A guerra pelas mentes

março 22, 2012

Existe uma dimensão de entendimento entre humanos que transcende a “fisicalidade” das palavras, imagens, textos e melodias. Apesar de darmos pouca importância a isso, é na subliminaridade dos nossos processos inconscientes que fazemos nossas escolhas mais importantes. Quanto mais entretidos andarmos, menos conscientes que é por nossas mentes que as maiores e mais caras guerras da história estão sendo travadas nesse exato momento.

O dom de comunicar

março 22, 2012

Comunicar-se bem é fazer-se entender. É saber tocar em assuntos complicados com simplicidade. Técnica, linguagem, estética, plástica, ritmo… não passam de ferramentas coadjuvantes na tentativa de facilitar as coisas. Em tempos de redes sociais, torna-se fundamental para quem pretende comunicar, ter o que dizer. Mais do que nunca, entre nós, o importante é o conteúdo e nessa perspectiva todos somos comunicadores.

Certa noite sonhei com um programa de rádio. Estranho porque eu tinha acabado de me mudar de São Paulo e uma das razões era a vontade de dar um tempo “da latinha”.  Mas no tal sonho, o programa tinha nome, vinheta, musicas, tudo… Acordei, registrei em um caderninho e voltei para dormir.

Não muito tempo depois meus caminhos se cruzaram com o diretor de uma rádio em Portugal, o Francisco Violante, e esse encontro culminou com a realização daquele sonho de noites atrás.

Já faz quase dois anos que o Bem Brasil está no ar em Portugal e o que mais me motiva é que nele tenho a possibilidade de apresentar e produzir um programa realmente diferente, conectado com os rumos que tenho dado aos meus caminhos.

Isso porque , cada vez mais, tenho investido na possibilidade de agregar, ajudar as pessoas a se enxergarem e reconectarem consigo mesmas.  Acho que uma das razões de as vezes questionar até que ponto devo permanecer no rádio é justamente a falta de espaço para isso.  Mas o Bem Brasil segue na contra mão (em todos os sentidos) e me ajuda a fazer o que gosto, do jeito que acredito.

O programa vai melhorar, quero me dedicar mais a ele, conteúdos novos surgirão, mas , de qualquer jeito, quero começar a compartilha-lo contigo.

Clique no link abaixo e permita que nos próximos minutos viajemos juntos.  Espero que goste.

Boa viagem !

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A informação e a realidade

novembro 24, 2010

Não sou de assitir TV.  Prefiro um livro, uma música, um tempo em silêncio.

Aliás, sinto que somos cada vez mais avessos ao silêncio. Vivemos mergulhados nos ruidos. São vozes que saem de todos os cantos, induzindo, vendendo, arregimentando a multidão que cresce em adeptos da pseudo cultura da informação.

Ontem a noite resolvi assistir um pouco de Globo News. Violência no Rio, agressão na Paulista, médico preso por estupro e assim por diante.  Desliguei em poucos minutos pensando nas milhares de pessoas que, sentadas em suas salas, se alimentam desse tipo de informação.

“Mas é a realidade”- argumentam alguns. Sim, em parte. Mas o que geralmente se faz é transformar a “realidade” em pauta, e depois aquilo vira show que vende anuncios em revistas, TVs, rádios, jornais e movimenta um camnhão de dinheiro. Quanto mais show melhor. Quanto mais entretenimento aquilo virar, mais dinheiro trará.

O medo hipnotiza e a sensação de que “devo conhecer a realidade” deixa um monte de gente grudada no sofá, olhos atentos e coração a mil , absorvendo aquela “realidade” da TV.

Realidade é o que você constrói. Nada é mais real do que aquilo que você se propõe a ser.

Quem enche sua mente do mal, fará isso com seu coração. Quem olha para o mal a partir do bem que se instalou no coração, saberá o que fazer. Percebe ?

Mas isso só fica claro no silêncio. Não me refiro necessáriamente ao ambiente externo, mas principalmente aquele que habita as mentes e corações. Aquele que se aquieta consegue ouvir a própria consciencia. Quem não se expõe aos ruidos diarios, aprende a se reconhecer e entende que, ainda que a “realidade” seja dificil, tudo muda quando mudo o olhar.

É uma decisão, um passo, um caminhar de quem não se deixa levar pelo fluxo da “informação” que só entrete e amedronta e, no fim das contas, dificulta o olhar para o que de fato é real e, antes das favelas do Rio, agressões em SP ou o que quer que seja noticia, mora dentro de mim.

Pense nisso.

Publicidade criativa

junho 8, 2009

Se não fosse a permanente vinculação entre o bem estar e o consumo, a publicidade poderia ser considerada uma forte linguagem de expressão artística.

A primeira fala sobre a importância de lavar as mãos: “Você come o que toca”. As outras  falam por si:

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Vozes que não ouvimos.

janeiro 22, 2009

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Que tipo de vozes você ouve ?

Como sua mente processa as informações que chegam de todos os lados ?

Você consegue sentir que nem tudo o que nos dizem se encaixa ?

Às vezes, diante de tantas vozes, é preciso ouvir aquelas que não chegam até nós. São vozes sem espaço, silenciadas por uma estrutura de interesses que tentam moldar pensamentos e adequá-los a propósitos desconhecidos da maioria.

Nem tudo o que você vê, é o que parece.

Nem todas as informações que chegam até você representam o que de fato acontece.

Acreditamos que o mundo é somente o que nos chega aos olhos e ouvidos e, baseados nessas informações, determinamos nossas impressões.

E se as coisas não forem exatamente como você pensa ?

Existem histórias formadas a partir de conexões que a maioria nunca terá acesso e que, no entanto, são fundamentais para que possamos entender de verdade porque o mundo é como é.

Tendemos a interpretar o que nos acomete a partir de um pólo : de um lado os bons, do outro os maus.  Assim é mais fácil nos desviarmos do centro dos problemas.

Melhor para todos, a não ser para quem sofre a consequência dessa polarização que lhes tira a voz e, muitas vezes, o direito a vida.

Você sabe porque pensa como pensa ? Em algum momento já questionou em que baseia suas referências e que tipo de fonte alimenta suas impressões ?

Nunca é fácil repensar valores e são poucos os que se propõe a reavaliar posicionamentos legitimados pela maioria, mas insisto : e se nem tudo o que lhe parece inquestionável for exatamente como parece ?

Isso pode representar caminhar na contra mão, fugir do convencional, romper com determinadas regras e virar alvo de criticas ácidas, mas o que vale mais : viver no conforto cômodo quase unânime da maioria que prefere se entreter ao invés de pensar, ou formar suas referências partindo do conhecimento que é fruto da consciência ?

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Abra a mente, desimpeça os olhos e veja além.

Ouça as vozes da maioria silenciada, talvez eles tenham algo a nos ensinar.

Talvez você não tenha tempo para ver esse vídeo agora. Mas, se puder, reserve uma hora e meia do seu tempo e volte aqui para assisti-lo. Vai valer a pena.

Em tempo de comunicação.

janeiro 7, 2009

Nossa super exposição a mídia tende a gerar resistência a tudo o que tem cara de “comercial”.

É por isso que publicitários pensam cada vez mais em novas linguagens, tentando surpreender o consumidor. 

 cqcNa TV inserções são atreladas a arte, como no CQC, por exemplo. No rádio, o medo de mudar insiste na velha fórmula do spot de 30″ ou 15″ no meio de um breck. 

Pessoalmente acredito que, com o tempo, a tendência será de que as mídias, sejam os próprios consumidores.

A medida em que a tecnologia avança, novas possibilidades e, com elas, obrigatóriamente a necessidade de repensarmos a fórmula publicitária.

Um exemplo disso é a internet que já tem seus próprios cases, explorando o interesse de consumidores através da interatividade.

Hoje saiu no G1 a notícia de que foi apresentado em Las Vegas um “monitor para vestir” (foto), que pode ser usado para exibir publicidade. 016269594-exh002

Não sei se a moda vai pegar, mas de qualquer maneira, não pude deixar de me lembrar daqueles senhores no centro de SP com placa amarrada no corpo anunciando empregos ou qualquer outra coisa.

Parece que, por mais que a gente evolua, de um jeito ou de outro acabamos voltando sempre para o mesmo ponto.

Se um dia o “boca a boca” foi substituido pela comunicação de massa, parece que, ainda que com a ajuda da tecnologia, o caminho será o “testemunhal” individual, a interatividade combinada com a possibilidade do consumidor experimentar o objeto da venda. De certa forma, a volta do boca a boca. Ainda que seja através de um monitor pendurado no pescoço.

Para quem trabalha com mídia, mais do que nunca, olhos abertos e atenção nas pessoas.

É daí que virão os novos caminhos.

Qual sua mídia?

dezembro 12, 2008

Os meios de comunicação, nada mais são do que mídias/meios pelos quais nos expressamos.

Como diz o nome, eles não são fins , são meios.

O começo é quem fala ( a fonte) e o fim quem recebe (ouvintes/leitores/espectadores).

Acontece que com o advento das novas comunicações, elas, as mídias, estão deixando de ser meio e virando fim.

É a mídia pela mídia, de modo que , o que importa, é estar dentro dela.

Sem começo ela perde referência e sendo fim em si mesma, perde a razão.

É por isso que acredito que com o tempo, não só pelo impacto das novas tecnologias, como também porque as pessoas estarão tão cansadas da “mídia” que a ferramenta de comunicação mais eficaz seremos nós mesmos.

A maneira de dizer, pensar, se relacionar, será a mídia pela qual o sujeito se expressará com maior eficácia.

Talvez demore um pouco, mas não acredito que essa espetacularização da mídia durará para sempre.

Quando as gerações deixarem de se impressionar com os sons e as luzes, por estarem super expostos desde sempre, restará o propósito do retorno a si mesmo: como mídia.

Por isso, quem usa a mídia hoje, deve manter em mente que ela só faz sentido se for mídia/meio: com começo e com fim.

Afinal de contas, como fim em si mesma, perde a alma e, desalmada, se esvazia de razão e de verdade.

Que tipo de mídia é você ?

Pense nisso.

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Ainda sobre a tragédia de Santa Catarina, hoje de manhã eu ouvia pelo rádio que autoridades catarinenses estão reclamando que as verbas anunciadas pelo governo ferderal para auxiliar a reconstrução das cidades, ainda não chegou.

Quais as possibilidades?

1- Que o governo faça estardalhaço com anuncios de que liberou a verba, enquanto a burocracia da máquina pública impeça que esse dinheiro chegue a tempo e inteiro.

2- Ou quem sabe, apesar do anúncio, na prática as coisas não são bem assim. Nesse caso não seria nenhuma surpresa diante do jeito pac/show de governar.

3- Que o governo realmente tenha feito sua parte, mas, no meio do caminho, gente preocupada com o sustento próprio resolveu desviar o recurso para si mesmo. Porém como isso não acontece no Brasil, prefiro não acreditar nessa hipótese.

Em poucos dias as camêras postadas em Santa Catarina serão desligadas e a movimentação no Natal, as coberturas de eventos, compras…o “e$pirito natalino” falará mais alto e os refletores que iluminam a tragédia e sensibilizam o país serão desligados.

Não veremos mais as histórias tristes, famílias destruidas em uma cidade de escombros.

Será página virada, afinal de contas, já fizemos nossa parte.

Enquanto nos dedicarmos a nossas compras de fim de ano, não lembraremos das terriveis imagens que vimos pela televisão.

Sem câmeras, reportagens, e nenhuma condição de falar, o povo -como sempre- terá que mostrar garra e ressurgir da destruição com as próprias forças.

Se enquanto as atenções estão voltadas para o Sul já existem reclamações sobre a falta de verba, me responda com toda a sinceridade, como você acha que será quando estivermos de olho na São Silvestre.

Triste, mas é assim.

A festa do povo

novembro 25, 2008

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SAO PAULO, SP, 11/04/2008 – Populares aguardam a saida do pai de Isabella Nardoni na porta do 77 DP. (Leo Caobelli / GARAPA) 
Você se recorda da exaustiva cobertura da imprensa, no caso Isabella Nardoni ?
Além dos irritantes analistas e seus prognósticos, determinadas emissoras transformaram aquela tragédia em um verdadeiro espetáculo.
Diante de todas as imagens naturalmente tristes em um caso como esse, sempre vou me lembrar dos “populares indignados”.743842-5065-cp2
Era assim que as TVs chamavam aqueles que, durante dias, iam “protestar” em frente a casa da família dos acusados.
Imagens do protesto : Um senhor sorridente, vestido de Bin Laden dando “tchau” para a câmera, uma mãe arrumada com sorrisinho no rosto se expremendo para caber com os filhos na captação da lente, um rapaz de vinte e poucos anos tocando violão, adolescentes e crianças segurando cartazes com dizeres como “basta”, “chega de impunidade”, nitidamente sem saber o que estavam segurando a medida em que posavam como quem espera os ídolos no saguão do aeroporto.
Hoje, lendo uma notícia sobre um quebra quebra que houve no Rio por conta de um anuncio errado das Casas Bahia, vi imagens do protesto : senhores de meia idade sorridentes segurando cartazes.
Onde está o protesto ? Quem está ofendido ?
Sem entrar no mérito dos casos que citei apenas como exemplo, vejo por aí gente mais preocupada com a festa, procurando o show, em busca de seus poucos segundos de “fama” mesmo que o preço seja um “protesto”.
A “imprensa show” sabe disso e insta aquela massa para que, pelo menos com a câmera ligada, fingirem que estão bravos.
Em casa, famílias de classe média olham aquilo acreditando em tudo, simplesmente porque “eu vi na tv”.
De quem é a culpa ? Onde tudo vira espetáculo, um alimenta o outro, de modo que todos são culpados nesse eterno show de horror onde a notícia em si é só um meio para que a festa comece.
Se somos um povo festeiro, talvez esteja na hora de pensarmos em parar um pouquinho, afinal de contas, no fim da festa, sobra pouca gente para contar.
Ler mais sobre o assunto: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2757584-EI6594,00.html
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