Sabedoria e humildade

simplicity

Todo conhecimento, seja em que área for, expõe os limites de nossa ignorância. Quanto mais “sei” maior a interface entre as respostas e as perguntas, que aumentam. Não há limites para os saberes.
É preciso humildade para o cientista que se maravilha com o mundo e tenta decifrá-lo. Um místico sem humildade será apenas um repetidor de fórmulas, estereotipado, presunçoso, preso nos casulos que cria para si e para os incautos. O intelectual que pensa saber abriu mão de todo conhecimento que ainda não sabe. Deixou de movimentar-se. Fixou-se na ignorância.
Não há espiritualidade sem mistério, sem perguntas, sem aberturas, sem disponibilidade para aprender.
Humildade não é uma virtude, mas uma condição. Há os que se orgulham da própria humildade e a transformam em estética para ser admirada. Humildes cheios de vaidade.
Humildade se vincula ao reconhecimento de que não há limites para o saber, que tudo o que vemos é superfície, apenas uma perspectiva reduzida de mistérios que se projetam na terra, no céu, no ar, no espaço, no universo e ao mesmo tempo reflete o infinito que nos habita. Não há sabedoria sem humildade. Não há transcendência sem mistérios. Não há significados sem simplicidade. Tudo mora na gente e nosso mundo é infinito.

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