Linguagens

27mar2013---grafite-que-lembra-uma-fotografia-antiga-pode-ser-visto-na-avenida-henrique-schaumann-na-zona-oeste-de-sao-paulo-sp-o-dia-do-grafite-e-comemorado-nesta-quarta-feira-1364404439177_956x500

Ainda usamos a velha linguagem de sempre. Expressões centenárias que se referem a outras paisagens. Tudo mudou. Veio outra tecnologia, utopias desfeitas, olhares desviados para outros cenários, outros valores, outros humanos que tentam encaixar o que antes era tão fácil, tão simples, em um mundo complexo e cheio de ambivalências.

O amor dos poetas que divagavam sob a lua. Os pensamentos do homem que chegava cansado em casa e abraçava a família. As crianças com suas calças curtas. A cidade que silenciava com a chegada da noite. As assombrações de uma realidade pré científica. O canto do galo. Deus. Fé. Liberdade. Pecado. Virtude. Esperança. Futuro.

Palavras que apontam para paisagens que se dissolveram em um tempo cheio de vácuos. Que precisam serem reinventadas para que se revistam de significado de novo.

Nossa linguagem ficou pobre. Agora só percebemos a estética das palavras, não prestamos mais atenção. Seguimos com nossos códigos que deixaram de expressar o amor, os pensamentos, o cuidado, a espiritualidade, as utopias quase sem espaço.

É preciso nos enxergarmos para encaixarmos as palavras e os significados. Percebermos os movimentos interiores que nos deslocaram de outra terra, de outro tempo, estabelecendo uma nova linguagem que ajude a encontrarmos sentido.

É preciso construir pontes entre os que somos e os que fomos, caminhos que nos conectem a um tempo diferente, e que apesar da linguagem, ainda vive dentro de nós.

Relaxe e aproveite a viagem ! – Insight

Ainda que ter planos seja saudável é fato que não temos controle sobre os desencadeamentos de cada experiência. Vivemos na tentativa de sentir que há o mínimo de controle até que o perdemos.
Tentamos criar nossos sistemas, fazemos tudo para que a vida aparente estabilidade e ficamos a mercê da “sorte” ou de “deus” ou de qualquer coisa que nos promova descanso.
Acontece que o descanso não está no controle, mas na viagem. Às vezes é preciso “deixar os pratos caírem” e permitir que o fluxo do descontrole nos revele que o fato de não termos controle pode ser muito bom. É hora de relaxar e aproveitar a viagem! Agora você começará a ver. Assista abaixo o mais novo Insight sobre esse tema..

A casa que sou

Você chama de Deus. Mas não é Deus que procura.
Acha que é felicidade. Mas o que é felicidade além dos comerciais de margarina ou de carros potentes?
Você quer um trabalho melhor, se esforça e justifica: “Infelizmente em nossa sociedade é assim, o dinheiro fala mais alto.” Está apenas se enganando, como se fosse obrigado a aderir valores que não são seus, ritmos que desgastam, objetivos tantas vezes utópicos.

Você pensa que procura um grande amor? Engano. Quantas vezes “grandes amores” viram outras coisas, perdem o brilho na mesma proporção que deixam de ser novidade.

Uma país mais justo onde as coisas funcionem, onde houvesse menos desigualdade seria suficiente? Claro que a vida melhoraria, claro que estaríamos mais felizes, menos indignados, mas a pergunta é: seria suficiente?

Por que nunca é? Por que não saciamos? Por que a busca não cessa?

Trocamos de carro e arrumamos outra mulher, outro marido, outra vida. Mudamos de religião, deixamos tudo de lado e nos transformamos em seres “zen”. Mudamos nossa linguagem, nossos padrões, nosso trabalho e as mudanças nos agradam por um tempo.

Ajudam a estampar um sorriso novo, um olhar esperançoso que adiante será substituído pelo cansaço não confessado, pelas dores latentes que recusamos a admitir.

Empurramos para baixo do tapete e continuamos com nossas dores, silenciosos, em nossa eterna busca até que cesse.

Estava em nós. Tudo dentro. Nossa busca por Deus, por felicidade, por trabalho, por dinheiro, por justiça, por amores… Nossas buscas, todas por nós mesmos, perdidos, fragmentados em uma vida fragmentada.

Damos nomes às coisas de fora, mas dentro da gente elas vivem sem nome, todas eu, todas em mim, silenciosamente angustiadas até serem encontradas. Até que eu me cale e ouça. Até que eu veja e enxergue. Até reencontrar o caminho de casa, a minha casa, a casa que sou. 00190u

Nosso corpo é um adversário?

Entre os comentários aqui no blog:

“Será nosso corpo o maior dos nossos adversários? Será nossa mente a “madrasta” má que nos afasta da nossa essência?
Tenho enfrentando grandes batalhas comigo mesmo, não porque não sei o que fazer, mas devido a total e viciante cultura pré- fixada e impregnada no que chamo de eu…”

– O corpo e a mente serão adversários se tratá-los como tal. Cuide deles, alimente-os com o que faz bem e terá aliados, não adversários. Respeite-os, e as grandes batalhas não serão necessárias. Fique bem!

Em busca do amor

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Estamos todos em busca do amor. Não sabemos ao certo onde está e por isso buscamos. Que busca incessante! Não é a busca de um único homem, uma única mulher. Não se limita aos seus sucessos ou fracassos, a necessidade de conectar-se, de estar perto, de preencher o vazio tão grande; abismo do amor.

Nossa busca é a busca de todos. Dos pais que ainda tateiam no escuro e continuam tentando, os filhos, distraídos, não sabem que viverão à procura de algo, cercados de almas ansiosas por serem encontradas. Esperamos ser encontrados.

Nossa busca é a busca pelo encontro e o encontro é o descanso de ser. Queremos amor como porta, como céu, como ar. Amor que nos coloca para fora e convença à felicidade. Amor liberdade. Ser quem é.

Ser no outro, na outra, naquilo, lá, no espaço que é apenas reflexo, no lugar que é projeção, ser quem é enquanto fugimos, enquanto buscamos, incessantemente, quase em desespero, enquanto não somos encontrados.

Amor é encontrar-se. É descansar, cessar a busca, deixar ser amado. A pressa é sede, a sede é vazio, o vazio é saudade de ser quem somos. Amor é quando perdemos o medo de cair e mergulhamos no desconhecido. É perder o controle.

Nossa busca pelo amor é a busca por nós mesmos. Até que haja descanso, até que aquietemos e deixemos de fugir. Perder o medo de sermos amados. Apenas deixar que o amor nos revele, nos mostre quem somos, nos livre da busca, nos coloque no chão.