O mundo inteiro fala!

O mundo inteiro fala. Tudo ! Há brisas com mensagens, latidos inspirados, vozes de crianças, chuva, vento, insetos que polinizam graça, nuvens descarregando vida, céu, azul, iluminado, aquecendo o chão rachado, quente, esburacado muitas vezes, mas, nele, também há mensagens.

Aquele homem do outro lado da rua não sabe que carrega mensagens, ele é mensageiro e não sabe. Aquela senhora, aquele mendigo, o empresário, o policial e o ladrão, eles quase não sabem que, ainda que não falam, ainda que não façam nada por isso, não se esforçam, não trabalham, não se dedicam, não se preparam, são mensageiros também.

Hoje a noite, quando o sol estiver do outro lado do mundo e as vozes se calarem, os barulhos se aquietarem e o silêncio se conectar com seus medos, seus pensamentos frenéticos, suas culpas, seus receios, lembre-se: sempre há o que perceber, sempre há respostas, há caminho, soluções que a vida se encarrega de organizar, colocar em meus contextos, me fazer tropeçar, entender e enxergar que eu vivo em meio as mensagens, que o mundo inteiro fala, tudo se vincula, uma sinfonia de graça que certamente ouvirei, sem esforço, sem lutar, sem brigar, ouvirei sim, no dia em que simplesmente parar de tentar resolver tudo, me aquietar e ouvir.

Há choros com mensagens, risadas inspiradas, vozes de adultos e idosos, neve, mar, vendavais, bichos, palavras, graça em tudo, até nesse texto, pequeno, improvisado, escrito às pressas, mensageiro em uma tarde de segunda feira, para te fazer parar, para lhe tirar da espiral de pensamentos, para lhe propor descanso, aquietamento e paz. Sua parte é descansar e perceber.

Acalme-se

Cuide de sua mente. Atente para o que tem alimentado seus pensamentos e não permita que eles te conduzam. Há um fluxo natural na existência, que cuida dos pássaros, das plantas, do cosmos, do seu corpo que nesse momento processa milhões de combinações químicas para manter-se funcionando sem que você perceba, tampouco intervenha.

Na maioria da maioria das vezes nossas intervenções atrapalham. Elas carregam angústias e inquietudes em processos que se resolveriam com naturalidade se você soubesse esperar, se não se autossabotasse, se ao menos tentasse se aquietar, parar, respirar, acalmar e finalmente enxergar que em tudo há oportunidades, que nada pode nos fazer mal a não ser que concedamos, que a maior parte da energia que despendemos na vida poderia ser poupada se tivéssemos clareza desse fluxo organizador, presente em tudo.

Aquiete-se, mesmo que tudo lá fora seja barulho. Acalme-se, mesmo que sua mente não queira. Descanse, ainda que sua culpa lhe acuse de comodismo. As respostas estão ai. Tudo o que você precisa, sim, absolutamente tudo já é. Não corra atrás. Não se desgaste. Não se inquiete. Pacifique-se e perceberá.

Sei que é assim.

O que é a verdade? Responda se puder. INSIGHT

Nós, seres humanos, somos estranhos. Construímos nossas leis, sociedades, códigos, religiões, política, estabelecemos regras, tentamos nos adequar, nos respeitar enquanto nossos interesses se mantenham resguardados. Somos moralistas, legalistas, éticos, sim senhor, afinal, fazemos tudo certo, tudo de acordo com as regras, conforme manda o figurino e podemos comprovar com nosso número de CPF imaculado ou alguma certidão que testifique nossa idoneidade, o quanto somos de fato honestos e verdadeiros. Está tudo sob controle, tudo no seu devido lugar, portanto, por favor, não embaralhe as coisas. – pedimos quase amedrontados.

Pensar sobre a verdade pode ser perigoso. Se resolvermos ir além da superfície, se decidirmos mergulhar a cabeça e tentar enxergar só um pouco mais, perceberemos quão frágeis são nossos conceitos de verdade especialmente porque ninguém sabe de fato o que ela é. Dá medo relativizar absolutos e assumir que tudo o que temos é quase nada, e o que pensamos saber, muito pouco.

É quando nos flagramos com nossas caixinhas nas mãos, aquelas que antes acreditávamos serem suficientes para guardar o que não cabe, controlar o incontrolável, domesticar o essencialmente selvagem e tudo o que resta é assumir que minhas leis, minhas regras, minhas verdades são apenas periféricas, importante para que uma sociedade viva civilizadamente, mas nada além disso.

Se não controlo a verdade e tampouco posso explicá-la, resta apenas reconhece-la, identificando fragmentos de verdade até onde nunca imaginei. Quando me desapego do sentimento de posse, quando reconheço que quase não sei, me abro e começo a entender que verdade não se explica, não se encaixa, não cabe em palavras ou no vocabulário mais erudito. Verdade se experimenta, se vive, se aplica no olhar de quem não se atreve em julgar, não se apressa em condenar, não se coloca em nenhuma posição de juiz de ninguém, apenas porque reconheceu que, em se tratando da verdade, somos leigos, eternos aprendizes.

Ponto de equilíbrio

Apenas um lembrete: É fundamental entender que, por mais que às vezes dê vontade de nos isolarmos, chutarmos tudo, mandarmos todos pra “lá”, um ser que enxerga cresce quando aprende a fortalecer vínculos, desenvolvendo e amadurecendo as relações em busca do equilíbrio, por mais desequilibradas que as coisas sejam. O isolamento é um descompasso, especialmente pela necessidade de vivermos em sociedade. Isolar-se é desequilibrar-se, é perder a capacidade de enfrentar a contrariedade, a diferença, as discordâncias, os desafios. Lembre-se: O amor se desenvolve nos ambientes difíceis. Esteja atento. Que o ponto de equilíbrio comece em você.

Encontros Floripa, Rio de Janeiro e Passo Fundo

Gente, o encontro de Floripa está confirmado: dia 26/10. O do Rio de Janeiro também: dia 08/11. Hoje escreverei para quem enviou um e-mail para encontrospelobrasil@gmail.com querendo informações. Coloque no assunto “Encontro RJ” ou “Encontro Floripa” que até o fim do dia encaminharei detalhes. São vagas limitadas ! Por falar nisso, amanhã estarei em Passo Fundo/RS qualquer dúvida sobre Passo Fundo fale com a Carol da Silveira Estou feliz com essas oportunidades ! tem sido muito bom crescer junto !