Arrogancias

Nossas arrogâncias são como exércitos armados até os dentes, prontos para a guerra. Recolhem-se quando recebidos pelo silêncio e pela indiferença. Frustrados por não ter com quem lutar, guardam as armas e vão embora.

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Virar a página

Cada um tem seu tempo, seus próprios processos e percepções e por isso a necessidade de encará-los e enfrentá-los. Não tenha medo. Não trema quando encontrar fragmentos da verdade onde nunca imaginou. Não se assuste quando reconhece-la onde seus pares não veem. Não se retraia quando ouvir a voz de Deus onde dizem que ele não está. Essa tua desconstrução é necessária, essas dúvidas, esses medos, tudo isso faz parte.
Só não se esqueça de uma coisa: siga em paz. Não é errado duvidar, não é errado questionar, não é errado se expandir. Chega um tempo onde reconhecemos a importância de nosso caminho na condução até o ponto presente, mas, daqui pra frente, é preciso mudar de esquina, dobrar a rua, virar a página.

A cura

Ninguém disse que seria fácil, há sombras no caminho e os tropeços tantas vezes nos parecem invitáveis, há dias mais difíceis, cansaço, estreitamentos inesperados, que no assustam, nos confundem, nos desviam.
Ser humano é ser contraditório, é caminhar em busca de algo que se vincule ao vazio de dentro e nos traga respostas, nos acolha, nos transcenda e nos livre do medo.
Mas o medo passa e não há choro que dure para sempre, nem culpa que nunca se acabe, vazios que não sejam preenchidos, amores que jamais correspondam, dores terminam, tristezas tem fim e o luto morre quando finalmente entendemos que tudo se cura quando cura na gente.

Largue

Ser consciente é enxergar-se agora, é perceber os pesos que aceita carregar como se fossem carmas, como se precisasse daquilo, como se não houvesse nenhuma escolha. Sempre há. Portanto, quer se desapegar de um medo, um trauma, uma dor, uma inquietação que lhe acompanha o tempo todo? É isso que você quer? Então não me venha com o famoso “mas é difícil” porque mais difícil é carregar toneladas nas costas diariamente, conviver com o medo, sentir-se vítima e mesmo assim você faz. Largue. Sem medo, sem argumentação, sem desculpas; largue. Só isso.

Como viver com conflitos?

Uma das razões por gostar tanto de comprar livros em sebo, é que às vezes eles nos reservam surpresas especiais. Uma folha amarelada, uma dedicatória perdida, uma assinatura antiga. Livros que não vem do plástico chegam com histórias que transcendem o texto, deixam dicas sobre quem leu, pequenos sinais que dão características próprias às folhas. Impressões de almas que se manifestam nos pingos de café que ficaram, nas marcas de dedo, um rasgão aqui, uma sublinhada lá; impressões que agora se misturam ao texto e falam igual, ou mais do que as palavras. Ontem no avião, lendo um livro, encontrei um papelzinho envelhecido e dobrado. Não sei se era um lembrete para quem escreveu ou um recado para quem leria, mas faço questão de ampliar a mensagem, simples, bem humorada e doce. 🙂 Desdobrei e tirei a foto: “Como viver com conflitos? Coma bombons coma amor!”

coma bombom

O apego…

Você pode pensar que “se apegou” a alguém. Isso é impossível. O apego está ligado à sua insegurança, aos seus medos, vazios, que se projetam em alguém.
Você não está preso à pessoa, mas em si mesmo. Podem ser pais, amigos, marido, esposa, filhos, até o cachorro. Conheço uma mulher com quase 40 anos que trata seu bicho de pelúcia como filho. O apego não está no bicho, mas nos vazios dela. O bicho só recebe essa carga. Ela não precisa se livrar do bichinho, mas encarar seus vazios.