
Repare nos outdoors. Gente feliz, sorrindo com olhares convidativos e mensagens cativantes.
Cativantes também são os títulos de best sellers que prometem ensinar “não sei quantos passos” para a felicidade, o reconhecimento, a vida “plena”.
Alias, plenitude é a propósta : dos programas de TV, pregadores religiosos, políticos e anuncios publicitários.
Você já parou para pensar na quantidade de mensagens – ostensivas e subliminares- que somos expostos desde a hora que acordamos até o momento de dormir ?
De um jeito ou de outro nós gostamos disso, e, ainda que seja sem perceber, construimos nossos castelos sobre tais promessas.
Aí chega o dia mal. Quando o imponderado surpreende, nos abala e força os questionamentos.
Por que o avião caiu ? Por que o mundo está sendo destruido ? Por que crianças são abandonadas ? Por que aconteceu comigo ?
Diante das contínuas mensagens de ‘você pode”, “você merece”, “o mundo é seu”, o choque da catástrofe parece nos dizer que há algo contraditório em nossa percepção de vida.
O problema, é que gostamos de ver as coisas sob a ótica do juízo e do merecimento. Diariamente tomamos pílulas de positivismo para que, junto, venha o compre, faça, vote, doe, venha.
É uma permuta:
De um lado você compra, de outro eu faço você acreditar que, comprando, será feliz. Até que meu novo produto seja lançado.
Não há nada de errado em comprar ou vender, a não ser que nessa transação a moeda seja da busca ou da promessa daquilo que o dinheiro não compra.
“Mas eu comprei e agora mereço” é a sensação que ficamos diante do que nos dizem.
Só que a vida não é assim e, diante da realidade, tendemos a nos sentir lesados como consumidores e, muitas vezes, recorremos ao Procon existencial sob forma de estupefamento ou crises de depressão.
Nem tudo o que lhe parece bom é para o bem, assim como nem tudo o que tem cara de mal, mata.
O dia em que você aprender a ver a vida sem as lentes do juízo, entenderá que acontecimentos são apenas mídias. Que a morte, é apenas o fim de um ciclo entre os que vivem, que a doença é uma condição física ( as vezes da alma também) e que um dia as coisas terminam.
Quem dá significado aos acontecimentos é você, isso conforme o que lhe habita o coração.
Por isso aquele que constói seu castelo sobre propóstas de felicidade a qualquer custo ( literalmente), viverão em eterno conflito entre o que gostaria diante do que é.
Esses vivem sentindo-se injustiçados.
A vida não premia ou castiga. A vida ensina e a lição é absolutamente individual.
Então, caminhe em busca de percepção. Olhe e veja, escute e ouça, pense e entenda.
É assim que são as coisas, e será cada vez mais.
Pense nisso.
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é bem reflexivo, hj em dia a midia ostenta a felicidade atraves da satisfação pessoal, minha maior decepção foi ver isso inserido no cristianismo…..Foram momentos de angustias mas encontrei descanso em pessoas que lutam ainda hj valorizando principios autenticos(são poucos)mas têm, vc é um deles X)….