Nos vemos logo em BH!

Amigos, em uma semana estarei em Belo Horizonte para refletir sobre caminhos do aquietamento, sobretudo, como lidar com um mundo, uma vida, um tempo tão cheios de ruídos e manter a atenção no realmente importa. Creio que seja mais do que nunca importante falarmos sobre isso!
Se você gosta do meu trabalho e tiver condições de ir, não deixe de se inscrever no link abaixo. Quanto antes melhor porque as vagas são limitadas.
Se você quiser ir, mas não tiver condições de se inscrever me avise para que isso não seja empecilho.
O importante é que aproveitemos essa oportunidade que certamente será única. Será um privilégio pra mim poder lhe dar um abraço. Até breve!

http://www.lojadoflaviosiqueira.com/2014/05/encontro-belo-horizonte.html

 

Cheios de medo! – INSIGHT

Uma reflexão sobre nossos medos, nossa necessidade de segurança, nossa tendencia em apoiarmos em estacas fincadas em areia movediça. “Cheios de medo” é o tema do mais novo Insight que se propõe a jogar luz aonde poucas vezes arriscamos enxergar. E que o dia seja iluminado! Fique bem.

Uma dimensão

Amor não é um ato, um fato, um contrato entre duas pessoas.
Não é uma estrada florida, um caminho romântico, um fim de semana no paraíso porque tudo é experiência do amor.
Os “nãos”, os “foras”, as decepções, as contradições, as perdas, potencialmente, também carregam possibilidades de amor, especialmente porque o amor não é um cenário, mas uma dimensão.

Tudo se cura quando cura na gente

Tudo se cura quando cura na gente. Tudo passa, tudo melhora, tudo se cala quando cala na gente.

As cores que faltam, a brisa que some, o calor que aquece, quando, antes de tudo, aquece na gente. E as cores voltam, a brisa renasce, tudo se renova, se transforma, se faz quando existe na gente.

O medo que some, as culpas, as dores, as perdas se apagam quando, em nós, se dissolvem.

O mundo que muda, as vozes que calam, labirintos se desfazem se o caminho é em mim.

Tudo se cura quando cura na gente. Nada fica. Nenhuma ameaça, choro que cessa, sede que passa, alívio, descanso, luz que se espalha quando acende na gente.

Porque todas as dores do mundo, o que mete medo, nos encolhe em ameaças, encobre o horizonte, sequestra a espontaneidade, tudo o que nos rouba o ser e adoece a existência, tudo se cura quando cura na gente.

Ninguém disse que seria fácil, há sombras no caminho e os tropeços tantas vezes nos parecem invitáveis, há dias mais difíceis, cansaço, estreitamentos inesperados, que no assustam, nos confundem, nos desviam.

Ser humano é ser contraditório, é caminhar em busca de algo que se vincule ao vazio de dentro e nos traga respostas, nos acolha, nos transcenda e nos livre do medo.

Mas o medo passa e não há choro que dure para sempre, nem culpa que nunca se acabe, vazios que não sejam preenchidos, amores que jamais correspondam, dores terminam, tristezas tem fim e o luto morre quando finalmente entendemos que tudo se cura quando cura na gente. Fique bem !

Nós e o todo

Apesar das frequentes alterações de cenários e personagens, nossas experiências são extremamente parecidas em essência.
Sofremos das mesmas culpas, alimentamos os mesmos medos, esperanças, necessidades, vazios, inquietudes. Achamos que estamos distantes do outro sem saber que apenas seguimos por estradas paralelas, que muitas vezes levam ao mesmo lugar.
Basta um olhar mais atento para concluirmos que as experiências se repetem e, apesar de chamarmos por nomes diferentes, cada ser humano que deixa um pouco de si no todo, absorve do todo o muito que é.