Afinal, como me harmonizar interiormente diante de uma vida com tantas turbulências?

Woman in Rural Setting

Talvez o que eu lhe diga agora possa soar estranho, mas, mesmo assim, considere como uma possibilidade: Por mais difíceis que as situações possam aparentar, por mais pesadas, por mais que nos peguem de surpresa, nenhuma delas, repito: nenhuma delas, tem o poder de nos fazer qualquer coisa, a não ser por nossa concessão. Por exemplo, você pode viver perfeitamente bem, sem tristezas, sem dores até o dia que recebe a notícia de que alguém que ama faleceu há dois meses. Nesse caso, imediatamente, a vida que fluía maravilhosamente bem apesar do falecimento simplesmente desaba. O que mudou? A pessoa já tinha morrido há dois meses, você não tinha sido afetada até que soube. Pronto, o luto acabou de instalar-se como realidade absoluta, como se a morte tivesse ocorrido naquele instante, sendo que, para você, foi exatamente naquele instante de fato. O que estou querendo dizer? Que, apesar das situações contraditórias e difíceis existirem, somos nós que as revestimos com nossos próprios significados e importâncias. Mesmo um evento coletivo, um Tsunami por exemplo, que atinge muitas pessoas ao mesmo tempo, repercute em cada uma delas de um jeito diferente, afinal, cada um projeta no evento a interpretação que lhe cabe, retira do que lhe habita as cores e impressões que nortearão os efeitos que aquilo produzirá na alma. Sendo assim, não há realidade, não importa qual seja, que deixe de refletir na dimensão exterior quem você é interiormente. É por isso que acredito que os acontecimentos não carregam nenhuma carga moral, mas são apontamentos para que nos enxerguemos. Sendo assim, não importa o nome (e as razões) que você dá as suas dores, por mais difíceis que sejam (de maneira alguma quero desconsiderar isso) elas falam sobre você, te revelam, te desnudam e, sobretudo, lhe trazem uma oportunidade: encarar-se e transcender-se. Esse é o ponto. Quando deixo de olhar o que me acontece como fardos distribuídos aleatoriamente, como castigo, recompensa, carmas ou punições, mas como oportunidades, imediatamente mudo meu olhar especialmente porque, ao fazer desse jeito, projeto sobre o que parecia trevas, luz, consciência, discernimento. Não há escuridão que resista a isso. Sei que doerá por algum tempo, claro, você é humana, as coisas não são tão fáceis assim, mas também sei que, se hoje não pode mudar a maneira como sente sua vida, mude a maneira como enxerga sua vida. Há uma diferença sutil e fundamental nisso. Veja diferente, mude a perspectiva que imediatamente te deslocará da condição de vítima para aprendiz, de sofredora para um ser que evolui, de alvo para flecha. Inicialmente os sentimentos continuarão os mesmos, mas, mudando o olhar, muda o sentir, muda o experimentar, muda o agir. E é isso que você busca não? Portanto, como eu costumo dizer, aquiete-se. Não se debata contra as situações, não tente nomeá-las agora, não lute contra elas como se estivesse em uma guerra. Acalme-se e experimente a maravilha de estar viva, exposta as contradições, dificuldades, vazios, mas, viva! Nada em sua vida está ai para castiga-la. Nada existe para lhe reduzir, para lhe entristecer ou punir do que quer que seja. Você não está sendo vitima de vingança celestial ou nada que se assemelhe e as dores que hoje experimenta, já foram e serão experimentadas por outros tantos no mundo inteiro. O que muda é o olhar. O que você vive hoje, são apenas os pesos e levezas, retas e curvas, aclives e declives de existir. Mude sua maneira de enxergar a vida, veja dádivas em tudo, presentes até nas dores e viva, e seja feliz e seja alguém melhor ! Sei que vai conseguir.

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