Guerra contra o terror – É preciso cautela

niqabisridiculous

Se fundamentalismo gera fundamentalismo é certo que devemos ter cuidado antes de comprarmos todo o pacotão vendido pela imprensa e pelos governos em nome da “guerra conta o terror”.
É preciso cautela antes de apontar culpados, antes de reduzir motivações ao que vemos e não entendemos. As coisas não são tão simples assim.
Sem dúvidas o terrorismo é um grande problema dos tempos modernos, porém, acredito que a melhor maneira de enfrentá-lo é tentando ampliar nosso olhar, percebendo que, além de motivações fundamentalistas e religiosas, bem além disso, há uma mobilização das massas que, amedrontadas dão dinheiro, viabilizam leis, controle, candidaturas, posicionamentos institucionais que de outra maneira, se não fosse “em nome da guerra contra o terror”, não se viabilizariam. Foi assim que o Bush se reelegeu em 2004.
Enquanto isso, aumenta a divulgação de assassinatos a sangue frio (inclusive cometido por crianças) fomentando um caminho do medo, da completa falta de racionalidade, da abertura de demandas políticas e econômicas no mínimo suspeitas.
Depois dos atentados em Paris (como houve no 11 de setembro) iniciou-se debates que pareciam sepultados, muitos em direção ao cerceamento de liberdades, de conteúdos (inclusive da internet), de imigrantes, forçando a opinião publica ainda chocada com a espetaculização de tragédias a julgar sem pensar, a consentir tudo o que prometa combater a ameaça do terror.
É preciso cautela. É preciso equilíbrio para que uma coisa não justifique a outra, para não virarmos massa de manobra, para não perdermos o resto da sanidade. Sim, é preciso cautela.

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2 comentários em “Guerra contra o terror – É preciso cautela

  1. Minha definição: Acontecimentos ocultos para a “Massa” e muito bem planejado e definido pela “Elite”, sim é preciso cautela!

  2. Pois é, Flávio, este é um tema que exige clareza e lucidez.

    Lembro-me de ter visto o filme Fahrenheit 11 de setembro ,
    de Michael Moore, e de ter percebido um pouco desta ” política de controle do medo”.

    No filme, percebemos que, mesmo após a Al-qaeda, de Osama Bin Laden, ter
    assumido a autoria dos atentados, George W. Bush enviou as tropas para o Iraque
    e não para o Afeganistão, que era onde estava a célula terrorista.

    Esta atitude do então presidente dos EUA foi questionada até por oficiais do alto escalão
    da defesa militar americana, que não compreendiam o motivo pelo qual o presidente
    tinha o Iraque como alvo, quando a Al-qaeda, localizada no Afeganistão, já havia sinalizado,
    abertamente para todo o mundo, a autoria dos ataques.

    O autor do filme também relata a cultura do medo que se instalou no país naquela época.
    Todos os telejornais falavam sobre o assunto, levantando suspeitas e especulações
    infundadas que somente fomentavam o medo na sociedade.

    E por que esta fomentação do medo?

    Simplesmente porque se a população não tivesse em pânico, aterrorizada, não iria engolir
    a história de Bush estar invadindo o Iraque, assim, sem nenhum motivo plausível.

    Então o governo cria um grande problema ou então fomenta ele ainda mais, para que a
    sociedade, aterrorizada, solicite uma ação, uma atitude.

    Entretanto, meu amigo, o governo utiliza exatamente este mecanismo já conhecido
    para realizar o que bem quer. Afinal, neste momento de pânico, a população aceita tudo,
    bastando falar que a ação é contra o terror.

    Pelo que tudo indica, a motivação de Bush para invadir o Iraque não era uma luta
    contra o terror, mas sim uma luta em busca de petróleo.

    Sim, Flávio, é preciso muito cuidado ao tratar este tema.

    O filme se encontra disponível neste link: https://www.youtube.com/watch?v=rxiNYUFIiJ4

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