E se tudo o que você pudesse ver, fosse apenas uma pequena parte ? Se tudo o que sabe e chama de verdade, que considera absoluto, indicutível, inquestionável, enfim, tudo o que pensa sobre o mundo, a vida , os outros e você, não se encaixasse por completo, como se estivesse faltando uma peça importante ?

E se, caminhando entre as ovelhas, cabeça baixa, respondendo a comandos, acreditando nas mensagens que tangenciam seu olhar, você tivesse a oportunidade de realmente se enxergar ?

Talvez perdesse o medo de questionar suas fixas convicções, rígidas crenças, arrogantes certezas que te fazem ser quem pensa que é.

Toda revolução começa na mente e o início é o exato momento em que descobre que você não precisa ser quem os outros querem que seja. Que não precisa condicionar-se a média, a mediocridade.

Se não fossem os freios, vetores, anseios, culpas que tangenciam a caminhada e te colocam na “manada”, condicionando mentes, limitando horizontes, evitando ir além, como se pensar fosse uma afronta, como de fato seria a vida? Alguns dizem que não haveria ordem, mas rebeliões, estragos, mazelas, dores, se não fosse o condicionamento institucional, a conversão social, a adequação a insistente mensagem: conforme-se, você é apenas uma ovelhinha.

Talvez eles estejam enganados. Talvez você precise enxergar-se.

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