Existem inumeros jornalistas (com formação) sem a menor condição de estar onde estão. Assim como também existem os que não se formaram e ainda assim fazem um excelente trabalho. 
Portanto, diante da extinção da necessidade do diploma para o exercício do jornalismo, esse argumento não é válido. A alegação do STF é que, mantendo a obrigatoriedade do diploma, de alguma maneira estariam tolhendo o direito opinativo do cidadão que não possui formação academica.
Sob o ponto de vista social, faz todo o sentido. Então onde está o ponto de desagrado da classe ? Bom, fica claro que a “classe” quer defender a “classe” e só.
Não faz sentido argumentar que, sem o diploma, não há condições de lidar com a notícia. Ora, não é isso que todos fazem todos os dias? No bar, ponto de taxi, restaurantes, bancos, escritórios…somos seres opinativos e lidamos com a informação na hora de nossas principais escolhas.
Esse tipo de argumento me soa semelhante ao que anda dizendo o próprio presidente do supremo em relação a não ouvir a sociedade em suas decisões. Aliás, comentários desse tipo tem sido cada vez mais frequentes , desde o “estou me lixando para a opinião pública”, dando impressão de que só vale o que a “elevadissima casta” tem a dizer.
Me parece que a defesa implacável da necessidade do diploma para o exercicio do jornalismo passa por aí.
“Isso fará mal ao mercado”- dizem alguns. Só se o mercado quiser, já que a ele é dado o direito de escolher quem irá contratar.
Diploma é bom, agrega, ajuda, traz conhecimento sim, mas não garante nada, muito menos talento. A faculdade continuará sendo o que sempre foi: útil, porém não determinante para o resultado final de um bom trabalho.
Ainda que seja útil para a formação da base do jornalista, acredito que essa base pode ser constítuida a partir de outros caminhos, a começar por outros tipos de graduação.
Por que o economista não pode falar sobre encomia, o advogado sobre direito e o ex jogador de futebol sobre a partida, sem um diploma de jornalista ? Isso não lhe soa estranho ?
A prática demonstra isso todos os dias em que constatamos que os bons e maus profissionais não se medem necessariamente pelo curso que optaram, mas sim por sua cultura, determinação e conhecimento.
No mais, choram os donos de universidades que cobram o “Olho da cara” e os que se sentem “lesados” por terem feito um curso que hoje na prática não faz diferença.
Profissionais capacitados ou não sempre irão existir e isso não tem a ver com a faculdade que fizeram.
Como sempre, com faculdade ou não, no fim das contas os melhores se destacarão.
