O leão que pensava ser uma ovelha.

E se tudo o que você pudesse ver, fosse apenas uma parte ? Me refiro a tudo o que exerga, tudo o que sabe, tudo o que pensa sobre o mundo, a vida , os outros e você.

E se de repente descobrisse que não é uma ovelha, mas um leão.

Se perdesse o medo de questionar suas convicções, suas crenças, as certezas que te fazem ser quem pensa que é.

Toda revolução começa na mente e o início é o exato momento em que descobre que você não precisa ser quem dizem que é.

Se não fossem os freios, vetores, anseios, culpas que tangenciam a caminhada e te colocam na “manada”, te transformam em media e te coloca na pior prisão: a prisão da mente, como seria ?

Talvez você não seja uma ovelha. Talvez, seja um leão.

Talvez seja hora de olhar seu reflexo na água.

Talvez seja hora de descobrir-se.

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Eu, a velhinha e o sol.

Aqui em Brasilia não chove faz quase 120 dias ( ou mais). A falta de umidade é tipica no planalto central e, com o sol, a seca, o calor, a poluição, o pó das ruas, fica mais dificil.

Tudo piora quando você está com roupa social, sapato, camisa, caminhando pelas ruas de um grande centro.

Enquanto me apressava para chegar ao meu destino e sair o mais rápido possivel debaixo daquele sol queimando a mais de 3o graus,  comecei a pensar o quanto o mundo exterior tem o poder de nos influenciar.

No calor me desgasto, desgastado me fecho, fico sem vontade de falar e me encho de mal humor. O ar seco parece deixar as coisas ainda mais dificeis.

Meus passos apressavam e meu rosto foi se fechando, até que uma senhora beirando os 80 anos passou por mim.

Ela caminhava com dificuldade, seus passos eram lentos, mas tinha algo de bom no rosto dela. O rosto era calmo, os lábios com leve sorriso, o olhar contemplativo como quem sabe a importância de observar.

Talvez porque tenha notado que eu reparava, quando me viu, disse “boa tarde”. E eu, desarmado, respondi sorrindo.

Foi rápido. Eu subi a rua, ela desceu, mas agora estou aqui escrevendo sobre o boa tarde da velhinha que mudou  minha tarde e me fez lembrar que minha fonte de energia mora dentro de mim e felizmente não está exposta ao calor do sol ou a secura de Brasilia.

A frequência com que me esqueço disso é bem maior do que eu gostaria. Quantas vezes me pego agindo como quem se entrega as variáveis humanas, climáticas, relacionais, financeiras ou existenciais, como se tudo isso fosse maior do que minha fonte de energia que mora dentro de mim.

Até um dia quente pode nos tirar o humor.

Só que as coisas não precisam ser assim. Felizes os que enxergam, ainda que os olhos estejam cansados e a mente inquieta.

Quando a gente aprende que a vida fala, que os sinais estão em tudo e em todos, que não há nada que não traga sementes de revolução, podemos discernir no olhar da velhinha que , apesar dos pesares, sempre podemos melhorar, nos vencendo, crescendo e aprendendo no sorriso daqueles lábios envelhecidos que não é no corpo, no conforto ou em qualquer outro lugar que encontramos a paz.

Ela existe dentro de nós e só entenderemos isso de verdade quando deixarmos de olhar para o sol, quando não nos deixarmos nos abater tanto pelo calor, quando a falta de umidade não for mais importante do que a possibilidade que todos temos de nos conhecermos, e sabermos que somos mais do que tudo isso.

Ando cansado, minha mente muitas vezes parece sobrecarregada mas a vida manda as velhinhas para me dar boa tarde, como quem diz que a solução de  tudo vive no único lugar onde a realidade existe: dentro de mim.

Segui meu caminho e o sol nem ardia mais.

Como ser criativo?

Outro dia recebi um e-mail de um radialista com crise de criatividade. “Por que alguns tem tantas idéias enquanto outros não conseguem nunca fazer nada diferente? ” – Ele perguntava.

Respondi que criatividade está radicalmente conectada a sua capacidade de enxergar. Está em seus olhos e no jeito que vê o sujeito do outro lado da rua, o povo do elevador, o carro que sai da garagem, as nuvens, o chão, os passos de alguém, a porta fechando, o rio, a pedra no chão… É a nossa capacidade de ver no mundo – em tudo – elementos que depois serão processados na mente e devolvidos na linguagem adequada: de um radialista a um pintor, de um escritor a um publicitário, não importa.

Ninguém é criativo se não para pra observar.

Criatividade é nossa capacidade de enxergar a vida, processar na mente e devolver ao mundo com sua própria linguagem.

Não adianta se esforçar para ser criativo. O processo é natural, de dentro pra fora.

Simples.

Eleições: Um olhar de dentro da Capital do Brasil.

Estou acompanhando pela primeira vez o processo eleitoral direto da Capital do país.

Aqui praticamente todo mundo tem seu “Deputado de estimação”. Aquele que levam a foto estampada no vidro traseiro do carro na esperança de , se eleito, resolva “meus problemas”.

Sim, “meus problemas”. É o que ouço da maioria que, a não ser que queiram lhe convencer de que o sujeito é bom, e nesse caso se referem a “nossos problemas”, falam sobre o candidato como alguém que se elejerá para “nos colocar lá dentro”.

O carrancudo do décimo andar de repente ficou simpático? Não se impressione, ele é candidato.

Aquele ex chefe ditador e perverso ligou do nada para saber como você está ? Pois é….candidato.

O amigo do amigo que nunca lhe cumprimentou agora vive com a mão estendida e os dentes a mostra? Ano eleitoral, quem sabe você não vota nele?

Nas ruas do Distrito Federal as placas, santinhos, adesivos, bonecos com a cara de candidatos que tentam ganhar a simpatia do povo: “Fulano de tal, um garçon no poder” – Para que eu vou querer um garçon no poder ? “Cicrano, policial em sua defesa” ou os intermináveis “Bispos” “Apostolos” “Pastores” “Irmãos fulanos”. Todos alí, sorrindo, esperando “um voto de confiança”.

Mas acho que o pior slogan que vi, foi de um candidato a Deputado Distrital (Aqui em Brasilia não há dep Estadual) com a seguinte perola:   “Chegou a minha vez !”.  Quanta sensibilidade.

A sensação que aumenta em mim todos os dias é que há uma profunda conexão entre nossos politicos e os que os elegem. Todos estão pensando em si mesmos e a única preocupação é que beneficio terei.

Poucos pensam no coletivo, quase não vejo preocupação com nosso problemas mais básicos que roubam o direito de muita gente a saude e principalmente a educação.

No Brasil educação é sinonimo de construir escolas e só.

Enquanto a maioria se contenta com o aumento da classe C, poucos se lembram que esse aumento só acontece as custas de financiamentos com juros altissimos que, no fim das contas, possibilitam o sujeito a comprar um celular moderno, uma TV de Plasma, enquanto os filhos estudam em uma escola sem mesa, quadro negro e com professores mal pagos. “Mas chegamos na Classe C, olha só minha Tevezona aí na frente”- É o que pensam.

No nosso Brasil ideal, o Bolsa Familia resolve o problema da pobreza e da fome, o Hospital vazio e sem medicos o problema da saúde, a escola com professores insatisfeitos está lá, então, problema da educação resolvido !

Mas o que eu tenho a ver com isso se “meu deputado” vai resolver “meu problema” ?

Enquanto isso, milhares de pessoas gastam com plano de saúde, escola particular, equipamentos de segurança e assim por diante em um país que até o momento que escrevo esse texto, arrecadou “apenas” 853 bilhões, 600 milhões de reais (segundo impostometro.com.br).  Quanto desse valor realmente volta para a sociedade ? Tente responder com sinceridade.

Só que vivemos em tempos onde pensar faz mal. Não questione, não pense, não veja. – É a esperança de alguns que em lugares estratégicos do poder, cuidam para que seja sempre assim.

O resultado disso é a mentalidade do “candidato de estimação”, da sensação predominante de que “minha vez vai chegar” e já que as coisas são assim, vou dar um jeito de ter meu “deputado de estimação”.

Politicos que entendem essa lógica e aplicam paternalismo popular no discurso, ultrapassam os 80% de popularidade e reelegem sucessores.

Cada um pensando em si. Criticando enquanto não é beneficiado. Esperando do poder, o poder de se sentir acima da média e ter acesso ao que nem todos tem.

Sempre “eu”, sempre “meu” e que cada um cuide de si.

É triste, mas é assim.

É só prestar atenção

Se me nego a pensar na vida, outros pensarão por mim.

E assim corro o risco de ter atitudes em favor de idéias alheias, sem saber que o que faço, vai de encontro com caminhos que não são os meus.

Se ando por outros caminhos, será o mesmo que admitir que estou perdido e, sem saber para onde ir, vou em qualquer direção.

Indo em qualquer direção sou levado pelo que aparenta ser conveniente ou melhor se adequa as minhas necessidades momentâneas, esquecendo-me que nem sempre o atalho é o melhor caminho.

Se me perco entre atalhos não adianta rodar muito porque provavelmente terei que voltar para o ponto de partida e, quem sabe, de lá refazer a caminhada.

Em tempo de excesso de informação,de sobrecarga de “ideias”, aprenda a parar, olhar e pensar.

Não dispense a capacidade de discernir a razão de estar aqui ou alí e acredite – sem ser intransigente-  na sua opinião. Ainda que muitas vezes lhe chamem de “cabeça dura”.

Tem gente querendo te imbecilizar, portanto, não acredite em tudo o que vê, afinal de contas,é dentro de você onde estão as respostas que tem procurado.

Consegue perceber?

É só prestar atenção

Amor incondicional.

Hoje, quando você acordou, qual foi a primeira coisa que veio a mente?

Que tipo de pensamentos vem lhe preocupado ou o que tem colocado como prioridade de vida?

Assista esse video, repense suas importancias e entenda que as circustâncias reverenciam atitudes de amor e o mundo sempre conspira em favor de atitudes de entrega.

Como digo no meu livro “Dez histórias e Algo Mais”: “No fim das contas, absolutamente tudo coopera pra o nosso bem. Simples assim”.

Parte 1

Parte 2