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	<title>Blog do Flavio Siqueira &#187; Contos</title>
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	<description>Comunicação, espiritualidade, gente.</description>
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		<title>Blog do Flavio Siqueira &#187; Contos</title>
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		<title>Joana, a credora do mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 18:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flaviosiqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Joana era credora do mundo. No dia em que completou quarenta anos morando na casa dos pais, aceitou que morreria sozinha. Não que fosse feia ou não soubesse conversar, mas, não me pergunte por que, até aquela idade nunca tinha tido alguém. Tudo bem, se você contar o Isaque como sério só porque, entre idas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=flaviosiqueira.com&amp;blog=4070796&amp;post=2194&amp;subd=flaviosiqueira&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joana era credora do mundo. No dia em que completou quarenta anos morando na casa dos pais, aceitou que morreria sozinha.</p>
<p>Não que fosse feia ou não soubesse conversar, mas, não me pergunte por que, até aquela idade nunca tinha tido alguém. Tudo bem, se você contar o Isaque como sério só porque, entre idas e vindas, conviveram por quase um ano, ainda que ele nunca tenha assumido a relação, então Joana só teve um namorado: o Isaque. Mas isso foi há 5 anos, era mais nova, e , coitada, cheia dessas ilusões que as meninas de hoje tem.</p>
<p>Foi em uma madrugada de sábado que ele a deixou e sumiu.</p>
<p>Melhor assim ! Se estivessem juntos, seria mais uma a engrossar as estatísticas de infelizes.</p>
<p>Acreditar que namoraria, casaria, teria filhos e, bingo: seria feliz ? Santa ingenuidade… Ou será que é exagero dizer que o número de separações aumenta todos os dias e muitos dos que se mantém casados o fazem por comodidade ? Você acha que o risco de, ao amar, não ser correspondido ou,pior, ser traido depois, justifica a tentativa?</p>
<p>Não !- dizia Joana- melhor ficar como estou porque, além de tudo, poupo lá na frente uma criança de sofrer. Enquanto Joana pensava, o barulho de gente lá fora misturava com os sons típicos do domingo no bairro : carros chegando com visitas, crianças correndo na praça, rádios inconvenientes…</p>
<p>Quase duas da tarde e o povo já quer festa ! Será que não tem nada de útil para fazer ? Vivem como se a vida durasse para sempre, como se merecesse comemoração, como se valesse a pena.</p>
<p>Um jovem casal toca a campanhia da vizinha. Esses dois…- resmunga Joana- depois que o William casou vem duas vezes por mês encher a paciência da Dna Mercedes. Já não teve que aguentar a vida inteira, agora tem que ser simpática para a Rose só porque é sua nora.</p>
<p>Olha lá ! Quanta hipocrisia, beijinho, sorrisinhos…Por isso eu digo, melhor ficar sozinha ! Assim evito minha família de constrangimentos, tendo que ficar fazendo política com genro a vida toda. Será que as pessoas não percebem ? Só procuram umas as outras por fraqueza e convenção social.</p>
<p>Quem não casa é mal falado. Até político é atacado agora por adversária porque não tem filhos ! Faça-me o favor…por isso eu digo sempre: Eu quero é morrer sozinha, fazendo o que der na mente e na hora em que quiser.</p>
<p>Melhor ser mal falada do que ficar chorando por causa de homem, deus que me livre ! Prefiro o meu canto, meus livros, meu quarto, minha cama…trrrrimmmm Telefone em pleno domingo ?</p>
<p>Os pais tinham saído, o jeito era sair da janela e atender ao maldito telefone antes que arrebente de tocar. trrrrimmmmm…. Eita povo chato ! Se ligam para a casa dos outros em pleno domingo é porque ninguém se respeita mais….trriimmmm….</p>
<p>-Alô !- atendeu rispidamente</p>
<p>Silêncio do outro lado.</p>
<p>- Alô! – mais rispida ainda.</p>
<p>- Oi.- alguém vacilante responde.</p>
<p>- Oi o que? Quem ta falando ?</p>
<p>- Joana ?</p>
<p>- Quem é?</p>
<p>- É a Joana ?</p>
<p>- Caramba , quer me irritar no domingo ta conseguindo ! Sou eu sim,quem é ?</p>
<p>- Sou eu… o Isaque.</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>- Alô ?</p>
<p>- Isaque ?</p>
<p>- Desculpa Joana, pensei o dia inteiro. Na verdade tenho pensado há cinco anos e acho que temos muito a conversar…</p>
<p>Ela fica muda.</p>
<p>- Você está me ouvindo ? ele pergunta.</p>
<p>- To.- com um restinho de voz.</p>
<p>- Você pode desligar o telefone agora em minha cara, vou entender e nunca mais te ligar. Mas quero que saiba que há cinco anos eu me perdi. Achei que o caminho de sempre me levaria para onde sempre quis mas, me perdi. Nesse tempo tentei remontar as pecinhas do quebra cabeça da minha vida, fiz de tudo para encontrar por onde seguir e, a estrada sempre passava por você. Sinto sua falta e quero muito te ver.</p>
<p>Ela ainda está quieta.</p>
<p>Isaque continua:</p>
<p>- E quero que seja hoje. Preciso pegar o caminho certo, sentir que estou voltando pra casa.</p>
<p>Joana respira, fecha os olhos, engole seco e diz :</p>
<p>- Daqui uma hora na praça do por do sol ? &#8211; Estarei lá.</p>
<p>Joana, pernas bambas, respiração ofegante, pensamento e coração disparados vai até a mesa, pega a chave da porta e segue em direção ao por do sol.</p>
<p>Enquanto caminhava, nem percebia que os barulhos tinham mudado e o cenário típico de domingo parecia feliz. Talvez a madrugada de sábado tenha terminado.</p>
<p>Talvez, fosse domingo de novo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/flaviosiqueira.wordpress.com/2194/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=flaviosiqueira.com&amp;blog=4070796&amp;post=2194&amp;subd=flaviosiqueira&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Em casa.</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2009/02/14/em-casa/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 11:55:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flaviosiqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em fração de segundos, revi tudo: A luz forte, a falta de ar, os cheiros que nem me lembrava. Os primeiros sinais de consciência, as duvidas, os medos da noite. Ouvia meu choro agudo e suplicante, sabendo que vinha de um tempo que ficou lá atrás, mas agora, para minha surpresa, jorrou como se nunca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=flaviosiqueira.com&amp;blog=4070796&amp;post=1412&amp;subd=flaviosiqueira&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em fração de segundos, revi tudo:</p>
<p>A luz forte, a falta de ar, os cheiros que nem me lembrava.</p>
<p>Os primeiros sinais de consciência, as duvidas, os medos da noite. Ouvia meu choro agudo e suplicante, sabendo que vinha de um tempo que ficou lá atrás, mas agora, para minha surpresa, jorrou como se nunca estivesse ido embora.</p>
<p>Tudo girava.</p>
<p>A velocidade era espantosa, mas o que dava vertigem era a sensação de sair de um tempo e cair em outro, como se todos os tempos existissem ao mesmo tempo.</p>
<p>Sentia como se não houvesse fronteiras, tudo acontecia em um segundo.</p>
<p>Meus amigos ! Lá estavam os primeiros, aqueles que nem me lembrava, depois vieram o Guto , o Nando e o Rafa: todos corriam, gargalhavam, mas não me viam.</p>
<p>Enquanto as imagens se esvaiam como areia, eu ouvia vozes que, por mais que me parecessem familiares, não conseguia identificá-las ou sequer entender o que diziam.</p>
<p>Tinha muito vento também. Quase como se eu estivesse no meio de um vendaval.</p>
<p>De repente era outro tempo: Eu estava em uma estrada a noite, no rádio do carro uma música do Jonny Rivers, meu coração batia descompassadamente.</p>
<p>Antes que pudesse entender o que era aquilo, apareci em uma praça. Crianças brincavam e eu me sentia angustiado.</p>
<p>É como se estivesse voltado a tarde da perda.</p>
<p>Mas não deu para sentir nada tamanho a velocidade em que os cenários se alteravam.</p>
<p>Rostos, cheiros, paisagens, sensações, iam e vinha, quase como uma agulha de uma costureira que fura aqui, passa linha alí, vai e vem até que a costura esteja pronta.</p>
<p>As coisas começavam a fazer sentido.</p>
<p>Passeando entre elas, olhando minha vida daquele ponto, senti como se tudo fizesse parte de uma coisa só.</p>
<p>Olhava as grandes alegrias e as terriveis tristezas como fruto de uma única coisa que, no fim das contas, me trazia até aquela hora.</p>
<p>As imagens foram sumindo.</p>
<p>Me sentia leve e a intensidade das emoções que acabara de reviver estavam diminuindo, cedendo lugar a uma espécie de êxtase.</p>
<p>O vento se aquietou, as vozes se calaram e agora tudo era silêncio e, no silêncio, tinha paz.</p>
<p>Acolhimento. Talvez seja a melhor descrição.</p>
<p>Abri os olhos lentamente e uma senhora grande e negra com olhos penetrantes , sorriso que reproduzia a mais intensa e sincera felicidade veio em minha direção.</p>
<p>Eu não sabia onde estava, mas sabia que era alí o meu lugar.</p>
<p>Ela me abraçou.</p>
<p>&#8220;Estive contigo o tempo inteiro, cuidei de você em cada instante e agora você voltou pra casa&#8221;- disse a senhora , agora me olhando com amor quase palpável.</p>
<p>&#8220;Onde estou ? O que eu tenho que fazer? &#8221; &#8211; perguntei confuso, mas quase esperando a resposta que viria:</p>
<p>&#8220;Você já fez. Alías, quem fez fui eu e o que eu quero é o que sempre quis: Que você descanse em mim. Tudo o que você viveu contribuiu para que chegasse até aqui.  Essa é sua casa.&#8221;</p>
<p>As memórias ficaram para trás. Já não importava mais o que tinha sido porque agora tudo estava no lugar.</p>
<p>-Quem é você ? perguntei.</p>
<p>-Eu sou, e isso basta.</p>
<p>-Eu nunca ví a senhora, mas sinto como se sempre tivessemos sido íntimos.</p>
<p>-Sempre fomos porque você veio de mim. Sua essência é a minha e nunca houve nada que não saisse de mim.-  sua voz soava como música. Quando ela falava, parece que o mundo de aquietava.</p>
<p>- Já nos vimos antes?- eu ainda estava confuso.</p>
<p>- De varias maneiras. Com vários rostos, em varios sons, o tempo todo.</p>
<p>Ela já não tinha mais a mesma fisionomia. Seu rosto já não se parecia mais com homem ou mulher, apesar de traços humanos.</p>
<p>- Você é Deus ?</p>
<p>- Me chamavam assim também.- ela continuava sorrindo.</p>
<p>- Então você é Deus ! concluí.</p>
<p>Ele ( ou ela?) sorriu acolhedoramente, chegou mais perto e disse:</p>
<p>- Sou quem sempre fui. Deus é o nome que escolheram me chamar, mas Eu Sou.  E você é, em mim.</p>
<p>- Ainda não entendo- tive que confessar.</p>
<p>- Você ainda está cheio de conceitos errados. Esperava encontrar um velho justiceiro que agora leria seu juizo e determinaria seu destino eterno. Não sou assim. Nunca fui. Você está em casa e todas as suas angústias passadas tinham a ver com o fato de que estava longe daqui. Mesmo assim, sempre estive contigo e  minha morada sempre foi em seu coração. Não existe separação entre nós.  Nunca existiu.</p>
<p>Eu não conseguia mais falar. Ele continuou:</p>
<p>- Agora é hora de se desvencilhar de suas concepções religiosas. Daqui a pouco você verá muitas coisas que não se parecem com o que via nas casas de pedra, que diziam ser minha casa. Verá muitos homens e mulheres diferentes daqueles que se proclamavam meus embaixadores. Aqui não há limite de tempo e espaço e nem separação. Aliás, sempre foi assim. Experimentará a plena sensação de unidade e saberá que faz parte de tudo.</p>
<p>Enquanto falava, sua fisionomia se humanizava.</p>
<p>Agora tinha rosto de homem com feições palestinas.</p>
<p>- Venha, vou te contar o que quiser saber. Chegou a hora de conhecer a verdade e ela te libertará- Ele caminhava e fiquei olhando por alguns instantes.</p>
<p>Não parecia ser diferente dos outros palestinos a não ser pelo seu olhar que me descortinava a alma.</p>
<p>Ele sorriu. Parecia saber o que eu estava pensando.</p>
<p>Não consegui mais resistir e fui em sua direção sabendo que tinha muito a ouvir:</p>
<p>- Quem me vê, viu o que precisava ver.  Os que são meus, sempre reconhecem minha voz.</p>
<p>Segui caminhando , ouvindo atentamente e, apesar de não saber exatamente onde estava, sentia nitidamente que finalmente estava em casa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/flaviosiqueira.wordpress.com/1412/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=flaviosiqueira.com&amp;blog=4070796&amp;post=1412&amp;subd=flaviosiqueira&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A volta.</title>
		<link>http://flaviosiqueira.com/2008/10/27/a-volta/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 11:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flaviosiqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[De repente as pessoas foram chegando.   Aquele barulho que rangeu durante toda a madrugada cessou o que dava a entender que a porta estava aberta:   -Pelo menos não me incomodarei mais com ela.   Na verdade, nada me incomoda mais – pensou enquanto percebia as pessoas chegando – Nem as pessoas, barulhos, problemas…. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=flaviosiqueira.com&amp;blog=4070796&amp;post=740&amp;subd=flaviosiqueira&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"><a href="http://flaviosiqueira.files.wordpress.com/2008/10/pict0049.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-739" title="pict0049" src="http://flaviosiqueira.files.wordpress.com/2008/10/pict0049.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">De repente as pessoas foram chegando.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Aquele barulho que rangeu durante toda a madrugada cessou o que dava a entender que a porta estava aberta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">-Pelo menos não me incomodarei mais com ela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Na verdade, nada me incomoda mais – pensou enquanto percebia as pessoas chegando – Nem as pessoas, barulhos, problemas….</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Vendo daqui, lamento por ter me preocupado tanto.<span>  </span>Se eu soubesse que simplesmente não valeria a pena…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Alguém segura sua mão:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">- Fique tranquilo, estou aqui. – A voz era conhecida, mas ele estava cansado demais para olhar. Ainda mais que os pensamentos não cessavam:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Porque será que consigo sentir a energia das pessoas ? Parece que, invisiveis, elas invadem o ar e cada particula de oxigênio fica impregnada de tudo o que sai de seus corações. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Ouço vozes, mas estou em silêncio. <span> </span>Quanto mais quieto, mais me ouço…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Agora a porta rangeu, parecia sendo fechada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Se fecharam, é porque todos estão aqui- pensou- O que será que vão fazer depois ?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Que música é essa ? Parece vir do estacionamento…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Intrumento de corda, vozes…coral ? Deixe-me ouvir…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">A melodia que vinha do estacionamento não conflitava com a que ouvia nas vozes dos que se concentravam alí, apesar de serem ouvidas ao mesmo tempo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Quer dizer que nessas horas a gente ouve música…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Porque será que não percebo mais o tempo ? Parece que 40 anos acontecem em um instante. Vejo tudo : As árvores da rua,<span>  </span>mãe chorando, brincadeiras de criança, os passos, voltas, idas, vindas, choros, sorrisos…Tudo de volta ! Ou será que nunca saíram daqui ?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">De repente sou que sempre fui e não consigo mais me dissociar em fases. Sou e pronto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Sinto como se em mim encerrasse o menino que subia em árvores, o adolescente tímido, o homem que cantava, a criança que chorava a noite e o pai que levantava para cuidar. Sou todos eles e aquele que não vou ser: O senhor grisalho, o avô pacificado; estão todos em mim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Ouve alguém soluçando mas isso não o detém:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">É como se o tempo não existisse mais. Sou todos que fui e serei, o tempo agora vive em meu coração. Se o passado e futuro estão no agora, finalmente percebo que não tenho fim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">O volume da música do estacionamento aumenta a medida em que as vozes do quarto diminuem:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Agora sei. Essa música…- Era harmoniosa, parecia som de violino mas sabia que não era- …essa música, eu conheço…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Começa a lembrar dos frequentes sonhos onde era compositor. Neles, as músicas fluiam e se pareciam muito com a que ouvia agora.:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Sou todas as estações e um pouco de cada tempo. Tudo o que fui ainda é, e o que serei reflete em mim. O tempo já foi, e agora vejo tudo em um plano só. Foi hoje que nasci, cresci, amadureci e hoje voltarei para casa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Não precisava abrir os olhos: ele via.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">As vozes ficavam ainda mais distantes, ainda cantavam algo sobre um vaso na mão de um oleiro, mas estavam distantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Os pensamentos cessaram.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">A sensação era de leveza, paz , acolhimento inexplicável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Já não ouvia vozes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Agora a música estava nítida e nada mais parecia tão importante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Uma incrivel sensação de unidade e a percepção de que o momento seria eterno.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">As mãos que seguravam a sua se transformam em abraço.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Não vê ninguém mas sente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Agora tudo estava em paz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Sylfaen;">Tinha voltado para casa.</span></p>
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