Arquivo para dezembro, 2011

dezembro 14, 2011

Gerenciamento de carreira, espiritualidade, auto conhecimento, tudo nesse Encontros com o Coach Homero Reis.

dezembro 8, 2011

Nós e a mídia.

Nunca estivemos tão expostos a informação.

Sejam notícias nacionais, internacionais, esportivas ao conteúdo segmentado em profissões, preferencias, estilos de vida. Se você pesquisar, encontrará na web gente abrindo fóruns para discutir se o azul é mais bonito que o verde, se a barbie é lésbica ou se o homer simpson é fiel.

Na mídia eletrônica, especialmente na TV, a preocupação com a “divisão do bolo” na comunicação é grande.

Pesquisas indicam que em poucos anos o horário nobre mudará para a hora do almoço a medida em que grande parte das pessoas acessarão o conteúdo da TV via celular ou aparelhos portáteis, tornando os atuais receptores objetos de museu. Com essa mudança de plataforma mudará o conteúdo, necessariamente mais objetivos e segmentados.

A busca pela atenção em meio a tantas informações faz com que, não só a razão, mas a emoção seja a porta de entrada para aqueles que querem conquistar espectadores,ouvintes,leitores,eleitores…

Nada errado. Já escrevi aqui que, se existem milhares de maneiras para dizer as mesmas coisas por que não escolhemos as melhores ?

Fugir das meras estatisticas, do didatismo e seguir em direção ao coração através da emoção pode fazer bem.

As mensagens cantadas tendem a criar mais impactos social dos que as faladas por exemplo, porque mexem com áreas do nosso cerébro que o tom de voz professoral e uníssono geralmente não chega.

Acontece que “emoção” não está só ligada a sensibilidade mas também ao medo, a dependência e a incapacidade de relfexão.

Não preciso lembrar dos comunicadores que ficam horas mostrando tragédias entre ” Não aguentamos mais isso” , “o povo precisa ser ouvido”, “estou aqui para proteger os humildes” e assim por diante.

O que nem todos sabem é que, quando as cameras desligam, os “defensores do povo” saem do seu estúdio em seus caríssimos importados, pensando no contrato, audiência (medida minuto a minuto),e repercussão da imagem, enquanto o povão desliga a tv com mais medo do que antes.

Não que a realidade seja muito diferente ou que devemos fechar os olhos para o que acontece, mas, se a contestação não vier acompanhada de propóstas, vira só xingamento.

É pela emoção que líderes religiosos arrendam canais de tv ou emissoras de rádio por quantias astronomicas em nome da divulgação de uma fé que, na essência, é revolucionaria a medida em que inverte a ordem das coisas e coloca o que eles mais prezam (imagem, dinheiro,poder) fora da lista das coisas boas e necessárias. 

Estão no ar divulgando endereços de templos, fazendo chantagem emocional e usando tecnicas de hipnotismo enquanto, movidos pela emoção e esperança de uma vida melhor, o povo os segue e ajuda a sustentar a pesada máquina.

Nos noticiários o que vemos é uma divisão entre interesses admitidos ou impublicáveis, através de matérias questionáveis e visivelmente tendenciosas.

Se é a era da imagem, o povo compra como verdade simplesmente porque “eu vi na tv”.

Muito mais do que você imagina, fabricam verdades, mudam contextos, criam padrões, invetam tendencias em nome da vaidade e do apego pelo poder.

Criam necessidades, despertam os desejos e apresentam suas soluções enquanto nós, gratos, estamos lá, assistindo, nos distraindo e comprando.

Compramos para nos esquecermos do medo, buscamos poder para sermos imortais, corremos atrás do vento porque no fundo, o medo da morte mos move.

Estamos expostos a informação.

Seja na tv, rádio, jornais, internet…vozes das mais agressivas as mais sutis, dizem o que você deve temer, ser, almejar, conquistar e, com medo de pensar, simplesmente aceitamos porque a maioria aceita: ” Se todo mundo aceita é porque deve estar certo”, pensam e assim alimentamos uma máquina que,por sua vez, se alimenta de sonhos e do medo.

Preste atenção.

Procure ler, ver, ouvir de outro jeito. Sem paranóias, tente identificar o que existe de interesse escondido naquela informação e aprenda a discernir os espirito das coisas.*

Nesse caminho não tem volta e a cada dia estaremos mais expostos.

Se é assim lhe restam duas escolhas : ou você se posiciona e aprende a questionar ou simplesmente segue a maioria.

Questionar não é crime e pensar não é pecado.

Por onde você prefere andar ?

*Leia aqui no blog link relacionado ao assunto : http://flaviosiqueira.wordpress.com/2008/09/05/o-espirito-das-coisas/

dezembro 7, 2011

Você percebe ?

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O mundo é sempre o mesmo.

Todos os dias o sol nasce de manhã e depois se põe.

Enquanto uns dormem, outros trabalham durante as madrugadas.

Nas ruas os carros vão e vem, enquanto executivos, estudantes e donas de casa dividem apressadamente a mesma calçada.

Apesar dos visíveis avanços tecnológicos e cientificos, como diria o escritor de Eclesiastes, nada é novo debaixo do sol.

No entanto, apesar dos bilhões de anos da Terra, a existência só tem a idade de nossa percepeção.

Foi quando o homem discerniu que existia e começou a estabelecer referências que de fato a vida começou.

É nossa capacidade de perceber que traz luz aos contextos e faz com que, a partir de então, passem a existir.

O mundo é sempre o mesmo porém o que muda é o olhar.

A maneira que percebemos as coisas reflete exatamente como está nossa condição interior e isso faz toda a diferença.

Temos a tendência de culpar possíveis traumas de infância, má sorte na vida, falta de amor da esposa ou dos pais por nossos desacertos. A verdade é que frequentemente nos escondemos atrás de desculpas.

Seu olhar denuncia o que te habita.

Se seu coração for cheio de paz, a vida parecerá mais leve.

Se nele habitar mágoa, seu espírito será de acusação, sempre na defensiva e cobrando da vida como se todos te devessem alguma coisa.

Para esse o oceano será somente um ajuntamento de água, o céu azul uma mistura de gases, o amor somente reflexos químicos ativados por carências psiquicas.

Quando estamos sem luz o olhar não vê nada além de nossa própria escuridão.

Problemas todos tem mas a maneira como olhamos para eles muda tudo, afinal de contas, um olhar sereno, cheio de sabedoria, tem a capacidade de dissecar o mal, absorvendo da calamidade o que faz bem.

Como já falamos aqui, não existe o mal que é sempre mal, assim como o bem que é sempre bem.

Bem e mal convivem a partir de bilhões de possibilidades em todos os desdobramentos que as situações podem desencadear em nossas vidas.

A grande questão é : você percebe?

dezembro 6, 2011

“Mas as pessoas deixam de existir…” – Trecho do livro O ÉDEN

“Pelo que entendi até aqui os acontecimentos não estão limitados ao tempo ou espaço.
Parece que o que está limitado é nossa compreensão”.
“Sim”.
“Mas se… Por exemplo, se meu nascimento está se repetindo o tempo todo, ou seja, se ele não está preso ao tempo e se posso revisitá-lo é sinal de que está acontecendo e se repetindo o tempo todo, é isso?”
Anjo sorri, depois responde: “Repetir é uma palavra que só existe se estiver vinculada ao tempo. Se não há tempo não há repetição”.
“Você disse que responderia da maneira mais simples possível”.
“É simples. Tente se desprender dos conceitos fixos, relaxe e atente ao que vou lhe dizer.
Agora a pouco eu lhe disse que a morte não existe e você refutou argumentando que já perdeu pessoas queridas. Pois bem, você não as perdeu. Na verdade nenhuma delas
deixou de existir por nenhum segundo. A única coisa que mudou foi a relação de vocês enquadrada na categoria de tempo e espaço a que estão submetidas. Só mudou a percepção. O que chamam de morte é apenas um elemento anexado a percepção de tempo. Ela aparenta um fim, cria um desfecho, encerra um ciclo, mas isso somente na percepção de humanos que vivem condicionados a essa realidade”.
“Mas as pessoas deixam de existir”.
“Não. Você só deixa de percebê-las como sempre as percebeu, mas, sem tempo não há fim, sem fim, não há morte. A morte deixa de fazer sentido quando entendemos que a tirania do tempo é apenas uma questão circunstancial”.
Mais informações sobre o livro O ÉDEN, acesse aqui no site “Meus Livros”: http://flaviosiqueira.com/dez-historias-e-algo-mais/
dezembro 4, 2011

Quando descobrimos a luz do sol.

Quem anda conforme seus medos e usa seus pre-conceitos como tangenciador de caminhada, se enclausura em si mesmo.

É como se vivessem em um porão escuro, sem janelas, sem jamais ver a luz do sol.  Como se pertencessem a caverna de Platão (filósofo Grego 428 AC).

Apesar da crescente valorização de palavras como “liberdade”, “democracia” e  ”consciência”, basta um simples olhar mais apurado para discernir o quanto somos aprisionados como cães de laboratório, respondendo a estímulos de consumo disseminados com enorme sutileza.(as vezes nem tanto)

Você que acorda cedo e sai para o trabalho. Se inquieta com seu salário e os rumos da economia. Que paga seu plano de saúde, o seguro do carro e o de vida. Lê seus jornais pela manhã e, no fim do dia, assiste aos tele jornais antes de descansar. Você que está atento e informado sobre os rumos da tecnologia e não perde uma oportunidade de comprar a mais recente novidade.

Talvez você se considere um ser espiritual, evoluído ou simplesmente em dia com suas obrigações religiosas, de modo que acredita em Deus e respeita o próximo. Está em dia com seus impostos, certo ? Não compra produtos piratas, não suja as ruas e segue todas as campanhas politicamente corretas.

Você que se diverte e investe em seu lazer, viaja sempre que dá,  assiste aos seus programa de televisão e tem suas próprias opiniões em relação a política, futebol e o comportamento do próximo.

Você que vive sua vidinha normal, sem excessos, seguindo o fluxo do que a média aceita, tolera e considera saudável.

E se você estiver preso em uma caverna sem saber ?

E se houver luz do lado de fora ?

E se o caminho da média – estrada para a mediocridade – for o único caminho que você trilha ?

E se um dia você entender que sua vidinha é uma jaula de conforto e, de repente, se sentir a um passo da liberdade ?

Já pensou se – ainda que você não queira – uma curva inesperada em seu caminho colocar sua vida de pernas para o ar e, em questão de segundos, tudo o que parecia estável e encaixado perder completamente o sentido ?

E se não for mais possível fingir que não vê ? Que não sente ? Que não quer ?

Que tipo de sentimento terá quando, não mais o piso fechado, gelado, estável e seguro da jaula estiver diante dos seus pés, mas a grama, a terra e o sol ?

Como será o dia em que, como esses cãezinhos de laboratório (video abaixo), presos a vida inteira em jaulas para testes de indústrias na Espanha, libertados por uma ONG que documentou a primeira vez que viram a luz do sol, como será que você reagirá ?

Ou será que você realmente acredita que esse teu comodismo existencial que lhe dá sensação de conformo e segurança justifica sua existência? Ou será que você realmente acredita que estará para sempre no controle e o que hoje lhe parece insondável, permanecerá escondido eternamente ? Acredita mesmo que sua saúde, seu dinheiro, seus argumentos, sua aparência, sua articulação, sua influência, sua sanidade nunca terminarão? Tem absoluta certeza de que aquilo que você tanto almeja e chama de poder, conquista, metas ou vitórias, lhe conduzirá para fora da jaula?

Como será o dia em que a jaula se abrir e você olhar para a luz do sol?

Quando perceberá que tudo o que precisamos é nos expor a sua luz ?

Até que ponto lhe parece plausível que nada lá fora fará sentido, se não for iluminado pelo sol  ?

Nesse vídeo uma metáfora para nossas vidas.  Naquelas jaulas somos nós , deixando culpas, livrando-se do medo, saindo para o sol.  Assista e se enxergue. Talvez você veja.

dezembro 2, 2011

Em cada dia, um pouco melhor.

Felizes os que aprenderam a ser fracos.

Esses não precisam se impor para conquistar nada porque sabem que pela imposição não se conquista, mas apequenam-se.

Felizes os que aprenderam a se desculpar.

Quando fruto de um coração sincero, a desculpa “des-culpa” qualquer uma das partes, estabelecendo – com a retirada da culpa- a paz.

Felizes os que procuram se alimentar do que faz bem a alma.

Se a boca fala sobre o que o coração está cheio, somos fruto daquilo que nos alimenta, atrai, instiga e motiva. No fim das contas, nossos passos sempre vão na direção daquilo que um dia nos conquistou.

Felizes os que buscam a sabedoria.

Bem mais do que intelectualidade, a sabedoria aguça a capacidade de discernir palavras, ler olhares, interpretar o espirito das coisas.

Felizes os que não tem medo de errar.

É melhor errar tentando acertar do que ficar paralisado por medo.

Felizes os que buscam aumentar sua percepção, desentupindo-se para a voz de Deus na vida, no outro, no mundo.

Quando de fato é assim, naturalmente invertermos o fluxo das percepções até enxergarmos o milagre continuo, constante, presente nas sutilezas do dia a dia.

Felizes os que sabem que os excessos fazem mal.

O equilibrio é sempre melhor que o de menos e o de mais.

Felizes os que sabem que o amor é Graça.

E se Graça é, não há nada que pode aumenta-lo ou diminui-lo, restando a mim vincular-me ao que é, em humildade e perplexidade.

Felizes os que vivem em cada dia seu próprio mal.

Esses olham para as tempestades sabendo que nada carrega em si mesmo nenhum poder moral punitivo ou compensatório, a não ser a possibilidade de despertar em mim o significado de cada coisa.  E assim, cresce em consciência.

Felizes os que entenderam que o valor das coisas não está no tamanho ou no que posso quantificar, mas na essência.

O que chamamos de poder normalmente são projeções, de modo que o poder verdadeiro está no relativo, naquele que se enxerga e não foge de suas proprias contradições

Felizes os que buscam conhecimento.

E quanto mais conhecemos, mais abismados com nossa ignoância nos tornamos.

A vida é costruida nas pequenas atitudes e nossa caminhada é reflexo das escolhas que somos levados a fazer todos os dias, afinal, quando os olhos são bons, tudo a nossa volta iluminará conforme o tesouro talhado na consciência daquele que reconhece que hoje é o único dia para que eu me enxergue.

dezembro 1, 2011

Onde está Deus? – Trecho do livro O Éden

“ Sabe, Deus está revelado desde sempre. Seja a partir dos caminhos tradicionais, seja através de absurdos inimagináveis onde ninguém espera encontrá-lo, até nas coisas mais simples, aparentemente sem importância, mas principalmente dentro de cada um.
 Ed, você nunca parou para perceber, mas nunca houve um dia sequer na história de qualquer ser humano sem que Deus se manifestasse. Ele está em tudo e tudo que existe só existe Nele.”
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