Certa tarde, ainda quando morava em Porto Alegre, comecei a mexer em algumas inagens para produzir um video. De repente senti uma energia diferente, forte e resolvi deixar que fluisse. Um texto chamado “eu sou” ganhava forma, como se jorrasse da minha mente, como se cada palavra estivesse pronta e simplesmente aparecesse. Foi algo único e incrivel, não tinha nada a ver com o que eu ia fazer. Aquela tarde ficou marcada pela experiencia tão especial que teve como fruto o video abaixo:
A eternidade que vive em nós. Trecho do livro O Éden
“Apesar de fisicamente estarem condicionados aos limites do tempo e espaço, espiritualmente não estão. É por isso que, apesar de lidarem com a experiência da morte, nutrem uma profunda sensação de eternidade. Esse conflito entre a sensação de eternidade e a constatação da temporalidade, gera o medo de morrer.
Pena que nem todos sabem que o tempo é só uma mídia para que as experiências se materializem. Se soubessem, continuariam convivendo com o tempo e seus reflexos, no entanto sua percepção naturalmente se alteraria. Começariam a lidar com seu tempo apenas como uma momentânea limitação física. Seria uma ótima maneira de perceber a vida e consequentemente entender a morte.” Trecho do liro O Éden. Mais sobre o livro, clique aqui: http://flaviosiqueira.com/dez-historias-e-algo-mais/
Encontros nas ruas
Aposentado, advogado, desempregado, namorados de internet, vendedor de flores, funcionário público…as histórias que vem das ruas são inúmeras e ,com elas, chances para nos reconhecermos no outro. Mais uma edição do programa Encontros veiculado todas as terças as 19h pela Vem e Ve TV com reprises ao longo da semana.
A morte e o tempo – Do livro O Éden
“Agora a pouco eu lhe disse que a morte não existe e você refutou argumentando que já perdeu pessoas queridas. Pois bem, você não as perdeu. Na verdade nenhuma delas deixou de existir por nenhum segundo. A única coisa que mudou foi a relação de vocês enquadrada na categoria de tempo e espaço a que estão submetidas. Só mudou a percepção. O que chamam de morte é apenas um elemento anexado a percepção de tempo. Ela aparenta um fim, cria um desfecho, encerra um ciclo, mas isso somente na percepção de humanos que vivem condicionados a essa realidade”.
“Mas as pessoas deixam de existir”.
“Não. Você só deixa de percebê-las como sempre as percebeu, mas, sem tempo não há fim, sem fim, não há morte. A morte deixa de fazer sentido quando entendemos que a tirania do tempo é apenas uma questão circunstancial”.
Diálogo entre “Ed” e “Anjo” no livro O ÉDEN. Mais sobre o livro clique aqui http://flaviosiqueira.com/dez-historias-e-algo-mais/
