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Tempestade

janeiro 25, 2011

Faz uns vinte anos que não ouvia essa música, mas nunca esqueci a letra : “…tempestade sempre passa e depois vem o sol. Muito embora durasse a noite inteira…”

Sei disso e faz tempo que não temo as nuvens.

Ouça com ouvidos de ouvir.

Com Rod Mayer

Classe Media

dezembro 17, 2010

Somos um país onde a classe media aumenta, aumenta, aumenta…

De Max Gonzaga

Nunca estamos sozinhos.

outubro 14, 2010

Tudo o que somos é o que levamos dentro de nós.

Nossas prioridades, aquilo que merece nossa atenção, nossa energia.

Entre tantas demandas, o que realmente importa ?

No fim das contas, em nossos breves dias, vale o que somos e nossa capacidade de valorizar aqueles que nos cercam e nos lembram que nunca estamos sozinhos.

Lady Antebellum- Never Alone

Para quem não tem nada.

março 12, 2009

Você pode não ter nada.

Bolsos vazios, contas acumulando, geladeira cheia de moscas.

Trabalhar o dia todo não é mole e, depois, o holerite dá vontade de chorar.

Se tivesse mais estudo, mais cultura, mais influência… pensam alguns.

Mas não tem.

Você pode não ter nada, mas tem muito mais do que imagina.

Nina Simone – Ain´t got no

Não tenho casa, não tenho sapatos
Não tenho dinheiro, não tenho classe
Não tenho roupa, não tenho suéteres
Não tenho fé, não tenho barba
Não tenho mente

Não tenho mãe, não tenho cultura
Não tenho amigos, não tenho escolaridade
Não tenho nome, não tenho amor
Não tenho passagem, não tenho ficha telefônica
Não tenho Deus

O que eu tenho?
Porque eu estou viva?
Sim, o que eu tenho?
Ninguém pode se livrar disso

Tenho meu cabelo, tenho minha cabeça
Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
Tenho meus olhos, tenho meu nariz
Tenho minha boca, tenho meu sorriso

Tenho minha língua, tenho meu queixo
Tenho meu pescoço, tenho meus seios
Tenho meu coração, tenho minha alma
Tenho minhas costas, tenho meu sexo

Tenho meus braços, tenho minhas mãos
Tenho meus dedos, tenho minhas pernas
Tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés
Tenho meu fígado, tenho meu sangue

Tenho vida, tenho minha liberdade
Tenho a vida

Tenho uma dor de cabeça e dor de dente
Momentos ruins como você
Tenho meu cabelo, tenho minha cabeça
Tenho meu cérebro, tenho minhas orelhas
Tenho meus olhos, tenho meu nariz
Tenho minha boca, tenho meu sorriso

Tenho minha língua, tenho meu queixo
Tenho meu pescoço, tenho meus seios
Tenho meu coração, tenho minha alma
Tenho minhas costas, tenho meu sexo

Tenho meus braços, tenho minhas mãos
Tenho meus dedos, tenho minhas pernas
Tenho meus pés, tenho meus dedos dos pés
Tenho meu fígado, tenho meu sangue

Tenho vida, tenho minha liberdade
Tenho a vida, vou conservar isso
Tenho a vida, vou conservar isso

Para o dia ficar melhor.

novembro 12, 2008

Triste quando nos encerramos em nosso próprio tempo e acreditamos que tudo o que é, sempre foi, e que antes, nada existiu.

Culturalmente vivemos um pouco disso.

A necessidade do lucro aliado ao fato de que as grandes massas tendem a gostar do que é perecível, fazem com que grandes expoentes da nossa cultura sejam esquecidos.

Pior quando isso mexe com o signficado que tem apreciar uma boa música, ler um bom livro, ver um bom filme.

Não que tudo que seja novo seja ruim. Claro que não !

Mas discernir o valor das coisas, passa pelo reconhecimento do que o passado nos trouxe.

Preste atenção nesse vídeo, nos acordes, expressões e sons de um belo retrato daquilo que, com toda a simplicidade, demonstra que o talento está acima de toda a pirotecnia e descartabilidade de parte das músicas de sucesso.

É relaxar, voltar no tempo e viajar ao som de Cartola ao lado de seu velho pai:

Pregadores do merchand.

outubro 30, 2008

Saiu hoje no Uol*, um artigo do Ricardo Feltrin comentando sobre um “pastor” que faz merchand de consórcio usando o nome de Jesus.

Ele ora, pula, grita, desafia e depois, com voz mais calma diz :”..você liga e realiza, em nome de Jesus, o sonho da casa própria, por apenas 300 reais por mês..”

Lembro que, quando gravava para uma rádio evangélica, de um pastor que, antes de entrar no ar comentáva em tom debochado com o operador :”Presta atenção como se faz, amanhã minha conta vai bombar”, e , quando abria o microfone dizia com voz chorosa : “Deus me disse que quer que você deposite 12 reais. Vai ouvir a voz de Deus? Porque 12 ? não sei, irmão, mistério…”

E a bispa que aparecia na televisão sorrindo e anunciando tudo o que é produto ?

Produtos, políticos, quem pagar aparece em lugares onde o povo é só moeda de barganha.

Cheios de sinceridade no coração, defendem seus líderes sem saber que, longe deles, são verdadeiros lobos.

” Cada um prestará contas da sua vida, eu faço minha obrigação”, dizem.

Obrigação ?

Isso é medo de Deus. Afinal de contas, diante de tamanho descaramento preferir não ver, arrumando justificativas, é ter medo de Deus.

Se acreditássemos que Deus é amor as coisas não seriam assim.

Eles usam o medo, exploram os desejos, alimentam a ganância, prometem o mundo e dizem ” se der certo a responsabilidade é da igreja, se der errado a culpa é sua”.

E o povo acredita.

Usam a liberdade religiosa para não serem molestados, quando descobertos alimentam o ódio dizendo-se perseguidos, capitalizam até o mal.

Para esses homens, tudo é dinheiro e não existe fé.

Fazem o povo acreditar que longe da “igreja” estarão longe de Deus, sem deixar que percebam que Igreja não são templos, mas gente, que “comunhão” não se dá em guetos onde todos pensam igual, mas na sociedade, que “palavra de Deus” não precisa ser um homem dando palavras de motivação em um microfone mas é tudo o que vemos e tudo que é bom.

Como lobos, conduzem as ovelhas para o matadouro, cegando-as e fazendo com que virem seres legalistas, moralistas, idólatras e juizes de todos.

O pastor do merchand é só um exemplo.

Os lobos estão entre os pastores, padres, políticos ou todo o grupo que tem poder de influência sobre uma massa de gente.

E não adianta discutir, provar, falar com coerência.

Vira guerra santa, Jirah !

Olham seus líderes como legitimos representantes do céu, e ai dos que atacam seu alah !

Ai se esse povo não tivesse medo de Deus…

Se aprendessem a questionar…

Se soubessem que pensar não é pecado…

Se não se sentissem tão culpados…

É a consciência baseada no amor e a sensação que, de fato, Deus é bom que nos livra dessa prisão, nos abre os olhos e nos deixa viver, descobrindo que igreja de fato somos nós e “igreja” no máximo uma extensão terapêutica do que, antes, começou no coração.

Que comunhão é como vivo e me relaciono com o mundo e a “comunhão” da igreja uma oportunidade de convivio social e fraterno entre iguais, e só.

Sem medo não seriam presas, em paz, sabendo que “não é por merecimento para que ninguém se glorie”, mas pela graça, sem explicação, sem meritos, sem honras, sem pirotecnias que encontramos a paz.

Simples, só isso.

* Link da matéria comentada : http://noticias.uol.com.br/ooops/ultnot/2008/10/29/ult2548u625.jhtm

Bons e velhos anos 80.

outubro 28, 2008

Já escrevi aqui que foi a música que me levou para o rádio.

Geralmente é assim, ou pelo menos era.

A pessoa se apaixonava pela música, ligava o rádio, prestava a atenção,a curiosidade em saber como aquilo funciona e se instala a paixão.

Engraçado que ,depois de um tempo no ar, você tende a desgostar das músicas que toca porque viram instrumento de trabalho.

Agora, enquanto ouve, está preocupado com o tempo, a vinheta, comerciais, textos e a música, que antes era fruto de quase devoção, vira mais um elemento entre tantos que precisa para compor seu trabalho.

É por isso que a maioria dos radialistas são apaixonados por Flash Back.

Ao ouvir aqueles acordes você é diretamente remetido ao tempo em que era só ouvinte e que tudo acontecia a base de sonho e paixão.

Claro que não fujo a regra !

Apesar de estar voltando a ouvir músicas com mais frequência, ainda me deixo levar pelo que ouviamos nos bons e velhos anos 80.

Aquelas que nos apaixonamos como ouvintes não enjoamos,de modo que essas podemos tocar o dia inteiro no rádio.

Para mim, uma delas é We built this city do Starship que, por sinal, nunca tinha visto o clip.

Fiquei tão feliz quando vi que decidi compartilhar contigo:

Jorge Camargo.

outubro 27, 2008

Sempre adorei música.

Ainda criança, lembro com nitidez eu mexendo no “3 em 1″ do meu pai, sintonizando as rádios, procurando alguma para gravar.

Lembro das idas ao Mappin Itaim (agora Extra) com meu irmão para comprarmos discos.

Foi a música que me levou para o rádio, mas confesso que só encarei o rádio como profissão depois que já estava nele.

Antes, meu maior incentivo em estar lá era poder abrir o microfone e falar coisas legais para as pessoas.

Mesmo que aos dezesseis anos não costumamos ter muito a dizer, era bom estar lá.

Entre tanta gente do bem, conheci o Jorge Camargo.

Poeta acima da média, musico virtuoso, sensível a vida, daqueles que você não precisa de tempo para aprender a gostar.

Como aconteceu comigo, foi a música quem o levou até aquela rádio e, com o tempo, percebeu que estava no lugar errado.

Foi comigo que conversou quando sentiu que era hora de outros vôos e eu sabia que tinha razão. Pouco depois eu faria o mesmo e seguiriamos nossos caminhos: eu no rádio, ele na música.

De longe sempre tive notícias de seu excelente trabalho e, especialmente ontem, encontrei algumas de suas músicas na internet.

Descobri seu e-mail, lhe escrevi e fiquei contente em retomarmos contato.

Tenho descoberto que, mais do que nunca, devemos estar próximos de quem tem o mesmo espírito, e compartilha os mesmos sonhos.

Com o Jorge eu sei que é assim.

Na sequência duas músicas dele de presente para você. Uma fala de amor, outra de felicidade.

Veja, deixe seu dia ficar bom :

Jorge Camargo- Fale de amor

Jorge Camargo- A felicidade

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