Onde você está ?

Dentro de nós existe uma dimensão absurdamente profunda, larga, extensa, inexplorada.

É um mundo onde poucos se aventuram e a maioria prefere acreditar que não existe.

Em cada humano há uma porta de conexão.  Em cada mente algum nível de consciência do eterno.

No fundo sabemos que não somos o que dizem. Preste atenção:  tem algo latejando aí em você todos os dias, como se algo estivesse errado, como se nem tudo se encaixasse.

Não é a toa que acordamos com a sensação de que não sabemos a história toda.

Não é a toa que as vezes nos sentimos longe de casa.

Entre o mundo criado a sua volta e aquele que existe dentro de você, entre o senso do que a media considera real e sua consciência questiona como verdade absoluta, entre o que dizem sobre você  e aquilo que sente em relação a própria essência, entre o que parece ser verdade mas não encaixa, não convence, não conquista….Entre o mundo que você vive e o mundo que vive em você, em que ponto você está?

Quem é você no meio disso tudo ?

Pense nisso.

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Compositores.

Nosso coração está cheio de som.

As batidas que saem dele se confundem com os graves e agudos da melodia que criamos interiormente.

 A música preferida é só uma chave para percebermos em que ritmo estamos naquele momento.

Vivemos de ritmos e produzimos sons o tempo inteiro.

Quando você está no trabalho, em casa, na rua, em todos os lugares, em cada coisa que toca, deixa ali um pouquinho da sua melodia.

Diga-me: o que tem te tocado ultimamente ?

Que tipo de som tem coincidido com o que sai de você, a ponto de criar identificação ?

Você é a música.

Acerte o compasso.

Regule os graves, médios e agudos e afine o que está desafinado. Como todo compositor, talvez você precise de inspiração.

Preencha os olhos, ouça o que é bom, alimente seu coração e, naturalmente, componha boa música.

Acredite na possibilidade de novos ritmos.

As vezes é necessário mudar a frequência.

Mexa em sua programação, acerte-se consigo mesmo e produza novos sons.

Talvez seja isso que esteja faltando para colher frutos melhores e se acertar consigo mesmo.

 Você é o compositor.

Boa sorte !

Nós, os forasteiros.

Você já teve a sensação de que não pertence a esse mundo ?

É quando a gente olha para o que a media acha bom e não consegue enxergar a razão. Sabe quando é dificil achar graça do que faz a maioria rir, bonito o que quase todos se impressionam e importante o que a maioria valoriza ?

Você vê as pessoas hipnotizadas diante da TV, desesperadas atrás de dinheiro, trombando umas nas outras, em atrito, desgaste, estress, e nem sabem a razão.

Pais tratam filhos como fardos, filhos olham para os pais como empecilios, politicos olham pessoas como lixo que vota, pessoas olham políticos como salvadores da humanidade, religiosos vêem seus fiéis como massa de manobra, fiéis vêem religiosos como representantes de Deus na Terra, enquanto a mensagem que ecoa de todos os lados é : “Tenha” ,”Aparente”,”Compre, compre , compre”.

Veja os livros mais vendidos. São sempre os “não sei quantos passos para não sei o que lá”. “As não sei quantas receitas para ser feliz”, “Você pode ser “o cara” se fizer isso ou aquilo” . E assim, perdidas, as pessoas compram e compram e compram.

No meio disso tudo, gente sensível que não perdeu o olhar e, diante dessa loucura, sente como se não pertencesse a esse mundo.

Pois é. A verdade é que não pertence mesmo.

Existe uma diferença entre Terra e Mundo. A Terra é onde vivemos. O planeta azul que gira em torno do Sol. O Mundo é o que criamos a partir do nosso olhar.

Seu mundo só existe em você e se projeta em tudo aquilo que você vê. Só é possível discernir o mundo a partir de você mesmo.

E o que isso quer dizer?

Se você se sente fora de casa, se esse mundo não se parece em nada com aquilo que existe aí dentro e a sensação é de constante desconforto, saiba:

Ainda que não possamos eliminar esse sentimento por completo, temos uma escolha. Essa escolha permite que, ainda que as coisas sejam como são, você as interprete a partir de um novo olhar.

Esse olhar sabe como o mundo é, mas reconhece a necessidade de temperá-lo com o que você faz de melhor. Seja uma palavra, uma ajuda, um sorriso, o primeiro passo para uma reconciliação, um pequeno movimento que ajude as pessoas a despertarem.

Você muda o mundo quando seu mundo muda em você.

É aí que as coisas acontecem de verdade. Ainda que tudo lá fora seja uma loucura, é o bom olhar que projeta no caos o equilibrio e permite que nós, os “forasteiros”, façamos alguma diferença aqui.

O desafio é o equilibrio entre o sentimento de não pertencer a esse mundo com a necessidade de conviver com ele, suas contradições e necessidades.

Mas isso fica para o próximo post.

Agora tenho que sair e escrever mais uma página do meu dia.

Até…

As impurezas

Outro dia eu acompanhava no rádio um debate entre religiosos falando sobre “impurezas”.

Alimentos, roupas, palavras, profissões, músicas, quase nada escapava.

Tem gente que não come isso, não vai alí ou tem medo de determinados pensamentos por acreditar que cometerá impureza.

Ora, sabe o que é impureza ?

É tudo aquilo que não é puro.

Logo, se o que sai do coração sai impuro, espalha-se “impureza”.

Se o que sai do coração sai puro, é com pureza que estamos lidando.

Simples.

Sem supertições ou símbolos pré determinados do que é ou não é.

É do seu coração que procede toda “impureza”.

Só isso.

Qual seu teto?

Qual o ponto onde você trava ?

A fronteira que nunca ultrapassa ?

Quando olha para sua vida consegue identificar os padrões que são definidos por suas limitações ?

Todos temos um teto.

Não que ele estivesse sempre ali, mas fomos nós com nossos medos, vícios, culpas, complexos, inseguranças… Quem construímos.

Olhe seu histórico e veja que geralmente quando chega naquele ponto as coisas “travam”: Esse é seu teto.

Uma barreira que no seu inconsciente definiu a fronteira impossível de ultrapassar. Aí suas escolhas, caminhos, companhias, amigos, trabalhos, terão como referência sua dimensão apequenada, limitada em seu teto.

Todos temos um.

Para uns mais alto, outros nem tanto, mas ele está sempre alí.

Diante disso, o desafio é identificá-lo e depois superá-lo.

Onde você trava ? Por que muitas vezes você não consegue seguir o ritmo que gostaria ?

Se o teto é fruto dos medos comece a enfrentá-los tendo em mente que você não precisa da culpa como companheira.

Preste atenção: você não precisa caminhar com medo ou sentindo-se culpado.

Lembre-se que você nunca terá a aprovação de todos, então esqueça essa preocupação.

Livre-se do peso morto e voe alto.

Acima do teto, novas possibilidades e, sobretudo, a oportunidade de transcender a si mesmo.

Qual o seu teto ? Acredito que chegou o momento de superá-lo.