A dimensão onde existimos

Os “nãos”, os “foras”, as decepções, as contradições, as perdas, potencialmente, carregam possibilidades de amor, especialmente porque o amor não é um cenário, mas uma dimensão.
É por isso que sentimos necessidade de externalizá-lo, de experimentá-lo como desdobramento nas relações, vincular de mentes, de corpos, de suspiros, de toques… Mas isso é apenas uma expressão, não uma condição.
O amor é absoluto, mas eu e você somos relativos e é em nossa relatividade que o experimentamos fragmentado nas experiências, condicionado em nossas projeções; com tempo, cara, cheiro, cor, forma, gosto, imagem, roteiro e paisagem, mas nenhuma dessas expressões jamais limitará o que as transcende.
O amor é a dimensão onde existimos.

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