Nossas escolhas de cada dia.

Todos os dias você escolhe ser quem é.

O que pensa, como veste, o que come, onde vai, com quem fala, o que lê, assiste, interessa, faz…tudo contribui para que agora você esteja onde está: com suas questões, erros e acertos.

Não é uma palavra ou um pensamento (positivo ou negativo). Não é somente uma decisão ou um passo.  Olhando isoladamente cada escolha implica em um determinado processo, mas somente a combinação de todas elas formaram aquilo que você é por inteiro.

Como a combinação de temperos que dá gosto a comida, foi a soma de suas escolhas que lhe trouxe até aqui.

Acontece que nunca saberemos exatamente onde as escolhas se encontrarão, em que medida minhas decisões implicarão em consequências que hoje sequer cogito, a não ser depois que acontecem.

Olhando somente sob este ângulo tudo parece dificil demais, a não ser por um detalhe: a possibilidade de nos reinventarmos a partir da perspectiva de um novo olhar.

Se sou fruto de minhas escolhas, que elas sejam pautadas em graça, entendimento e sobretudo consciência, especialmente lembrando que ser do bem é um processo que começa com uma escolha.

Quando nos desintoxicamos do fluxo do dia a dia aprendemos a encontrar significado onde realmente ele está.

Isso muda toda a referência e nos ajuda a escolher pelo bem, todos os dias.

E , acredite, isso faz uma enorme diferença.

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Tudo vive em você

Nesse exato instante você está em frente a um computador.

Desse local, olhando para os lados, vê a sala, o escritório, o quarto, a lan house, ou onde quer que esteja, a partir de determinada perspectiva.

Se der três passos para o lado, ou subir na cadeira, ir até a porta, se agachar…se mudar de posição, toda sua perspectiva mudará.

Nossa percepção da realidade é sempre condicionada a posição que estamos em relação a ela.

É sempre assim.

Olhamos o mundo sob nossa fixidez de valores, entendimento, leis, padrões, convicções, convenções, receios e medos.

Aliás, o medo é uma das piores maneiras de enxergar a realidade porque ele sempre a interpréta contra si mesmo. Sempre.

Isso quer dizer que o que lhe parece real, quase sempre está intoxicado de você , de modo que, uma simples mudança de perspectiva pode contruir um mundo absolutamente novo, ainda que os elementos de fora sejam exatamente os mesmos.

A física quantica fala sobre a possibilidade do olhar mudar a matéria. Ora, o olhar muda o mundo.

Afinal de contas, seu mundo é continuamente interpretado e reinterpretado a partir de você mesmo.

Mude a perspectiva, suba na cadeira, ande para o lado, olhe do outro lado da sala, e tudo mudará.

Tudo vive em você.

Questão de olhar

Tem gente que vive no escuro.

Para esses os dias parecem desgastantes, as possibilidades nulas, o fardo sempre mais pesado.

São aqueles que pouco enxergam a beleza e, ainda que tudo vá bem, encontram motivos para dizer que não é bem assim.

Outros vivem na luz.

Esses sabem encontrar o bem no dia mau e tem consciência que muitas vezes o bem chega com carranca e o mal pode se travestir de bem.

Quem vive na luz, enxerga o outro como extensão de si mesmo, sabendo que todas as coisas se conectam pelo amor, e só por ele.

Só posso ver o mundo a partir de mim mesmo. De modo que, se o que vive em mim é luz, tudo se iluminará.

Ao contrário, quando me encho de “trevas” , quão grande será a escuridão.

Os olhos são a lâmpada do corpo.  Quando o olhar é bom, todo o resto também é.

Pense nisso.

Escolhas e caminhos.

Escolhas são precedidas de renúncias.

Quando escolho aquilo, abro mão do outro ; se vou por aqui, deixo de ir por alí ; caminhando até lá, deixarei de caminhar até o outro lado.

Não posso ter tudo o que quero.

Decidindo por determinado caminho  serei obrigado a fazer outras escolhas, de forma que na vida  sou colocado sempre em cheque.

Uma escolha pode determinar como serei eu, filhos, netos e assim por diante e, diante disso, a possibilidade de errar faz com que muita gente simplesmente não ande.

Se em tudo há cobranças e errar pode ser fatal, como caminhar ?

Acontece que ficar parado também é uma escolha e, acredite, entre todas decidir não caminhar geralmente é uma das piores.

É como querer ficar parado na esteira rolante.

A vida se move muito rápido para que eu resita a caminhada.

Faça seu caminho.

Querer o mundo inteiro é ficar sem nenhum a medida em que, pensando assim, você abre mão de ter o único que lhe completará: seu próprio mundo.

De dentro para fora, primeiro no coração, mente, sentidos, depois o mundo de fora que será nada menos do que reflexo do que  antes começou aí; em que mundo você quer viver ?

Lembre-se que sempre haverá renúncias, nem tudo o que você quer será exatamente assim mas, se resistir a caminhada, nunca saberá o que tem pela frente

Siga em direção ao seu mundo, faça suas escolhas, caminhe e, acredite: você ainda terá muitas surpresas. Afinal de contas meu mundo é exatamente do tamanho do que antes decidi ser interiormente.

Que caminho você vai seguir ?

Lições do Jesus histórico e o cristianismo.

Hoje eu estava lendo uma matéria sobre pesquisas que buscam confirmar os rastros históricos da vida de Jesus.

Como os Evangelhos não tinham essa preocupação, cientistas, arqueólogos e historiadores tentam montar um enorme quebra cabeça baseado em poucas informações, descobertas ou evidencias para tentar entender um pouco mais a vida do judeu que dividiu a história ao meio.

Pesquisas desse tipo sempre alimentam acalorados debates entre os que querem provar que Jesus foi um mito inventado para dominar massas e os que acreditam que revelar seu lado humano pode esvaziar sua mensagem.

Quase tudo o que sabemos a seu respeito, está relacionado a seus 3 anos de ministério. A pergunta é : o que aconteceu antes ?

Talvez tudo o que ele teria a ensinar o fez nesse tempo, de tal forma que, o que vem antes, não importa a não ser para satisfazer nossas curiosidades.

O engraçado é que essa busca pelo Jesus histórico, revela um homem simples, marceneiro, desprovido de ambições políticas.

É quase consenso que era pobre e não fazia menções sobre a criação de uma insituição religiosa.

Jesus não fundou o Cristianismo.

Sua mensagem era cheia de parabolas e comparações com eventos do dia a dia e, a medida que atraia o povo, irritava as autoridades políticas e religiosas.

Na vida do Jesus histórico a religião já existia e travava com ele grandes embates.

Depois do Jesus histórico, a religião continuou, mas agora dizendo que era dele.

Se a mensagem desconstruia determinadas regras que instituiam caminhos penosos para conectar o homem a sua espiritualidade, fazendo com que se sentissem responsáveis e merecedores de toda a dádiva, hoje, criamos leis e penitencias (seja ela de qual natureza for) e as vinculamos a ele.

Usamos seu nome para absolutamente toda a sorte de interesses.

Com todo o respeito e sinceridade, não consigo associar a mensagem de Jesus sequer ao cristianismo, quanto mais a alguma religião.

É por isso que religiões de todos os estílos, dificilmente se auto denominam como tal.

Revelação, ciência, racionalidade, verdade e outras palavras são usadas para descrever o mesmo : regras criadas por nós onde, geralmente, só os que estão vinculados a determinadas organizações (ou tribos), que frequentam o mesmo lugar seguindo o mesmo discurso, que se parecem na fala ou no vestir e que se reconhecem por cacoetes, onde a aparencia – seja de sabedoria, espiritualidade, desenvolvimento ou bom coração- tem que ser excercida ,lembrando que todos os que estão longe precisam ser alcançados para serem iguais a nós. Só assim, dará certo.

É dificil aceitarmos caminhar sem regras, somente com a consciência.

Precisamos de símbolos e regras que nos faça sentir melhor.

Talvez, olhar para o Jesus histórico seja uma chance de nos despoluirmos de informações associadas a ele, alimentadas por diversos interesses a quase dois mil anos.

Entender sua mensagem tirando dela o contexto religioso só pode fazer bem.

Desambientalizando os ensinamentos, contextualizando-os – assim como ele fazia- no dia a dia facilitaria em muito a comprensão.

Estranho notar que o que hoje consideramos ser os “ateus”, “desviados” ou “hereges”, geralmente são ( sem mesmo saber disso) os que com sinceridade não conseguem assimilar discursos moralistas e desprovidos de misericórdia ou bom senso como sendo verdade.

Por mais dificil que seja, preferem desconectar-se por completo de qualquer uma dessas convicções ao invés de fazer concessões descabidas.

Por não saberem como lidar com isso, já que esse tipo de postura pode gerar sentimento de culpa, preferem radicalizar e aí se instiucionalizam de novo, mas dessa vez como ateus.

Para eles, olhar para o Jesus histórico ajudaria, porque tudo indica que ele também era assim.

Ele sabe que todos os que andam na contra mão do que se convenciona “a verdade da maioria”, de um jeito ou de outro, termina crucificado.

Quem você escolhe ser ?

Quando era criança, quem imaginava ser quando estivesse na sua idade?

Será que, exageros a parte, você ao menos se parece com aquela idealização ?

Engraçado como a maioria das pessoas não é aquilo que gostaria de ter sido.

O bancário queria ser bombeiro, o engenheiro ser piloto e o professor achava que se transformaria em ator.

Tendemos a, como diria Martinho da Vila, deixar que a vida nos leve, nos esquecendo que, na verdade, podemos ser quem quisermos ser.

Se pudesse mudar as coisas que lhe desagradam, o que mudaria ?

Ao longo da vida, tendemos a criar determinados padrões que nos servem como guia para sempre. Isso vai se cristalizando e,de alguma maneira, nos convencendo que, se foi nosso caminho até alí, é porque não existem outras estradas. É por isso que costumamos repetir padrões nas escolhas, sejam elas sentimentais ou profissionais.

Criamos uma imagem e acreditamos que somos aquilo, sem saber que, de fato, o verdadeiro “eu” poucos conhecem.

Buscamos a aprovação das pessoas, o reconhecimento da sociedade, a admiração dos colegas e não percebemos que, a medida em que os outros me categorizam, posso me tornar refém na tentativa da manutenção daquela imagem, por mais distorcida que seja.

Deixamos que qualquer vento nos leve por qualquer caminho, sem ter a menor idéia do que nos transformaremos até chegar ao destino.

Você pode ser quem quiser.

Se tiver coragem de romper laços, quebrar padrões e não precisar da aprovação dos outros, saiba: você pode se transformar em qualquer coisa, afinal de contas; sempre é tempo.

Me lembrei do filme Duets, onde um dos personagens surta e ,de comportado corretor, vira um doidão muito mais sorridente e feliz.

Se transformações são inevitáveis, que sejam para o bem e naquilo que queremos ser.

Você está feliz com o que é ?

Pense diferente, rompa padrões, veja o que não costuma ver, vá onde nunca foi, leia mais, sorria mais, converse mais, repare mais nas pessoas e na vida, não tenha medo de se arriscar, surpreenda-se, mude o assunto, não tenha medo de ser incompreendido, encare sua humanidade sabendo que sempre será cheio de ambiguidades portanto, não tenha medo se ser humano, não se compare com ninguém, se apaixone, perdoe, ame, pergunte, questione, pense, acredite, seja simples e grato sem culpa, sabendo que a vida acontece a medida em que você se expõe a ela.

Mudar a rota é questão de opção e coragem , afinal de contas, sempre existe um preço.

Você está disposto a isso ? Ainda dá tempo…

No fim das contas, tudo é uma questão de escolha.

O fluxo.

Até onde você tem controle sobre sua vida ?

Tem noção de todos os processos interiores que te levam e decidir por determinada roupa, comida, trabalho, amigos, diversões, livros, revistas, passeios, etc…?

Já parou para pensar até onde é influenciado direta ou indiretamente nas suas escolhas cotidianas ?

Tudo o que é produzido por nossa cultura, de um jeito ou de outro, vaza na gente.

Isso quer dizer que, se você ouve rádio, vê TV, lê outdoor, revista, jornal, livro, acessa internet, conversa com pessoas, opina, ouve…está recebendo esse fluxo de informações que , cada vez mais, sai de todos os lados.

Somos parte de um processo de retroalimentação: se em uma ponta alimentamos a cadeia, em outra somos alimentados por ela, de modo que nunca se sabe onde os elos terminam ou começam.

Essa produção é a base daquilo que chamamos de cultura e, ainda que aparentemento a propósta  seja a da “contra cultura”, o que vemos são só pólos do mesmo processo.

No fim das contas o capitalista e o comunista, o virtuoso e o amoral, o religioso e o ateu estão falando a mesma coisa. Mudam somente os símbolos mas o discurso é o mesmo.

Aliás, vivemos de símbolos onde o que vale é a aparência, nunca a essência.

Poucos percebem que são levados pelo fluxo. Poucos se incomodam com ele.

Embalados pelo discurso dos “ismos” somos mantidos em nossa própria vaidade, trabalhando de sol a sol, pensando, projetando, construindo, sempre com o mesmo objetivo que só é revelado em última análise: sermos aceitos.

“Tenha mais, e o mundo se curvará”. “Ainda que não seja, aparente, e será respeitado” – é o que habita a alma do que hoje se vende em forma de produto, discursos ou filosofias.

Aí olho pro lado e vejo executivos engravatados, trabalhadores de crachá, donas de casa, idosos, vendedores, gente que sobe e desce as ruas todos os dias correndo atrás do que ? Do sustento do dia a dia ? Da prestação do carnê ? Da casa própria, do carro novo, da roupa nova, da viagem do fim do ano…mas para que ?

A cada dia me convenço de que um dos grandes desafios da existência é a capacidade de saber o real valor das coisas.

Ter dinheiro é bom, viajar, comprar uma casa, um carro novo também, mas a questão é : será que isso não tem nos consumido demais ? Temos colocado essas questões na prateleira certa ?

Será que não temos perdido boa parte de nossas vidas em troca dessa entrega de energia física e mental que só nos consome ?

Será que não percebemos que, no fim das contas, só estamos tentando nos manter no fluxo ?

O fluxo.

É ele que nos rege e nos mantém entretidos. Ele é que tenta nos convencer sobre quais devem ser nossas verdadeiras prioridades. É nos mantendo no fluxo que nos entregamos as “batalhas” sem ao mesmo saber se de fato vale a pena. A idéia é simplesmente nos mantermos no fluxo, de modo que qualquer questionamento soará mal.

Acho que é hora de pensar sobre isso. Talvez seja momento de reassumirmos o controle, de começar a fazer perguntas, a ver as coisas de fato como são.

Quais suas prioridades ? O que vale para você ?

Acho que é tempo de pensarmos nisso além dos limites de nossas vontades.

Talvez seja hora de nos enxergamos.