A incrível dimensão do não saber

Tem tantas coisas que não sei. Na verdade basta um momento em silêncio, um tempo em contemplação, um instante de desobstrução interior para que não reste dúvidas: tudo o que chamamos de conhecimento, seja em que área for, não representa sequer um fragmento diante do que há para saber.

Conhecemos algumas regras da natureza, entendemos um pouco de tecnologia, estudamos nossos filósofos, nossas teorias políticas, o corpo humano, teologias, avançamos em muitos aspectos, mas nada disso, nenhum conhecimento intelectual nos satisfaz diante da constatação de que não sabemos quase nada.

Tem coisas que não sei e nem tento saber por uma razão: em certos casos a tentativa é um risco de encaixar algo bem maior em qualquer coisa muito menor.

É tentar capturar o inefável e adaptá-lo ao intelecto, ao vocabulário a racionalidade que tem seus próprios limites. Há muitas outras formas de perceber a vida além de nossa capacidade cognitiva.

Não tento cavar uma explicação assim como procuro não projetar nenhuma expectativa que esteja além daquele momento, daquele tempo, daquela experiência e do significado que posso projetar aqui e agora.

Acho que é uma forma de permitir que nossa consciência se expanda e siga na direção que quiser, nos mostrando o que precisamos ver, ajudando a despertar um ser livre de condicionamentos, mas completamente aberto a todas as possibilidades anexadas a incrível dimensão do não saber.

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Aprendendo com a des-esperança. – Insight

Ás vezes perdemos a esperança. É como se não houvesse argumentos ou qualquer tipo de situação que se sobreponha a fatal constatação de que não há mais razão para esperar.
O que eu pensei que fosse acontecer não aconteceu, aquilo que demandou investimento, suor, dedicação, fé, simplesmente foi diluído diante de uma realidade inexorável e, com ela, a des-esperança.
Nesse Insight, uma conversa aberta, franca e realista sobre nossa vida no mundo, as contradições que produzem desgaste, as dificuldades que muitas vezes dificultam a esperança em dias melhores e o quanto podemos aprender a esperar com a des-esperança. Independente dos cenários, que nossa conversa de hoje lhe aqueça o coração e, sobretudo, lhe ajude a acreditar que a vida pode ser melhor.