A história das coisas

Veja e reflita:

Parte 2

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Fim da necessidade do diploma de jornalismo.

Existem inumeros jornalistas (com formação) sem a menor condição de estar onde estão. Assim como também existem os que não se formaram e ainda assim fazem um excelente trabalho. man-diploma

Portanto, diante da extinção da necessidade do diploma para o exercício do jornalismo, esse argumento não é válido. A alegação do STF é que, mantendo a obrigatoriedade do diploma, de alguma maneira estariam tolhendo o direito opinativo do cidadão que não possui formação academica.

Sob o ponto de vista social, faz todo o sentido. Então onde está o ponto de desagrado da classe ? Bom, fica claro que a “classe” quer defender a “classe” e só.

Não faz sentido argumentar que, sem o diploma, não há condições de lidar com a notícia.  Ora, não é isso que todos fazem todos os dias? No bar, ponto de taxi, restaurantes, bancos, escritórios…somos seres opinativos e lidamos com a informação na hora de nossas principais escolhas.

Esse tipo de argumento me soa semelhante ao que anda dizendo o próprio presidente do supremo em relação a não ouvir a sociedade em suas decisões. Aliás, comentários desse tipo tem sido cada vez mais frequentes , desde o “estou me lixando para a opinião pública”, dando impressão de que só vale o que a “elevadissima casta” tem a dizer.

Me parece que a defesa implacável da necessidade do diploma para o exercicio do jornalismo passa por aí.

“Isso fará mal ao mercado”- dizem alguns. Só se o mercado quiser, já que a ele é dado o direito de escolher quem irá contratar.

Diploma é bom, agrega, ajuda, traz conhecimento sim,  mas não garante nada, muito menos talento. A faculdade continuará sendo o que sempre foi: útil, porém não determinante para o resultado final de um bom trabalho.

Ainda que seja útil para a formação da base do jornalista, acredito que essa base pode ser constítuida a partir de outros caminhos, a começar por outros tipos de graduação.

Por que o economista não pode falar sobre encomia, o advogado sobre direito e o ex jogador de futebol sobre a partida, sem um diploma de jornalista ? Isso não lhe soa estranho ?
A prática demonstra isso todos os dias em que constatamos que os bons e maus profissionais não se medem necessariamente pelo curso que optaram, mas sim por sua cultura, determinação e conhecimento.

No mais, choram os donos de universidades que cobram o “Olho da cara” e os que se sentem “lesados” por terem feito um curso que hoje na prática não faz diferença.

Profissionais capacitados ou não sempre irão existir e isso não tem a ver com a faculdade que fizeram.

Como sempre, com faculdade ou não, no fim das contas os melhores se destacarão.

Quando chega o dia mau

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Repare nos outdoors. Gente feliz, sorrindo com olhares convidativos e mensagens cativantes.

Cativantes também são os títulos de best sellers que prometem ensinar “não sei quantos passos” para a felicidade, o reconhecimento, a vida “plena”.

Alias, plenitude é a propósta : dos programas de TV, pregadores religiosos, políticos e anuncios publicitários.

Você já parou para pensar na quantidade de mensagens – ostensivas e subliminares- que somos expostos desde a hora que acordamos até o momento de dormir ?

De um jeito ou de outro nós gostamos disso, e, ainda que seja sem perceber, construimos nossos castelos sobre tais promessas.

Aí chega o dia mal. Quando o imponderado surpreende, nos abala e força os questionamentos.

Por que o avião caiu ? Por que o mundo está sendo destruido ? Por que crianças são abandonadas ? Por que aconteceu comigo ?

Diante das contínuas mensagens de ‘você pode”, “você merece”, “o mundo é seu”, o choque da catástrofe parece nos dizer que há algo contraditório em nossa percepção de vida.

O problema, é que gostamos de ver as coisas sob a ótica do juízo e do merecimento. Diariamente tomamos pílulas de positivismo para que, junto, venha o compre, faça, vote, doe, venha.

É uma permuta:

De um lado você compra, de outro eu faço você acreditar que, comprando, será feliz. Até que meu novo produto seja lançado.

Não há nada de errado em comprar ou vender, a não ser que nessa transação a moeda seja da busca ou da promessa daquilo que o dinheiro não compra.

“Mas eu comprei e agora mereço” é a sensação que ficamos diante do que nos dizem.

Só que a vida não é assim e, diante da realidade, tendemos a nos sentir lesados como consumidores e, muitas vezes, recorremos ao Procon existencial sob forma de estupefamento ou crises de depressão.

Nem tudo o que lhe parece bom é para o bem, assim como nem tudo o que tem cara de mau, mata.

O dia em que você aprender a ver a vida sem as lentes do juízo, entenderá que acontecimentos são apenas mídias. Que a morte, é apenas o fim de um ciclo entre os que vivem, que a doença é uma condição física ( as vezes da alma também) e que um dia as coisas terminam.

Quem dá significado aos acontecimentos é você, isso conforme o que lhe habita o coração.

Por isso aquele que constói seu castelo sobre  propóstas de felicidade a qualquer custo ( literalmente), viverão em eterno conflito entre o que gostaria diante do que é.

Esses vivem sentindo-se injustiçados.

A vida não premia ou castiga. A vida ensina e a lição é absolutamente individual.

Então, caminhe em busca de percepção. Olhe e veja, escute e ouça, pense e entenda.

É assim que são as coisas, e será cada vez mais.

Pense nisso.

Uma janela se abrindo.

Nem tudo está disponível aos sentidos.

Nem tudo o que parece, de fato é.

As vezes o que tem aparencia de loucura, abre possibilidades infinitas aos homens que hoje se limitam ao que tocam e vêem.

E se o mundo não for só isso ?

E se alguns dos pilares de nossas cultura se desfizerem com o tempo ?

E se descobrissemos que tudo é possível ? Que nesse momentos universos nascem e morrem, construindo e descontruindo realidades que de alguma maneira interferem em nossos processos.

Se o mundo vive em nosso olhar, o que de fato é real ?

A cada dia fica mais dificil ao homem de bom senso viver somente de acordo com o que seus limitados sentidos captam.

Nem sempre um insight é só um insight, um sonho um descarrego psicológico. Vai ver nem todas as sensações são apenas impressões desconectadas de razão e talvez, as coincidencias não sejam apenas isso.

A cada dia que passa me convenço de que transitamos em uma realidade desconhecida, mas que no entando me invade os sentidos mesmo quando não sei.

Para mim, a fé é a porta de entrada pela qual a ciência tem revelado possibilidades infindáveis.

O milagre somos nós. O milagre vive em nós.

Um raio de sol tem invadido o pequeno e apertado cubiculo que vivemos até hoje.

Você tem coragem de olhar pela janela ?

Reserve quarenta minutos do seu dia e assista a esse documentário produzido pela BBC de Londres.  Depois pense no que escrevi aqui.