Bem Brasil com Anderson Cavalcante

Quem ouviu o Bem Brasil* nesta segunda (dia 30/08), teve a chance de acompanhar a entrevista como autor, empresário e palestrante Anderson Cavalcante.

Passeando entre os temas dos seus livros, especialmente o best seller “O que realmente importa?” (Ed Gente), conversamos sobre as coisas realmente valiosas no dia a dia, percepções e posicionamentos importantes para conquistarmos qualidade de vida.

Quem ouviu pode ouvir de novo e indicar para quem gosta. Quem não teve essa oportunidade, não perca e ouça com tempo e atenção.

Sei que lhe fará bem.

A entrevista do Anderson Cavalcante está no meu podcast. Acesse aqui:

http://flaviosiqueira.podomatic.com/entry/index/2010-08-29T08_11_49-07_00

*O Bem Brasil é um programa semanal (com reprise aos domingos) apresentado por mim e transmitido pela rádio Sines em Portugal. (www.radiosines.com)

Eu prometo !

Tem muita gente que gosta de dizer que o Horário Politico é o melhor programa de humor da TV e do rádio.

Em parte concordo: Aqueles caras, aquelas caras, o que dizem e não dizem enquanto falam. Confesso que últimamente é a única coisa que me faz rir diante da TV.

Mas depois de achar graça, eu paro pra pensar por que é assim.

Mudanças e revoluções são vendidas como se as coisas só estivessem como estão, porque ele(a) ainda não tinha sido eleito.

Pior são aqueles de sempre. As mesmas caras e sorrisinhos amarelos. As ruas sujas, os cartazes, a propaganda nas mídias eletrônicas. Os mesmos topetes, tchauzinhos, olhares e promessas, sobretudo a mesma cara de pau em “pedir seu voto para continuar o importante trabalho que estamos realizando”. E o pior: Eles sempre voltam.

E por que é assim ? Porque nós queremos.

Pense: E se um candidato disser a verdade? E se ele aparecer na TV ou no rádio dizendo que as coisas são difíceis, que vai tentar mas não quer prometer. Que reconhece a barra que será conseguir espaço para trabalhar em favor dos eleitores, mas que , acima de qualquer promessa, oferece seu melhor espírito além de todo empenho para que as coisas funcionem.

Alguém com esse discurso seria eleito ?

Não é só o sistema politico que é construido em cima de mentiras e discursos vazios. Em algum ponto ficamos todos a mercê desse mesmo vírus.

Veja as frases que seus amigos colocam no msn. Veja os e-mails corrente que se espalham por aí. O que dizer dos discursos religiosos, políticos, auto ajuda, corporativos, etc…

Vivemos em um mundo onde pensar é pecado. Vivem nos dizendo que não podemos olhar para fora da caverna e que tudo o que devemos fazer é trabalhar, ganhar dinheiro, comprar e nos entreter, afinal, a morte é a única certeza da vida.

Quem quer ir mais longe? Quem quer saber mais? Vale a pena enxergar?

Entre a pílula azul e vermelha do Matrix, ficamos com a azul. Melhor não saber. Ai de quem enxerga.

Somos nós os culpados pelo que os políticos prometem. Eles apenas nos refletem.

É nossa a responsabilidade de tanta cegueira. Fomos nós que quisemos assim.

Quem quer mudar o mundo todo a partir do seu próprio mundo ?

Você quer?

Meu mundo eu

Não há nada no mundo que não tenha nascido no olhar.

Isso porque todas as suas impressões de vida são reflexos de como está seu coração.

Você só é capaz de reconhecer no outro o que existe em você, por isso constantemente nos projetamos em pessoas, objetos ou acontecimentos.

Um olhar carregado de juízo moralista geralmente denuncia um coração proporcionalmente frágil, que precisa de muletas (lei e moralismo), para que não se descambe justamente pelas vias que mais condena no outro.

É por isso que quanto mais fervoroso eu for em meus combates, maior será a sombra que nasce do lado de dentro.

Isso porque o mundo só existe em meu olhar e a maneira que reajo a ele denuncia quem de fato sou.

Mudança de mundo tem a ver com mudança de mente, afinal de contas, seu mundo só reflete aquilo que habita seu coração.

Pense nisso.

De verdade.

O personagem e o real.

A partir do momento em que sua percepção de vida muda, é natural que suas prioridades se alterem.

Quando vivemos um personagem, é natural que haja conflito entre quem de fato sou e aquele que procuro parecer.

 Esse conflito promove crises que nos desarmonizam conosco e com a vida.

No entanto, até por nos sentirmos interiormente divididos, nossas prioridades passam a ser tudo o que reforça a imagem daquele que criamos.

É a preocupação com a imagem.

Se vivemos no tempo do “politicamente correto”, é a preocupação com a imagem e com que os outros pensarão a meu respeito, a platarforma de suas prioridades.

Já que não estamos preocupados com quem somos de fato, vale mais o que reforçará no outro a idéia de que sou o que tento aparentar. 

Aquilo que me que chama a realidade e produz consciência, é trocado pelo que me entrete e me afasta de quem sou. É por isso que somos avessos ao debate e a reflexão, e preferimos os animadores de auditório e as “pegadinhas” da TV.

 A mesma razão nos afasta de uma espiritualidade consciente e voltada para o auto conhecimento, para algo que, em nome de alguma fé, prometa benefícios mensuráveis aqui e agora.

É o tipo de praticidade que nos afasta do que somos, e alimenta a sensação de que o personagem é real.