A nova guerra

Muito se fala sobre as guerras.

Acredito que, tirando o Bush e mais alguns, ninguém gosta de ver aquelas imagens horriveis de gente queimada ou morta nos campos de batalha.

Briga-se por tudo e por nada e a humanidade espera pelo dia em que elas deixem de acontecer.

Acredito que, como conhecemos hoje, a guerra é um animal em extinção.

Não que ela vá acabar, mas mudarão os campos de batalhas.

Ao invés de um exécito invadir um país, nossos corações serão invadidos.

Não se jogará bombas nas cidades porque são nossas mentes que serão bombardeadas.

Sem declarações de guerra ! Mas sutilezas, palavras doces e promessas, muitas promessas, serão mais eficientes.

Será o reino das imagens e das aparências.

Evoluimos o bastante para sabermos que, não os países, mas os espíritos são o alvo da conquista.

Você é o alvo.

Nessa guerra, os semblantes são sorridentes e o ambiente confortável e de aparente paz, mas o perigo é que, nela, arranca-se o coração e, no lugar dele, coloca-se o que quiser.

Olhe para o lado e veja que ela já começou.

Tente se livrar a tempo das ansiedades, culpas, medos ou mágoas que hoje te prendem, porque elas servem como algemas que te deixa vulnerável.

Pare de querer mais do que pode carregar, porque o peso, te deixará prostado e fácilmente abatido.

Que a aceitação dos outros deixe de ser seu objetivo, porque só é aceito por todos quem se esvazia e, vazio, será preenchido pelo que quiserem colocar.

Mude o jeito de olhar a vida e as pessoas que te cercam, abrindo mão de ser servido por elas, mas tentando aprender a servir. Quando tornar o outro feliz for sua prioridade, você se realizará e os realizados não são presas fáceis.

A vida tem muito mais do que te oferecem e viver é muito melhor do que ter.

Então seja.

Já que a guerra é invisivel, cuide-se e proteja seu coração. Fazendo assim saberá como guardar,  não só a você, mas aqueles que estão por perto

Entrevista

Dei essa entrevista ao Adriano Max da DJ Rádio. Falamos sobre minha carreira, rádio e as mudanças na comunicação. Mesmo que você não seja do meio assista. Tem conteúdo para você também.

Alma Pastosa

Tenho ouvido cada vez mais que o Brasil vive um momento mágico.

Números da economia revelam que as coisas vão bem e o aumento do consumo denuncia que as pessoas estão comprando cada vez mais.

Mas o aumento do consumo nem sempre é referência ideal a medida em que a dependência de financiamentos com juros astronômicos é o que mantém as pessoas primeiro consumindo, depois se endividando.

Lojas de varejo, roupas, supermercados, eletrodomésticos, móveis, viraram verdadeiros bancos com cartões próprios e incentivando as “parcelas”.

Geralmente embutem os juros no preço total de tal maneira que o consumidor não ve vantagens em comprar a vista.

O que tem acontecido no Brasil – e no mundo – é um grande estímulo ao consumo.

Aliás, é o consumo que move a economia do mundo.

Se os difíceis anos de inflação não permitiam a aquisição de bens com facilidade, hoje as “pequenas” parcelas estimulam e muito aqueles que não conseguiam comprar.

Enquanto somos bombardeados com informações do que é bom, bonito e virtuoso, tentamos seguir um padrão acreditando que é consumindo que chegaremos lá.

Já não me incomodo se existe corrupção, se tem gente sofrendo ou se a longo prazo todos sairemos perdendo, se hoje eu puder me beneficiar.

Beneficio é a palavra !

Nas mensagens religiosas, discursos politicos, campanhas publicitarias a idéia é fomentar no povo a sensação de que o beneficio é imediato, merecido e virá , desde que você consuma. E aí cada um oferece seu produto.

Assim, nos levam a alma.

Se a vida é tão difícil e todo mundo quer levar vantagem, eu só quero saber de me dar bem custe o que custar.- pensam.

Claro que nem todos são assim, mas se você parar para pensar, em maior ou menor grau todos temos um pouco disso.

Você cede a medida que lhe convém.

Conhecedores dessa condição, politicos, religiosos, empresários e “formadores de opinião” em geral fazem o jogo: nos dão a sensação de que eu posso , desde que…

Quando meus valores são baseados naquilo em que aparento ter ou ser, minha alma começa a virar pasta. Vai se moldando as circunstâncias, acomodando com as situações e perdendo a forma.

Mas para quem quer que eu consuma sempre mais, não é bom que eu seja eu. Melhor me convencer a tentar ser o Brad Pitt ou ela a Angelina Jolie.

Pensar, discernir os discursos, entender o que é bom, saber de que lado estou e como me posicionar não faz bem aos negócios.

Ter posição é difícil.

Tem vento soprando de todos os lados, mas todos levam para o mesmo lugar.

Nossas vidas não são geridas por ideais, mas por números e interesses que no fim das contas só servem para tapar vazios existenciais de gente que , por não ser, quer ter: Ter cada vez mais.

Eu estou sujeito a isso.

Por isso entendo que avaliar o que sou, re-checar minhas motivações, entender porque cheguei aqui e o que quero onde estou é fundamental, todos os dias.

Passar o scnanner na alma pode ser dificil mas diminui a chance que ela seja infectada pelo vírus da imbecilização.

Se você disser que contigo não é assim ou sentir que está livre desse ciclo, preocupe-se : provavelmente já está infectado.

Outro sintoma da infecção é quando deixo de me preocupar com o coletivo, acreditando que só vale o que acontece comigo.

Super aquecimento global vira papo de ecologista,  críticas ao capitalismo desenfreado vira conversa de comunista e preocupação com a alma das pessoas , história de religioso.

Quando esse sentimento é só meu, sou eu quem perde, mas quando ele se dissemina no inconsciente coletivo de um povo, todos perdem.

Estamos expostos a sutilezas diárias que procuram nos conquistar e como não se conquista sem expectativas, toda a sorte de possibilidades são lançadas.

Gostar de futebol, ir a igreja, comer churrasco com os amigos ou rir de tudo não é sinal de que estamos em paz.

Tenha coragem de se olhar no espelho e entender em que ponto você está nessa roda vida. Onde você quer chegar ? Quais suas reais motivações e porque ?

Faça isso.

Enquanto você aceitar ser o que os relatórios estatisticos dizem ou o que média espera, será tudo, menos você.

Coragem ! Por mais dificil que seja scannear a alma, saiba que do outro lado te espera alguém muito melhor.

Livre de esteriótipos e de dificil manipulação. De alma inteira e coração aberto, pacificado sabendo que os verdadeiros valores estão naquilo que sou.

Eu continuo nesse caminho e espero te encontrar nele.

As voltas que a vida dá

Aqui falo de minha experiência no rádio, mas ela só serve de pano de fundo para situações que estão presentes em nossas vidas, seja no âmbito que for. Então, se quiser, substitua o titulo ‘o rádio dá voltas”, para “a vida dá voltas” O fato é que, no fim das contas, o mundo – e as situações – sempre se renovam.

Mais papos em video, acesse: http://fsiqueira.com/video-papo-de-radio/

Se quiser ver mais papos em video, acesse: http://fsiqueira.com/video-papo-de-radio/

O Bin Laden que mora dentro de nós.

Com a morte do Bin Laden o mundo, e principalmente os norte americanos, comemoram como se fosse fim de copa do mundo.  Para eles o fim do terrorista representa o fim da ameaça, pelo menos daquela que se fazia mais presente no inconsciente coletivo do americano medio.

Osama Bin Laden era um símbolo. Claro, ele existiu históricamente e provavelmente estava longe de ser um ser humano cheio de virtudes, mas acontece que, acima de tudo, ele foi um simbolo criado pelos EUA para justificar sua lucrativa política anti terror. Foi assim com Sadan Hussein, Aiatolá Khomeini entre outros.

Depois dos atentados ao World Trade Center, a industria belica americana faturou como nunca. Fora zeros + zeros + zeros a mais nos contratos que se multiplicaram. Não sei se você sabe, mas, infelizmente a guerra gera lucro.

Foi graças ao simbolo Bin Laden e ao medo que ele gerava que, apesar da impopularidade, George W. Bush foi reeleito, arrastando uma guerra sem sentido, sem razão, mas com muitos “zeros” na conta de alguns.

Não é de hoje que o medo é usado como recurso de domínio. Medo do inferno, de Deus, do chefe, do marido e , por que não, do Bin Laden justifica posturas que de outra maneira jamais seriam aceitas como razoáveis.

Os EUA criaram o símbolo que acabam de destruir. Morre Bin Laden, mas não morre os métodos.

Encerra-se um período, mas não as táticas, artimanhas e caminhos que inserem, a partir do medo, símbolos que personificam algo que não está em uma única pessoa, exercito ou país: O bem ou o mal moram dentro da gente e, enquanto precisarmos projeta-los, seja no que for, nunca estaremos livres das manipulações que nos fazem comemorar achando que a morte de alguém ( seja ele quem for) nos trará dias melhores.

É no coração que nascem os Bin Ladens que moram dentro de nós. Esses só morrem quando a gente abre os olhos.