e segregar”, que aparentemente são opostas, contudo para “agregar” um cardume, um rebanho, um povo, é necessário que se faça obrigatoriamente o movimento de “segregar” o que fica de fora, não voluntariamente, mas porque a própria situação obriga.

    O segundo ponto diz respeito ao gentílico “gaúcho”. No meu entendimento, a pessoa que nasce no RS deveria ser chamada de sul riograndense apenas, para evitar mal entendidos. É notável que o uso indiscriminado desse termo gera polêmica e confusão. Não que eu ache que não há uma cultura forte e enraizada do gaúcho no Rio Grande do Sul, mas esse cuidado evitaria que o restante do Brasil imaginasse o povo daqui como aquele personagem tradicionalista idealizado. Não que ele não traga as marcas da gente dessa terra, muito pelo contrário, acho que ele é um tipo de aglutinador simbólico de muitas tradições, mas as pessoas de verdade são outras coisa. A identidade a qual me refiro não está simbolicamente representada nessa figura folclórica – e é isso que vocês confundem – mas a figura folclórica está subsumida a essa identidade, que é muito mais forte e invisível. Eu por exemplo, não uso pilcha (roupa típica), na verdade é raro ver hoje em dia alguém pilchado. Contudo tenho um vizinho idoso que só se veste assim (fica muito bem para ele), e no entanto compartilhamos da mesma identidade cultural. Aqui no RS a pilcha é considerada uma roupa solene, é respeitada pois lembra nossos ancestrais, mas longe do campo não é comum usá-la, pois é uma roupa de montaria. Portanto acho que há uma idealização também, por parte do resto do Brasil, sobre o que seja o gaúcho.

    Outro ponto que queria concordar veementemente contigo é em relação a má impressão que muitas pessoas deixam sobre os gaúchos na internet. Tenho observado que nos fóruns, redes sociais e comentários em sites e blogs, há um número impressionante de ignorantes, trogloditas e xenófobos. Todavia, devo alertar que esse é um fenômeno típico da internet. É o poder que a rede tem de reunir todo tipo de gente, desde o mais racional até o pior alucinado radical xiita. E o lastimável é que a maioria, na internet, realmente, é do segundo tipo. Devo te pedir calma e que evite o stress, pois te asseguro que no mundo da vida, esses maus elementos são bem menos expressivos e atuantes. Imagino que devam ser pessoas que, utilizam esse senso identitário legítimo de forma doente e depreciativa em relação aos demais brasileiros, o que não condiz de nenhuma forma com os valores dessa mesma identidade. Não estou aqui tentando provar que não há maus elementos em nosso estado, mas essa péssima impressão tenho que tentar remover. Garanto para você que aqui também tem pessoas hospitaleiras, gentis, amigas, racionais, amáveis, que amam o RS, mas respeitam as outras culturas e seres humanos, afinal está na bandeira, lembra? Como sugestão e convite deixo o link de uma música, muito tradicional e conhecida que traduz um pouco disso que estou tentando falar: http://www.youtube.com/watch?v=vCnVgRdvq58. Também há na literatura um clássico que é muito importante para entender o Rio Grande do Sul, trata-se de O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo.

    Mais uma vez eu quero afirmar, com veemência, que não sou portavoz da ideia de separatismo, mas sim, quero entender o fenômeno social que faz com que uma boa parte dos sul riograndenses se manifestem favoráveis a ela. Mas já que estou percebendo que o senhor faz questão de saber minha opinião pessoal sobre esse assunto vou explicitá-la: Na minha percepção, qualquer movimento separatista no contexto atual é pura especulação e não tem nenhuma possibilidade de concretização se não estiver aliado a algum processo social que o desencadeie, que via de regra, é uma situação de exploração ou opressão por um(a) estado/nação contra um povo ou região. Mesmo assim só seria realizável com apoio econômico, poder político e militar de alguns líderes que encabeçariam um revolução. Diante do exposto, não é preciso ser “tão inteligente” para saber que entre o Rio Grande do Sul e o Brasil não é essa a relação que se estabelece hoje. Entretanto, não tenho motivos para combater apriorísticamente as pessoas que querem debater essa ideia; em prol de um sentimento patriótico brasileiro, que foi produzido com tão ou maior fragilidade. Particularmente, acho que há uma crise nos governos representativos e nas instituições, que está levando as pessoas a repensar os rumos da vida contemporânea, botando em xeque os valores adotados nos últimos dois séculos e buscando uma nova filosofia que ajuste os avanços materiais das ciências com uma vida sustentável, para não dizer humana. E neste contexto, mais uma fronteira ou menos uma fronteira, mostra-se incalculavelmente relevante, ou seja, não temos com medir se isso seria bom ou ruim. Mas falar sobre isso e debater, não é crime, não é?

    Entendo que você tenha uma personalidade que não goste de indefinição, mas conviver com as diferenças é preciso, não adianta fugir.

    Quanto aos argentinos, eu devo confessar que desconhecia essa postura deles em relação ao Rio Grande do Sul. É um fato curioso que vou investigar mais a fundo.

    Abraço Fraternal

  35. O RS é um estado como qualquer outro. Sou natural daqui e não acho o meu povo superior a ninguém, isso é uma grande frescura.

  36. Quanta imbecilidade, por Deus! É triste ver tantos rio-grandenses deslumbrados por uma simbologia deliberadamente criada – e assaz artificial, portanto – para suscitar um sentimento de unidade, de representatividade entre o povo do referido Estado. E saber que até bem pouco tempo atrás, historicamente falando, chamar alguém de “gaúcho”, no próprio Rio Grande, era praticamente um xingamento! Sim, é verdade. Até os primórdios do século XX, o termo “gaúcho” era altamente pejorativo. Afinal, em suas origens, o termo em questão era empregado exclusivamente para fazer referência a ladrões de gado, vagabundos, foras-da-lei, celerados de toda sorte, enfim, que habitavam a campanha da região platina.

    A semântica da palavra começa a mudar, muito paulatinamente, no fim do século XIX. Nessa época surgem, na região do Prata, literaturas de cunho regionalista que passam a MITIFICAR a figura do gaúcho: é o caso do poema épico argentino “El Gaucho Martín Fierro”, de José Hernández.

    Estas tendências literárias refletem uma preocupação das então jovens repúblicas platinas: era necessário diferenciar-se, buscar um meio de autoafirmação, encontrar enfim a “identidade nacional”. Para tanto, o tipo exótico e peculiar do gaúcho rio-platense servia perfeitamente. Assim, aos poucos – e inicialmente apenas no campo literário – o gaúcho foi se tornando a figura mítica, quase lendária que é hoje. Passou a personificar a bravura, a honra, a hombridade, a lealdade, enfim, todos os atributos dignos de um herói nacional. Este processo ocorreu também no Estado do Rio Grande do Sul, onde inclusive o termo (historicamente eivado de carga depreciativa) passou a ser utilizado como gentílico.

    E o pior é saber que hoje, baseados em tamanha deturpação da verdade histórica, tantos e tantos rio-grandenses arrotam grandeza e cultivam orgulhosamente uma jactância e um bairrismo INSUPORTÁVEIS, crendo piamente serem OS MELHORES em absolutamente TUDO… Enfim… DEPLORÁVEL!

  37. Sr. Lupo Grigiastro.

    Concordo com algumas leituras históricas, principalmente sobre o gentílico gaúcho (por isso acredito que o correto seria chamar a pessoa nascida no RS de sul riograndense), apesar de o senhor ter sido parcial, preconceituoso e raso, para justificar o seu ponto de vista sobre o assunto. Primeiro não tens respeito e começa seu texto desmerecendo todos que postaram antes do senhor com a frase: “Quanta imbecilidade, por Deus!”, que além de desagradável, é também esquizofrenia, pois xinga seus semelhantes e ainda afirma que é por Deus, ou seja, és também um herege.

    De qualquer forma, esse seu pseudo intelectualismo, calcado em algumas leituras históricas parciais e deterministas não explica o fenômeno empírico que acontece aqui no Rio Grande do Sul. Que é facilmente observável no mundo da vida por qualquer pesquisador sério, ou seja, independente da minha posição pessoal, com os mesmos dados coletados e tendo o mesmo problema, através de um método científico, deveremos todos chegar ao mesmo resultado ou a resultado muito semelhante. Tampouco a literatura, apesar de alimentar o imaginário, não é responsável pelo fato social observado hoje. Seus argumentos, são muito fracos e não convencem nem a criança mais atenta. Queres usar de uma retórica básica e fácil para explicar algo que é muito mais complexo.

    Além disso, quem é o senhor – para com esses pobres comentários, fundamentados no “achismo”, desprovidos de dados concretos – para querer através do discurso impor sua opinião? Se ela é assim, tão contrária a das pessoas que postam aqui, guarde-as para o senhor ou pelo menos, o mínimo que podes fazer e considerar o contraponto e dialogar como cavalheiro. Pare de usar tantos adjetivos como “insuportáveis” e “deplorável”, que só demostra uma certa insatisfação e frustração sua em relação a algumas pessoas ou comportamentos observados anteriormente por você, mas que nada tem haver com nossa discussão. Não posso responder pelos outros, mas na minha percepção a abundância de adjetivos em um texto demostra a falta de conteúdo e argumentos consistentes de seu autor.

    Atenciosamente.

  38. Prezado S. Gomes.

    Abstendo-me, de antemão, de qualquer falsa – e medíocre – modéstia, informo-te que, ao contrário do que pensas, não baseio minhas afirmações em “achismos” e “pseudo-intelectualidade”. Sou, de fato, um pesquisador do tema – que é realmente complexo e fascinante – e ao longo dos anos tenho reunido – e lido – farta bibliografia sobre o “Gaúcho”. Para tanto, busquei arrimo não apenas em autores nacionais (até porque poucos escritores rio-grandenses escreveram com a devida imparcialidade sobre o assunto) como também nos mais diversos autores estrangeiros, sobretudo argentinos e uruguaios.

    Ademais, já que dizes que as tendências literárias não foram de preponderante importância no sentido de “mitificar” a figura do gaúcho, suscitando o aparecimento de ufanismos regionais exacerbados (como no caso do RS), sugiro-te a leitura das seguintes obras, para começo de conversa:

    Facundo (Civilización y Barbárie) – Domingo F. Sarmiento
    Santos Vega – Hilário Ascasubi
    História da Literatura do Rio Grande do Sul – César Guilhermino
    Don Segundo Sombra – Ricardo Güiraldes
    El Gaucho Florido – Carlos Reyles
    Gaudérios e Beduínos – Manoelito de Ornellas
    Juan Moreira – Eduardo Gutiérrez
    Revista da Academia de Lettras do R.G.S 1o. Anno (1910)

    e sobretudo, o magnífico (e detonador de mitos)

    El Gaucho – Brasil, Argentina y Uruguay; de Emílio A. Coni.

    Feito isso, voltemos a conversar.

    Hasta Pronto!

  39. Se fosse só orgulho do estado estaria tudo bem, o problema é quando partem para coisas do tipo: a melhor cerveja do mundo é a Polar que só vende aqui no RS – grande ilusão, a melhor qualidade de vida é daqui – outra ilusão, as mulheres mais bonitas, ou homens, são daqui – outra ilusão, e por aí vai… tb tem a mania de falar o povo “lá de cima”, como foi citado em outro comentário… falam numa conotação de “lá de baixo”… uma vez ouvi de uma gaúcha que o hino riograndense era mais bonito que o do Brasil… outra vez um gaúcho foi ler um jornal da minha cidade e disse que os jornais “de vocês” são chatos de ler pq não tem o formato de revista como o Zero Hora de Porto Alegre…
    São várias coisas bobinhas e infantis, na minha opinião, que mais se assemelham a um playboyzinho mimado que se acha superior aos outros, mas que para a nossa sorte, nesse caso, ele não pode fazer tudo o que quer, afinal de contas já foi podado e devidamente colocado dentro da legislação federativa, se tornando um estado brasileiro e não um país independente, nos moldes do Uruguai, que aliás é o lugar que eles mais admiram, sempre falam e visitam, talvez até mais do que SC – ao contrário do que se pensa, admiram muito mais o Uruguai que a Argentina, que se tornou independente do Brasil, e possui semelhança geográfica com o RS… quem sabe seja alguma herança dos colonos alemães que chegaram em períodos anteriores a guerra, cujo nacionalismo, espírito combativo e senso de superioridade, deu no que deu… é um estado tão bonito e construído com tanta força pelos colonos, mas parte de seu povo possui uma auto-imagem tão fora da realidade. Todos os estados tem problemas graves, e como exemplo para o RS é a matéria da Veja do dia 02/10/2011. “Rio Grande do Sul sofre as mazelas de um estado que não investe”. A arrogância só acaba com a humildade de se reconhecer seus próprios defeitos.

  40. O orgulho que o povo sul riograndense sente do seu estado sempre incomodou a todos. É de conhecimento geral que por aqui todos sabem cantar o hino e até mesmo algumas músicas como: Canto Alegretense e Eu sou do Sul, cultivam as tradições e honram os seus antepassados que muito lutaram para defender o nosso país. Aí então a polêmica em destaque: “… já foi podado e devidamente colocado dentro da legislação federativa, se tornando um estado brasileiro e não um país independente, nos moldes do Uruguai, que aliás é o lugar que eles mais admiram, sempre falam e visitam, talvez até mais do que SC – ao contrário do que se pensa, admiram muito mais o Uruguai que a Argentina, que se tornou independente do Brasil, e possui semelhança geográfica com o RS”. O fato de dizerem que o RS quer ser independe é muito mais uma brincadeira do que uma afronta ao resto do Brasil, como vários que aqui comentaram acreditam. Me admira a forma com que se sentem ofendidos, se os gaúchos não tem o direito de gostar do que é daqui, que nós produzimos, quem vai? Assim como os cariocas gostam do Samba, nós gostamos de frequentar o CTG, assar um churrasco, tomar um mate, escutar músicas típicas nossas, que remetem a história do nosso povo. É claro que não são todos que frequentam um CTG, mas lhes garanto deveríamos ser admirados por preservarmos nossas origens e não sermos tratados como motivo de chacota, como quando S. Gomes disse que há fora do país 3.000 CTG’s.
    Somos um povo culto, que independente do local em que vive não deixa suas tradições pra trás, essa é a prova mais concreta. Além disso, temos hoje em dia diversos Centros de Tradições espalhados pelo país, onde gaúchos que saíram daqui fundaram.O fato de termos 6.800 Centros de Tradições Gaúchas não deveria ser algo bom? Ao Brasileiro-MG sinto em lhe dizer, é pura inveja todo e qualquer comentário seu a respeito do orgulho que temos em ser gaúchos, se 3.000 CTG’s pelo mundo não são nada… Nos diga antes 3.000 do que nenhum, no caso de seu estado. Outro ponto que por cá virou debate e que me intriga por demais, é o fato de dizerem que os Argentinos não gostam ou nos desdenham. Pelo contrário, tanto eles quanto os Uruguaios, frequentam nosso Litoral, tanto aqui quanto lá somos sempre muito bem recebidos! Grande parte das nossas tradições foram herdadas do Gaucho argentino e uruguaio, como também passos da dança Flamenca. Tradições estas cultuadas a anos e que nos fazem cada vez mais UM POVO QUE TEM ORGULHO DE SUAS ORIGENS.

  41. Kkkkkkkkkkkk

    Caro colega Sou-do-Sul, essa foi a melhor, depois de sustentar o Brasil inteiro, ser os mais bonitos, os mais bla bla bla bla etc etc etc…….agora vocês estão adivinhando pensamentos e os sentimentos das pessoas kkkkkkkkk ri muito cara!!!

    Pode ficar tranqüilo meu caro, eu não tenho inveja do RS eu adoro/amo Minas Gerais e minha cultura. As duas culturas são diferentes e tem suas qualidades, gosto do RS e admiro sim a dedicação desse povo e acho que os modelos de CTG poderiam ser seguidos ( e talvez copiados ) como modelo para todos estados brasileiros, mas inveja meu caro, isso não faz parte da minha vida. Inclusive não é só o RS que se destaca nesse sentido não, o estado de Pernambuco também é um exemplo vivo para todo o Brasil de como manter suas tradições.

    Minha vida é de conquistas e o que eu quero eu faço, se eu quisesse ser gaucho eu seria, independente de nascer ou não na Argentina kkkkkk. Eu vejo que quase todas as culturas do mundo possuem uma abertura para as pessoas de fora, como por exemplo, a cultura judaica, se eu quiser me tornar um judeu eu vou a uma sinagoga, procuro um rabino, ele passa a faca e pronto ( pelo menos eu acho que precisa navalhada ). A partir daí vou ter que ler a Torá todos os dias, descansar no sábado e seguir as tradições judaicas.

    Ocorre que aqui em MG quase todas nossas tradições estão ligadas a Igreja católica apostólica romana, como acontece em quase todas as partes do mundo da cultura estar totalmente ligada a religião local. Por esse motivo, não precisamos de CTG ( ou no nosso caso CTM ) pois as pessoas por aqui vivem a cultura no seu dia a dia por meio da sua fé indo a igreja, como na Bahia por exemplo com o candomblé e os centros. Há também elementos importantes dessa cultura como a nossa culinária secular que também faz parte do nosso dia a dia, o gosto pelas artes e pela musica que também esta sempre presente em todos os momentos de nossas vidas e por fim as festas folclóricas que tradicionalmente ocorrem em épocas ( definidas ) como as folias de reis e as cavalhadas por exemplo, e é bom que seja assim pois não há como eu ir para o trabalho todos os dias vestido dessa forma: http://www.youtube.com/watch?v=c8sA7a3UpXQ como também não posso exigir que um executivo, um professor de educação física ou um medico do RS vá para o trabalho pilchado ou que todos os sul riograndeses mudem para o campo. Como a cultura de vocês não esta relacionada com alguma religião ou a fé, o correto seria a pessoa ir freqüentemente ao CTG para que ele tenha contato e viva essa cultura mesmo que de maneira simbólica e que bom que muitos já fazem isso.

    Por fim meu caro, espero que você entenda a diferença de como se vive essas duas culturas, acho que seria interessante ter esse tipo de “CTM” por aqui, mas se eu quisesse muito…mas muito messsmoooo…. pode ter certeza, fundaria o primeiro.

    Quanto ao numero de CTG´s só achei engraçado a forma exagerada como o cara colocou, como se fosse um fenômeno mundial e apenas provei com contas rápidas que não é.

    Aproveitando a oportunidade, digo ao Sr. S. Gomes, gostei muito da sua musica, mesmo preferindo os ritmos mais dançantes como a chula, e prometo, vou ler o livro que você indicou.

    Ate mais….

  42. Ao Sou-do-SUL, eu não tenho inveja ao RS e de seu povo, tenho admiração por muitas coisas e os fatos que contei e que denotam proximidade e conhecimento por muitas coisas do estado partem do fato de que tenho parentes no RS, e sou da região centro-oeste, em que muitos gaúchos vivem inclusive com seus CTGs, e conheço bem algumas particularidades. O orgulho de um estado, região, cidade ou até da própria família são coisas saudáveis, o problema, como eu disse, é quando isso parte para a arrogância, para acharem que o que tem são melhores do que os outros, parecido com o que os argentinos sempre dizem em que tudo por lá é “mejor del mundo”. Pode ser que muitas coisas sejam para fazer piada ou coisa parecida, mas para muitos isso é menosprezo, ignorância ou infantilidade, afinal de contas existem lugares muito mais desenvolvidos pelo país.

  43. Um povo realmente culto não precisa ficar o tempo todo se auto-afirmando, quem realmente ama algo não fica se baseando em mentiras para fingir superioridade, pelo contrário, admite que existem problemas pois quer vê-los resolvidos, vejo aqui nos comentários a quantidade de mentiras que muitos gaúchos contam, coisas absurdas como “Rio Grande do Sul sustenta o Brasil”, “São Paulo tem o maior índice de homícidos do país” e outros.
    Uma dica, se realmente ama sua terra admita que ela tem problemas e busque soluções, respeite quem é de outros lugares, ainda mais que sabemos que gaúchos estão espalhados pelo Brasil inteiro, até mesmo porque o Rio Grande do Sul não tem capacidade de sustentar seu próprio povo que se vê obrigado a migrar, vejo na maioria dos gaúchos muita infantilidade.

  44. http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/total-de-investimentos-no-rio-ate-2020-sera-4-vezes-superior-ao-pib-do-estado-em-2010-20150405.html? VENDO PAULISTAS E ATE GAUCHOS DIZENDO Q SUSTENTAM O BRASIL,SERA MESMO? VAO BRIGANDO AI Q O RJ VAI DE MANSINHO TOMANDO A DIANTEIRA.PARA OS PAULISTAS(JA Q O RS JA ESTA BEM DISTANTE NO RETROVISOR) UM AVISO:SE CUIDA,KKKK,APESAR DE SP JA TER UM PIB DE 1 TRILHAO,EM 2017 CHEGAREMOS TB A 1 TRILHAO TB OU SEJA,FALTAM SO 5 ANOS!!!MESMO Q SP CRESÇA O RJ JA VAI ESTAR NA COLA,CONTINUEM BRIGANDO AI,KKKKK

  45. outra coisa,minha esposa e gaucha e ate gosto do RS,mas esse tal orgulho gaucho,essa arrogancia nao se traduz em desenvolvimento economico.e isso q eu vejo.quando eu viajei para o RS vi muitas mazelas ai tb,infelizmente.eu brinquei aqui com vcs paulistas e gauchos mas devemos lembrar q somos todos brasileiros e nao podemos ser xenofobos,abraços a todos

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