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	<title>Comentários sobre: Arrogancia do gaucho.</title>
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	<description>Comunicação, espiritualidade, gente.</description>
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		<title>Por: Paulo</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2133</link>
		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 14:17:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao Sou-do-SUL, eu não tenho inveja ao RS e de seu povo, tenho admiração por muitas coisas e os fatos que contei e que denotam proximidade e conhecimento por muitas coisas do estado partem do fato de que tenho parentes no RS, e sou da região centro-oeste, em que muitos gaúchos vivem inclusive com seus CTGs, e conheço bem algumas particularidades. O orgulho de um estado, região, cidade ou até da própria família são coisas saudáveis, o problema, como eu disse, é quando isso parte para a arrogância, para acharem que o que tem são melhores do que os outros, parecido com o que os argentinos sempre dizem em que tudo por lá é &quot;mejor del mundo&quot;. Pode ser que muitas coisas sejam para fazer piada ou coisa parecida, mas para muitos isso é menosprezo, ignorância ou infantilidade, afinal de contas existem lugares muito mais desenvolvidos pelo país.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Sou-do-SUL, eu não tenho inveja ao RS e de seu povo, tenho admiração por muitas coisas e os fatos que contei e que denotam proximidade e conhecimento por muitas coisas do estado partem do fato de que tenho parentes no RS, e sou da região centro-oeste, em que muitos gaúchos vivem inclusive com seus CTGs, e conheço bem algumas particularidades. O orgulho de um estado, região, cidade ou até da própria família são coisas saudáveis, o problema, como eu disse, é quando isso parte para a arrogância, para acharem que o que tem são melhores do que os outros, parecido com o que os argentinos sempre dizem em que tudo por lá é &#8220;mejor del mundo&#8221;. Pode ser que muitas coisas sejam para fazer piada ou coisa parecida, mas para muitos isso é menosprezo, ignorância ou infantilidade, afinal de contas existem lugares muito mais desenvolvidos pelo país.</p>
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		<title>Por: Brasileiro-MG</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2104</link>
		<dc:creator><![CDATA[Brasileiro-MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 02:35:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://flaviosiqueira.wordpress.com/?p=1783#comment-2104</guid>
		<description><![CDATA[Kkkkkkkkkkkk

Caro colega Sou-do-Sul, essa foi a melhor, depois de sustentar o Brasil inteiro, ser os mais bonitos, os mais bla bla bla bla etc etc etc.......agora vocês estão adivinhando pensamentos e os sentimentos das pessoas kkkkkkkkk ri muito cara!!!

Pode ficar tranqüilo meu caro, eu não tenho inveja do RS eu adoro/amo Minas Gerais e minha cultura. As duas culturas são diferentes e tem suas qualidades, gosto do RS e admiro sim a dedicação desse povo e acho que os modelos de CTG poderiam ser seguidos ( e talvez copiados ) como modelo para todos estados brasileiros, mas inveja meu caro, isso não faz parte da minha vida. Inclusive não é só o RS que se destaca nesse sentido não, o estado de Pernambuco também é um exemplo vivo para todo o Brasil de como manter suas tradições.

Minha vida é de conquistas e o que eu quero eu faço, se eu quisesse ser gaucho eu seria, independente de nascer ou não na Argentina kkkkkk. Eu vejo que quase todas as culturas do mundo possuem uma abertura para as pessoas de fora, como por exemplo, a cultura judaica, se eu quiser me tornar um judeu eu vou a uma sinagoga, procuro um rabino, ele passa a faca e pronto ( pelo menos eu acho que precisa navalhada ). A partir daí vou ter que ler a Torá todos os dias, descansar no sábado e seguir as tradições judaicas.

Ocorre que aqui em MG quase todas nossas tradições estão ligadas a Igreja católica apostólica romana, como acontece em quase todas as partes do mundo da cultura estar totalmente ligada a religião local. Por esse motivo, não precisamos de CTG ( ou no nosso caso CTM ) pois as pessoas por aqui vivem a cultura no seu dia a dia por meio da sua fé indo a igreja, como na Bahia por exemplo com o candomblé e os centros.  Há também elementos importantes dessa cultura como a nossa culinária secular que também faz parte do nosso dia a dia, o gosto pelas artes e pela musica que também esta sempre presente em todos os momentos de nossas vidas e por fim as festas folclóricas que tradicionalmente ocorrem em épocas ( definidas ) como as folias de reis e as cavalhadas por exemplo, e é bom que seja assim pois não há como eu ir para o trabalho todos os dias vestido dessa forma:  http://www.youtube.com/watch?v=c8sA7a3UpXQ   como também não posso exigir que um executivo, um professor de educação física ou um medico do RS vá para o trabalho pilchado ou que todos os sul riograndeses  mudem para o campo. Como a cultura de vocês não esta relacionada com alguma religião ou a fé, o correto seria a pessoa ir freqüentemente ao CTG para que ele tenha contato e viva essa cultura mesmo que de maneira simbólica e que bom que muitos já fazem isso.

Por fim meu caro, espero que você entenda a diferença de como se vive essas duas culturas, acho que seria interessante ter esse tipo de “CTM” por aqui, mas se eu quisesse muito...mas muito messsmoooo.... pode ter certeza, fundaria o primeiro.

Quanto ao numero de CTG´s só achei engraçado a forma exagerada como o cara colocou, como se fosse um fenômeno mundial e apenas provei com contas rápidas que não é.

Aproveitando a oportunidade, digo ao Sr. S. Gomes, gostei muito da sua musica, mesmo preferindo os ritmos mais dançantes como a chula, e prometo, vou ler o livro que você indicou. 

Ate mais....]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Kkkkkkkkkkkk</p>
<p>Caro colega Sou-do-Sul, essa foi a melhor, depois de sustentar o Brasil inteiro, ser os mais bonitos, os mais bla bla bla bla etc etc etc&#8230;&#8230;.agora vocês estão adivinhando pensamentos e os sentimentos das pessoas kkkkkkkkk ri muito cara!!!</p>
<p>Pode ficar tranqüilo meu caro, eu não tenho inveja do RS eu adoro/amo Minas Gerais e minha cultura. As duas culturas são diferentes e tem suas qualidades, gosto do RS e admiro sim a dedicação desse povo e acho que os modelos de CTG poderiam ser seguidos ( e talvez copiados ) como modelo para todos estados brasileiros, mas inveja meu caro, isso não faz parte da minha vida. Inclusive não é só o RS que se destaca nesse sentido não, o estado de Pernambuco também é um exemplo vivo para todo o Brasil de como manter suas tradições.</p>
<p>Minha vida é de conquistas e o que eu quero eu faço, se eu quisesse ser gaucho eu seria, independente de nascer ou não na Argentina kkkkkk. Eu vejo que quase todas as culturas do mundo possuem uma abertura para as pessoas de fora, como por exemplo, a cultura judaica, se eu quiser me tornar um judeu eu vou a uma sinagoga, procuro um rabino, ele passa a faca e pronto ( pelo menos eu acho que precisa navalhada ). A partir daí vou ter que ler a Torá todos os dias, descansar no sábado e seguir as tradições judaicas.</p>
<p>Ocorre que aqui em MG quase todas nossas tradições estão ligadas a Igreja católica apostólica romana, como acontece em quase todas as partes do mundo da cultura estar totalmente ligada a religião local. Por esse motivo, não precisamos de CTG ( ou no nosso caso CTM ) pois as pessoas por aqui vivem a cultura no seu dia a dia por meio da sua fé indo a igreja, como na Bahia por exemplo com o candomblé e os centros.  Há também elementos importantes dessa cultura como a nossa culinária secular que também faz parte do nosso dia a dia, o gosto pelas artes e pela musica que também esta sempre presente em todos os momentos de nossas vidas e por fim as festas folclóricas que tradicionalmente ocorrem em épocas ( definidas ) como as folias de reis e as cavalhadas por exemplo, e é bom que seja assim pois não há como eu ir para o trabalho todos os dias vestido dessa forma:  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=c8sA7a3UpXQ" rel="nofollow">http://www.youtube.com/watch?v=c8sA7a3UpXQ</a>   como também não posso exigir que um executivo, um professor de educação física ou um medico do RS vá para o trabalho pilchado ou que todos os sul riograndeses  mudem para o campo. Como a cultura de vocês não esta relacionada com alguma religião ou a fé, o correto seria a pessoa ir freqüentemente ao CTG para que ele tenha contato e viva essa cultura mesmo que de maneira simbólica e que bom que muitos já fazem isso.</p>
<p>Por fim meu caro, espero que você entenda a diferença de como se vive essas duas culturas, acho que seria interessante ter esse tipo de “CTM” por aqui, mas se eu quisesse muito&#8230;mas muito messsmoooo&#8230;. pode ter certeza, fundaria o primeiro.</p>
<p>Quanto ao numero de CTG´s só achei engraçado a forma exagerada como o cara colocou, como se fosse um fenômeno mundial e apenas provei com contas rápidas que não é.</p>
<p>Aproveitando a oportunidade, digo ao Sr. S. Gomes, gostei muito da sua musica, mesmo preferindo os ritmos mais dançantes como a chula, e prometo, vou ler o livro que você indicou. </p>
<p>Ate mais&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Sou-do-SUL</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2102</link>
		<dc:creator><![CDATA[Sou-do-SUL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 21:02:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O orgulho que o povo sul riograndense sente do seu estado sempre incomodou a todos. É de conhecimento geral que por aqui todos sabem cantar o hino e até mesmo algumas músicas como: Canto Alegretense e Eu sou do Sul, cultivam as tradições e honram os seus antepassados que muito lutaram para defender o nosso país. Aí então a polêmica em destaque: &quot;... já foi podado e devidamente colocado dentro da legislação federativa, se tornando um estado brasileiro e não um país independente, nos moldes do Uruguai, que aliás é o lugar que eles mais admiram, sempre falam e visitam, talvez até mais do que SC – ao contrário do que se pensa, admiram muito mais o Uruguai que a Argentina, que se tornou independente do Brasil, e possui semelhança geográfica com o RS&quot;. O fato de dizerem que o RS quer ser independe é muito mais uma brincadeira do que uma afronta ao resto do Brasil, como vários que aqui comentaram acreditam. Me admira a forma com que se sentem ofendidos, se os gaúchos não tem o direito de gostar do que é daqui,  que nós produzimos, quem vai? Assim como os cariocas gostam do Samba, nós gostamos de frequentar o CTG, assar um churrasco, tomar um mate, escutar músicas típicas nossas, que remetem a história do nosso povo. É claro que não são todos que frequentam um CTG, mas lhes garanto deveríamos ser admirados por preservarmos nossas origens e não sermos tratados como motivo de chacota, como quando S. Gomes disse que há fora do país 3.000 CTG&#039;s. 
Somos um povo culto, que independente do local em que vive não deixa suas tradições pra trás, essa é a prova mais concreta. Além disso, temos hoje em dia diversos Centros de Tradições espalhados pelo país, onde gaúchos que saíram daqui fundaram.O fato de termos 6.800 Centros de Tradições Gaúchas não deveria ser algo bom? Ao Brasileiro-MG sinto em lhe dizer, é pura inveja todo e qualquer comentário seu a respeito do orgulho que temos em ser gaúchos, se 3.000 CTG&#039;s pelo mundo não são nada... Nos diga  antes 3.000 do que nenhum, no caso de seu estado. Outro ponto que por cá virou debate e que me intriga por demais, é o fato de dizerem que os Argentinos não gostam ou nos desdenham. Pelo contrário, tanto eles quanto os Uruguaios, frequentam nosso Litoral, tanto aqui quanto lá somos sempre muito bem recebidos! Grande parte das nossas tradições foram herdadas do Gaucho argentino e uruguaio, como também passos da dança Flamenca. Tradições estas cultuadas a anos e que nos fazem cada vez mais UM POVO QUE TEM ORGULHO DE SUAS ORIGENS.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O orgulho que o povo sul riograndense sente do seu estado sempre incomodou a todos. É de conhecimento geral que por aqui todos sabem cantar o hino e até mesmo algumas músicas como: Canto Alegretense e Eu sou do Sul, cultivam as tradições e honram os seus antepassados que muito lutaram para defender o nosso país. Aí então a polêmica em destaque: &#8220;&#8230; já foi podado e devidamente colocado dentro da legislação federativa, se tornando um estado brasileiro e não um país independente, nos moldes do Uruguai, que aliás é o lugar que eles mais admiram, sempre falam e visitam, talvez até mais do que SC – ao contrário do que se pensa, admiram muito mais o Uruguai que a Argentina, que se tornou independente do Brasil, e possui semelhança geográfica com o RS&#8221;. O fato de dizerem que o RS quer ser independe é muito mais uma brincadeira do que uma afronta ao resto do Brasil, como vários que aqui comentaram acreditam. Me admira a forma com que se sentem ofendidos, se os gaúchos não tem o direito de gostar do que é daqui,  que nós produzimos, quem vai? Assim como os cariocas gostam do Samba, nós gostamos de frequentar o CTG, assar um churrasco, tomar um mate, escutar músicas típicas nossas, que remetem a história do nosso povo. É claro que não são todos que frequentam um CTG, mas lhes garanto deveríamos ser admirados por preservarmos nossas origens e não sermos tratados como motivo de chacota, como quando S. Gomes disse que há fora do país 3.000 CTG&#8217;s.<br />
Somos um povo culto, que independente do local em que vive não deixa suas tradições pra trás, essa é a prova mais concreta. Além disso, temos hoje em dia diversos Centros de Tradições espalhados pelo país, onde gaúchos que saíram daqui fundaram.O fato de termos 6.800 Centros de Tradições Gaúchas não deveria ser algo bom? Ao Brasileiro-MG sinto em lhe dizer, é pura inveja todo e qualquer comentário seu a respeito do orgulho que temos em ser gaúchos, se 3.000 CTG&#8217;s pelo mundo não são nada&#8230; Nos diga  antes 3.000 do que nenhum, no caso de seu estado. Outro ponto que por cá virou debate e que me intriga por demais, é o fato de dizerem que os Argentinos não gostam ou nos desdenham. Pelo contrário, tanto eles quanto os Uruguaios, frequentam nosso Litoral, tanto aqui quanto lá somos sempre muito bem recebidos! Grande parte das nossas tradições foram herdadas do Gaucho argentino e uruguaio, como também passos da dança Flamenca. Tradições estas cultuadas a anos e que nos fazem cada vez mais UM POVO QUE TEM ORGULHO DE SUAS ORIGENS.</p>
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	<item>
		<title>Por: Paulo</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2091</link>
		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:42:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se fosse só orgulho do estado estaria tudo bem, o problema é quando partem para coisas do tipo: a melhor cerveja do mundo é a Polar que só vende aqui no RS - grande ilusão, a melhor qualidade de vida é daqui - outra ilusão, as mulheres mais bonitas, ou homens, são daqui - outra ilusão, e por aí vai... tb tem a mania de falar o povo &quot;lá de cima&quot;, como foi citado em outro comentário... falam numa conotação de &quot;lá de baixo&quot;... uma vez ouvi de uma gaúcha que o hino riograndense era mais bonito que o do Brasil... outra vez um gaúcho foi ler um jornal da minha cidade e disse que os jornais &quot;de vocês&quot; são chatos de ler pq não tem o formato de revista como o Zero Hora de Porto Alegre... 
São várias coisas bobinhas e infantis, na minha opinião, que mais se assemelham a um playboyzinho mimado que se acha superior aos outros, mas que para a nossa sorte, nesse caso, ele não pode fazer tudo o que quer, afinal de contas já foi podado e devidamente colocado dentro da legislação federativa, se tornando um estado brasileiro e não um país  independente, nos moldes do Uruguai, que aliás é o lugar que eles mais admiram, sempre falam e visitam, talvez até mais do que SC - ao contrário do que se pensa, admiram muito mais o Uruguai que a Argentina, que se tornou independente do Brasil, e possui semelhança geográfica com o RS... quem sabe seja alguma herança dos colonos alemães que chegaram em períodos anteriores a guerra, cujo nacionalismo, espírito combativo e senso de superioridade, deu no que deu... é um estado tão bonito e construído com tanta força pelos colonos, mas parte de seu povo possui uma auto-imagem tão fora da realidade. Todos os estados tem problemas graves, e como exemplo para o RS é a matéria da Veja do dia 02/10/2011. &quot;Rio Grande do Sul sofre as mazelas de um estado que não investe&quot;. A arrogância só acaba com a humildade de se reconhecer seus próprios defeitos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se fosse só orgulho do estado estaria tudo bem, o problema é quando partem para coisas do tipo: a melhor cerveja do mundo é a Polar que só vende aqui no RS &#8211; grande ilusão, a melhor qualidade de vida é daqui &#8211; outra ilusão, as mulheres mais bonitas, ou homens, são daqui &#8211; outra ilusão, e por aí vai&#8230; tb tem a mania de falar o povo &#8220;lá de cima&#8221;, como foi citado em outro comentário&#8230; falam numa conotação de &#8220;lá de baixo&#8221;&#8230; uma vez ouvi de uma gaúcha que o hino riograndense era mais bonito que o do Brasil&#8230; outra vez um gaúcho foi ler um jornal da minha cidade e disse que os jornais &#8220;de vocês&#8221; são chatos de ler pq não tem o formato de revista como o Zero Hora de Porto Alegre&#8230;<br />
São várias coisas bobinhas e infantis, na minha opinião, que mais se assemelham a um playboyzinho mimado que se acha superior aos outros, mas que para a nossa sorte, nesse caso, ele não pode fazer tudo o que quer, afinal de contas já foi podado e devidamente colocado dentro da legislação federativa, se tornando um estado brasileiro e não um país  independente, nos moldes do Uruguai, que aliás é o lugar que eles mais admiram, sempre falam e visitam, talvez até mais do que SC &#8211; ao contrário do que se pensa, admiram muito mais o Uruguai que a Argentina, que se tornou independente do Brasil, e possui semelhança geográfica com o RS&#8230; quem sabe seja alguma herança dos colonos alemães que chegaram em períodos anteriores a guerra, cujo nacionalismo, espírito combativo e senso de superioridade, deu no que deu&#8230; é um estado tão bonito e construído com tanta força pelos colonos, mas parte de seu povo possui uma auto-imagem tão fora da realidade. Todos os estados tem problemas graves, e como exemplo para o RS é a matéria da Veja do dia 02/10/2011. &#8220;Rio Grande do Sul sofre as mazelas de um estado que não investe&#8221;. A arrogância só acaba com a humildade de se reconhecer seus próprios defeitos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Lupo Grigiastro</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2041</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lupo Grigiastro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 15:59:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://flaviosiqueira.wordpress.com/?p=1783#comment-2041</guid>
		<description><![CDATA[Prezado S. Gomes. 

Abstendo-me, de antemão, de qualquer falsa - e medíocre - modéstia, informo-te que, ao contrário do que pensas, não baseio minhas afirmações em &quot;achismos&quot; e &quot;pseudo-intelectualidade&quot;. Sou, de fato, um pesquisador do tema - que é realmente complexo e fascinante - e ao longo dos anos tenho reunido - e lido - farta bibliografia sobre o &quot;Gaúcho&quot;. Para tanto, busquei arrimo não apenas em autores nacionais (até porque poucos escritores rio-grandenses escreveram com a devida imparcialidade sobre o assunto) como também nos mais diversos autores estrangeiros, sobretudo argentinos e uruguaios. 

Ademais, já que dizes que as tendências literárias não foram de preponderante importância no sentido de &quot;mitificar&quot; a figura do gaúcho, suscitando o aparecimento de ufanismos regionais exacerbados (como no caso do RS), sugiro-te a leitura das seguintes obras, para começo de conversa:

Facundo (Civilización y Barbárie) - Domingo F. Sarmiento
Santos Vega - Hilário Ascasubi
História da Literatura do Rio Grande do Sul - César Guilhermino 
Don Segundo Sombra - Ricardo Güiraldes
El Gaucho Florido - Carlos Reyles
Gaudérios e Beduínos - Manoelito de Ornellas 
Juan Moreira - Eduardo Gutiérrez
Revista da Academia de Lettras do R.G.S 1o. Anno (1910)

e sobretudo, o magnífico (e detonador de mitos)

El Gaucho - Brasil, Argentina y Uruguay; de Emílio A. Coni.


Feito isso, voltemos a conversar.


Hasta Pronto!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado S. Gomes. </p>
<p>Abstendo-me, de antemão, de qualquer falsa &#8211; e medíocre &#8211; modéstia, informo-te que, ao contrário do que pensas, não baseio minhas afirmações em &#8220;achismos&#8221; e &#8220;pseudo-intelectualidade&#8221;. Sou, de fato, um pesquisador do tema &#8211; que é realmente complexo e fascinante &#8211; e ao longo dos anos tenho reunido &#8211; e lido &#8211; farta bibliografia sobre o &#8220;Gaúcho&#8221;. Para tanto, busquei arrimo não apenas em autores nacionais (até porque poucos escritores rio-grandenses escreveram com a devida imparcialidade sobre o assunto) como também nos mais diversos autores estrangeiros, sobretudo argentinos e uruguaios. </p>
<p>Ademais, já que dizes que as tendências literárias não foram de preponderante importância no sentido de &#8220;mitificar&#8221; a figura do gaúcho, suscitando o aparecimento de ufanismos regionais exacerbados (como no caso do RS), sugiro-te a leitura das seguintes obras, para começo de conversa:</p>
<p>Facundo (Civilización y Barbárie) &#8211; Domingo F. Sarmiento<br />
Santos Vega &#8211; Hilário Ascasubi<br />
História da Literatura do Rio Grande do Sul &#8211; César Guilhermino<br />
Don Segundo Sombra &#8211; Ricardo Güiraldes<br />
El Gaucho Florido &#8211; Carlos Reyles<br />
Gaudérios e Beduínos &#8211; Manoelito de Ornellas<br />
Juan Moreira &#8211; Eduardo Gutiérrez<br />
Revista da Academia de Lettras do R.G.S 1o. Anno (1910)</p>
<p>e sobretudo, o magnífico (e detonador de mitos)</p>
<p>El Gaucho &#8211; Brasil, Argentina y Uruguay; de Emílio A. Coni.</p>
<p>Feito isso, voltemos a conversar.</p>
<p>Hasta Pronto!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: S. Gomes</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2037</link>
		<dc:creator><![CDATA[S. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 01:18:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://flaviosiqueira.wordpress.com/?p=1783#comment-2037</guid>
		<description><![CDATA[Sr. Lupo Grigiastro.

Concordo com algumas leituras históricas, principalmente sobre o gentílico gaúcho (por isso acredito que o correto seria chamar a pessoa nascida no RS de sul riograndense), apesar de o senhor ter sido parcial, preconceituoso e raso, para justificar o seu ponto de vista sobre o assunto. Primeiro não tens respeito e começa seu texto desmerecendo todos que postaram antes do senhor com a frase: &quot;Quanta imbecilidade, por Deus!&quot;, que além de desagradável, é também esquizofrenia, pois xinga seus semelhantes e ainda afirma que é por Deus, ou seja, és também um herege. 

De qualquer forma, esse seu pseudo intelectualismo, calcado em algumas leituras históricas parciais e deterministas não explica o fenômeno empírico que acontece aqui no Rio Grande do Sul. Que é facilmente observável no mundo da vida por qualquer pesquisador sério, ou seja, independente da minha posição pessoal, com os mesmos dados coletados e tendo o mesmo problema, através de um método científico, deveremos todos chegar ao mesmo resultado ou a resultado muito semelhante. Tampouco a literatura, apesar de alimentar o imaginário, não é responsável pelo fato social observado hoje. Seus argumentos, são muito fracos e não convencem nem a criança mais atenta. Queres usar de uma retórica básica e fácil para explicar algo que é muito mais complexo.

Além disso, quem é o senhor –  para com esses pobres comentários, fundamentados no &quot;achismo&quot;, desprovidos de dados concretos – para querer através do discurso impor sua opinião? Se ela é assim, tão contrária a das pessoas que postam aqui, guarde-as para o senhor ou pelo menos, o mínimo que podes fazer e considerar o contraponto e dialogar como cavalheiro. Pare de usar tantos adjetivos como &quot;insuportáveis&quot; e &quot;deplorável&quot;, que só demostra uma certa insatisfação e frustração sua em relação a algumas pessoas ou comportamentos observados anteriormente por você, mas que nada tem haver com nossa discussão. Não posso responder pelos outros, mas na minha percepção a abundância de adjetivos em um texto demostra a falta de conteúdo e argumentos consistentes de seu autor. 

Atenciosamente.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Lupo Grigiastro.</p>
<p>Concordo com algumas leituras históricas, principalmente sobre o gentílico gaúcho (por isso acredito que o correto seria chamar a pessoa nascida no RS de sul riograndense), apesar de o senhor ter sido parcial, preconceituoso e raso, para justificar o seu ponto de vista sobre o assunto. Primeiro não tens respeito e começa seu texto desmerecendo todos que postaram antes do senhor com a frase: &#8220;Quanta imbecilidade, por Deus!&#8221;, que além de desagradável, é também esquizofrenia, pois xinga seus semelhantes e ainda afirma que é por Deus, ou seja, és também um herege. </p>
<p>De qualquer forma, esse seu pseudo intelectualismo, calcado em algumas leituras históricas parciais e deterministas não explica o fenômeno empírico que acontece aqui no Rio Grande do Sul. Que é facilmente observável no mundo da vida por qualquer pesquisador sério, ou seja, independente da minha posição pessoal, com os mesmos dados coletados e tendo o mesmo problema, através de um método científico, deveremos todos chegar ao mesmo resultado ou a resultado muito semelhante. Tampouco a literatura, apesar de alimentar o imaginário, não é responsável pelo fato social observado hoje. Seus argumentos, são muito fracos e não convencem nem a criança mais atenta. Queres usar de uma retórica básica e fácil para explicar algo que é muito mais complexo.</p>
<p>Além disso, quem é o senhor –  para com esses pobres comentários, fundamentados no &#8220;achismo&#8221;, desprovidos de dados concretos – para querer através do discurso impor sua opinião? Se ela é assim, tão contrária a das pessoas que postam aqui, guarde-as para o senhor ou pelo menos, o mínimo que podes fazer e considerar o contraponto e dialogar como cavalheiro. Pare de usar tantos adjetivos como &#8220;insuportáveis&#8221; e &#8220;deplorável&#8221;, que só demostra uma certa insatisfação e frustração sua em relação a algumas pessoas ou comportamentos observados anteriormente por você, mas que nada tem haver com nossa discussão. Não posso responder pelos outros, mas na minha percepção a abundância de adjetivos em um texto demostra a falta de conteúdo e argumentos consistentes de seu autor. </p>
<p>Atenciosamente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lupo Grigiastro</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-2024</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lupo Grigiastro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:38:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://flaviosiqueira.wordpress.com/?p=1783#comment-2024</guid>
		<description><![CDATA[Quanta imbecilidade, por Deus! É triste ver tantos rio-grandenses deslumbrados por uma simbologia deliberadamente criada - e assaz artificial, portanto - para suscitar um sentimento de unidade, de representatividade entre o povo do referido Estado. E saber que até bem pouco tempo atrás, historicamente falando, chamar alguém de &quot;gaúcho&quot;, no próprio Rio Grande, era praticamente um xingamento! Sim, é verdade. Até os primórdios do século XX, o termo &quot;gaúcho&quot; era altamente pejorativo. Afinal, em suas origens, o termo em questão era empregado exclusivamente para fazer referência a ladrões de gado, vagabundos, foras-da-lei, celerados de toda sorte, enfim, que habitavam a campanha da região platina. 

A semântica da palavra começa a mudar, muito paulatinamente, no fim do século XIX. Nessa época surgem, na região do Prata, literaturas de cunho regionalista que passam a MITIFICAR a figura do gaúcho: é o caso do poema épico argentino &quot;El Gaucho Martín Fierro&quot;, de José Hernández.

Estas tendências literárias refletem uma preocupação das então jovens repúblicas platinas: era necessário diferenciar-se, buscar um meio de autoafirmação, encontrar enfim a &quot;identidade nacional&quot;. Para tanto, o tipo exótico e peculiar do gaúcho rio-platense servia perfeitamente. Assim, aos poucos - e inicialmente apenas no campo literário - o gaúcho foi se tornando a figura mítica, quase lendária que é hoje. Passou a personificar a bravura, a honra, a hombridade, a lealdade, enfim, todos os atributos dignos de um herói nacional. Este processo ocorreu também no Estado do Rio Grande do Sul, onde inclusive o termo (historicamente eivado de carga depreciativa) passou a ser utilizado como gentílico.

E o pior é saber que hoje, baseados em tamanha deturpação da verdade histórica, tantos e tantos rio-grandenses arrotam grandeza e cultivam orgulhosamente uma jactância e um bairrismo INSUPORTÁVEIS, crendo piamente serem OS MELHORES em absolutamente TUDO... Enfim... DEPLORÁVEL!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanta imbecilidade, por Deus! É triste ver tantos rio-grandenses deslumbrados por uma simbologia deliberadamente criada &#8211; e assaz artificial, portanto &#8211; para suscitar um sentimento de unidade, de representatividade entre o povo do referido Estado. E saber que até bem pouco tempo atrás, historicamente falando, chamar alguém de &#8220;gaúcho&#8221;, no próprio Rio Grande, era praticamente um xingamento! Sim, é verdade. Até os primórdios do século XX, o termo &#8220;gaúcho&#8221; era altamente pejorativo. Afinal, em suas origens, o termo em questão era empregado exclusivamente para fazer referência a ladrões de gado, vagabundos, foras-da-lei, celerados de toda sorte, enfim, que habitavam a campanha da região platina. </p>
<p>A semântica da palavra começa a mudar, muito paulatinamente, no fim do século XIX. Nessa época surgem, na região do Prata, literaturas de cunho regionalista que passam a MITIFICAR a figura do gaúcho: é o caso do poema épico argentino &#8220;El Gaucho Martín Fierro&#8221;, de José Hernández.</p>
<p>Estas tendências literárias refletem uma preocupação das então jovens repúblicas platinas: era necessário diferenciar-se, buscar um meio de autoafirmação, encontrar enfim a &#8220;identidade nacional&#8221;. Para tanto, o tipo exótico e peculiar do gaúcho rio-platense servia perfeitamente. Assim, aos poucos &#8211; e inicialmente apenas no campo literário &#8211; o gaúcho foi se tornando a figura mítica, quase lendária que é hoje. Passou a personificar a bravura, a honra, a hombridade, a lealdade, enfim, todos os atributos dignos de um herói nacional. Este processo ocorreu também no Estado do Rio Grande do Sul, onde inclusive o termo (historicamente eivado de carga depreciativa) passou a ser utilizado como gentílico.</p>
<p>E o pior é saber que hoje, baseados em tamanha deturpação da verdade histórica, tantos e tantos rio-grandenses arrotam grandeza e cultivam orgulhosamente uma jactância e um bairrismo INSUPORTÁVEIS, crendo piamente serem OS MELHORES em absolutamente TUDO&#8230; Enfim&#8230; DEPLORÁVEL!</p>
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	<item>
		<title>Por: Lucas</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-1935</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 23:04:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O RS é um estado como qualquer outro. Sou natural daqui e não acho o meu povo superior a ninguém, isso é uma grande frescura.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O RS é um estado como qualquer outro. Sou natural daqui e não acho o meu povo superior a ninguém, isso é uma grande frescura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: S. Gomes</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-1934</link>
		<dc:creator><![CDATA[S. Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 07:04:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://flaviosiqueira.wordpress.com/?p=1783#comment-1934</guid>
		<description><![CDATA[Prezado, brasileiro-MG.


Fico feliz com sua honestidade. Desta vez, foste muito mais claro em suas ideias. Alguns de teus argumentos muito contribuíram com minhas reflexões sobre o assunto em debate.  Gostaria de fazer algumas proposições e inferências que passo a relatar a seguir. 

O primeiro ponto que me parece crucial, também observado em outros debates que tenho participado, é que a forma pela qual os sul-riograndenses se expressam em relação ao amor pelo estado e as tradições, causa um má impressão nos demais brasileiros nascidos em outros estados, independentemente do autor do discurso ser, de fato, bairrista ou não. Isso poderá ser constatado empiricamente em sua fala: “Você disse que o RS não reconhece sua identidade na “cultura brasileira” pois ela não existe como unidade, e no RS, existe? Veja bem, até entendo aonde você quer chegar, porem da forma como é colocado da a entender que o RS alcançou a perfeição e o Brasil nunca chegará lá.” Veja que eu, em nenhum momento falo da perfeição de um e da imperfeição do outro, pois identidade não é sinônimo de perfeição. Aqui é mais um conceito de trabalho que pode ou não ter sua correspondência no mundo da vida, pois é isso que estou investigando. Você mesmo reconhece que em sua tradição de tomar café com seu pai, muito bonita por sinal, é diferente da minha em tomar chimarrão com meu avô. Pois bem, o que digo, e já há muita literatura na sociologia que confirma isso, é que não há como termos, eu e você, a mesma identidade, uma vez que nossos hábitos, tradições, valores, história, linguagem etc, são diferentes. Neste caso o RS tem, sim, uma identidade cultural autêntica, como MG e outras regiões também tem, sem sombra de dúvidas. O fato é que esse país imenso chamado Brasil é formado por inúmeras culturas regionais, impedindo que se tenha uma identidade nacional única, ou por acaso há um sujeito brasileiro transversal a todas essas culturas? Se o amalgama dessa identidade já tivesse sido formado, e já houve bastante tempo para isso, certamente as culturas regionais sumiriam ou seriam consideravelmente dispersas. Todavia não estou entrando no mérito se isso é bom ou ruim, apenas estou constatando que isso está posto na realidade observável. 

O ponto de maior tensão no que expus até aqui é o conflito e indignação que o gaúcho causa quando exalta a sua cultura, entendido como menosprezo pela demais. Pelo que percebi, até aqui, a maior problema é sobre “considerar as demais culturas inferiores”. Se essa é a crítica, devo dizer que, deste ponto de vista, tens toda razão. No entanto também quero advogar pela inocência poética gerada pelo amor a terra natal. Para tal empreendimento farei uma analogia com a mulher amada. Quando um homem quer agradar uma mulher ele fala: “Querida, você é a mais bela de todas as mulheres do mundo!” Mesmo sabendo que isso depende do ponto de vista e que certamente haverá outras mulheres tão bonitas quanto ela. Ou seja, está politicamente incorrecto, mas poeticamente certo. Trata-se de um paradoxo. Baitello Jr. (1997) nos conta da origem das palavras “agregar e segregar”, que aparentemente são opostas, contudo para “agregar” um cardume, um rebanho, um povo, é necessário que se faça obrigatoriamente o movimento de “segregar” o que fica de fora, não voluntariamente, mas porque a própria situação obriga. 

O segundo ponto diz respeito ao gentílico “gaúcho”. No meu entendimento, a pessoa que nasce no RS deveria ser chamada de sul riograndense apenas, para evitar mal entendidos. É notável que o uso indiscriminado desse termo gera polêmica e confusão. Não que eu ache que não há uma cultura forte e enraizada do gaúcho no Rio Grande do Sul, mas esse cuidado evitaria que o restante do Brasil imaginasse o povo daqui como aquele personagem tradicionalista idealizado. Não que ele não traga as marcas da gente dessa terra, muito pelo contrário, acho que ele é um tipo de aglutinador simbólico de muitas tradições, mas as pessoas de verdade são outras coisa. A identidade a qual me refiro não está simbolicamente representada nessa figura folclórica – e é isso que vocês confundem –  mas a figura folclórica está subsumida a essa identidade, que é muito mais forte e invisível. Eu por exemplo, não uso pilcha (roupa típica),  na verdade é raro ver hoje em dia alguém pilchado. Contudo tenho um vizinho idoso que só se veste assim (fica muito bem para ele), e no entanto compartilhamos da mesma identidade cultural. Aqui no RS a pilcha é considerada uma roupa solene, é respeitada pois lembra nossos ancestrais, mas longe do campo não é comum usá-la, pois é uma roupa de montaria. Portanto acho que há uma idealização também, por parte do resto do Brasil, sobre o que seja o gaúcho. 


Outro ponto que queria concordar veementemente contigo é em relação a má impressão que muitas pessoas deixam sobre os gaúchos na internet. Tenho observado que nos fóruns, redes sociais e comentários em sites e blogs, há um número impressionante de ignorantes, trogloditas e xenófobos. Todavia, devo alertar que esse é um fenômeno típico da internet. É o poder que a rede tem de reunir todo tipo de gente, desde o mais racional até o pior alucinado radical xiita. E o lastimável é que a maioria, na internet, realmente, é do segundo tipo. Devo te pedir calma e que evite o stress, pois te asseguro que no mundo da vida, esses maus elementos são bem menos expressivos e atuantes. Imagino que devam ser pessoas que, utilizam esse senso identitário legítimo de forma doente e depreciativa em relação aos demais brasileiros, o que não condiz de nenhuma forma com os valores dessa mesma identidade. Não estou aqui tentando provar que não há maus elementos em nosso estado, mas essa péssima impressão tenho que tentar remover. Garanto para você que aqui também tem pessoas hospitaleiras, gentis, amigas, racionais, amáveis, que amam o RS, mas respeitam as outras culturas e seres humanos, afinal está na bandeira, lembra? Como sugestão e convite deixo o link de uma música, muito tradicional e conhecida que traduz um pouco disso que estou tentando falar: http://www.youtube.com/watch?v=vCnVgRdvq58. Também há na literatura um clássico que é muito importante para entender o Rio Grande do Sul, trata-se de O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo. 


Mais uma vez eu quero afirmar, com veemência, que não sou portavoz da ideia de separatismo, mas sim, quero entender o fenômeno social que faz com que uma boa parte dos sul riograndenses se manifestem favoráveis a ela. Mas já que estou percebendo que o senhor faz questão de saber minha opinião pessoal sobre esse assunto vou explicitá-la: Na minha percepção, qualquer movimento separatista no contexto atual é pura especulação e não tem nenhuma possibilidade de concretização se não estiver aliado a algum processo social que o desencadeie, que via de regra, é uma situação de exploração ou opressão por um(a) estado/nação contra um povo ou região. Mesmo assim só seria realizável com apoio econômico, poder político e militar de alguns líderes que encabeçariam um revolução. Diante do exposto, não é preciso ser “tão inteligente” para saber que entre o Rio Grande do Sul e o Brasil não é essa a relação que se estabelece hoje. Entretanto, não tenho motivos para combater apriorísticamente as pessoas que querem debater essa ideia;  em prol de um sentimento patriótico brasileiro, que foi produzido com tão ou maior fragilidade. Particularmente, acho que há uma crise nos governos representativos e nas instituições, que está levando as pessoas a repensar os rumos da vida contemporânea, botando em xeque os valores adotados nos últimos dois séculos e buscando uma nova filosofia que ajuste os avanços materiais das ciências com uma vida sustentável, para não dizer humana. E neste contexto, mais uma fronteira ou menos uma fronteira, mostra-se incalculavelmente relevante, ou seja, não temos com medir se isso seria bom ou ruim. Mas falar sobre isso e debater, não é crime, não é?


Entendo que você tenha uma personalidade que não goste de indefinição, mas conviver com as diferenças é preciso, não adianta fugir.

Quanto aos argentinos, eu devo confessar que desconhecia essa postura deles em relação ao Rio Grande do Sul. É um fato curioso que vou investigar mais a fundo. 

Abraço Fraternal]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado, brasileiro-MG.</p>
<p>Fico feliz com sua honestidade. Desta vez, foste muito mais claro em suas ideias. Alguns de teus argumentos muito contribuíram com minhas reflexões sobre o assunto em debate.  Gostaria de fazer algumas proposições e inferências que passo a relatar a seguir. </p>
<p>O primeiro ponto que me parece crucial, também observado em outros debates que tenho participado, é que a forma pela qual os sul-riograndenses se expressam em relação ao amor pelo estado e as tradições, causa um má impressão nos demais brasileiros nascidos em outros estados, independentemente do autor do discurso ser, de fato, bairrista ou não. Isso poderá ser constatado empiricamente em sua fala: “Você disse que o RS não reconhece sua identidade na “cultura brasileira” pois ela não existe como unidade, e no RS, existe? Veja bem, até entendo aonde você quer chegar, porem da forma como é colocado da a entender que o RS alcançou a perfeição e o Brasil nunca chegará lá.” Veja que eu, em nenhum momento falo da perfeição de um e da imperfeição do outro, pois identidade não é sinônimo de perfeição. Aqui é mais um conceito de trabalho que pode ou não ter sua correspondência no mundo da vida, pois é isso que estou investigando. Você mesmo reconhece que em sua tradição de tomar café com seu pai, muito bonita por sinal, é diferente da minha em tomar chimarrão com meu avô. Pois bem, o que digo, e já há muita literatura na sociologia que confirma isso, é que não há como termos, eu e você, a mesma identidade, uma vez que nossos hábitos, tradições, valores, história, linguagem etc, são diferentes. Neste caso o RS tem, sim, uma identidade cultural autêntica, como MG e outras regiões também tem, sem sombra de dúvidas. O fato é que esse país imenso chamado Brasil é formado por inúmeras culturas regionais, impedindo que se tenha uma identidade nacional única, ou por acaso há um sujeito brasileiro transversal a todas essas culturas? Se o amalgama dessa identidade já tivesse sido formado, e já houve bastante tempo para isso, certamente as culturas regionais sumiriam ou seriam consideravelmente dispersas. Todavia não estou entrando no mérito se isso é bom ou ruim, apenas estou constatando que isso está posto na realidade observável. </p>
<p>O ponto de maior tensão no que expus até aqui é o conflito e indignação que o gaúcho causa quando exalta a sua cultura, entendido como menosprezo pela demais. Pelo que percebi, até aqui, a maior problema é sobre “considerar as demais culturas inferiores”. Se essa é a crítica, devo dizer que, deste ponto de vista, tens toda razão. No entanto também quero advogar pela inocência poética gerada pelo amor a terra natal. Para tal empreendimento farei uma analogia com a mulher amada. Quando um homem quer agradar uma mulher ele fala: “Querida, você é a mais bela de todas as mulheres do mundo!” Mesmo sabendo que isso depende do ponto de vista e que certamente haverá outras mulheres tão bonitas quanto ela. Ou seja, está politicamente incorrecto, mas poeticamente certo. Trata-se de um paradoxo. Baitello Jr. (1997) nos conta da origem das palavras “agregar e segregar”, que aparentemente são opostas, contudo para “agregar” um cardume, um rebanho, um povo, é necessário que se faça obrigatoriamente o movimento de “segregar” o que fica de fora, não voluntariamente, mas porque a própria situação obriga. </p>
<p>O segundo ponto diz respeito ao gentílico “gaúcho”. No meu entendimento, a pessoa que nasce no RS deveria ser chamada de sul riograndense apenas, para evitar mal entendidos. É notável que o uso indiscriminado desse termo gera polêmica e confusão. Não que eu ache que não há uma cultura forte e enraizada do gaúcho no Rio Grande do Sul, mas esse cuidado evitaria que o restante do Brasil imaginasse o povo daqui como aquele personagem tradicionalista idealizado. Não que ele não traga as marcas da gente dessa terra, muito pelo contrário, acho que ele é um tipo de aglutinador simbólico de muitas tradições, mas as pessoas de verdade são outras coisa. A identidade a qual me refiro não está simbolicamente representada nessa figura folclórica – e é isso que vocês confundem –  mas a figura folclórica está subsumida a essa identidade, que é muito mais forte e invisível. Eu por exemplo, não uso pilcha (roupa típica),  na verdade é raro ver hoje em dia alguém pilchado. Contudo tenho um vizinho idoso que só se veste assim (fica muito bem para ele), e no entanto compartilhamos da mesma identidade cultural. Aqui no RS a pilcha é considerada uma roupa solene, é respeitada pois lembra nossos ancestrais, mas longe do campo não é comum usá-la, pois é uma roupa de montaria. Portanto acho que há uma idealização também, por parte do resto do Brasil, sobre o que seja o gaúcho. </p>
<p>Outro ponto que queria concordar veementemente contigo é em relação a má impressão que muitas pessoas deixam sobre os gaúchos na internet. Tenho observado que nos fóruns, redes sociais e comentários em sites e blogs, há um número impressionante de ignorantes, trogloditas e xenófobos. Todavia, devo alertar que esse é um fenômeno típico da internet. É o poder que a rede tem de reunir todo tipo de gente, desde o mais racional até o pior alucinado radical xiita. E o lastimável é que a maioria, na internet, realmente, é do segundo tipo. Devo te pedir calma e que evite o stress, pois te asseguro que no mundo da vida, esses maus elementos são bem menos expressivos e atuantes. Imagino que devam ser pessoas que, utilizam esse senso identitário legítimo de forma doente e depreciativa em relação aos demais brasileiros, o que não condiz de nenhuma forma com os valores dessa mesma identidade. Não estou aqui tentando provar que não há maus elementos em nosso estado, mas essa péssima impressão tenho que tentar remover. Garanto para você que aqui também tem pessoas hospitaleiras, gentis, amigas, racionais, amáveis, que amam o RS, mas respeitam as outras culturas e seres humanos, afinal está na bandeira, lembra? Como sugestão e convite deixo o link de uma música, muito tradicional e conhecida que traduz um pouco disso que estou tentando falar: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vCnVgRdvq58" rel="nofollow">http://www.youtube.com/watch?v=vCnVgRdvq58</a>. Também há na literatura um clássico que é muito importante para entender o Rio Grande do Sul, trata-se de O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo. </p>
<p>Mais uma vez eu quero afirmar, com veemência, que não sou portavoz da ideia de separatismo, mas sim, quero entender o fenômeno social que faz com que uma boa parte dos sul riograndenses se manifestem favoráveis a ela. Mas já que estou percebendo que o senhor faz questão de saber minha opinião pessoal sobre esse assunto vou explicitá-la: Na minha percepção, qualquer movimento separatista no contexto atual é pura especulação e não tem nenhuma possibilidade de concretização se não estiver aliado a algum processo social que o desencadeie, que via de regra, é uma situação de exploração ou opressão por um(a) estado/nação contra um povo ou região. Mesmo assim só seria realizável com apoio econômico, poder político e militar de alguns líderes que encabeçariam um revolução. Diante do exposto, não é preciso ser “tão inteligente” para saber que entre o Rio Grande do Sul e o Brasil não é essa a relação que se estabelece hoje. Entretanto, não tenho motivos para combater apriorísticamente as pessoas que querem debater essa ideia;  em prol de um sentimento patriótico brasileiro, que foi produzido com tão ou maior fragilidade. Particularmente, acho que há uma crise nos governos representativos e nas instituições, que está levando as pessoas a repensar os rumos da vida contemporânea, botando em xeque os valores adotados nos últimos dois séculos e buscando uma nova filosofia que ajuste os avanços materiais das ciências com uma vida sustentável, para não dizer humana. E neste contexto, mais uma fronteira ou menos uma fronteira, mostra-se incalculavelmente relevante, ou seja, não temos com medir se isso seria bom ou ruim. Mas falar sobre isso e debater, não é crime, não é?</p>
<p>Entendo que você tenha uma personalidade que não goste de indefinição, mas conviver com as diferenças é preciso, não adianta fugir.</p>
<p>Quanto aos argentinos, eu devo confessar que desconhecia essa postura deles em relação ao Rio Grande do Sul. É um fato curioso que vou investigar mais a fundo. </p>
<p>Abraço Fraternal</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Brasileiro-MG</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/06/09/arrogancia-do-gaucho/#comment-1923</link>
		<dc:creator><![CDATA[Brasileiro-MG]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 22:50:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://flaviosiqueira.wordpress.com/?p=1783#comment-1923</guid>
		<description><![CDATA[Sr. S Gomes,

Antes de tudo queria tirar uma impressão errada que eu possa ter deixado, em momento algum eu falei do RS com raiva, longe de mim. Na verdade quando eu vejo alguém falando com raiva de algum lugar eu logo imagino que isso ocorre por motivos pessoais, talvez a pessoa tenha tido problema com alguém e julga todos os demais por isso. De forma alguma. Meus relacionamentos com pessoas do RS até hoje foram e são ótimos e não tenho nada contra o estado e a cultura gaúcha, pelo contrario, gosto mais do RS do que de alguns outros estados do Brasil. Com relação a ser agressivo ( porem não fui ofensivo, espero que isso esteja claro ) trata-se de uma estratégia para me impor no debate bem como o humor, o elogio e até mesmo o fato de ter zombado.  Logicamente quando eu entro em um debate eu vou tentar me destacar e para isso vou utilizar o método que achar conveniente, isso vale para um debate sobre futebol, religião e qualquer assunto.

 Bom desfeito qualquer má impressão principalmente a cerca da minha pessoa e do meu sentimento, vamos ao que interessa.

Sobre o que você disse a cerca da identidade nacional, eu vou ser franco, tentei não entrar na questão, pois é um assunto ao meu ver muito filosófico e que eu tenho pouquíssimo ( ou nada ) de conhecimento, inclusive o meu trabalho exige muito do meu tempo me impossibilitando de pesquisar mais sobre este assunto, porem acabei respondendo porque sou chato mesmo. De qualquer forma eu vejo que definir ao certo a identidade nacional de qualquer país do mundo é algo extremamente complexo, principalmente para os países do continente americano. Sendo assim eu deixo algumas perguntas para você e espero que você seja bem sincero. Considerando que o RS fosse uma nação independente e diante de tanta diversidade, vocês teriam hoje uma identidade nacional bem definida? “É o sentimento de amor pela terra que constitui a identidade nacional de um povo”, é só isso? Todos vocês do RS ( sociedade e governantes ) compartilham dos mesmos valores?  E por fim, será que isso não é utopia demais? Você disse que o RS não reconhece sua identidade na “cultura brasileira” pois ela não existe como unidade, e no RS, existe? Veja bem, até entendo aonde você quer chegar, porem da forma como é colocado da a entender que o RS alcançou a perfeição e o Brasil nunca chegará lá. 

Segundo ponto, quando eu disse que alguns gaúchos rotulam o Brasil como um país sem cultura talvez eu tenha errado em te incluir entre eles, mas eu não falei como se “soubesses o que os gaúchos pensam” o que eu disse é um FATO, muitos deles falam isso do Brasil, eu já cansei de ver isso em diversos debates pela internet a fora ( pessoalmente ninguém nunca me falou assim, creio que por uma questão de educação ), mas com certeza grande parte deles não entendem cultura de uma maneira ampla como você. Um caso parecido que eu poderia citar é a tradição, eu tenho um dicionário aqui em casa que apresenta como significado dessa palavra: “Costume transmitido de geração a geração”, sendo assim eu aprendi a tomar café com meu pai que aprendeu com o pai dele e por ai vai, isso não é uma tradição? Mas por ser algo tão comum a maior parte das pessoas ignoram isso e muitos gaúchos acabam errando mais uma vez jogando na cara do brasileiro que tradição é vestir uma calça igual a do Aladim e tomar um mate amargo. 

Em suma, da maneira como os gaúchos apresentam seus argumentos dá a entender que é só eles que possuem folclore, cultura e tradições e quando eu citei diversas manifestações culturais existentes do Brasil você postou logo em seguida que o Brasil “é uma miscelânea de cultura que tem dificuldade em estabelecer um foco como povo”, é esse tipo de abordagem que aborrece a muitos brasileiros e gera as reações emotivas que você mencionou, resumindo o sujeito com razão ou sem vai querer é revidar.

RS x Argentina – Outra coisa que talvez eu tenha me expressado de maneira errada foi dizer que a Argentina disputa a cultura com o RS. Quando eu utilizo a palavra “disputar” eu levo a entender que a rivalidade parte de ambos os lados quando na verdade essa disputa parte apenas do lado Argentino e o povo do RS parece não se importar muito com isso, tanto é que alguns gaúchos brasileiros até assumem tranquilamente que existe a  influencia da Argentina e de outros países na sua cultura, mesmo que defendendo o seu regionalismo e proibindo a entrada de alguns costumes, veja o paragrafo 9 desse texto: http://www.chasquedoconhaque.com.br/chasque/?p=260  .

Quando levantei essa questão da rivalidade posso de fato não ter todo o fundamento que você exige para aceitar minha tese. Porem meu caro, eu não levantaria de forma nenhuma essa questão se não tivesse ouvido isso pessoalmente da boca de Argentinos e de outras pessoas da América do sul. Nas viagens que fiz ( e faço ) ao conhecer um Argentino o assunto é inevitável e sempre surge uma piada ou outra por parte deles normalmente dizendo que gaúcho mesmo só na Argentina, no Brasil e Uruguai o que eu encontraria é uma mera extensão, utilizando exatamente essas palavras. Isso também quando não é abordado de forma truculenta ficando clara a antipatia de alguns por existir no Brasil pessoas que se dizem gaúchas. Claro que não estou generalizando e dizendo que isso é um sentimento nacional na Argentina, talvez uma minoria pense assim mas foi o que testemunhei. Portanto a minha opinião que foi formada por meio das coisas que vi e ouvi, não vai mudar facilmente, a não ser que no futuro alguém me apresente fatos concretos que venha me fazer rever o que observei e neste caso o que expressei também foi a minha “percepção da realidade” ( como você fez ) e que também esta ai para ser testado por você ou quem se julgar apto a faze-lo, e me desculpe, isso você não fez. Reconheço que da forma que abordei no meu post pareceu mais uma afirmação, porem no seu caso não foi diferente, se tivesse visto suas palavras apenas com uma “percepção”  eu sinceramente afirmo que não teria feito um novo post em resposta ao seu ou talvez teria sido mais brando até por que isso aqui pode virar uma eterna discussão e eu não pretendo utilizar todos os bytes do dono do blog hehehhe.

Tudo bem que o folclore é idealizado e também não vejo como algo errado ou feio implantar em uma determinada região o folclore de outra, se o povo do RS quiser começar a pular um maracatu e dançar um samba, por exemplo, maravilha isso não tem nada de mais. O feio é  achar que é melhor do que os outros por isso, esse é o GRANDE erro,  é lamentável que tenha gaúchos que pensam dessa forma e muitas das vezes os que falam isso não entendem quase nada da própria cultura, percebo que não é o seu caso. ( OBS: o que eu disse acima não é achologia, muitos falam isso, eu já vi gaúchos falando isso em debates como esse - procure na internet e verá ).

Outra impressão errada que passei foi a de ter preconceito contra aquela pessoa ( emo criado com avó etc. ).  Na verdade eu nem posso ter preconceito com esse tipo de pessoa, pois nasci e cresci em uma grande cidade, passei minha adolescência ao som do Rock e andando de skate, mas claro sempre ligado às questões do interior, meus avós maternos são da região da Serra da Canastra, meu avô era Catireiro eu cresci ouvindo musica sertaneja e as historias da  roça. Hoje pra ser mais autentico fiz o oposto de muita gente, sai da capital e fui morar no interior. O que quis dizer no meu post é que essa figura que mencionei é totalmente o oposto da figura do gaúcho que conhecemos. Sim, talvez eu esteja  sendo radical e reconheço, devo mudar minha linha de pensamento pois acabo limitando o acesso ao folclore e as tradições regionais a um pequeno grupo de pessoas. De qualquer forma o mínimo que uma pessoa deveria fazer pra se declarar gaúcho é frequentar um CTG pois o fato de nascer no RS não faz de ninguém um gaúcho da mesma forma que uma pessoa nascida no interior de SP ou no Triangulo-MG não será necessariamente um caipira, pra min, sem que se viva a cultura é impossível.

Separatismo – Meu caro, talvez você ainda não tenha entendido meu ponto de vista acerca do separatismo, eu não tenho nada contra o RS se separar, eu não preciso de argumentos pois isso não representa nada pra mim. O que tenho é intolerância a pessoas que querem algo e não tomam nenhuma atitude a respeito, talvez eu deva exemplificar, imagina uma pessoa que diz querer parar de beber e fumar e não toma nenhuma atitude para que isso se torne realidade, isso me estressa, portanto quando eu entro em um blog ou site da internet e vejo um monte de sul riograndense falando em independência e nenhuma ação, isso me cansa. O que precisa para que isso aconteça? Uma guerra? Então faça! Só isso. Comigo o lema é o seguinte, vai ou racha, ata ou desata.  Faça acontecer, e se não for possível ou viável desista de uma vez por todas, mas sem falatório, pois isso é muito chato. Mas pode ficar tranquilo, se eu fosse colocar isso em ordem de importância na minha vida ficaria mais ou menos assim: em 1º lugar – família, 2º dinheiro, 3º mulheres ......1552º a mídia do RJ e SP.....52655226º os episódios do extinto Teletubbies, a separação do RS estaria depois deste.

Por fim, quando disse sobre a lavagem cerebral que é feito nas crianças, vamos ser sincero, pode não ser feito diretamente, mas indiretamente é sim. Qualquer criança que cresce ouvindo os comentários que foram escritos antes dos nossos neste blog será fortemente influenciada por eles.

Abraço e sucesso pra você.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. S Gomes,</p>
<p>Antes de tudo queria tirar uma impressão errada que eu possa ter deixado, em momento algum eu falei do RS com raiva, longe de mim. Na verdade quando eu vejo alguém falando com raiva de algum lugar eu logo imagino que isso ocorre por motivos pessoais, talvez a pessoa tenha tido problema com alguém e julga todos os demais por isso. De forma alguma. Meus relacionamentos com pessoas do RS até hoje foram e são ótimos e não tenho nada contra o estado e a cultura gaúcha, pelo contrario, gosto mais do RS do que de alguns outros estados do Brasil. Com relação a ser agressivo ( porem não fui ofensivo, espero que isso esteja claro ) trata-se de uma estratégia para me impor no debate bem como o humor, o elogio e até mesmo o fato de ter zombado.  Logicamente quando eu entro em um debate eu vou tentar me destacar e para isso vou utilizar o método que achar conveniente, isso vale para um debate sobre futebol, religião e qualquer assunto.</p>
<p> Bom desfeito qualquer má impressão principalmente a cerca da minha pessoa e do meu sentimento, vamos ao que interessa.</p>
<p>Sobre o que você disse a cerca da identidade nacional, eu vou ser franco, tentei não entrar na questão, pois é um assunto ao meu ver muito filosófico e que eu tenho pouquíssimo ( ou nada ) de conhecimento, inclusive o meu trabalho exige muito do meu tempo me impossibilitando de pesquisar mais sobre este assunto, porem acabei respondendo porque sou chato mesmo. De qualquer forma eu vejo que definir ao certo a identidade nacional de qualquer país do mundo é algo extremamente complexo, principalmente para os países do continente americano. Sendo assim eu deixo algumas perguntas para você e espero que você seja bem sincero. Considerando que o RS fosse uma nação independente e diante de tanta diversidade, vocês teriam hoje uma identidade nacional bem definida? “É o sentimento de amor pela terra que constitui a identidade nacional de um povo”, é só isso? Todos vocês do RS ( sociedade e governantes ) compartilham dos mesmos valores?  E por fim, será que isso não é utopia demais? Você disse que o RS não reconhece sua identidade na “cultura brasileira” pois ela não existe como unidade, e no RS, existe? Veja bem, até entendo aonde você quer chegar, porem da forma como é colocado da a entender que o RS alcançou a perfeição e o Brasil nunca chegará lá. </p>
<p>Segundo ponto, quando eu disse que alguns gaúchos rotulam o Brasil como um país sem cultura talvez eu tenha errado em te incluir entre eles, mas eu não falei como se “soubesses o que os gaúchos pensam” o que eu disse é um FATO, muitos deles falam isso do Brasil, eu já cansei de ver isso em diversos debates pela internet a fora ( pessoalmente ninguém nunca me falou assim, creio que por uma questão de educação ), mas com certeza grande parte deles não entendem cultura de uma maneira ampla como você. Um caso parecido que eu poderia citar é a tradição, eu tenho um dicionário aqui em casa que apresenta como significado dessa palavra: “Costume transmitido de geração a geração”, sendo assim eu aprendi a tomar café com meu pai que aprendeu com o pai dele e por ai vai, isso não é uma tradição? Mas por ser algo tão comum a maior parte das pessoas ignoram isso e muitos gaúchos acabam errando mais uma vez jogando na cara do brasileiro que tradição é vestir uma calça igual a do Aladim e tomar um mate amargo. </p>
<p>Em suma, da maneira como os gaúchos apresentam seus argumentos dá a entender que é só eles que possuem folclore, cultura e tradições e quando eu citei diversas manifestações culturais existentes do Brasil você postou logo em seguida que o Brasil “é uma miscelânea de cultura que tem dificuldade em estabelecer um foco como povo”, é esse tipo de abordagem que aborrece a muitos brasileiros e gera as reações emotivas que você mencionou, resumindo o sujeito com razão ou sem vai querer é revidar.</p>
<p>RS x Argentina – Outra coisa que talvez eu tenha me expressado de maneira errada foi dizer que a Argentina disputa a cultura com o RS. Quando eu utilizo a palavra “disputar” eu levo a entender que a rivalidade parte de ambos os lados quando na verdade essa disputa parte apenas do lado Argentino e o povo do RS parece não se importar muito com isso, tanto é que alguns gaúchos brasileiros até assumem tranquilamente que existe a  influencia da Argentina e de outros países na sua cultura, mesmo que defendendo o seu regionalismo e proibindo a entrada de alguns costumes, veja o paragrafo 9 desse texto: <a href="http://www.chasquedoconhaque.com.br/chasque/?p=260" rel="nofollow">http://www.chasquedoconhaque.com.br/chasque/?p=260</a>  .</p>
<p>Quando levantei essa questão da rivalidade posso de fato não ter todo o fundamento que você exige para aceitar minha tese. Porem meu caro, eu não levantaria de forma nenhuma essa questão se não tivesse ouvido isso pessoalmente da boca de Argentinos e de outras pessoas da América do sul. Nas viagens que fiz ( e faço ) ao conhecer um Argentino o assunto é inevitável e sempre surge uma piada ou outra por parte deles normalmente dizendo que gaúcho mesmo só na Argentina, no Brasil e Uruguai o que eu encontraria é uma mera extensão, utilizando exatamente essas palavras. Isso também quando não é abordado de forma truculenta ficando clara a antipatia de alguns por existir no Brasil pessoas que se dizem gaúchas. Claro que não estou generalizando e dizendo que isso é um sentimento nacional na Argentina, talvez uma minoria pense assim mas foi o que testemunhei. Portanto a minha opinião que foi formada por meio das coisas que vi e ouvi, não vai mudar facilmente, a não ser que no futuro alguém me apresente fatos concretos que venha me fazer rever o que observei e neste caso o que expressei também foi a minha “percepção da realidade” ( como você fez ) e que também esta ai para ser testado por você ou quem se julgar apto a faze-lo, e me desculpe, isso você não fez. Reconheço que da forma que abordei no meu post pareceu mais uma afirmação, porem no seu caso não foi diferente, se tivesse visto suas palavras apenas com uma “percepção”  eu sinceramente afirmo que não teria feito um novo post em resposta ao seu ou talvez teria sido mais brando até por que isso aqui pode virar uma eterna discussão e eu não pretendo utilizar todos os bytes do dono do blog hehehhe.</p>
<p>Tudo bem que o folclore é idealizado e também não vejo como algo errado ou feio implantar em uma determinada região o folclore de outra, se o povo do RS quiser começar a pular um maracatu e dançar um samba, por exemplo, maravilha isso não tem nada de mais. O feio é  achar que é melhor do que os outros por isso, esse é o GRANDE erro,  é lamentável que tenha gaúchos que pensam dessa forma e muitas das vezes os que falam isso não entendem quase nada da própria cultura, percebo que não é o seu caso. ( OBS: o que eu disse acima não é achologia, muitos falam isso, eu já vi gaúchos falando isso em debates como esse &#8211; procure na internet e verá ).</p>
<p>Outra impressão errada que passei foi a de ter preconceito contra aquela pessoa ( emo criado com avó etc. ).  Na verdade eu nem posso ter preconceito com esse tipo de pessoa, pois nasci e cresci em uma grande cidade, passei minha adolescência ao som do Rock e andando de skate, mas claro sempre ligado às questões do interior, meus avós maternos são da região da Serra da Canastra, meu avô era Catireiro eu cresci ouvindo musica sertaneja e as historias da  roça. Hoje pra ser mais autentico fiz o oposto de muita gente, sai da capital e fui morar no interior. O que quis dizer no meu post é que essa figura que mencionei é totalmente o oposto da figura do gaúcho que conhecemos. Sim, talvez eu esteja  sendo radical e reconheço, devo mudar minha linha de pensamento pois acabo limitando o acesso ao folclore e as tradições regionais a um pequeno grupo de pessoas. De qualquer forma o mínimo que uma pessoa deveria fazer pra se declarar gaúcho é frequentar um CTG pois o fato de nascer no RS não faz de ninguém um gaúcho da mesma forma que uma pessoa nascida no interior de SP ou no Triangulo-MG não será necessariamente um caipira, pra min, sem que se viva a cultura é impossível.</p>
<p>Separatismo – Meu caro, talvez você ainda não tenha entendido meu ponto de vista acerca do separatismo, eu não tenho nada contra o RS se separar, eu não preciso de argumentos pois isso não representa nada pra mim. O que tenho é intolerância a pessoas que querem algo e não tomam nenhuma atitude a respeito, talvez eu deva exemplificar, imagina uma pessoa que diz querer parar de beber e fumar e não toma nenhuma atitude para que isso se torne realidade, isso me estressa, portanto quando eu entro em um blog ou site da internet e vejo um monte de sul riograndense falando em independência e nenhuma ação, isso me cansa. O que precisa para que isso aconteça? Uma guerra? Então faça! Só isso. Comigo o lema é o seguinte, vai ou racha, ata ou desata.  Faça acontecer, e se não for possível ou viável desista de uma vez por todas, mas sem falatório, pois isso é muito chato. Mas pode ficar tranquilo, se eu fosse colocar isso em ordem de importância na minha vida ficaria mais ou menos assim: em 1º lugar – família, 2º dinheiro, 3º mulheres &#8230;&#8230;1552º a mídia do RJ e SP&#8230;..52655226º os episódios do extinto Teletubbies, a separação do RS estaria depois deste.</p>
<p>Por fim, quando disse sobre a lavagem cerebral que é feito nas crianças, vamos ser sincero, pode não ser feito diretamente, mas indiretamente é sim. Qualquer criança que cresce ouvindo os comentários que foram escritos antes dos nossos neste blog será fortemente influenciada por eles.</p>
<p>Abraço e sucesso pra você.</p>
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