Arquivo para agosto, 2011

agosto 30, 2011

Programa Encontros 2

Conhecimento é poder ! Esse é o tema do segundo programa Encontros, veiculado pela Vem&VeTV

Parte 1

Parte 2

agosto 29, 2011

Encontros

Esse é meu novo programa. Chama-se “Encontros” e  é veiculado em toda a grade da VVTV. Os inéditos sempre as terças feiras 19hs.

agosto 25, 2011

Controle x Confiança ( O Éden)

Trecho do livro O ÉDEN - Ed Cia dos Livros

 

“– Espere! Interrompe Ed novamente. – Primeiro você me diz que nada está sob nosso controle e que não devemos confiar em nossos planos. Agora me fala que é assim para que aprendamos a confiar. Não lhe parece contraditório?

– Se olhar na superfície pode pensar que é. Mas vamos aprofundar só mais um pouco e você mesmo concluirá – Ele faz uma breve pausa e depois prossegue didaticamente: – Geralmente a sensação de segurança está ligada ao sentimento de que estão mantendo o controle sobre algo ou alguém. Vocês acham que, enquanto sentem, conhecem, calculam, medem, tocam, vêem, cuidam, ordenam, planejam e prevêem, tudo dará certo. Quando a fagulha do imponderável entra nessa história, o mundo vira de cabeça para o ar e a primeira coisa que fazem é se desesperar como se o chão tivesse sido retirado.

Ele pega uma fruta em uma das árvores, mas não morde. – Você tinha me perguntado sobre a morte. Vou lhe responder: A morte é a grande lembrança de que, apesar dos planos, descobertas e acumulo de conhecimento, chega a hora em que nada vale e você estará entregue ao desconhecido- Ele morde a fruta e mastiga lentamente. – Por isso que vocês tentam evitá-la a partir da negação, acreditando que, quanto mais poder constituir sobre a vida, mais poderes sobre a morte terão.

Sentem assim porque seu chão está pavimentado sobre a lógica do controle. Quando percebem que perderam o controle, perdem o chão.

– Tudo muito bonito, mas ninguém consegue sobreviver ao sabor do vento, como se a vida tivesse vontade própria e tudo o que pudéssemos fazer fosse abrir mão da possibilidade de controlá-la e simplesmente aceitar – Ed ainda demonstra alguma irritação.

– Isso só lhe parece assim porque ainda confunde conhecimento com controle e controle com poder. Mas a equação é exatamente o contrário. Primeiro você confia, e essa confiança frutificará em conhecimento e segurança.

Lembre-se do que eu disse: a confiança só pode ser experimentada como fruto do amor.”

agosto 17, 2011

O valor de cada coisa ( O ÉDEN)

Trecho do livro -O ÉDEN- Ed cia dos livros

 

“Ed permanece quieto, ainda tentando entender.

– Preste atenção. Os acontecimentos são desprovidos de moral ou mesmo sentido. Eles simplesmente acontecem. O que dá a eles valor é a maneira como repercutem em vocês.

Ed arrisca um comentário. – Por isso que para cada pessoa a reação diante de um acontecimento é completamente diferente da outra.

– Exatamente. Para você a morte pode significar uma terrível tragédia, para outro um recomeço ou o inevitável fim. Isso vale para todas as coisas. Do trabalho aos relacionamentos, dos prazeres mais simples as ambições mais pretensiosas, dos conflitos coletivos aos pessoais, nada tem significado se antes não fizer sentido para você.

– Tudo bem, essa parte eu entendi, mas o que isso quer dizer?

– Que seu mundo só existe dentro de você e tudo o que você vê fora, não passa de símbolos que remetem a verdade que se estabeleceu no seu coração.

– Então tudo é uma ilusão?

– Pelo contrário. Tudo se torna real a partir do momento em que você estabelece que seja. Entenda Ed, é importante que você saiba do que as coisas são feitas.

Se começar a olhar para os acontecimentos como meios que revelam o que existe em seu coração, compreenderá exatamente o valor de cada coisa.”

agosto 17, 2011

Alguem que um dia chamarei de filho – (O ÉDEN)

Trecho do livro O ÉDEN

“Primeiro a notícia: alguém está para chegar.

Ninguém sabe explicar exatamente quando a história começa, mas a expectativa cheia de alegria é praticamente inevitável a ponto de superar todos os medos de que não dê certo.

Não se conhece o sexo, as características, nada. Não há nenhuma informação a não ser a de que alguém virá e provavelmente mudará a sua vida para sempre.

Depois, quem não era nada além de uma perspectiva, já pode influenciar fisicamente o mundo, começando pelo corpo da mulher.

Antes alguns sintomas emocionais, depois físicos, a barriga cresce, o corpo incha, a disposição muda… Tem alguém lá dentro.

Um chute! Todos correm para ver a barriga se mexer, quase como a comprovação final de que ali existe um ser humano em formação.

Naquela fase as noites são longas, os cuidados extremos e a preocupação em fazer tudo certo viram rotina.

Os ultra-sons trazem aos olhos a informação que já ganhava corpo na mente.

Embaçadas, sem cor, quase sem formas, mas como evitar a emoção diante das primeiras imagens de alguém que um dia chamarei de filho.”

agosto 16, 2011

Ed e Beth ( O Éden)

“O velho e desgastado papel de parede com flores vermelhas desbotadas, o carpete cinza e macio, o cheiro peculiar, o som, as pessoas, as conversas, compunham o cenário onde a mágica acontecia.
Além de Bach e da chuva lá fora, sons que se misturavam e complementavam, em nenhum ouvido entrava mais nada.
Enquanto os ouvidos estavam cativos, os olhos relutavam pela liberdade de percorrer os caminhos que quisessem. Os de Ed se detiveram na imagem da menina sentada naquele sofá antigo e desbotado, compenetrada e linda… muito linda.
Não foi tão fácil levantar-se e sentar ao lado dela.
Inventar um assunto, puxar conversa, olhar nos olhos, perder a fala e ganhar o mundo. Ficar sem graça, sem sono, sem coragem. Sorrir por tudo, chorar por nada. Os sons, a textura, o toque e a sensação de que, no mundo, só os dois existiam.
Não houve planos para casamento porque se casaram no primeiro dia, ainda naquele sofá.
Papéis, assinaturas, votos, igrejas e festas aconteceram como formalidades complementares ao que de fato precedeu os rituais e se instalou como realidade desde o momento em que a viu.
Alguns se casam sem se casarem.
Para eles não restava alternativa: casaram-se olhos, sonhos, mentes, esperanças, defeitos e sentidos.
E depois todos os outros dias foram bons.
A vida foi feliz até que tudo mudou.”
agosto 15, 2011

Texto de introdução do livro O ÉDEN

“Aquele dia, que parecia mais um entre tantos outros, tinha algo diferente no ar. Ondas de felicidade e a sensação de que no fim tudo pode dar certo. Talvez houvesse uma explicação para o fato de ter acordado tão feliz naquela manhã, mas não estava preocupado com isso. Ele dá um suspiro e novamente repara em sua imagem no vidro. Caminha entre a escrivaninha, os livros, o abajur até chegar a janela e abri-la. Sente uma rajada de vento e sorri permitindo que o ar invada o apartamento e movimente os papéis sobre a mesa.

O ar estava agitado e, apesar da bagunça la fora, a vida parecia estar em ordem, com tudo em seu devido lugar.

O velho Michel se detém mais alguns minutos na imagem daquele dia claro, nos raios de sol que penetravam as folhas das árvores, nas pessoas que caminhavam nas calçadas, falantes, felizes. O vento movimenta seus poucos cabelos brancos e lhe brinda com uma intensa sensação de liberdade.

Ele sorri com satisfação, apoia os braços no parapeito e continua a observar o mundo que pulsa lá embaixo.

Sim. Definitivamente havia algo diferente no ar”.

agosto 11, 2011

Melhorando o outro em nós (O ÉDEN)

Trecho do livro O Éden, de Flavio Siqueira, Ed Cia dos Livros. Em breve para todo o país.
” Cada vez que você é afetado pelos reflexos
de um ato praticado por outro, seja no passado ou no
presente, tem a chance dar uma resposta de amor. 
Sempre que faz isso, melhora o outro em você.
Como todos são conectados, suas respostas em amor dá ao outro
uma chance que – da mesma maneira como aconteceu
com você – volta para ele como outra via de possibilidades.
Se ele entende e também responde em amor, criará
um ciclo de pacificação que vazará para mais gente.”
agosto 9, 2011

Presentes do amor…( O ÉDEN)

Trecho do livro O ÉDEN, de Flavio Siqueira, Ed Cia dos Livros, em breve para todo território nacional.
“Já falamos sobre isso. Nenhum acontecimento pode ser
medido isoladamente, nem como justo, nem como injusto.
Anjo faz mais uma breve pausa e percebe que Ed
presta atenção: – Às vezes sofremos por consequência
do que nós próprios causamos. Em outros casos podemos
identificar o culpado como ente coletivo, como por
exemplo, as agressões que o meio ambiente do planeta
Terra tem sofrido, nesse caso sabemos que as escolhas
individuais impactaram no coletivo gerando um mal a
todos. As causas estão aí. Porém sei que existem males
que não se explicam, onde não há respostas fáceis e
imediatas, onde qualquer argumento pode soar heresia.
Nesse caso só não surta aquele que colocou em seus
olhos as lentes do amor como fruto de um coração pacificado
e das escolhas de quem resolveu andar baseado
em consciência. Para esses, cada acontecimento – seja
de que natureza for- nunca será algo fixo, determinando
um fim imutável e inexorável. Pelo contrário, ainda que
doa, cada capítulo de sua vida será encarado como uma
grande possibilidade de se tornar em um ser humano
melhor. Ninguém disse que seria fácil e que não haveria
tristezas, mas existe uma grande diferença quando você
entende que o bem e o mal não vivem isoladamente
nos acontecimentos, mas unicamente em seu coração
Entender assim é o começo para quem deseja criar seu
próprio mundo mesmo quando ele parece caótico. Esse
consegue identificar no caos refúgios de Graça que, independente
de qualquer coisa, lhe amplia a percepção
dos fatos, mudando as perspectivas, mostrando que,
mesmo na pior dor, há sempre um presente do amor.”
agosto 6, 2011

Homofobias e Homofobias ( a guerra dos dias de hoje)

Não ia entrar nesse assunto, mas confesso que a exacerbação do debate cada vez mais presente na sociedade em relação a “causa” gay tem me incomodado.

O que incomoda não é o assunto em si, mas como ele tem sido colocado.

De um lado ativistas chamados homofóbicos com suas manjadas e desgastadas bandeiras em pról da “família”, tentando se meter onde não são chamados.

Afinal, o que é que um tem a ver com a opção sexual do outro?

“Amamos os gays, somos contra a práticas” dizem os “malas”falianos da vida, em tom hipócrita e dissimulado.

Fazem passeatas, fomentam discussões, caçam bruxas onde não há, inclusive chegando ao absurdo de cogitar a criação do dia do orgulho hetero. Palhaçada total.

Na mesma plataforma, porém em outro polo, os militantes gays, em nome da inquestionável igualdade, direito de todos, transformam a mera opção sexual em uma causa. Ora, opção sexual é escolha de cada um, algo profundamente individual, portanto ninguém tem absolutamente nada com isso.

Obviamente existem discriminação contra gays assim como com negros, gordos, pobres, indios e uma lista interminável de minorias que devem sim buscar seus direitos. Mas esse é o ponto que me incomoda: respeito, bom senso, bom trato é direito de todos. Sim, de todos.

Assim como é um grande absurdo dizer que gays tem menos direitos por serem gays, na mesma proporção é imperdoável propor o contrário, ou seja, que sua opção sexual lhe torna diferente e, por conta da discriminação que existe, com mais condições de se impor através da força, ou melhor, da lei.

Estamos todos loucos ! A luta é outra, nossa defesa deve ser em favor de homens e mulheres e nossa cruzada em favor da consciência. Exacerbações fazem mal, independente do polo onde estejam.

Caminhamos para uma sociedade cada vez mais sectaria, separada por tribos rancorosas que se acham no direito de sobrepor-se sobre a outra.

É o cenário ideal para Malafaias e Motts que, na minha opinião, são extremos da mesma plataforma. No fim todos perdem. Em nome da igualdade, nos afastamos e criamos castas sociais, sexuais, raciais e assim por diante, que acabam promovendo mais ódio, mais violência, mais “defesas” e ataques, seja de que lado for.

Enquanto isso, perdemos a chance de pregar a igualdade entre homens e mulheres que se entendem e se aceitam, sabendo que nossas diferenças não devem nos separar, mas unir para que nos completemos e cresçamos na consciência de que, no fim das contas, só importa aquilo que somos por dentro.

O resto é só aparência , causa de discórdia e disputas por poder.

Ganham os religiosos que faturam em cima disso, ganham as ONGs gays que abocanham mais espaços e consequentemente mais verbas e perde toda a sociedade que sai manchada pelo preconceito e pelo sentimento de que, independente do que dizem, são donos da razão.

Em que ponto dessa caminhada você está?

Pense nisso.

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