Sorvete derretido.

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Ontem fomos fazer compras e antes paramos na lanchonete do super mercado para tomarmos um rápido sorvete.

Sentamos na mesinha esperando a garçonete que não demorou muito:

– Por favor, uma bola de brigadeiro e uma de creme.- eu disse

– OK. Um sorvete…qual o sabor?- perguntou a garçonete.

– Uma bola de brigadeiro e outra de ceme.

– Um sooorrrveeete , uma bola de que mesmo ?

– Brigadeiro.

– Um sorvete de brigadeiro. Mais alguma coisa?

– A outra bola de creme.

– Um sorvete de creme.

-Não é outro sorvete. É um só com duas bolas: uma de brigadeiro, outra de creme.

-Então é um sorvete de creme e outro de brigadeiro ?

– Não ! Falo de um sorvete só. Nele duas bolas: uma de brigadeiro e a outra de creme.

– Ah sim, mais alguma coisa ?

– Uma água tônica e um pão de queijo.

Ela saiu e eu sabia que o pedido viria errado.

Vinte minutos depois, levei meu filho para lavar a mão e cruzei com ela:

– O pedido ta saindo ?

– O pedido ? – enquanto remexia em uns papeis e perguntava para uma colega se estava com a comanda.

– O senhor pode pedir de novo? É que perdi a comanda.

Em um enorme exercicio de paciência refiz o pedido, mas dessas vez para outra funcionária.

Mais meia hora, ou seja, mais de cinquenta minutos após minha chegada, já impaciente e querendo cancelar, chega o sorvete: uma bola de chocolate e outra de creme:

– Mas não tinha brigadeiro ?

– Ah, era brigadeiro é?

– Tudo bem, e a agua tônica ?

Ela pegou novamente a comanda, fez cara de surpresa e foi buscá-la para voltar quase dez minutos depois.

Saí de lá pensando como as empresas estão contratando mal. Em tempos tão competitivos, ainda existem funcionários de RH que não sabem discernir se os contratados para anotar pedidos são capazes para tal.

É assim na lanchonete onde eu estava e acontece em restaurantes, hoteis, lojas,rádios, empresas dos mais diversos setores e, quando algum deles vai mal, não sabem de onde vem o problema.

Empresas são constítuidas por gente e, se as pessoas não são indicadas para realizar as tarefas para qual são pagas, não adianta investir em marketing, palestras e tecnologia.

Antes de qualquer coisa é preciso ter gente competente e disposta a realizar um bom trabalho, caso contrário, todo esforço será inútil e seus clientes esperarão quase uma hora para tomar um sorvete.

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O valor está em você.

Mesmo que grande parte das pessoas compartilhem dos mesmos anseios, no fim das contas, eles servem para, de alguma maneira, preencherem lacunas absolutamente específicas.

Se pudessemos enxergar nossas dinâmicas interiores em uma tela de computador, veriamos que tudo o que está na superfície – e naturalmente visivel- nada mais é do que o resultado de combinações do que se esconde nas profundezas.

Basciamente, é a soma de nossos medos que produz grande parte de nossas motivações.

O caminho entre esses dois pólos – medo e motivação- é pavimentado a partir do significado que damos a cada coisa.

É você quem decide o quanto vale cada passo, recuo, baque, conquista, tragédia, traição, perda, decepção ou surpresa.

Cada um desses elementos, estão presentes na vida de todos.

Muda a intensidade, variam os tons, mas ninguém vive até a maturidade sem experimentar cada uma dessas circunstâncias e, de alguma maneira, ver seu caminho influenciado por elas.

Basta um pouco de atenção para que você perceba que acontecimentos iguais, causam impactos completamente diferentes entre as pessoas.

Isso porque, quem dá significado é você.

Mas, para extrairmos o real valor de cada coisa, é preciso que o percuso entre o medo e a motivação seja iluminado pela luz do auto conhecimento.

Se durante a caminhada você não estiver disposto a se reavaliar constantemente, será obrigado a enfrentar cada uma das circunstâncias a partir da negação de que, se algo tem valor, é porque antes vale para você.

Isoladamente não.

Problema só gera falta de confiança e depois tensão, se antes ele for problema para você.

 

É a angústia diante do imprevisivel e a sensação de não saber por onde ir que nos faz pensar que, se a saída de emergência está interrompida, estaremos sem alternativa.

 

Todas as possibilidades da existência vivem em você, portanto se limitar ao que consegue ver em determinado momento é desconsiderar que provavelmente existem outras saídas.

 

Uma das nossas dificuldades, é que, sob tensão, pensamos tantas coisas que deixamos de ouvir os pensamentos mais básicos que certamente lhe responderiam se simplesmente você ouvisse.

 

Ao invés de encerrar a questão na saída que não deu certo, aquiete o coração.

 

Comece a prestar atenção nas pessoas e repare como curiosamente para cada uma a vida tem um signficado.

 

Veja como, inclusive problemas irremediaveis, como a morte, por exemplo, deperta em cada um reações, questionamentos e atitudes completamente diferentes.

 

Quem tem razão ?

 

Para cada um, uma resposta porque o problema não pode ser medido isoladamente de sua química de vida: cada um tem a oportunidade de encontrar seus próprios caminhos que, no entanto, só acontecem na coletividade.

 

Isso quer dizer que isoladamente será bem mais difícil.

Entrevista com Julinho Mazzei

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Já faz alguns anos que ele saiu do rádio.

Mas isso não muda o fato de que, para grande parte dos ouvintes e profissionais, Julinho Mazzei continua sendo referência.

Pelo seu pioneirismo, ousadia e capacidade de criar na cabeça de quem ouve,verdadeiros mundos, onde ele era o comandante.

A bordo do Radio Flight, milhares de pessoas viajaram pelo planeta e aprenderam muito sobre música, tradições, cultura…

Hoje ele mora nos Estados Unidos e é produtor independente de televisão.

Em um longo e aberto papo, Julinho fala sobre as inevitáveis mudanças do rádio diante da tecnologia.  Expõe suas inspirações, expectativas e desabafa contanto que decepções e falsas promessas lhe afastaram do rádio.

Dá conselhos para quem chega ou está há muito tempo na “latinha”, comenta sobre a falta de investimentos no meio e revela que, hoje em dia, só liga o rádio para ouvir sobre trânsito ou alguma notícia de última hora.

Apesar disso, deixa claro que sua clara percepção sobre o veículo que o projetou nacionalmente continua sendo uma de suas características.

Nos próximos minutos, a palavra está com Julinho Mazzei.

 

  

Julinho, você começou no rádio em uma época onde a inspiração vinha do AM.Helio Ribeiro foi um dos que te inspirou. No entanto, a inspiração não pavimentava o chão , ela só abria o caminho. Como foi construindo sua identidade?

 

O estilo que criei no rádio foi o resultado de uma combinação de várias coisas.

Sim! Escutei muitas AM’s na época quando cheguei aqui. Eram rádios super legais e dinâmicas e os locutores pareciam estar com “fogo no rabo” – rápidos e sempre cheios de energia.Nessa mesmo época, os locutores no Brasil ainda eram daqueles que queriam ter a voz forte e tentando ser “elegantes”no ar.Por outro lado, aqui nos States os locutores já eram malucos e muito originais.

 

Por falar em malucos (no bom sentido da palavra), uma das minhas maiores inspirações veio muito antes mesmo de vir morar aqui nos States. Foi no Brasil escutando o Big Boy (que Deus o tenha) na Mundial do Rio de Janeiro!! Um fenomeno que infelizmente nunca mais teremos o grande prazer de ouvir.

 

Os States foi um lugar que me ajudou muito a criar uma identidade no ar. A maneira de viver, o comportamento, a tecnologia e cultura avançada, a facilidade de realizar e aprender coisas novas, tudo isso me ajudou a criar um estilo.

 

O Hélio foi o meu primeiro professor.Foi ele que me abriu os olhos para a realidade do rádio. Ele me mostrou o lado mais poético e humano da coisa.

 

Enfim, o AM me inspirou e abriu portas, o FM me mostrou o caminho e foram

pessoas como o Big Boy e Hélio Ribeiro que me mostraram como fazer e mostram o lado mais legal e sincero.

 

Se no começo a inspiração vinha do AM, de onde ela vem para os novos profissionais do FM?

 

Todos se inspiram em alguém ou em alguma coisa. Hoje em dia, acho que  a maior parte da inspiração vem da própria tecnologia. Até “ontem” todos sonhavam em poder montar uma rádio própria, de ter a liberdade de falar e tocar o que bem quiser, e hoje isso é uma realidade! Qualquer um pode ter uma e com ela criar o seu estilo e mandar o seu recado.

 

Mas ainda acho que todos nós, independente da profissão, continuamos a ter alguém como referência.. Aqueles que gostam do mundo corporativo, se inspiram nos mestres dos negócios como o Steve Jobs, Richard Branson, Bill Gates, sei lá!! Assim como os novos atores e atrizes aprendem assistindo aos filmes das grandes estrelas de Hollywood  e assim crescem, procurando e desenvolvendo a sua identidade em alguma coisa de alguém:

um gesto, um sorriso, um olhar, uma simples lágrima,uma entonação ou

algo diferente que ouviu.

 

 

“Hoje em dia, eu não ouço rádio pela música e sim apenas para saber com anda o transito no meu caminho diàrio ou alguma outra notícia de última hora.Fora isso, nem ligo!!”

 

 

 

Essa mudança de referências tem responsabilidade no enfraquecimento do rádio ou é o enfraquecimento do rádio que faz com que as referências mudem?

 

Não,não acho que o rádio enfraqueceu.O que acontece hoje, é que os tempos mudaram e a competição aumentou. Com a evolução a internet ,um novo mundo se abriu à todos aqueles que nunca tiveram a chance de sair de suas cidades ou país. Até pouco tempo atrás só aqules que podiam viajar é que tinham acesso a outras culturas. Hoje, escutar uma rádio americana, canadense, holandesa, alemã, japonesa, ouvir (e ver ao vivo) shows e acontecimentos internacionais é uma coisa comum. Com essa abertura que a internet nos trouxe as referencias também ampliaram e muito!!

 

 

Se na sua época no rádio o acesso a música era diferencial, hoje qualquer um tem acesso a qualquer música.Qual a importancia da música para o rádio de hoje ?

 

 

Acho que a música continua sendo um elemento muito importante no rádio de hoje. No entando acho que algumas pessoas ainda ouvem o rádio terrestre – esse que a gente bem conhece e que todos nós crescemos ouvindo – porque ainda não tem outra alternativa. Talvez por não terem meios de ouvir ou comprar um ipod ou um mp3 player. Hoje em dia, eu não ouço rádio pela música e sim apenas para saber com anda o transito no meu caminho diàrio ou alguma outra notícia de última hora.Fora isso, nem ligo!! A tecnologia mudou tudo!!

 

 

E até onde essas mudanças que abrem possibilidades novas para os ouvintes, proporcionam a migração de anunciantes para outras mídias ?

 

Como já falei,a tecnologia mudou tudo. Nos olhos das grandes companhias e

patrocinadores, sem dúvida o rádio se tornou um veículo muito fraco para investir. Hoje, temos mil outras maneiras de promover, vender, anunciar(gritar, berrar, chorar..rs) nossos produtos.Alternativas muito mais eficazes e diretas e atingindo muito mais publico. A televisão continua sendo a grande “vitrine”de vendas, mas para aqueles que, por razões finaceiras, não podem pagar para anunciar na tv e  que sempre tiveram no rádio o seu veiculo de promoção, partem agora para outras alternativas baratas e mais fortes como a internet, cable, outdoors, celular, etc.  Mas acho que sempre existirão aqueles que ainda acreditam no veículo rádio como uma forma de promoção.

 

Quando me refiro ao enfraquecimento do rádio, incluo que esse fenômeno tem atingido as mídias tradicionais como um todo. Até as novelas da Globo tem tido consideráveis quedas de audiência. É um indicativo de que as coisas estão mudando rápido demais ?

 

Não resta a menor dúvida! Volto a bater na mesma tecla tecnológica. Aqueles que só tinham a oportunidade de ver a Globo, hoje tem milhares de outras opções de conteúdo. Qualquer um hoje pode assitir ou gravar programas em outras mídias. Sim! O mercado mudou e o mundo hoje é outro. Quem não se adpatar a nova realidade de mercado e continuar vivendo de estratégias passadas não sobreviverá. É hora para se realizar uma grande reestruturação interna nas rádios e nos outros veículos mais tradicionais de informação, criando novas alternativas e prioridades.

 

 

Diante da velocidade das mudanças que tipo de profissionais se destacarão no mercado ?

 

Aqueles espertos com uma grande visão criativa e coragem.Serão aqueles que sabem que não sabem nada e por isso estão sempre buscando aprender novas estratégias e conhecimento.

 

 

 

“Tem que saber que o microfone não é apenas um aparelho que amplia a sua voz e sim um instrumento poderoso que pode ser usado para transformar, conscientizar, ajudar, criar situações, refletir e até mudar a história do mundo”

 

 

 

Você acredita que estamos nos aproximando do fim do rádio como hoje conhecemos?

 

Sim! O rádio que nós conhecemos irá mudar, mas não morrerá.Acho que no futuro ele irá continuar informando e prestando serviços a comunidade,mas não com a mesma força de antes.

 

Se no dia em que todos tiverem acesso a web teremos a “democratização” da comunicação a medida em que cada um poderá ter sua própria mídia, o que será das grandes redes ou conglomerados ?

 

Esse dia praticamente já chegou, existem até índios na Amozônia ascessando a net para saber a previsão do tempo para amanhã..rs. O que será dessas grandes redes? Elas continuarão e existir mas como já mencionei quem não se adptar, vai dançar.

 

Sente que as grandes redes tem se adequado com eficiência a essas transformações ?

 

Elas terão e jà estão tentando se adptar. Aqui nos States elas investim muito em novas idéias,ou pelo menos estavam. Acontece que agora com essa nova e triste realidade econômica global muita coisa vai mudar. Neste momento nem eles sabem o que vem pela frente. Ninguém sabe.

 

O Marcelo Braga citou em uma entrevista que estamos vivendo a era dos “filtros pessoais”, sendo que, cada vez menos, as pessoas aceitam que o veiculo lhe imponha determinado conteúdo. Como encara essa nova era ?

 

É claro que ninguém aceita ser dominado ou controlado por alguém ou por alguma mídia qualquer.

 

Assim como muita gente, eu nunca aceitei nenhum tipo de imposicão.Eu só escuto o que quero e quando eu quero e ponto final. Hoje as opções de informação são tantas que é não faz sentido um veículo impor alguma coisa.

 

Se eu não gosto mudo do canal, mudo, se não gosto da rádio que estou ouvindo, mudo ou desligo tudo e vou curtir um som ou assitir algo no meu iPhone ou no iPod, preciso de mais alguma coisa? Não! Fico muito feliz que as pessoas estejam usando os seus “filtros”. Até que enfim. Viva o filtro e a democracia!! Amém.

 

 

“Se existir uma boa oportunidade posso até voltar”

 

 

A geração que nasceu entre o fim dos anos 80 e começo dos 90, já cresceu acostumada com a possibilidade de acesso a qualquer tipo de conteúdo e com a facilidade de, na web, encontrar recursos de áudio, video e texto na mesma fonte. O que, na sua opinião, as mídias tradicionais devem fazer para não perder esse público de vez ?

 

Flavio, sinto lhe informar,mas já estão perdendo e não tem mais volta. Deixa eu te perguntar um coisa: Você encontra na Globo o mesmo conteúdo e da  variedade de informação que a internet lhe oferece? Você ouve na Jovem Pan o mesmo conteúdo que exite na web?Bem, aí é que está. Acho que não preciso responder mais sobre isso.

 

 

“Conheço muita gente que abondonou suas carreiras no rádio por causa de decepções e falsas promessas,eu foi um deles”

 

 

O que passa as ser caracteristica mais importantes nos novos profissionais?

 

O tempo muda, mas as caracteristas terão que ser sempre as mesmas: Um profissional de rádio é aquele que primeiro, ama o que faz. Precisa ser inteligênte, dinamico e alegre. Precisa estar sempre bem informado com os assuntos e problemas da sua cidade,estado, país e do mundo. Tem que saber que o microfone não é apenas um aparelho que amplia a sua voz e sim um instrumento poderoso que pode ser usado para transformar, conscientizar, ajudar, criar situações, refletir e até mudar a história do mundo.

 

O bom profissional, é aquele, que escuta mais e fala menos,mas quando fala,

fala bonito e faz a gente se emocionar. É uma pessoa humilde e sabe que ainda tem muito que aprender . Mas de todas as caracteristicas, acho que a mais importante de todas é o respeito que ele ou ela tem que ter pelo seu público. Muitos esquecem que sem ele nada existe!!

 

Será que toda essa abertura facilita a volta ao mercado, ainda que através de mídia própria, de grandes profissionais como você ?

 

Sei lá! Não sei o que passa pela cabeça dos outros profissionais. Conheço muita gente que abondonou suas carreiras no rádio por causa de decepções e falsas promessas,eu foi um deles.Mas esta é uma outra história que deixo para contar depois.

 

Muitos profissionais que trabalharam comigo também seguiram o mesmo caminho e estão trabalhando em outras setores, criaram seus próprios estúdios, produtoras e estão muito felizes com isso. Outros criaram suas “web radios”ou mudaram totalmente de vida.

 

No meu caso, ainda não sei o que vai rolar. Estou feliz trabalando como produtor de televisão e outras coisas e quase não tenho tempo para me dedicar ao rádio. Mas nunca se sabe, né? Com a nova tecnologia qualquer dia desses a minha “radinha”entra no ar. Existe o momento certo para tudo.

 

Voltaria ao rádio brasileiro ?

 

Sim!! Se existir uma boa oportunidade posso até voltar, mas dessa vez será no meus termos.

 

 

“aproveite que você tem o poder do microfone e use-o para melhorar as vidas das pessoas e da sua cidade. O mundo está precisando muito de gente positiva, alegre e feliz. Seja um deles!!”

 

 

O que tem feito?

 

Nos últimos anos tenho trabalhado como produtor independente de televisão

para vários canais americanos e brasileiros. No Brasil, entre meus clientes estão: o Discovery Channel, National Geographic, HBO, MTV e VH1.

Além de produtor de televisão, montei uma produtora onde crio conteúdo  para a web e edição de video. Além disso, uso a minha voz para a gravação de vinhetas, comerciais de tv e rádio, chamadas, promos e campanhas promocionais para um montão de clientes.

 

Se pudesse resumir um conselho de como os novos (e velhos) profissionais devem agir diante da grande revolução nos meios de comunicação que estamos experimentando, o que diria?

 

Independentemente dessa revolução toda que está rolando ou que veículo você esteja,os princípios básicos são sempre os mesmos: a humildade, o conhecimento de causa, a sinceridade, o respeito pelo público. No ar ou fora dele não importa, tente ajudar as pessoas, dar uma força, grite sempre pelo seus direitos e dos outros, inspire as pessoas trazendo sempre informações legais e com um sorriso no rosto (mesmo estando fudido de grana e de ter perdido a namorada..rs) aproveite que você tem o poder do microfone e use-o para melhorar as vidas das pessoas e da sua cidade. O mundo está precisando muito de gente positiva, alegre e feliz. Seja um deles!!

 

 

Como vê o rádio daqui a 10 anos ?

 

Pergunta dificil.

 

Em termos tecnológicos,vejo rádio como um sinal transmitido de um central enorme e dividida em vários outros canais onde cada ouvinte pode escolher o tema ou estilo que quiser. Assim como é hoje  a SIRIUS ou a XM Radio. Pra você ter uma idéia, hoje no eu tenho no meu carro e na bicicleta acesso a 365 rádios digitais (sem comerciais) que vão desde programas de música, esportes, política até receitas culinárias. Acho que será algo parecido mas de uma maneira ainda mais interativa onde o ouvinte pode até criar a sua!

 

Só Deus sabe.

 

Honestidade

É natural que, em busca da preservação ou mesmo da conquista de determinada condição, as pessoas acabem por mostrar-se exatamente a medida em que lhes pareça conveniente.

 

Por exemplo, se você participa de uma reunião onde seu diretor coloca em debate algum assunto que, por qualquer motivo, lhe pareça desconfortável, a tendência é que naturalmente você se posicione na defensiva e passe a falar com mais cautela.

 

Nos relacionamentos conjugais, a esposa deixa de fazer determinado comentário para não magoar o marido, enquanto ele prefere omitir o que lhe parece menos importante, justamente para evitar desconfianças.

 

Não que devessemos sair por aí dizendo sempre exatamente tudo o que der na telha, certamente isso causaria problemas. Mas sem querer, nos auto programamos para nos preservarmos, não só através do natural instinto de sobrevivencia, como através do que falo, penso e faço, o tempo todo.

 

A medida em que procuramos nos moldar adequadamente a cada contexto, corremos o risco de perdermos nossa condição mais primária que é a de sermos honestos.

 

Vejamos : quando crianças, agiamos com total transparência e não mediamos as consequências de nossas birras.

 

Você já viu criança fazer media ?

 

Enquanto vemos o mundo com inocência, agimos com absoluta e desconcertante honestidade.

 

Sabendo disso, os adultos aprendem a tolerar demostrações de desapreço, muitas vezes acompanhadas de gritos e choros intermináveis, pelo simples fato de que, por serem crianças, tem a prerrogativa de serem livres.

 

A medida em que somos inseridos nos grupos e começamos a nos relacionar , percebemos que a “meia verdade”, pode nos favoecer sempre que dita em favor de nossos interesses.

 

Com o tempo, a soma dessas “meio verdades” constroem uma estrutura psiquica onde as coisas vão perdendo seu valor e se relativizando, se o que estiver em jogo for do meu interesse.

 

É o ponto onde passo a não mais permitir que os outros me vejam e assumo a condição de um espelho humano que somente projeta as expectativas de quem vê.

 

Esse processo adoece a medida em que diminui consideravelmente nossa auto percepção e contribui para que, com o tempo, nos transformemos em indivíduos – conscientes ou não- manipuladores.

 

Quando estabeleço a honestidade como primeiro pilar na conquista da confiança, proponho um caminho que começa dentro de cada um e, a partir da consciência de que estamos nos perdendo de nós mesmos, resgata a capacidade de nos reconhecermos em nossas falas e atitudes.

Aprendendo a ver por outros ângulos

Um dos problemas da tensão, é que tendemos a ver as coisas a partir de um só ângulo.

 

Não que seu ângulo necessáriamente seja errado, mas, fazendo assim, eliminará a possibilidade de enxergar a realidade com horizonte ampliado e visão tridimensional.

 

Sempre que um ouvinte me pedia um bom caminho para chegar em determinado ponto, me preocupava em fornece-le duas ou mais opções e dizer : agora é contigo. Escolha o melhor para você e siga em frente.

 

As vezes, isso resultava em certa insatisfação, a medida em que tinha gente que simplesmente não queria pensar. Tendemos a preferir que as coisas venham “mastigadas”.

 

Já recebi e-mail de gente insatisfeita, dizendo que dar a quem está no sufoco do trânsito mais de uma opção de saída, é atribuir a quem já está no sufoco mais uma tarefa e que isso pode ser estressante.

 

A esses eu sempre respondo que, o pior estresse é a falta de caminho.

 

Certo dia eu estava brincando de desenhar com meu filho de cinco anos.

 

Ele desenhou a si próprio em uma paisagem bonita, fazendo churrasco em uma grande mesa.

 

Quando lhe perguntei porque tinha feito uma mesa tão grande e se não colocaria ninguém mais com ele, pensou, pensou e pediu para que eu completasse o desenho:

 

– Quem você quer que venha comer esse churrasco com você? Perguntei.

 

– Pode ser minha namorada ?

 

Crianças nessa idade tem várias namoradas. Eles perguntam “quer namorar comigo ?” a outra responde “sim” e, pronto. Já estão “namorando”.

 

Mas como, apesar disso ele “ainda” não tem namorada, resolví inventar uma.

 

– Pai, você fez uma namorada barriguda ! – foi a reclamação depois do desenho.

 

Confesso que não era só barriguda, se existisse a tal namorada na folha de papel pesaria uns 150kg.

 

– Mas qual o problema Flavinho ? Se ela é sua namorada você gosta dela e, se gosta ela deve ser legal. – tentei argumentar politicamente correto.

 

– Você estragou meu desenho – ele falava com olhos marejando.

 

Vou dar um jeito.

 

Ele se animou.

 

Peguei a caneta e rabisquei aqui, alí, fiz com que a barriga virasse um avental, o papão um nó que vinha até o pé, dando um jeito para que a perna grossa virasse parte do avental, ou seja, risquei de tudo o que é lado e consegui tirar uns 90 dos 150kg.

 

Ele sorriu, agradeceu e disse que agora a “namorada” estava mais bonita.

 

Para modificar aquele desenho, tive que ver na imagem o que ela não era, para, a partir de então, moldá-la de acordo com a realidade que, em principio, só acontecia na minha imaginação.

 

É assim para tudo.

 

Situações aparentemente irremediaveis só parecem assim porque irremediavelmente nos encerramos em nossas próprias limitações.

 

Nada é estático, de modo que tudo o que hoje aparenta ser rígido, de fato não é.