Cade Deus?

“Cada vez mais estou me distanciando de religiões, mas também percebo que não tenho mais uma opinião formada de “Deus”, não sei se ele existe, se temos um criador ou alguém que projetou a Matrix, enfim… ”
-Você chegou ao ponto ideal. O ponto onde conclui que “não tenho mais uma opinião formada sobre Deus”.

Às vezes me questionam pelo fato de eu quase nunca usar as quatro letras D-E-U-S em meus textos, mas há uma razão: Percebo que sempre que essa palavra é usada, algo é ativado na mente das pessoas. Deus tem sido sinônimo de condicionamentos.

Nem sempre, ou quase nunca, esse algo tem a ver com uma percepção transcendente, o mistério, a profundidade e a inexplicabilidade do que podemos intuir, que podemos sentir como parte da gente, dentro, em nós, mas que não podemos de maneira alguma encaixotar em alguma definição.

Deus não é a palavra d-e-u-s. Deus não é o líder da religião, o chefe do papa ou o cafetão de lobos interesseiros. Deus não é um homem de barba, nem um ser astral, iluminado, dirigente dos “mestres ascensionados”. Quem é Deus?

É o ser pessoal, amoroso, ensinado pelo cristianismo ou a energia abstrata, subjetiva, abrangente, impessoal, ensinada pela filosofia ocidental? Particularmente acho que é tão além disso que inclui as duas coisas e cresce para uma dimensão de profundidade que minha mente não chega, a não ser por alguns pequenos lampejos que se refletem na vida, no todo, em tudo, até que eu “veja” Deus em você, em mim.

Eu e você não somos deuses, mas como explicar o fato de que somos parte dele, de que ele nos habita?

Quando deixa de ter uma opinião definitiva, fechada, formatada pela crença religiosa, você se abre para o despertar de possibilidades que transcendem palavras e lhe aquietam na dimensão do “eu sou”.

Sim, Deus também é uma dimensão, um lugar, uma condição de acolhimento que lhe conecta, não exatamente com uma explicação grega e definitiva sobre o que é Deus, não é “teologia”, mas, sobretudo, a pacificação daquele que, mesmo sem todas as explicações, sem as palavras, sem as certezas, sem o controle das opiniões formadas e formatadas, sem o orgulho de dizer “eu o conheço”, vive como quem reconhece quem é Deus na dimensão de sua própria consciência. Esse o percebe em si, em tudo, em todos, e por isso mesmo caminha com reverência e gratidão.

Portanto, não se aflija com isso. Não há definições, não há palavras, não há controle. Há apenas uma dimensão, nela eu vivo, me expresso e cresço em consciência não explicável, mas perfeitamente conectada com o que sou e estou me tornando.

Chamamos de “Deus” porque aprendemos em nossa cultura, é o nome que deram aqui, no entanto, as quatro letras não contém o que está em tudo, a força da vida, o que nos vincula, o que prescinde qualquer explicação. Resta enxergar Deus em você, tratá-lo como gente que anda comigo, reconhecê-lo nos diferentes, nos diminuídos pela sociedade, reverenciá-lo quando cuido dos mais fracos Deus na gente, em gente, em nós. Esse é o máximo que posso chegar. O resto é debate religioso. Fique bem !

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Um comentário em “Cade Deus?

  1. Deus esta ao lado
    pare agora de olhar para o monitor olhe pela janela ou se vire um pouco , sintonize a frequência aqui, ai , agora, este momento

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