Mentes livres

Há algo profundamente errado em sua crença (seja política, religiosa, etc…) se ela inibe o livre pensamento. Se não aceita discordâncias, dúvidas, diferenças.
Fé não serve para proteger, mas para projetar.
Não confie em nenhuma ideia que exclua pessoas, diminua seres humanos por sua opção sexual, religiosa, política, cultural, social ou ideológica, que sobrecarregue almas cansadas e, como eu e você, necessitadas de amor. Que não promova consciências, mas vive tentando condicionar mentes, entupido-as com leis, mandamentos, tarefas, obrigações, culpas e medos. Ocupe-se com a sua mente. Descondicionar-se já é trabalho suficiente.
Desconfie dos “donos da verdade”, os “grandes lideres” , os que gostam de serem tratados por seus “títulos diferenciados”, reverenciados por sua pseudo superioridade. A história tem exemplos suficientes para sabermos onde isso termina.
Creia no que quiser, seja livre para pensar, só não permita que ninguém pense por você.

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A dimensão onde existimos

Os “nãos”, os “foras”, as decepções, as contradições, as perdas, potencialmente, carregam possibilidades de amor, especialmente porque o amor não é um cenário, mas uma dimensão.
É por isso que sentimos necessidade de externalizá-lo, de experimentá-lo como desdobramento nas relações, vincular de mentes, de corpos, de suspiros, de toques… Mas isso é apenas uma expressão, não uma condição.
O amor é absoluto, mas eu e você somos relativos e é em nossa relatividade que o experimentamos fragmentado nas experiências, condicionado em nossas projeções; com tempo, cara, cheiro, cor, forma, gosto, imagem, roteiro e paisagem, mas nenhuma dessas expressões jamais limitará o que as transcende.
O amor é a dimensão onde existimos.

Amor dimensão

O amor é uma dimensão constante, absoluta, permeia nossa realidade fragmentada, se espalha sobre a terra com eloquência, mas, ainda assim, tudo o que vemos são reflexos.O amor se impõe como realidade sem nome, sem dono, sem representante, sem “caixa”, sem causa, sem jaula, sem discursos pré concebidos, sem rótulos. Mistério que não se encerra em nós mesmos, tampouco em nossas tolas projeções. Nenhum de nós ainda sabe amar em plenitude. Nenhum de nós.

Nossas respostas

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Nossas respostas nunca cabem no outro. Não completamente. Elas tem nossas impressões, nosso cheiro, nosso jeito de ver, de ser, de sentir. Carregam as digitais de quem viveu experiências específicas e consequentemente significados absolutamente únicos. Elas tem as nossas formas, portanto, ainda que possam ajudar, nossas respostas são apenas nossas respostas, aplicáveis exclusivamente aos nossos caminhos.
Quando alguém ouve nossas respostas e percebe alguma coisa, pode até ser que credite a mudança à você, mas não é bem assim. Agora a sua resposta ganhou outro olhar, modificou-se em perspectivas, conectou-se à outros cenários. Tem uma forma nova, talvez semelhante a original, mas completamente única porque a nossa resposta virou resposta do outro. Deixa de ser nossa, ou minha, ou sua.
Isso é lindo porque nos alivia a sobrecarga de sermos oráculo de quem quer que seja, de tentar fazer caber no outro o que talvez nunca caberá. Pelo menos não nas configurações que você imagina ser ideal.
Por isso seria melhor que não tentássemos convencer ninguém de nossas respostas. Mesmo que acredite nelas, mesmo que tenha feito bem à você, mesmo que lhe pareça adequado.
Prefiro confiar no desinteresse do amor.
Mais do que respostas vale solidariedade. Mais do que teorias, valem os vínculos. Mais do que boas intenções pedagógicas vale a prática de quem simplesmente caminha junto e se oferece para ser amigo, ser apoio, ser amor. Nossas respostas nunca cabem no outro, especialmente porque não são respostas que satisfazem, mas a experiência de quem se permite, sem defesas, andar junto. Isso sempre cabe em todos nós.

Humanos selvagens no Mensagens que chegam pela manhã – vídeo

Mais um trecho de bastidores do meu programa de rádio. Dessa vez o assunto é: humanos selvagens. Você , com reputação ilibada, politicamente correto, que tem sua religião ou sua ideologia de vida. Você que pensa ter a maioria das respostas e está confortável dentro de sua caixinha pensando que nela cabem todos os mistérios da vida. A vida é selvagem. A morte, a natureza, a liberdade, nós e Deus. Selvagens. Veja o vídeo abaixo:

Você entende o que eu falo? – Insight

Às vezes recebo mensagens de gente que diz: “Adoro o que você escreve, mas me parece utópico”. Ainda que eu não promova técnicas, religiões, rituais, nada a não ser a importância de prestarmos atenção na vida, esse tipo de olhar é recorrente. Melhor desqualificar o “mensageiro” do que refletir na “mensagem”. Ela pode nos tirar de zonas de conforto e revelar padrões adoecidos, difíceis de encarar, mas absolutamente necessários para enxergar a si mesmo e naturalmente amplificar o jeito que vê a vida. Você entende o que eu falo? Nesse vídeo abaixo um papo que pode lhe ajudar. Fique bem!