A não resistência que se impõe

Não espere do outro nada além do que é. Aceite. Não tente muda-lo, não pense que é algo pessoal, simplesmente aceite.
Se houver no outro algo que precisa ser melhorado, se houver alguma percepção a ser acrescentada ou alguma mudança importante a se realizar, ela virá a partir da sua calma, da sua sabedoria, do seu silêncio interior, da harmonia que deve partir de você até irradiar o ambiente ao ponto de promover entendimento que harmonizará, equilibrará ou, se for o caso, promoverá rupturas muitas vezes necessárias.

Um dos maiores desastres vividos nas relações nasce quando um tenta mudar o outro a força, aos berros, chantageando emocionalmente, portanto, não tente. Mude a si mesmo, pacifique-se apesar dos pesares, enxergue-se e a paz será seu árbitro, iluminara seu caminho e tudo clareará, saberá por ande caminhar, saberá até se chegou a hora de ir embora.

Esse “outro” a que me refiro pode ser uma pessoa ou quem sabe um “copro estranho” na sua existência, um problema, uma dor, uma inquietude constante.

Ao aceitar o outro como é, simplesmente ame. Ame reconhecendo-o ame aceitando-o, ame como é. Ame mesmo aquilo que hoje lhe desagrada, entendendo que é assim , aceite, pacifique-se, e tudo clareará.

Não estou dizendo que você deve se submeter a situações degradantes, que deve aceitar o que te faz mal, deve simplesmente não fazer nada como se não pudesse interferir nas relações e nas dinâmicas da vida.

Não é isso, entenda: O que estou dizendo é que antes de qualquer coisa você deve entender como o outro é, aceitar e amar, porque agindo assim, criará um ambiente, ou de conexão, ou de separação, entendendo que entre tantas coisas que você pode fazer, aceitar é o primeiro passo, amar o mais poderoso, até porque, quem ama entende com mais clareza quando chega a hora de ser firme, de dizer não, de tomar atitudes mais pontuais, de ir embora, quem sabe?

O que estraga uma relação não é o fato do outro ser diferente de nós, afinal, quem é exatamente igual? O que estraga é o fato de que, mesmo bem intencionados, não aceitarmos os prazos, ritmos e processos do outro, tentando imprimir na relação uma percepção única – a nossa – e, seja diretamente ou não, cobrando do outro aquilo que ele ainda não tem, nem é, e talvez nunca será.

Enfrentamentos, gritarias, mágoas e oposições viscerais não costumam promover mudanças. É assim com o próximo, é assim com a vida. Reflita sobre isso e tenha um dia em paz !